João Cândido (navio)

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João Cândido
NavioJoaoCandido.jpg
Petroleiro João Cândido em sua viagem inaugural (2012).
Carreira  Brasil
Proprietário Transpetro, Brasil
Operador Transpetro
Construção Estaleiro Atlântico Sul (EAS), (2011/2012)
Porto de registo Rio de Janeiro
Estado Ativo
Características gerais
Classe petroleiro
Tonelagem 81 429, Porte Bruto: 157 055 t [1]
Largura 48 m
Maquinário n/d
Comprimento 274,2 m
Calado 14 m
Velocidade 13,6 / 12,4 nós

O João Cândido é um navio petroleiro feito no Brasil com 274 metros de comprimento, 48 metros de largura, 51,6 metros de altura e 12 tanques de carga, considerado a maior embarcação já construída no país,[2] com a capacidade de transportar metade da produção diária de petróleo brasileiro.[3] Foi construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, localizado no município de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco.

História[editar | editar código-fonte]

Foi o primeiro navio construído para o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). É parte de um lote de 49 navios encomendados pela Transpetro, a um custo de 10,6 bilhões de reais no total. [4] Foi construído com 70% de nacionalização [5] no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e irá transportar petróleo produzido na Bacia de Campos para o Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP).[6]

Nome[editar | editar código-fonte]

O seu nome foi em homenagem ao marinheiro João Cândido (1880-1969), que liderou a Revolta da Chibata, em 1910, com cerca de dois mil marinheiros negros que lutavam contra os maus-tratos a que eram submetidos pelos comandantes da Marinha. [7]

Atrasos[editar | editar código-fonte]

O navio João Cândido foi entregue pela primeira vez em maio de 2010, no entanto, depois de pronto, descobriu-se que a embarcação, concluída no Estaleiro Atlântico Sul, possuía diversos defeitos e não tinha boas condições de navegação, passando desde então por consertos. Apenas em abril de 2012 ele concluiu estágio no mar e foi certificado como apto a navegar. [8]

Com um ano de atraso na entrega do navio, a Transpetro decidiu multar o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). [9]

Referências

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