Joana Amaral Dias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Joana Amaral Dias.

Joana Beatriz Nunes Vicente Amaral Dias (Luanda, 13 de maio de 1975),[1] é uma psicóloga e política portuguesa.

Carreira profissional[editar | editar código-fonte]

Filha do médico psicanalista e psiquiatra Carlos Amaral Dias e de sua primeira mulher Teresa Maria de Castro Nunes Vicente, é licenciada em psicologia pela Universidade de Coimbra, onde obteve o grau de mestre em psicologia clínica do desenvolvimento. É assistente no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa.

Participa semanalmente no programa Direto ao Assunto e regularmente no programa de debates Vice-Versa, ambos do canal de informação RTPN, além de assinar uma coluna no Correio da Manhã. Aos domingos, na revista Vidas, pertencente ao mesmo jornal, escreve sobre cinema. É uma das comentadoras residentes do programa "Banho de Bola" da ABOLA TV.

Atividade política[editar | editar código-fonte]

Antiga partidária e militante do Bloco de Esquerda, foi Deputada à Assembleia da República, entre 2002 e 2005.

Em 2006 apoiou Mário Soares para as eleições presidenciais portuguesas de 2006, do qual foi Mandatária para a Juventude, apesar de na altura ser deputada pelo Bloco de Esquerda.[2] Joana Amaral Dias declarou que recebeu "com gosto e entusiasmo" o convite para integrar a campanha. A aceitação do convite que levou vários dirigentes do Bloco de Esquerda a criticarem-na, como foi o caso de João Teixeira Lopes, membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda, que declarou manifestar a sua "mais profunda discordância e até repugnância pela atitude dela", indicando que isso constituía um "afastamento" em relação ao partido.[3]

Em 2009 Joana Amaral Dias foi convidada, através de Paulo Campos, para ser integrada nas listas do Partido Socialista por Coimbra para disputar as eleições legislativas portuguesas de 2009,[4] tendo sido referido que havia sido também proposto uma nomeação para um instituto público em troca da sua entrada nas listas. Ao ser divulgado o convite, ele foi prontamente negado por vários dirigentes do PS, incluindo José Sócrates,[5] Vieira da Silva e o próprio Paulo Campos,[6] vindo várias vezes a público negar terem feito esse convite. Após Joana Amaral Dias ter confirmado que recebeu um convite por parte do PS, Paulo Campos acabou por vir a público declarar que contactou Joana Amaral Dias para saber da sua disponibilidade para integrar as listas do PS, mas negou que um convite formal tenha sido feito, tal como qualquer proposta de nomeação para um instuto público.[7]

Em 27 de Fevereiro de 2009 o Bloco de Esquerda anuncia a lista de 80 elementos propostos pela direcção do partido à Mesa Nacional, da qual exclui Joana Amaral Dias.[8] De acordo com fonte do partido, Joana Amaral Dias não foi incluída na Mesa Nacional por ter "reduzido a sua participação política no partido". Em reacção, Joana Amaral Dias declarou estar surpreendida com a decisão e de não ver «qualquer razão» para a sua saída da lista para a Mesa Nacional, indicando que as razões dadas pelo BE para a sua exclusão da direcção «não são consistentes».[9] Apesar desta decisão, Joana Amaral Dias disse estar disponível para trabalhar com o partido.[10]

Acabou por se desfiliar do Bloco de Esquerda a 15 de maio de 2014.[11]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É casada e tem um filho, Vicente Amaral Dias dos Santos Monteiro.

Referências

  1. Perfil de Joana Amaral Dias Geneall.net. Página visitada em 20 de maio de 2014.
  2. Francisco Almeida Leite, com João Fonseca. (9 de dezembro de 2005). "BE junta-se a nós na segunda volta". Diário de Notícias (Portugal). Página visitada em 21 de junho de 2011.
  3. Pedro Correia. (24 de setembro de 2005). "Bloquistas criticam Joana Amaral Dias e Louçã". Diário de Notícias (Portugal). Página visitada em 21 de junho de 2011.
  4. (1 de agosto de 2009) "Joana Amaral Dias confirma convite de Paulo Campos para integrar as listas do PS". Jornal Público. Página visitada em 21 de junho de 2011.
  5. (26 de julho de 2009) "Sócrates desmente "categoricamente" convite a Joana Amaral Dias". Jornal de Notícias. Página visitada em 21 de junho de 2011.
  6. (29 de julho de 2009) "Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral Dias". Jornal de Notícias. Página visitada em 21 de junho de 2011.
  7. S.F.. . "Joana Amaral Dias confirma convite". Diário de Notícias (Portugal). Página visitada em 21 de junho de 2011.
  8. (7 de fevereiro de 2008) "Lista da direcção do Bloco exclui Joana Amaral Dias". Jornal de Notícias. Página visitada em 21 de junho de 2011.
  9. (7 de fevereiro de 2009) "Lista da direcção do Bloco exclui Joana Amaral Dias". Jornal de Notícias. Página visitada em 21 de junho de 2011.
  10. Joana Amaral Dias «surpreendida» com exclusão das listas da direcção TSF Rádio Notícias (7 de fevereiro de 2009). Página visitada em 21 de junho de 2011.
  11. Joana Amaral Dias demitiu-se do BE dois dias antes de apoiar o PS Jornal Público (19 de maio de 2014). Página visitada em 20 de maio de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]