Jesus na mitologia comparada

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O estudo de Jesus do ponto de vista mitográfico é a examinação das narrativas de Jesus, o Cristo (“o Ungido”) das escrituras, da teologia e do povo cristão como parte central da mitologia cristã. Tal estudo também pode envolver comparações entre crenças cristãs sobre Jesus e sobre outros deuses ou personagens mitológicos. A relevância do “mito” no estudo sobre Jesus e as Escrituras é normalmente rejeitado pelo sistema educacional moderno.

Ao invés disso, o estudo de Jesus Cristo como um mito é popularmente associado a uma posição cética em relação ao “Jesus histórico”. Proponentes da teoria da origem mitológica do Cristianismo sugerem que uma parte dos evangelhos tenha sido criado por um ou mais pregadores históricos, mas que de nenhuma maneira esses pregadores tenham sido “fundadores do Cristianismo”; ao contrário, esses proponentes alegam que o cristianismo tenha surgido organicamente das culturas Helenística e Judaica. Contudo, o estudo dos paralelos entre as narrativas de Cristo e outras figuras mitológicas não prejudica o entendimento sobre o “Jesus histórico”, e este está aberto a várias interpretações.

  1. A influência do Cristianismo nas religiões do Mistério (para Agostinho de Hipona)
  2. A interpretação dos paralelos mitológicos como uma “imitação diabólica” de Cristo (para Justino Mártir)
  3. A interpretação do mito pré-Cristão como um Urmonotheismus degradado
  4. A interpretação da narrativa de Cristo como um “mito verdadeiro” (para C. S. Lewis)
  5. A admissão de um Jesus histórico, que, no entanto, é de menor interesse para o Cristianismo do que para o Mito de Cristo (para Carl G. Jung)

Temas[editar | editar código-fonte]

Egito Antigo[editar | editar código-fonte]

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Ao lado, uma estátua de Ísis - a esposa e irmã de Osíris, cuidando de seu filho, Hórus – datada da dinastia egípcia Ptolomaica. "A iconografia de Hórus ou influenciou ou foi justamente apropriada na arte cristã primitiva. Ísis e o bebê Hórus podem ser vistos como os precursores para Maria e o menino Jesus”.[1]

O egiptólogo auto-didata Geral Massey argumentou em 1907 através de seu livro Ancient Egypt, the light of the world, que Hórus e Jesus compartilham as mesmas origem mitológicas. O teólogo W. Ward Gasque endereçou um e-mail a 20 renomados egiptólogos, incluindo o Professor Emérito de Egiptologia da Universidade de Liverpool, Kenneth Kitchen, e o Professor de Egiptologia da Universidade de Toronto, Ron Leprohan. Esse e-mail detalhou as comparações trazidas por Massey, porém os professores foram unânimes em desmentir quaisquer similaridades sugeridas.

O egiptólogo E. A. Wallis Budge sugere possíveis conexões e paralelos na história da ressurreição de Osíris com a encontrada no Cristianismo. “Os egípcios como nós os conhecemos acreditavam que Osíris possuía uma origem divina, que ele havia sofrido mutilações e morrido nas mãos dos poderes do Mal e que, após grande esforço contra esse Mal, ele havia ressuscitado e se tornado, doravante, o rei do mundo inferior e juiz dos mortos – e já que ele havia conquistado a morte, os justos também o poderiam... Em Osíris, os Egípcios Cristãos encontraram o protótipo de Cristo, e nas pinturas e estátuas de Ísis amamentando seu filho Hórus, o ideal da Virgem Maria e seu filho”.[2]

O estudioso bíblico Bruce M. Metzger ressalta que no ciclo osiriano ele, Osíris, morre no 17º dia do mês de Athyr (aproximadamente entre 28 de Outubro e 26 de Novembro, nos calendários atuais) e revivifica no 19º dia, comparando isso à Cristo ter ressuscitado no “terceiro dia”, mas também pontua que “ressuscitação” é uma descrição questionável. Contudo, o proponente da teoria do Mito de Cristo, George Albert Wells, se refere a um relato do grego Plutarco e afirma que Osíris morreu e chorou no primeiro dia e que sua ressurreição é celebrada no terceiro dia com o grito alegre de “Osíris foi encontrado!”. Ele ainda acrescenta que a comparação que São Paulo fez da ressurreição corporal com o plantio e o crescimento de uma semente de milho (1 Coríntios 15:35-38) é baseada na antiga ideia egípcia de que uma figura de sementes germinando no leito de Osíris representa a ressurreição (figura ao lado).

