João Loureiro

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João Eduardo Pinto de Loureiro (Porto, Bonfim, 9 de Outubro de 1963) é um consultor, autor e vocalista, empreendedor e dirigente desportivo português, tendo tido também alguma actividade política.

Filho de Valentim Loureiro,[1] é casado, com Maria do Rosário, tendo quatro filhos, Valentim, Maria, Sofia e Vasco.

Passou parte da infância em Angola e licenciou-se com uma média final de 14 valores em Direito, na Universidade Católica Portuguesa do Porto, em 1987, tendo aí sido Vice-Presidente da Associação de estudantes respectiva. Fez o Estágio na Ordem dos Advogados, na qual está desde então inscrito. Frequentou diversos cursos de líguas, designadamente de inglês, na Pilgrims School of Language, em Folkestone, Kent, Inglaterra, e de francês, na Berlitz, em St Germain en Laye, Paris. Fez o serviço militar obrigatório, como Oficial do Exército, licenciando-se como Alferes em 1989. Praticou diversos desportos, nomeadamente futebol, karaté e natação.

Ainda jovem foi vocalista, autor e líder de uma popular banda de pop-rock, chamada Ban, com extensa discografia e diversos grandes êxitos, entre os quais Irreal Social, Mundo de Aventuras e Dias Atlânticos, tendo entre muitos outros prémios sido considerada oficialmente pela SPA uma das 50 mais importantes de sempre da música portuguesa. Editou em finais de 2010 um novo cd, Dansity. Em Novembro de 2011, os Ban foram eleitos uma das 25 'Bandas Míticas' nacionais, tendo sido editado um livro+cd por esse efeito. Teve também uma forte ligação às áreas artísticas da cidade do Porto nos anos 80 e 90, através do colectivo Novo Fogo e Arte, de que foi mentor.

Foi Presidente da AG da Associação de Advogados Estagiários. Exerceu a actividade de Advogado, sobretudo na área comercial e da propriedade intelectual,tendo sido um dos fundadores e sócios principais da sociedade Novais e Loureiro. Esteve, enquanto empreendedor e gestor, ligado à área industrial, designadamente ao têxtil, bem como a diversas empresas pessoais e familiares, também na área hoteleira.

Foi Presidente do clube de futebol Boavista FC, entre 1997 e 2007, onde ganhou todos os títulos de futebol em Portugal da altura (incluindo Futebol Profissional, Futebol Juvenil e até Futebol Feminino), tendo sido o mais jovem Presidente de sempre Campeão Nacional (em 2000/2001), duas vezes Vice-Campeão, vencendo ainda as Taça e Supertaça de Portugal, levando o clube à Liga dos Campeões por 3 vezes e uma vez às meias-finais da Taça UEFA. Foi também na sua presidência que foi edificado o Estádio do Bessa Séc. XXI, com capacidade para 30.000 espectadores, onde decorreram vários jogos do Euro 2004. Foi eleito o Dirigente do Ano pelo jornal Record, em 2001, entre vários outros galardões que recebeu, como a Pantera de Honra e a Pantera de Ouro. Foi membro da Direcção da Liga PFP durante vários mandatos.

É militante do PSD, tendo sido eleito Conselheiro Nacional por duas vezes, e Presidente do Conselho de Jurisdição na Distrital do Porto, da qual foi também Vice-Presidente da Comissão Política. Foi, durante o seu primeiro mandato de Presidente do Boavista FC, eleito deputado para a Assembleia da República em 1998 pelo PSD, não tendo exercido tal cargo por o considerar incompatível com a sua função desportiva.

Implicado no processo Apito Dourado, foi completamente ilibado e absolvido de todas as suspeitas. Foi acusado pelo Ministério Público da prática do crime de abuso de confiança fiscal[2] . Em Fevereiro de 2011, no decurso do processo Apito Final, o Tribunal de São João Novo condenou João Loureiro a dois anos de pena suspensa, pois ficou provado que os valores em dívida foram objecto de um acordo PEC com o Estado, tendo o clube durante a gestão de João Loureiro pago todas as respectivas prestações. Em consequência do recurso,o Tribunal da Relação do Porto anulou em Dezembro de 2011 o acórdão da 1ª instância, dando provimento aos argumentos de João Loureiro[3] [4] . O Tribunal de São João Novo, no Porto, manteve em 8 de Fevereiro de 2013 a pena que havia a aplicado ao presidente do Boavista João Loureiro em Fevereiro de 2011, tendo João Loureiro apresentado novo recurso para o Tribunal da Relação[5] .

Exerce nos últimos anos a função de Consultor Independente para parcerias internacionais.

Em 28 de dezembro de 2012, e na sequência de um movimento de sócios que recolheu centenas de asinaturas, João Loureiro foi eleito presidente do Boavista, para um mandato até 2015, num acto eleitoral, realizado no Porto[6] . Após a sua tomada de posse, em 2 Janeiro de 2013, a Boavista conseguiu em 29 de Junho o direito, reconhecido pela FPF e pela Liga PFP, a regressar à 1ª Liga portuguesa a partir da Época 2014/2015, tendo ainda pedido uma indemnização de 23,5 milhões à FPF pelos danos que na sua óptica foram causados pelo Conselho de Justiça da mesma ao ratificar a despromoção do clube à 2ª Divisão decretada pela Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Sob a sua condução, o Boavista FC conseguiu em 4 de Setembro de 2013 a aprovação de um PER (Processo Especial de Revitalização), através do qual o seu passivo foi reduzido de 65 milhões de Euros para 32 milhões de Euros, a pagar em 12,5 anos, o que afastou a ameaça de insolvência do mesmo, no que foi considerado um momento histórico para a instituição. Venceu o Boavista também desde o seu regresso, em 2013, a Taça de Portugal de Futebol Feminino e o Campeonato Nacional da 2ª Divisão de Futsal. Posteriormente, em Fevereiro de 2014, a Boavista outorgou também um acordo SIREVE (Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial) histórico com os credores. Nesse seguimento, foi convidada pela Liga de futebol a inscrever-se, o que veio a ser feito e aceite em Abril de 2014, estando o Boavista a participar na 1ª Liga nacional na época 2014/2015.

Referências