João Evangelista Belfort Duarte
João Evangelista Belfort Duarte, mais conhecido por, Belfort Duarte (São Luís, 27 de novembro de 1883 — Campo Belo, 27 de novembro de 1918) foi um futebolista brasileiro e um dos fundadores da Associação Atlética Mackenzie College, primeiro clube brasileiro verdadeiramente de brasileiros, pois, as grandes equipes na época eram de ingleses como o São Paulo Athletic Club.[1]
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[editar] America Football Club
Mudando-se para o Rio de Janeiro, em dezembro de 1907, por diversos motivos foi atuar no America Football Club, a convite de Gabriel de Carvalho (depois também presidente do Clube) onde acabou se tornando além de jogador (jogou como médio, depois defensor), capitão (1911), técnico, diretor geral do futebol, e Tesoureiro do Clube. Disciplinador e exigente, proibia atletas beberrões e fumantes dentro do seu clube, sendo que em 1908 trocou a camisa preta do clube pela atual camisa vermelha. Foi Belfort quem abriu as portas do America ao atleta negro, e tinha tanto amor pelo clube que passou a viajar pelo Brasil, para divulgar o clube rubro e fundar novos "Americas" onde fosse possível.
Belfort Duarte, como ficou conhecido, ajudou o America a ser campeão carioca pela primeira vez em 1913 e foi o capitão do time, até sua última partida no dia 11 de julho de 1915,contra o Flamengo.
Entusiasta do esporte, ainda fez muita coisa pelo futebol, tendo sido ele quem promoveu a primeira visita de um time estrangeiro ao país, e também quem traduziu as regras de futebol do inglês para o português.[2]
[editar] Prêmio Belfort Duarte
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Belfort Duarte pregava respeito total aos adversários, e até denunciou um pênalti cometido por ele mesmo e que o juiz não havia visto. Tamanha era a sua lealdade e honradez, que inspirou a criação de um prêmio com o seu nome Prêmio Belfort Duarte. O Prêmio, instituído pelo Código Brasileiro de Futebol em 1945 e oferecido a partir de 1946, previa a entrega de uma medalha de prata para o jogador profissional, ou de ouro, para o amador que passasse dez anos sem ser expulso, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais. O atleta recebia também um diploma e passava ser reconhecido por seus relevantes serviços prestados ao futebol. Telê Santana, Didi e Vavá foram alguns dos que conquistaram o prêmio.[3]
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Ver página anexa: Anexo:Ganhadores do prêmio Belfort Duarte
[editar] Reedição
Oficialmente o prêmio havia sido extinto em 1981. Em 2008, uma iniciativa da Rede Globo, através do programa Globo Esporte, recriou o prêmio com algumas modificações, sendo conquistado na edição daquele ano pelo meio-campista Ricardinho, do Vitória.[4]
Na nova edição, o prêmio foi entregue apenas a jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro e seguiu as seguintes regras:
- A cada falta cometida o jogador perderia meio ponto;
- A cada cartão amarelo perde dois pontos;
- Cartão vermelho elimina o atleta da disputa.
- Os pontos são divididos pelo número de partidas jogadas.
O jogador, para concorrer ao prêmio, deveria ter disputado pelo menos metade das partidas até aquele momento.[5]
[editar] Morte
Belfort Duarte faleceu estranhamente assassinado no dia 27 de novembro de 1918, em Campo Belo, distrito de Resende, no pequeno sítio onde se instalara, "traiçoeramente assassinado devido a questões de posse de terra. Segundo o testemunho de sua filha, D. Mary, vestia, ele na ocasião, a camisa rubra do América." Exatamente quando completava trinta e cinco anos de idade, quando convalescia da gripe espanhola.[1]
[editar] Estádio Belfort Duarte
Belfort Duarte, foi o primeiro nome do estádio do Coritiba Foot Ball Club, antes de sua reconstrução nos anos 50, quando passou a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira.
Referências
- ↑ a b Álbum do Futebol. Belfort Duarte
- ↑ globoesporte.com Belfort Duarte, lorde com ou sem a bola
- ↑ Prêmio Belfort Duarte
- ↑ globoesporte.com Jogador do Vitória confirma boa conduta em campo e vence Prêmio Belfort Duarte
- ↑ globoesporte.com Para estimular o jogo leal, 'Globo Esporte' recria o Prêmio Belfort Duarte