Jibóia-constritora

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Jibóia

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Serpentes
Família: Boidae
Género: Boa
Espécie: B. constrictor
Nome binomial
Boa constrictor
( Lineu, 1758)
Sub-espécies brasileiras
B. c. constrictor
B. c. amarali

A jibóia-constritora (Boa constrictor) é uma serpente que, apesar de raramente ultrapassar os 3 metros de comprimento, pode chegar até aos 5 metros. Existe no Brasil, onde é a segunda maior cobra (a maior é a sucuri). O seu habitat são as copas das árvores das florestas da América do Sul e da América Central. No Brasil, pode encontrar-se em diversos locais, como na Mata Atlântica, restingas, mangues, no Cerrado, na Caatinga e na Floresta Amazônica.

No Brasil existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazónica e do nordeste. A segunda, menor, é acinzentada e as vezes mais agressiva.

Tem uma cor parda, com manchas arredondadas e escuras no dorso e nos flancos.

É, basicamente, um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha actividade diurna.

Apesar de ser um réptil, pode-se considerar como animal vivíparo porque no final da gestação o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Outros autores desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-nas apenas ovovivíparas porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicado à incubação num ovo separado do corpo materno. A gestação pode levar meio ano, podendo ter de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 cm de comprimento e 75 gramas de peso.

Detecta as vítimas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos, principalmente ratos, aves e lagartos que matam por constrição dos seus músculos, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes nas mandíbulas. Primeiro, traga a cabeça da sua vítima. A digestão é demorada, podendo durar algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor. Como gasta pouca energia, consegue passar muito tempo sem comer.

Apesar de ter fama de animal perigoso para o ser humano, como não é venenosa e não consegue comer animais de grande porte, é, no fundo, inofensiva. Tem, aliás, medo do ser humano e foge com a sua aproximação. Isso não a impede de ser um animal muito perseguido por caçadores e traficantes de animais (chega a ser utilizada como animal de estimação exótico).

Existem algumas superstições sobre as jibóias no Brasil. Em alguns locais, a sua cabeça é cortada e utilizada como colar para "fechar o corpo", ou seja, proteger contra feitiçaria e outros males.


Índice

[editar] Alimentação:

As serpentes são animais carnívoros que se alimentam de roedores, aves e lagartos. É necessário que sejam alimentados uma vez por semana com dois camundongos. A freqüência e quantidade da alimentação aumentam de acordo com o tamanho do animal. É muito importante saber a procedência do alimento vivo para que não haja problemas patológicos. Estes alimentos precisam ser vermifugados.


[editar] Para criação em cativeiro

É interessante reproduzir o habitat natural do animal. Para isso precisamos:

  • Terrário que tenha pelo menos 2/3 o tamanho máximo do animal e 1/3 do tamanho máximo em altura e a mesma medida em altura.
  • Placa de aquecimento ou pedra aquecida entre 25°C e 30°C. Note que o aquecimento deverá ser feito em um dos lados do terrário para que o animal possa escolher entre o lado aquecido ou o outro lado e assim regular sua temperatura.
  • Termômetro para controlar a temperatura
  • Hidrômetro para verificar a humidade que deve estar entre 8%0 e 90%.
  • Um tronco para que ela se enrole caso deseje.
  • Pote com água com tamanho suficiente para que ela fique imersa parcialmente se desejar.
  • Substrato de grama sintética, bark, litter - tipos de forrações atóxicas.


[editar] Manuseio

Aceitam bem desde que acostumados desde filhotes. Só não podem ser manuseados no dia em que é oferecido o alimento para evitar regurgitações que podem causar a morte do animal.

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais