João Penca e Seus Miquinhos Amestrados

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João Penca e Seus Miquinhos Amestrados
Informação geral
Origem Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Rockabilly
Doo Wop
surf music
new wave
rock cômico
Período em atividade 1977 - 2010
Página oficial www.myspace.com/joaopenca
Integrantes Bob Gallo
Selvagem Big Abreu
Avellar Love
Ex-integrantes Léo Jaime

João Penca e Seus Miquinhos Amestrados foi uma banda brasileira de rockabilly,[1] doo wop e surf music.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A banda foi formada nos anos 70, inicialmente com o nome Zoo, mas foi no ano de 1982 que eles surgiram para o estrelato acompanhando o cantor Eduardo Dusek.[1] O bom humor era uma das características principais, bem como as roupas e topetes dos anos 50 (inspirados em astros do Rockabilly, como Elvis Presley e Chuck Berry). Além do trio de vocalistas dos álbuns da banda: Selvagem Big Abreu (Sérgio Ricardo Abreu), Bob Gallo (Marcelo Ferreira Knudsen) e Avellar Love (Luís Carlos de Avellar Júnior). Teve como um de seus integrantes o cantor Léo Jaime.[1]

Algumas das músicas mais famosas da banda foram Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay), Lágrimas de Crocodilo, Romance em Alto Mar, Matinê no Rian (tema de abertura da novela O Sexo dos Anjos, 1989-1990), Papa Umama, S.O.S. Miquinhos e Popstar. A banda também criou a abertura do programa Milk Shake, que era apresentado por Angélica na extinta TV Manchete. Em 1996 o grupo gravou uma versão do Hino do Clube Atlético Mineiro para um CD que foi lançado pela revista Placar. Ao longo dos anos 80, fizeram parcerias com alguns cantores voltados pro público infantil, como Xuxa e Mara Maravilha e também estrelaram o filme juvenil Lua de Cristal junto com Xuxa, Sérgio Mallandro e grande elenco.

Os músicos eram uma turma de amigos do Leblon, a maioria do mesmo prédio, que formaram a banda "João Penca e seus Miquinhos Amestrados" no início da década de 80, com o nome mais ridículo que conseguiram pensar e dentro do espírito irreverente que caracteriza o brasileiro e, em especial o carioca. Eram nove: Bob Gallo, Avellar Love, Leo Jaime, Selvagem Big Abreu, Leandro Verdeal (ou Leandor), Cláudio Killer (Cláudio Knudsen, irmão de Bob Gallo, morreu em 1983 envenenado por gás no banheiro), Del Rosa, Guilherme Hully Gully e Mimi Erótico. Leo logo saiu para fazer carreira solo. Na época ele disse que a turma não levava a carreira a sério e ele estava a fim de tentar carreira porque precisava de dinheiro.

Na época Eduardo Dusek estava numa fase rock com temas engraçados, daí os Miquinhos participaram de seu disco Cantando no Banheiro (de grande sucesso) e do disco seguinte, Brega Chique, que também teve participação de Os Paralamas do Sucesso. Em 1983 lançaram o disco "Os Maiores Sucessos de..." (que na verdade não era uma coletânea) e depois mais 5 discos: "Okay My Gay" (1986), "Além da Alienação” (1988), "Sucesso do Inconsciente" (1989), "Cem Anos de Rock ’n Roll" (1991) e "A Festa dos Micos" (1993, coletânea ao vivo, 1° CD da banda) – além de vários singles. Em 2000 saiu uma coletânea em CD da linha "Hot 20".

Da segunda metade da década de 90 até meados de 2007 a banda esteve inativa, os membros seguiram suas carreiras pessoais e participaram de eventos isolados. Por volta de 2005, e por pouco tempo, Selvagem Big Abreu e Bob Gallo se juntaram à Otávio "Dôdo" Ferreira, Guilherme "Hully-Gully" Belletti e Arturo Marola (uma formação quase igual aos Miquinhos) para formar o grupo Os Pororocas. Paralelo a isto, Avellar Love chegou a formar a banda Gorillas Selvagens e outras aparições esporádicas, como em alguns eventos da Festa Ploc. Porém, em 2007, o grupo se reuniu e voltou a fazer shows. Chegaram a ter a música Sol, Som, Surf e Sal na novela Três Irmãs (2008-2009), que havia sido gravada anos antes mas nunca lançada. Em dezembro de 2008 fizeram um show no Circo Voador (Rio de Janeiro) de gravação do 1° DVD, mas poucas semanas depois a banda voltou a se desfazer e o projeto foi arquivado.

A última formação dos Miquinhos, além do famoso trio de intérpretes, contava com Dôdo Ferreira (baixo), Ricardinho Palmeira (guitarra) e Sérgio Melo (bateria).

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Arthur Dapieve. Brock: o rock brasileiro dos anos 80. [S.l.]: Editora 34, 1996. 29 pp. 8573260084, 9788573260083
  2. Ricardo Alexandre. Dias de luta: o rock e o Brasil dos anos 80. [S.l.]: DBA, 2002.
Flag of Brazil.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Brasil, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.