Plutarco e outros notaram que os ritos a Osíris eram “tristes, solenes e pesarosos” e que o grande festival do mistério, celebrado em duas fases, começou em Abydos no 17º dia do mês de Athyr (13 de Novembro), comemorando a morte do deus (data em que também se celebrava o plantio das sementes). A morte dos grãos e o falecimento do deus era uma coisa apenas: os cereais eram identificados como um deus que veio dos céus; ele era o pão pelo qual os homens sobreviviam. O festival anual envolvia a construção dos “Leitos de Osíris”, em forma do deus, preenchidos com terra e também sementes. A germinação das sementes simbolizava Osíris voltando dos morto (um exemplo antigo dessa figura foi encontrado na tumba do faraó Tutancâmon pelo arqueólogo Howard Carter).

A primeira etapa do festival consistia em um drama público relatando o assassinato e o desmembramento de Osíris, a procura de seu corpo por Ísis, seu retorno triunfal quando ressuscita em forma de deus, e a batalha na qual Hórus derrota o deus Seth. Segundo Julius Firmicus Maternus, do século IV, essa peça era re-encenada todo ano por adoradores que “batiam seus peitos e esfaqueavam seus ombros... Quando eles fingiam que os restos mutilados do deus haviam sido encontrados eles mudavam do luto para o regozijo”. (De Errore Profanorum).

A Paixão de Osíris também é refletida no seu nome ‘Wenennefer’ (“aquele que continua a ser perfeito”), o que inclui o seu poder pós-morte.[3]

O egiptólogo Erik Hornung observa que os Egípcios Cristãos continuaram a mumificar os mortos (uma parte substancial das antigas crenças osirianas) até que a prática finalmente terminou com a chegada do Islã, e defende uma associação entre a Paixão de Cristo e as tradições osirianas, particularmente nas escrituras apócrifas de Nicodemus e da descida de Jesus ao Hades. Ele conclui que se o Cristianismo rejeitou qualquer elemento pagão, o fez apenas em um nível superficial, e que o Cristianismo primitivo era “profundamente grato” ao Egito Antigo.

David J. MacLeod acredita que a ressurreição de Osíris difere da de Jesus Cristo dizendo que

“Talvez o único deus pagão de onde venha a ideia de ressurreição seja o Egípcio Osíris. (...) Osíris não “ressuscitou”; ele governou na Morada dos Mortos. Roland de Vaux escreveu que para se entender o significado de “Osíris sendo trazido à vida”, bastaram as ministrações de Ísis, e ele foi capaz de ter uma vida além-tumba que é quase uma réplica quase perfeita da sua correspondente terrena. Mas ele nunca voltou entre os vivos e reinou apenas sobre os mortos. Esse deus revivido é, na realidade, um “deus-múmia”... Não, o mumificado Osíris dificilmente foi uma inspiração para o ressuscitado Cristo... (...) Para atingir a imortalidade os Egípcios tinham que cumprir três condições: Primeiro, seu corpo tinha que ser preservado pela mumifação. Segundo, alimentos seriam providenciados pelas reais oferendas de pão e cerveja. Terceiro, magias seriam enterradas com a pessoa. Seu corpo não retornaria dos mortos; apenas poucos elementos de sua personalidade – seus Ba e Ka – é que continuariam pairando sobre seu corpo”.[4]

O paralelo mãe-e-filho[editar | editar código-fonte]

Algumas pessoas acreditam que a íntima relação maternal entre Ísis e Hórus apresentada nas imagens do Antigo Egito foram mais tarde incorporadas na iconografia cristã. Em particular, as figuras de Maria e Jesus em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Nossa Senhora de Częstochowa dividem várias similaridades às representações egípcias primitivas entre Hórus e Ísis. O egiptólogo Erik Hornung escreveu que “havia uma analogia óbvia entre o bebê Hórus e o menino Jesus e o cuidado que eles receberam de Duas sagradas mães; muito antes do Cristianismo, Ísis havia carregado o epíteto de ‘mãe de deus’”.

