João Araújo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
João Araújo
Informação geral
Nascimento 2 de julho de 1935
Local de nascimento Rio de Janeiro
 Brasil
Data de morte 30 de novembro de 2013 (78 anos)
Local de morte Rio de Janeiro
 Brasil
Gênero(s) Rock, MPB
Ocupação(ões) Empresário, produtor musical
Período em atividade 1950–2013
Gravadora(s) Som Livre
Afiliação(ões) Cazuza

João Araújo (Rio de Janeiro, 2 de julho de 193530 de novembro de 2013) foi um empresário e produtor musical brasileiro.[1] [2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros passos[editar | editar código-fonte]

Começou na música aos 14 anos, após ser convidado por um cunhado para trabalhar na Copacabana Discos, como auxiliar de imprensa. Em seguida, foi para a Odeon (hoje EMI) e depois seguiu para a Philips (hoje Universal), se tornando diretor artístico e lá montou um elenco histórico, contratando artistas como Gal Costa, Caetano Veloso e Jorge Ben Jor, na época, ainda conhecido como Jorge Ben. Surgia o descobridor de talentos.[2]

Som Livre[editar | editar código-fonte]

Fundou a gravadora das Organizações Globo, a Som Livre em 1969.[1] [2]

Ao longo da carreira na indústria fonográfica, foi o responsável por lançar artistas como Xuxa, Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Novos Baianos, Lulu Santos, Nara Leão, sua esposa Lucinha Araújo e seu filho Cazuza.[2]

Deixou a gravadora depois de 38 anos no comando.[2]

Grammy[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2007, conquistou o Grammy de "Contribuição à Música" (Life Achievement), na categoria produtor.[2]

Cquote1.svg Foi impossível não me lembrar do Cazuza. Ele teria feito alguma gozação, teria achado tudo ridículo, mas depois ia aplaudir e gostar de ver o pai ganhar esse prêmio. Cazuza não teve tempo de ter carreira internacional, ele morreu antes de ver o reconhecimento do seu trabalho fora do Brasil. Cquote2.svg
Em entrevista a O Globo logo após ter recebido o Grammy[2]

Pessoal[editar | editar código-fonte]

Era bom apostador também no pôquer, uma de suas paixões. Tinha emoldurados, na sala de casa, os oito royal street flash — sequência de dez ao sequências do dez ao ás, todas do mesmo naipe — que fez na vida. Um dos refúgios preferidos de Cazuza, a casa na Fazenda Inglesa, em Petrópolis, foi construída em um terreno ganho no jogo.[2]

Foi representado por Reginaldo Faria no filme Cazuza – O Tempo não Para (2004).

Morreu em 30 de novembro às 6 horas e 30 minutos, em casa, após sofrer um infarto.[2]

Referências

  1. a b Filho, Aziz (7 de novembro de 2007). João Araújo (em português) Revista Isto É. Página visitada em 4 de junho de 2012.
  2. a b c d e f g h i Morre o produtor musical João Araújo, pai de Cazuza (em português) O Globo (30 de novembro de 2013). Página visitada em 30 de novembro de 2013.