João Nogueira

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João Nogueira
Informação geral
Nome completo João Nogueira
Nascimento 12 de novembro de 1941
Origem Rio de Janeiro, RJ
Data de morte 5 de junho de 2000 (58 anos)
Local de morte Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  Brasileiro
Gênero(s) Samba
Instrumento(s) Violão, voz
Período em atividade 1970-2000
Afiliação(ões) Beth Carvalho, Clara Nunes, Monarco, Paulo César Pinheiro

João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.

Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Méier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição Espera, ó nega, que João cantou acompanhado pelo conjunto depois chamado Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição Corrente de aço e resolveu regravá-la.

Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes (Meu lema) e Eliana Pittman (Das duzentas pra lá). Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João sofreu patrulha ideológica.

Ainda em 1971, João passou a integrar a ala de compositores da Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba Sonho de Bamba. Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saíu da Portela para fundar a Tradição. Fundou também o bloco "Clube do Samba", que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.

Em mais de quatro décadas de atividade, João gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.

Quando morreu, vitimado por um enfarte, em 2000, João organizava um espetáculo numa grande casa noturna de São Paulo, e que resultaria no lançamento de uma gravação ao vivo.

Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • O nome do samba é João - ao vivo (1998)
  • João de Todos os Sambas (1998)
  • Chico Buarque, Letra & Música - João Nogueira e Marinho Boffa (1996)
  • Parceria - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Ao Vivo (1994)
  • Além do Espelho (1992)
  • João (1988)
  • João Nogueira (1986)
  • Recado de um Sambista 1985
  • De Amor é Bom (1985)
  • Pelas Terras do Pau-Brasil (1984)
  • Bem Transado (1983)
  • O Homem dos Quarenta (1982)
  • Wilson, Geraldo, Noel (1981)
  • Boca do Povo (1980)
  • Clube do Samba (1979)
  • Vida Boêmia (1978)
  • Espelho (1977)
  • Vem Quem Tem (1975)
  • E Lá Vou Eu (1974)
  • João Nogueira (1972)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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