Jesus, um plágio de outros mitos?[editar | editar código-fonte]

Um fato importante a se ter em mente enquanto lemos esta seção sãos as cerca de 300 profecias messiânicas detalhadas em relação à vida, morte, e ministério de Jesus encontradas no Antigo Testamento. Embora não possamos mostrá-las verídicas, as profecias abrangeram um período aproximado de 450 a 1500 anos antes de seu nascimento. Possibilitanto a hipótese de terem sido simples plágios de personagens passados, isso não seria algo novo, a assimilação de fé, para trazer mais adeptos, é algo antigo, e que sempre era observado no passado. Mas há também diversos aspectos na história da vida de Jesus que mostram um novo ângulo.

Hórus[editar | editar código-fonte]

De acordo com a mitologia egípcia, acredita-se que Hórus originalmente era o filho de Rá e Hathor e o marido/irmão de Ísis. Posteriormente ele foi visto como o filho de Osíris e Ísis, uma vez que Hathor e Ísis foram unidos em um ser. Hórus era considerado o céu, o sol, e o deus da lua representado por um homem com a cabeça de falcão.


NASCIMENTO VIRGINAL Existem duas narrativas distintas do nascimento relativas à Hórus (nenhuma delas descreve um nascimento virginal):


Versão 1: Diz-se que Hathor, a personificação maternal da via láctea, concebeu Hórus, porém somos informados que seu marido, Rá, era um deus sol egípcio. Hathor (uma deusa do céu) era representada pela vaca cujo leite deu origem à via láctea. Pela vontade de seu marido Rá, ela deu à luz Hórus:


"Eu, Hathor de Tebas, senhora das deusas, irei conceder-lhe uma audiência na presença [do deus]... Hathor de Tebas, que era personificada na forma de uma vaca e de uma mulher."[5] [6]


Versão 2: Quando investigamos Ísis como a mãe de Hórus, somos informados que ela não era uma virgem, e sim a viúva de Osíris. Isis pratica mágica para ressucitar Osíris dentre os mortos, a fim de que ela possa gerar um filho que vingasse a morte do cônjuge. Em seguida, Ísis engravida do esperma de seu falecido marido. Novamente, nenhum nascimento virginal acontece:


"Ela consegue levantar os inúteis membros dele cujo coração estava em repouso, ela retirou sua essência, e a partir disso gerou um herdeiro." [7] http://www.pantheon.org/articles/i/isis.html


A UNIDADE DO PAI E DO FILHO Críticos sugerem que a trindade cristã foi adaptada a partir da noção de que Osíris, Rá,e Hórus eram um só deus em essência. Pelo fato de Hórus ter nascido após a morte de Osíris, veio a acreditar-se que ele era a ressurreição, ou reencarnação, do pai:


"Ele o vingou no seu próprio nome Hórus, o filho que vingou seu pai."[8]


Ao longo dos séculos, os egípcios eventualmente consideravam Osíris e Hórus como um único e mesmo deus. No entanto, essa comparação do filho igual ao pai assemelhasse mais à metamorfose de Hathor em Ísis do que à uma Trindade Cristã. Primeiramente vemos Hórus como o filho de Rá e, em seguida, sendo o equivalente de Rá, em seguida Rá torna-se finalmente apenas um aspecto de Hórus. Da mesma forma que Hathor e Ísis, simplesmente vemos uma fusão de um ser em outro. Na mitologia egípcia, cada deus tinha uma origem distinta ao ser concebido a partir de outros deuses. Na teologia Cristã, Deus e Jesus sempre existiram como uma única e mesma divindade, nenhum dos dois tendo um princípio ou fim. O nascimento de Jesus não representou Sua criação, apenas Sua chegada na forma humana. Além disso, o conceito da unidade do pai e do filho não foi criado pelos cristãos do primeiro século. Profecias no Antigo Testamento referiam-se ao futuro Messias como o Filho de Deus, até 1.000 anos antes do nascimento de Cristo. I Crônicas 17:13-14


CRUCIFICAÇÃO E RESURREIÇÃO Apesar de ter morrido, nunca é mencionado sobre Hórus ter sido crucificado. A única conexão que podemos fazer de uma ressurreição de Hórus é se considerarmos a eventual fusão dele com Osíris. Mas tal teoria resulta numa situação muito problemática, aparentemente percebida pelos egípcios a medida em que posteriormente alteravam suas crenças a fim de corrigir as contradições. Na história egípcia, Osíris ou é mutilado por Set na batalha ou trancado numa caixa e afogado no Rio Nilo. Ísis então junta novamente as partes do corpo de Osíris e o ressucita para gerar um herdeiro que irá vingar a morte do pai (embora tecnicamente Osíris na realidade nunca tenha sido ressuscitado, pois ele é proibido de regressar ao mundo dos vivos). [9] e Fonte[10]


