João Paulo Cunha
| João Paulo Cunha | |
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| Deputado federal por |
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| Mandato | 1 de fevereiro de 1995 até atualidade (3 mandatos consecutivos) |
| Vereador em |
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| Mandato | 1983 até 1988 |
| Deputado estadual em |
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| Mandato | 1991 até 1994 |
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil |
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| Mandato | 2 de fevereiro de 2003 até 14 de fevereiro de 2005 |
| Antecessor(a) | Aécio Neves |
| Sucessor(a) | Severino Cavalcanti |
| Vida | |
| Nascimento | 6 de junho de 1958 (53 anos) Caraguatatuba (SP) |
| Nacionalidade | |
| Partido | PT (1981–) |
| Profissão | Metalúrgico |
João Paulo Cunha (Caraguatatuba, 6 de junho de 1958) é um político brasileiro. É deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo e foi Presidente da Câmara dos Deputados entre 2003 e 2005.
Índice |
[editar] Biografia
[editar] Início
Aos seis anos sua família mudou-se para Osasco, região oeste da Grande São Paulo, onde João Paulo desenvolveu carreira profissional, como programador de produção e metalúrgico, e ampla militância nos movimentos sindicais e populares.
Participando do grupo de jovens da Pastoral da Juventude, integrou-se aos movimentos sociais e sindicais. Militou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Igreja Católica, organizando e integrando o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, no final da década de 1970. Trabalhou como metalúrgico na Braseixos, dedicando-se às causas populares, e na organização dos operários, contribuindo para criar a Oposição Sindical Metalúrgica em Osasco. Cursou a Escola de Governo, coordenada pelo Professor Fábio Konder.
[editar] Vereador em Osasco
Foi um dos fundadores da Executiva Municipal de Osasco do PT, a que se filiou em 1981. Em 1982, aos 24 anos, foi eleito a uma cadeira na Câmara de Vereadores da cidade. O mandato foi marcado pela fiscalização dos atos do executivo e pela defesa e estimulo à organização e participação popular, liderando, entre outras, as conquistas dos primeiros movimentos por moradia na cidade. Em 1986, tornou-se líder da Executiva Municipal do PT em Osasco e dois anos mais tarde foi candidato do partido à prefeitura.
[editar] Deputado estadual
Em 1990, foi eleito deputado estadual e já ocupou a liderança do partido logo no primeiro ano do mandato na Assembleia Legislativa. Destacou-se na fiscalização do governo estadual, encaminhando à Justiça diversas denúncias de mau uso das verbas públicas.
[editar] Deputado federal
Quatro anos depois, foi eleito pela primeira vez deputado federal, fazendo um mandato marcado pela defesa de uma reforma política para democratizar e aprimorar o sistema partidário e eleitoral brasileiro. Foi eleito presidente do diretório estadual do PT em 1995. No ano seguinte, foi novamente candidato à prefeitura de Osasco.
[editar] Presidência da Câmara
Em 2002, elegeu-se para o terceiro mandato como deputado federal, com quase duzentos mil votos em boa parte das cidades do estado de São Paulo. Foi presidente da Câmara dos Deputados nesse período, cargo para o qual recebeu 434 votos, em 2 de fevereiro de 2003. À frente do Legislativo nacional, trabalhou para agilizar os debates e votações de modo a contribuir para a resolução dos graves problemas nacionais, como verificado na aprovação do Estatuto do Idoso, do Estatuto do Desarmamento e da Lei de Falências.
[editar] Mensalão
No período em que ocupava a presidência da Câmara, foi acusado de participação no escândalo do mensalão[1] ao se descobrir um saque em nome da sua esposa, Márcia Regina Milanésio Cunha, no valor de cinquenta mil reais no Banco Rural.
Dois assessores do deputado e a sua esposa visitaram o Banco Rural no Brasília Shopping. O deputado disse à CPMI dos Correios que sua mulher foi ao banco pagar uma prestação de TV a cabo. A diretora financeira da SMPB (empresa de Marcos Valério), Simone Vasconcelos, disse para a Polícia Federal que João Paulo Cunha recebeu duzentos mil reais de ajuda do empresário. Em seguida, documentos enviados pelo Banco Rural mostraram que a esposa de Paulo Cunha sacou cinquenta mil reais. Marcos Valério retificou a lista de Simone Vasconcelos e disse que Cunha recebeu só cinquenta mil reais, porém não explicou onde foram parar os outros 150 mil reais.
Ele foi absolvido por seus colegas na Câmara[2], que rejeitaram o pedido do processo de cassação do mandato.[3] É réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.[1][4]
[editar] Novo mandato
Em 2006, foi eleito para seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados, desta vez como o mais votado do PT em São Paulo e o segundo do Brasil. Nas eleições de 2010 foi novamente o mais votado do PT em São Paulo.[5]
Em 16 de fevereiro de 2011, foi indicado pelo PT para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.[6]
Referências
- ↑ a b Mensalão: STF recebe denúncia contra João Paulo Cunha por lavagem de dinheiro (em português). Ministério Público da União (MPU). Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
- ↑ Mensalão: acusação é absurda, diz João Paulo Cunha (em português). Portal Terra (17 de dezembro de 2007). Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
- ↑ João Paulo Cunha é absolvido pela Câmara (em português). UOL notícias (5 de abril de 2006). Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
- ↑ STF julga o caso do mensalão - João Paulo Cunha (em português). Portal Terra. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
- ↑ Confira os deputados federais mais votados em SP (em português). G1 (4 de outubro de 2010). Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
- ↑ PT escolhe João Paulo Cunha para presidir CCJ da Câmara (em português). O Globo (16 de fevereiro de 2011). Página visitada em 17 de fevereiro de 2011.
[editar] Ligações externas
- Página oficial (em português)
- Perfil (em português) no sítio da Câmara dos Deputados
- Escândalo do Mensalão/Hora das Conclusões - Folha de São Paulo (em português)
| Precedido por Aécio Neves |
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Sucedido por Severino Cavalcanti |