João Batista da Silva

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Batista
Informações pessoais
Nome completo João Batista da Silva
Data de nasc. 8 de março de 1955 (59 anos)
Local de nasc. Porto Alegre (RS),  Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Altura 1,78 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Volante
Clubes de juventude
1971 Brasil Internacional
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1973-1981
1981-1982
1983
1983-1985
1985
1985-1987
1988-1989
Brasil Internacional
Brasil Grêmio
Brasil Palmeiras
Itália Lazio
Itália Avellino
Portugal Belenenses
Brasil Avaí
Seleção nacional
1978-1983 Brasil Brasil 37 0000(0)

João Batista da Silva, mais conhecido como Batista (Porto Alegre, 8 de março de 1955), é um ex-futebolista e atual comentarista esportivo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Volante de contenção, começou a sua carreira no Internacional, clube com o qual conquistou 3 Campeonatos Brasileiros e 4 Campeonatos Gaúchos. Em 1981, um desentendimento com a direção colorada fez com que Batista fosse parar no rival Grêmio. Na época da transferência, Batista era a estrela máxima do Inter. As reportagens da Placar da época esclarecem muitas coisas.

Em sua última partida pelo Inter no Beira-Rio, na goleada histórica de 6 a 0 sobre o Palmeiras no Brasileirão de 1981, Batista teve uma grande atuação, fazendo dois gols e ainda uma grande assistência para um outro. Batista na época era criticado pela Mídia "Paurioca", que fazia Lobby para jogadores do Eixo na seleção. João Saldanha por exemplo teve o peito de chamar Batista de Cabeça de Bagre. Ele tinha sido titular em 78 e tinha boas chances de repetir em 82. Nesse jogo Batista calou o Centro do País. Vale ressaltar que 24 horas depois da goleada ele vestiria a camisa do Brasil na goleada de 5 sobre a Venezuela (pela Eliminatórias da Copa). O Cara jogou 2 partidas em 24 horas!

Uma semana depois de, talvez, sua maior atuação com a camisa colorada, ele quebraria a perna num jogo em Recife contra o Sport numa falta brutal. O Inter planejava usar reservas nessa partida mas Asmuz fez uma aposta idiota com o Jornalista gremista Paulo Santana de que o Inter levaria os Titulares a Recife. Assim Asmuz forçou o time titular já classificado à próxima fase a viajar para um jogo que não valia nada.

Aos poucos ele ia se recuperando, mas acabou ficando sem contrato assinado por não conseguir acertar valores com Asmuz. O passe acabaria na Federação Gaúcha, numa aposta arriscada do Azmuz para forçar acordo com Batista. Por fim, o Grêmio foi à Federação e comprou o passe dele, algo que não era esperado pois o valor era elevado demais. Batista, com medo de ficar fora da Copa de 82, pois o Inter (leia-se Asmuz) o colocou na geladeira, acabou acertando com o Grêmio para poder jogar e consequentemente ir a Copa (o que acabou acontecendo).

O Interessante é que esse time do Inter em 81 prometia. Ainda havia Jair, Mario Sergio, uma ótima zaga com Mauro Galvão (19 anos) e Mauro Pastor (que fez 2 gols nesse jogo), o Cleo (o "novo Falcão" teve um ótimo ano), Bira e Nilson Dias como centroavantes, Silvio irmão de Cléo pela ponta direita e Silvinho pela Ponta Esquerda, Betão um bom jovem Lateral Direito e o experiente Rodrigues Neto na Lateral Esquerda. Sem falar no Batista usando a Camisa 10 do Inter e Benitez no gol. Timaço comparado com qualquer time do Inter nos anos 2000.

Mas com a lesão do Batista a coisa começou a desandar enquanto outros Clubes como o Flamengo começavam a dominar os anos 80. Pouco tempo depois de quebrar a perna a Placar fez reportagem que mostra como o Asmuz praticamente abandonou o jogador depois da lesão, não colocando muita fé num retorno para o "Velho" Batista. A Conclusão lamentável que nunca deveria ter acontecido: na noite que vazou a noticia, a cidade de Porto Alegre ficou em choque. O Grêmio foi à Federação e comprou o passe do Batista que há meses lá estava para quem quisesse comprar.

Em outras reportagens da Placar sobre Batista nos anos 70, uma coisa sempre foi clara: Bastista era um jogador Colorado, mas profissional, com metas e objetivos. Em entrevistas ele sempre dizia que sua meta era, além de ser campeão pelo Inter, jogar em Copas do Mundo. Em 78 ele conseguiu e sua meta era também estar na Copa de 82. Sem contrato, a poucos meses da Copa e se recuperando de uma perna quebrada, o sonho de ir à Copa estava cada vez mais longe. Telê Santana ainda falou: "O Batista pode ir à Copa... mas tem que tá jogando pra ser avaliado".

O Batista foi posto numa situação difícil pelo próprio Inter. Ele estava no auge e quebrou a perna, honrando a camisa Colorada, mas o Inter praticamente o abandonou. Sem dúvidas, o maior culpado de tudo isso foi o Asmuz. O mesmo Asmuz que vendeu Falcão e que uma década depois seria re-eleito Presidente do Inter. Já o Batista até hoje paga o preço desse episódio, pois foi um craque que ainda hoje é hostilizado pela torcida do time no qual foi criado. Tudo por causa dessa situação lamentável e mal administrada pela Direção do Inter. [1]

Ao sair do Grêmio, Batista passou por Palmeiras-SP (1983), Lazio e Avellino, da Itália (1983-1985), Belenenses, de Portugal (1985-1987) e Avaí-SC em 1988, encerrando a carreira no clube catarinense em 1989.

Atualmente, Batista trabalha como comentarista no canal Sportv, da rede Globosat.

No dia 3 de fevereiro de 2010, Batista teve uma queda de pressão devido ao calor em Porto Alegre e desmaiou ao vivo em frente às câmeras, num programa da TVCOM exibido antes da partida Grêmio x São Luiz, pelo Campeonato Gaúcho[2] . Batista recuperou-se cerca de 30 segundos depois e comentou a partida normalmente. Após o jogo, disse em entrevista à TVCOM: "Conheci o apagão ao vivo"[3] .

Títulos[editar | editar código-fonte]

Internacional
Avaí
Brasil

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre um futebolista brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.