João de Andrade Corvo

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João de Andrade Corvo, c. 1878.

João de Andrade Corvo (Torres Novas, 30 de janeiro de 18241890) foi Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal entre 13 de Setembro de 1871 e 29 de Janeiro de 1878, durante o Governo de Fontes Pereira de Melo. Nesse período também acumulou a pasta da Marinha e Ultramar de 1872 a 1877. Homem culto, frequentou o Colégio Militar e fez estudos de Medicina, Engenharia, Matemática e Ciências Naturais. Tem uma rua com o seu nome em Lisboa.

Primeiros Anos no Governo[editar | editar código-fonte]

Iniciou a sua carreira política como deputado em 1865, tendo assumido no ano seguinte a pasta das Obras Públicas, Comércio e Indústria, ministério onde contribuiu para o desenvolvimento da rede ferroviária nacional. Em Outubro de 1869 foi enviado para Madrid para excercer o cargo de Ministro de Portugal, tendo lá permanecido até Junho de 1870, quando recebeu ordens de regressar pelo novo Governo saído do golpe militar de 19 de Maio de 1870.

Políticas de Andrade Corvo[editar | editar código-fonte]

Durante o seu Ministério Andrade Corvo procurou executar uma política de diversificação das alianças de Portugal, reafirmando a tradicional aliança aliança Luso-Britânica, estreitando laços com a Espanha e estabelecendo relações com os Estados Unidos da América, que ele considerava a grande potência do futuro.

Para resolver as diferenças com o Reino Unido, Andrade Corvo desenhou uma política denominada tripolar que passava pela resolução de três pontos de atrito entre os dois países:

Actividade literária[editar | editar código-fonte]

Andrade Corvo escreveu um romance histórico, Um Ano na Corte, publicado em 4 volumes em 1850/1851, cuja acção decorre na corte portuguesa à volta dos eventos que levaram à deposição de Afonso VI. Colaborou na Revista Universal Lisbonense[1] (1841-1859)

Obras[editar | editar código-fonte]

  • "Estudos sobre as provincias ultramarinas" publicado em 1884 pela Academia real das sciencias de Portugal.
  • "Roteiro de Lisboa a Goa" publicado em 1882 com 428 páginas.
  • "Da agua para as regas" publicado em 1881.
  • "Economia politica para todos" publicado em 1881.
  • "O Astrologo" peça de teatro (eBook)
  • "O Aliciador" peça de teatro (eBook)
  • "O sentimentalismo" publicado em 1871 com 318 páginas
  • "Um anno na corte" publicado em 1850/1851

Referências

  • Diccionario bibliographico portuguez de Innocencio Francisco da Silva, Jose Joaquim Gomez de Brito e Alvaro Neves de 1923, citado na página 324.
  • Perspectiva histórica da ficção portuguesa: das origens ao Século XX de João Gaspar Simões de 1987 com 754 página, citado na página 325.
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