"[Set] trouxe uma caixa bem talhada e decorada que ele havia projetado para ser feita de acordo com as medidas do corpo do rei... Set proclamou que ele presentearia a caixa ao rei cujo corpo ajustou-se às medidas com precisão... Em seguida, Osíris se apresentou. Ele deitou-se na caixa, preenchendo-a em cada parte. Mas obviamente foi sua vitória conquistada naquela hora trágica que determinou sua morte. Antes que ele pudesse levantar, os malignos seguidores de Set surgiram repentinamente diante dele e fecharam a tampa, pregando rapidamente a caixa e soldando com chumbo. Portanto, a caixa ricamente decorada tornou-se o caixão do bom rei Osíris, de quem o sopro da vida se esvaiu." Fonte [11]


NASCIDO EM 25 DE DEZEMBRO O nascimento de Hórus na verdade era comemorado durante o mês de Khoiak, (Outubro / Novembro). Embora alguns críticos afirmem que Hórus nasceu durante o solstício de Inverno, isto demonstra mais uma relação com outras religiões pagãs, as quais consideravam o solstício sagrado.


Objeção dos Céticos: E por que o cristianismo, sendo que não proveio do nada, também não poderia ter sido influenciado por toda essa mesma tradição pagã anterior a ele próprio e coexistente em seu local de origem?


DOZE DISCÍPULOS Aparentemente esta semelhança parece exata até que chegamos a conclusão que os "discípulos" de Hórus não eram bem discípulos - eles eram os doze signos do Zodíaco, que se tornaram associados à Horus, um deus do céu. Contudo os discípulos de Jesus eram homens reais, que viveram e morreram, cujos escritos existem até hoje, e cujas vidas estão registradas por historiadores. Pelo fato do “discípulos" de Hórus terem sido apenas signos do zodíaco, eles nunca ensinaram sua filosofia ou difundiram seus ensinamentos. A realidade de que existem doze signos do Zodíaco (doze meses) em comparação com os doze apóstolos de Jesus é uma coincidência insignificante.


Objeção dos Céticos: É justamente esse o ponto e o caráter tangidos pela hipótese de Jesus como mito. O que se conhece de Jesus e seus discípulos é textual e se encontra em um gênero literário que vai de encontro com a historiografia, a biografia ou o jornalismo, por ser um relato fantástico em que cada elemento passivelmente teria um significado para os místicos do período. Basta se conhecer a existência das antigas correntes gnósticas, em que, muitas delas, Jesus já era tomado como mito e como símbolo desde aquele período. A opinião dos apóstolos como indivíduos existentes é dubitável por falta de evidência empírica irrefutável de suas existências para descartar a hipótese de suas ficcionalidades. Para algumas correntes ou seitas, os apóstolos podem ser compreendidos como: os doze signos do Zodíaco; as doze estrelas no diadema da mulher do capítulo doze do Livro do Apocalipse; os doze filhos de Jacó; as doze portas da Jerusalém Celestial com seus respectivos doze anjos e doze pedras; as doze gemas no peitoral do sacerdote israelita; os doze pilares que Moisés ergueu no Monte Sinai; etc. O que temos fora da literatura cristã é o relato de terceiros, sendo que nenhuma das outras fontes partiu de testemunhas oculares dos eventos narrados nos evangelhos. Assim como na literatura de ficção, no romance, na poesia, ou mesmo nos mitos de religiões como o Hinduísmo, o Zoroastrismo, ou tantas outras, há o uso da mímesis e da verossimilhança - dando aos textos forma de realidade - para dar força e empatia a narração, possuindo tais ferramentas diversos empregos, dentre eles, na mensagem alegórica como no caso dos mitos das religiões orientais - e por que, surpreendentemente, estaria o cristianismo eximido desse caráter alegórico, o destacando tão aristocraticamente acima das outras religiões, de forma tão a priori? Muitos dos argumentos contra a relação entre Jesus e Hórus poderiam ser usados para afirmar - com uma convicção mantida a priori - uma existência literal de Hórus e uma existência meramente alegórica de Jesus; em suma, a existência ou não de relação não refuta a hipótese do mito Jesus.


