Jihad

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Bandeira da Jihad

Jiade[1] ou Jihad[2] (em árabe: جهاد‎; transl.:  jihād) é um conceito essencial da religião islâmica e significa "empenho", "esforço". Pode ser entendida como uma luta, mediante vontade pessoal, de se buscar e conquistar a fé perfeita. Ao contrário do que muitos pensam, jihad não significa "Guerra Santa", nome dado pelos Europeus às lutas religiosas na Idade Média (por exemplo: Cruzadas) por mimetismo com o contacto com um Islão que, durante 500 anos antes destas, invadira metade do mundo cristão. Aquele que segue a Jihad é conhecido como Mujahid.

A explicação quanto as duas formas de Jihad não está presente no Alcorão, mas sim nos ditos de Maomé: Uma, a "Jihad Maior", é descrita como uma luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma; e a outra: a "Jihad Menor", é descrita como um esforço que os muçulmanos fazem para levar a teoria do Islã a outras pessoas. Esta divisão só surge, porém, no século XI num livro de al-Khatib al-Baghdadi que transmite aquele referido dito de Maomé. Ou seja: antes deste período apenas havia uma jihad e essa, de acordo com os textos fundacionais do Islão, era a "Jihad Menor" como se pode ver na surah 4:95 do Alcorão. Com efeito, nenhuma das quatro escolas de jurisprudência sunitas, nem a tradição xiita, se referem à "Jihad Maior". Mas não só: nenhuma das seis maiores colecções de hadith (Sahih Bukhari; Sahih Muslim; Dawud; al-Sughra; Tirmidhi e Ibn Majah), que a seguir ao Corão são os textos mais importantes para a formação identitária e teológica do Islão, se referem, nas 200 vezes que se reportam a jihad, à "Jihad Maior", mas apenas à jihad de luta exterior e conquista. Ou seja: dizer que a verdadeira jihad é uma luta interior é, não só, uma posição herética face àquelas escolas ortodoxas de jurisprudência, mas ir contra as próprias palavras do profeta muçulmano Maomé que, por exemplo, disse:

  1. «Está escrito que Amr bin Abasah disse: “fui ter com Maomé e perguntei: ‘Oh mensageiro de Alá, qual é a melhor jihad? Maomé disse: ‘A de um homem cujo sangue é derramado e o seu cavalo é ferido’”» (Sunan Ibn Majah 2794)
  2. «Está escrito segundo a autoridade de Abu Huraira que Maomé disse: ‘Aquele que morreu mas não lutou no caminho de Alá nem expressou alguma determinação por lutar, morreu como morrem os hipócritas» (Sahih Muslim 2:4696)

Bandeiras[editar | editar código-fonte]

A Jihad carrega consigo suas bandeiras com a escrita da Shahadah o primeiro dos cinco pilares do Islã, defendendo que não há deuses senão Alá.

São duas as bandeiras da Jihad, a mais comum Al-Raya, também escrita como Ar-Rayah e comumente chamada de Bandeira da Jihad é a mais usada por grupos jihadistas modernos, a bandeira branca, Al-Liwa não muito é referenciada pois essa refere-se ao Califado e não exatamente ao ato ou grupos em prol da Jihad.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Alves, Adalberto (2013), "jiade", Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Instituto Camões, p. 578, ISBN 9789722721790, http://books.google.pt/books?id=LzveAgAAQBAJ&pg=PA578, visitado em 31 de maio de 2014 
  2. {{Citar web |url=http://www.priberam.pt/dlpo/jihad |título=Jihad |autor=Dicionário de língua portuguesa Priberam

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • KHADDURI, Majid. War and peace in the law of Islam. Baltimore: Johns Hopkins University, 1958.
  • MORABIA, Alfred. Le gihad dans l’Islam médiéval. Paris: Albin Michel, 1993.
  • MELIS, Nicola. Trattato sulla guerra. "Il Kitab al-gihad di Molla Hüsrev". Cagliari: Aipsa, 2002.
  • MELIS, Nicola. Il concetto di ğihād, in P. Manduchi (a cura di), Dalla penna al mouse: Gli strumenti di diffusione del concetto di gihad. Milão: Franco Angeli, 2006, pp. 23–54.
  • MELIS, Nicola. A Hanafi treatise on rebellion and ğihād in the Ottoman age (XVII c.), in Eurasian Studies, Istituto per l’Oriente/Newnham College, Roma-Cambridge, Volume II; Number 2 (dezembro 2003), pp. 215–226.
  • PETERS, Rudolph. Islam and colonialism: The doctrine of Jihad in modern history. "Religion and Society", Mouton, Haia, 1979.


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