Jiló
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| Solanum gilo |
O jiló (Solanum gilo) é o fruto da planta herbácea jiloeiro, muito cultivado no Brasil. É um fruto, geralmente confundido com um legume, famoso por seu gosto amargo. É famosa a canção de Luiz Gonzaga, "Que nem Jiló", em que ele compara as dores da saudade à amargura do jiló:
Ai, quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer
E amarga que nem jiló
É originário da África Ocidental, onde ainda é cultivada, por exemplo, na Nigéria.
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[editar] Características
É o fruto do arbusto "jiloeiro" ramificado, que pode atingir entre um e 1,5 metros de altura. Seus ramos são verdes, cilíndricos e alongados, tem folhas de formato oblongo, recobertas por pelos, principalmente na lauda inferior. Suas flores são brancas, dispostas de duas a três, em pequenos racemos com pedúnculo curto. O fruto pode ser oblongo, alongado ou quase esférico, conforme a variedade, de coloração verde-clara ou escura e peso de catorze a dezessete gramas.
[editar] Etimologia
"Jiló" origina-se do termo quimbundo njilo[1].
[editar] Valores nutricionais
O jiló contém carboidratos (3 a 6%), proteínas (1,4%), sais minerais como cálcio, fósforo e ferro e as vitaminas B5 e C.
A vitamina C contida no jiló é perdida com o cozimento.
Referências
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.988
- Pagoto, J.M. 1896. "Jiló (Solanum gilo Raddi)"; Manual Técnico das Culturas (CATI),
Edição Especial. Campinas. Governo do Estado de São Paulo. N. 8. 1986. p. 254-256.
- Rinaldi, Maria Madalena e Marcelo Pinheiro Gonçalves 2008 Características físico-químicas, nutricionais e vida útil de jiló. Universidade Estadual de Goiás.