Jogos de cartas

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Um grupo de pessoas jogando um jogo de cartas.

(Jogos de cartas ou jogos de baralho) são os jogos que se utilizam de um baralho (conjunto de cartas). Existem jogos que são para jogar sozinho, como o jogo de paciência) e outros, que são a maioria, se jogam em mais de uma pessoa, alguns também em duplas. Desde o século X a.C.. os jogos de cartas tem fascinado a humanidade. Desde as simples tiras de papel nascidas no oriente as cartas que se tornaram conhecidas na Europa a partir do século XVI, as cartas se tornaram um fenômeno universal.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Há indícios de que as cartas de baralho surgiram na China, por volta do século X a.C. O baralho criado antigamente, foi recebendo alterações até chegar ao popular baralho que conhecemos e, ainda hoje, existem variações diversas.

É difícil mensurar a quantidade de jogos de baralho que existem no mundo, mas existe uma coleção de livros, "Os Melhores Jogos do Mundo", que tem um volume destinado a falar sobre os jogos de carta, e apresenta 128 opções de jogos. Além dessa quantidade imensa de jogos, as regras de cada um deles variam de região para região pois, ao serem disseminadas, foram adaptadas pelos jogadores.

O baralho atrai por ser um único instrumento de distração que pode ser usado de várias maneiras distintas, ou seja, é possível distrair-se com vários jogos distintos, utilizando-se da mesma ferramenta.

Baralho[editar | editar código-fonte]

Baralho é o conjunto de cartas que compõem o jogo, assim chamado comumente, devido ao fato de, antes de repartidas, as cartas serem misturadas ou embaralhadas pelo crupiê ou algum jogador designado para fazê-lo.

Cartas[editar | editar código-fonte]

Ás[editar | editar código-fonte]

O ás é na maiorias dos jogos de baralho, a carta de maior valor.

Rei[editar | editar código-fonte]

O rei é, na maioria dos jogos de baralho, a segunda carta de maior valor, perdendo apenas para o ás. Há, entretanto, muitas situações em que o rei é considerado uma carta de média força, ou mesmo fraca, a exemplo do bastante popular jogo de truco. Os baralhos franceses costumam representá-lo com a letra K, do inglês king (rei), e tem o valor numérico de 13. Nos baralhos espanhóis é representado pelo valor numérico de 12.

Dama[editar | editar código-fonte]

A dama é uma carta de baralho com a figura de uma rainha. Normalmente, seu nível de importância está entre o rei e o valete. Os baralhos franceses costumam representá-la com a letra Q, do inglês queen (rainha), e tem o valor numérico de 12. No baralho espanhol é substituída pelo cavalo, e tem o valor numérico de 11.

Valete[editar | editar código-fonte]

O valete é uma carta de baralho. A palavra deriva do francês valet, que designa um empregado doméstico masculino. Os baralhos franceses costumam representá-lo Com a letra J, do inglês jack, e tem o valor numérico de 11. Nos baralhos espanhóis, também é chamado de sota e tem o valor numérico de 10.

Curinga[editar | editar código-fonte]

Curinga, joker ou melé, é a carta do baralho que, em certos jogos, muda de valor conforme a combinação de cartas que o jogador tem em mãos.

Naipes[editar | editar código-fonte]

Naipe é o nome dado às "famílias" ou tipos das cartas. Existem diferentes tipos de baralhos, para cada um deles há naipes diferentes e, por consegüinte, nomes diferentes.

Naipes franceses[editar | editar código-fonte]

Crystal package games card.png

Cada naipe conta com 13 cartas sendo o Ás (A), o Valete (J) a Dama (Q) e o Rei (K) as únicas representadas por letras. As numéricas vão de 2 à 10. Alguns baralhos contam também com um par de cartas que, em alguns jogos, contam com um valor especial: os Coringas. Estes, normalmente, são usados para penalizar ou bonificar quem os tem às mãos durante ou ao final da partida.

Também os naipes recebem interpretações variadas sobre suas criação. Uma, pode ser encontrada no livro "O Código da Vinci" onde Dan Brawn, o autor, escreve sobre os naipes do baralho moderno. Ele define que os naipes derivaram do Tarô, e que são símbolos ligados ao Santo Graal. De acordo com o livro, o naipe espadas, simboliza facas, a lâmina e o "masculino"; copas, simboliza taças, o cálice, e o "feminino"; paus, simboliza cetros, linhagem real, e o bastão florescente; e para finalizar, ouros representa os pentagramas, a "deusa" e o sagrado feminino.

O baralho francês conta com 52 cartas distribuídas entre os quatro naipes, e com 13 valores diferentes. Os naipes são:

Jogos[editar | editar código-fonte]

Existem jogos de cartas que recebem nomes distintos, dependendo da região. O buraco, por exemplo, também recebe o nome de canastra ou biriba, e deu origem à outros jogos. Entre os jogos mais populares, estão o buraco, tranca, truco, canastra, mexe-mexe, Escopa, pôquer, sueca, cape e rouba-monte.

Jogos com baralhos personalizados[editar | editar código-fonte]

Além dos jogos tradicionais, jogados com o baralho tradicional, existem jogos como o Uno, Super Trunfo e o Jogo da Memória, que tem baralhos distintos, criados para eles, especificamente.

Termos usados em jogos de cartas[editar | editar código-fonte]

  • Rodada: Uma das partidas de que é composto o jogo.
  • Vaza: Rodada onde cada jogador, na sua vez, descarta uma carta. Também é usado para designar um grupo de cartas de determinados jogos.
  • Envide: Rodada de apostas.
  • Tento: Nome dado aos pontos em jogos com baralho espanhol.
  • Trunfo ou manilha: Carta mais forte do jogo.
  • Senha ou sinal: Gesto específico utilizado para indicar uma carta que se tem na mão.
  • Carteador : Jogador que, após sorteio, se encarregará de embaralhar as cartas e distribui-las aos demais jogadores.
  • Mão: Primeiro jogador que recebe cartas em cada rodada, e consequentemente será o primeiro a jogar na rodada. O termo também é utilizado para designar a partida jogada entre um embaralhamento e outro de cartas.
  • : Último jogador que recebe cartas em cada rodada, e consequentemente será o último a jogar na rodada, e de fato será o ultimo a jogar nessa rodada .
  • Bater: Baixar todas as cartas que se tem na mão e vencer o jogo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Seabra, Mário (consultor). Jogos de Cartas. São Paulo: Abril, 1978.
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