João Pedro Stédile

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João Pedro Stédile, em foto de novembro de 2004

João Pedro Stedile (Lagoa Vermelha, 25 de dezembro de 1953) é um economista e ativista social brasileiro. É graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Marxista por formação, Stédile é um dos maiores defensores da reforma agrária. Filho de pequenos agricultores da província italiana de Trento, reside hoje em São Paulo.

É membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do qual é também um dos fundadores. Participa desde 1979 das atividades da luta pela reforma agrária no País, pelo MST e pela Via Campesina.

Atuou como membro da Comissão de Produtores de Uva, dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul, na região de Bento Gonçalves.

Assessorou a Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Rio Grande do Sul e em âmbito nacional e trabalhou na secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Recebeu a medalha "Mérito Legislativo", concedida a personalidades brasileiras ou estrangeiras que realizaram ou realizam serviço de relevância para a sociedade. A indicação partiu do deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ), líder da bancada do seu partido na Câmara, como uma forma de trazer a reflexão à luta pela terra e o uso que vem sendo feito dela. Para Brizola Neto, a indicação é uma homenagem mais do que merecida. "A medalha será um símbolo para o Congresso Nacional, que tomou essa iniciativa, mesmo com alguns tentando criminalizar as ações do movimento.". Ele diz ainda que a contribuição que Stédile deu ao país é a luta que vem travando nesses anos todos pela terra.[1]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Stédile defende abertamente a insubordinação legal e a luta armada. Em um artigo [2] sobre a deposição do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em 2012, ressaltou: "Se a sociedade paraguaia estivesse dividida e armada, certamente os defensores do presidente Lugo não aceitariam pacificamente o golpe".

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que tem em Stédile um líder, é, não raras vezes, acusado de não ter como meta principal o bem estar dos camponeses, e sim, utilizar a reforma agrária apenas como pretexto para promover uma revolução socialista. Um trecho da cartilha de lutas do MST diz: "Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre os escombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspirações dos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver um trabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráter político e revolucionário".

Para Stédile, que apoiou Dilma Rousseff em sua campanha presidencial[3] , “O governo Dilma virou um bando de tecnocratas de costas para o povo [4] ”. Todavia, o MST tem seu nome cada vez mais envolvido em denúncias de repasses irregulares de verbas públicas, desde a gestão do presidente Lula[5] .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

João Pedro Stédile discursando em Brasília (2004)

Stédile é autor ou co-autor de diversos livros sobre a questão agrária.

  • Brava Gente: a Trajetória do MST e a Luta Pela Terra no Brasil, com Bernardo Mancano Fernandes. São Paulo. Editora Perseu Abramo: 1999. ISBN 8586469173.
  • Classes Sociais em Mudança e a Luta Pelo Socialismo, com Francisco de Oliveira e José Genoíno. São Paulo. Editora Perseu Abramo: 2000. ISBN 8586469394.
  • Ruy Mauro Marini: Vida e Obra, com Roberta Traspadini. São Paulo. Editora Expressão Popular: 2005.

ISBN 8587394827

  • A Questão Agrária no Brasil: o Debate Tradicional: 1500-1960. São Paulo. Editora Expressão Popular: 2005

ISBN 8587394681

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]