REUNIÃO NO TOPO DO MONTE Críticos chamam atenção para a semelhança tanto de Jesus como de Hórus tendo uma reunião no topo de um monte com seus inimigos. Ao invés de examinar minuciosamente parte por parte, darei apenas cada versão dos eventos para que o leitor possa observar as diferenças (óbvias):

Jesus: Após Jesus terminar Seu jejum no deserto, Satanás tenta seduzi-lo, oferecendo-lhe todos os reinos do mundo se Ele aceitar adorá-lo , mas Jesus recusa-se. Mateus 4:1-11

Hórus: Durante a batalha, Hórus arranca um dos testículos de Set enquanto Set (por vezes chamado Seth) devora o olho de Hórus. Mais tarde Set tenta provar sua posição dominante iniciando uma relação sexual com Hórus. Hórus colhe o sêmen de Set na mão e o lança em um rio próximo. Hórus mais tarde se masturba e espalha seu esperma sobre um alface que Set acaba comendo. Ambos, Set e Hórus, comparecem perante os deuses para proclamar o seu direito de governar o Egito. Quando Set afirma ter domínio sobre Hórus, seu sêmen é encontrado no rio. Quando o domínio de Hórus é considerado, seu sêmen é encontrado no interior de Set, assim, o direito de governar o Egito é concedido à Hórus:


"Ó aquele castrado! Ó este homem! Ó ele que perturba quem também perturbava, entre vós dois! Este primeiro conselho da assembléia dos justificados... Nasceu antes que o olho de Hórus fosse arrancado fora, antes que os testículos de Set fossem removidos." [12] “É o dia em que Hórus lutou com Set, o qual jogou imundícies na face de Hórus, quando Hórus destruiu os poderes de Set." [13] “Então [Set] compareceu perante o conselho divino e reclamou o trono. Mas os deuses determinaram a sentença de que Hórus era o legítimo rei, ele estabeleceu seu poder na terra do Egito, e tornou-se um sábio e forte governante como seu pai Osíris." [14]


Objeção dos Céticos: Será que a semelhança entre os nomes Set e Satanás possui algum significado?


Resposta: As variantes do nome Set incluem Seth, Sutekh, Setesh, e Seteh. Considerasse geralmente que a raiz da palavra Set é traduzida como fascinante ou coluna firme. Os diferentes sufixos do nome dele acrescentam os significados majestoso, supremo, e deserto. A palavra Satanás vem da raíz semita Stn que representa oposição. Antes de sua queda, o nome original de Satanás era Lúcifer, ou anjo de luz. O termo Satanás representa um adversário comum, daí sua identidade popular. Embora ambos os nomes sejam compostos de um S e um T, seus significados não têm nada em comum. As grafias são apenas um resultado da raiz original das palavras as quais representam seus personagens. Fonte e Fonte


TÍTULOS SEMELHANTES Os críticos alegam que Hórus possuia títulos semelhantes utilizados para identificar Jesus como o Messias, Salvador, Filho do homem, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, O Caminho, a Verdade, a Luz, e a Palavra Viva. No entanto, não encontro nenhuma evidência de qualquer um destes nomes sendo usados em referência á Hórus. Ficasse especialmente cético quanto à palavra Messias, uma vez que esta é de origem hebraica.


Objeção dos Céticos: Como mito e enquanto mito não seria um contrassenso querer se traçar diferenças se fazendo análises restritas e uma leitura limitada ao ipsis litteris dos textos, e daí então tirarem-se conclusões de invalidade da hipótese da possível relação entre o mito Jesus e o mito de Hórus, sendo que mitos são apenas compreendidos em seu propósito e valor para além da mera literalidade escrita, mas no campo do alegórico, do simbólico, e do metafórico? É muito natural que alegorias completamente diferentes em suas narrativas falem exatamente da mesma coisa, possuindo apenas pontos chave em comum.

Mesopotâmia[editar | editar código-fonte]

Tammuz-Adonis é o arquétipo mesopotâmico para o deus da fertilidade que morre e ressuscita. Seu culto envolvia o luto. O deus tem paralelo a Cristo principalmente pelo seu epíteto, “o pastor”.

Referências

Notas[editar | editar código-fonte]