Joaquim de Seabra Pessoa

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Joaquim Pessoa

Joaquim de Seabra Pessôa (Lisboa, 1850 — Lisboa, 13 de Julho de 1893) foi um crítico musical português, conhecido por ser pai do escritor e poeta Fernando Pessoa. Era filho de Dionísia Perestrelo de Seabra e do general Joaquim António de Araújo Pessôa, que se destacou nas Guerras Liberais, tendo sido premiado, entre outras condecorações, com a Torre e Espada.

Joaquim de Seabra Pessôa era funcionário do Ministério da Justiça e trabalhava à noie na redacção do Diário de Notícias. Possuía vocação para a arte e a literatura, sendo um apaixonado pela música. Foi no Diário de Notícias que exerceu a sua crítica musical, tendo publicado também um folheto sobre O Navio Fantasma, do compositor alemão Richard Wagner.

Joaquim de Seabra Pessôa casou com Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, ficando a residir com a sua mãe, viúva do general Joaquim Pessoa, então doente mental, e duas velhas empregadas, Emília e Joana. Joaquim de Seabra Pessôa faleceu em 1893, com 43 anos, vitimado pela tuberculose, deixando os filhos Fernando, de cinco anos, e Jorge, com meses de idade, o qual viria a morrer no ano seguinte.

Dois anos após a sua morte, a mulher casou-se por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, na antiga colónia inglesa do Natal. Fernando Pessoa viajou então na companhia da mãe e de um tio para a Colónia do Natal, onde passou parte da infância e a adolescência.

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