Johanna Döbereiner

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Johanna Döbereiner
Ciências agrárias, microbiologia do solo e bacteriologia
Johanna D.jpg
Dados gerais
Nome de nascimento Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner
Nacionalidade  Brasileiro(a)
Residência Brasil
Nascimento 28 de novembro de 1924
Local Aussig (República Checa)
Falecimento 5 de outubro de 2000 (75 anos)
Local Seropédica, RJ
Actividade
Campo(s) Ciências agrárias, microbiologia do solo e bacteriologia
Instituições Embrapa
Conhecido(a) por Estudos com fixação biológica de nitrogênio em gramíneas

Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner (Aussig, 28 de novembro de 1924Seropédica, 5 de outubro de 2000) foi uma engenheira agrônoma pioneira em biologia do solo.

A agrônoma Johanna Döbereiner é a sétima cientista brasileira mais citada pela comunidade científica mundial e a primeira entre as mulheres, segundo levantamento de 1995 da Folha de S. Paulo. Suas pesquisas, fundamentais para que o Brasil desenvolvesse o Proalcool e se tornasse o segundo produtor mundial de soja, poupam ao país um gasto anual proximo a 1,5 bilhões de dólares e tiveram impacto direto na economia nacional. Seu trabalho com fixação biológica do nitrogênio permitiu que milhares de pessoas consumissem alimentos mais baratos e saudáveis, o que lhe valeu a indicação ao Nobel de Química em 1997. No entanto, a cientista é praticamente desconhecida no Brasil.

Índice

[editar] Vida pessoal e formação

Johanna formou-se em Engenharia Agronômica em 1950 pela Universidade de Munique[1] e poucos meses depois foi para o Brasil, onde foi contratada pelo então Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola, atual Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Embrapa, localizado no município de Seropédica, estado do Rio de Janeiro.

Naturalizada brasileira em 1956[1] , obteve grau de Mestre pela Universidade de Wisconsin, EUA, em 1963, e nos dois anos seguintes fez cursos sobre Microbiologia do Solo na Universidade da Flórida e em Santiago do Chile.[2]

[editar] Trajetória científica e contribuições para a ciência

Por ocasião da introdução da soja no Brasil na década de 60, Johanna tomou partido em favor do aproveitamento das associações entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio, opondo-se a utilização de adubação nitrogenada obrigatória, desenvolvendo uma tecnologia capaz de diminuir ou até mesmo eliminar nossa dependência dela, poupando atualmente entre um e dois bilhões de dólares por ano. Tal tecnologia faz com que o Brasil tenha o menor custo de produção de soja do mundo, se estabelecendo como um dos maiores produtores. Johanna também é conhecida por primeiro descrever em 1974 a ocorrência de uma associação entre bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Azospirillum e a gramínea Paspalum notatum. Posteriormente bactérias do mesmo gênero foram descritas para milho e forrageiras. Em 1988 escreve a associação entre a bactéria endofítica fixadora de nitrogênio Gluconacetobacter diazotrophicus e Cana de açúcar. Os resultados mais espetaculares dos seus estudos com esta associação foram observados com algumas variedades de cana de açúcar, capazes de apresentar altas produções, acima de 160 t/ha, com até 200 kg de nitrogênio derivados de sua associação simbiótica com esta bactéria. Johanna com seus estudos levaram à descoberta de 9 espécies de bactérias fixadoras de nitrogênio associadas a gramíneas, cereais e tuberosas.[1]

[editar] Títulos e homenagens

Johanna foi membro de três Academias de Ciências - da Brasileira, do Vaticano e do Terceiro Mundo.[3]

Ocupou a vice-presidência da Academia Brasileira de Ciências.

Foi membro da Academia Pontifícia de Ciências

Em 1979 ganhou o prêmio Bernardo Houssay da Organização dos Estados Americanos

Em 1989 foi a ganhadora do Premio de Ciências da UNESCO.

Em 1997, Johanna Döbereiner foi indicada para o Prêmio Nobel[2] de Química.

É doutora honoris causa da Universidade da Flórida e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

[editar] Ver também

Referências

  1. a b c Embrapa. 49 Anos Dedicados à Pesquisa em Microbiologia do Solo. Disponível em: <http://www.cnpab.embrapa.br/aunidade/johanna.html>. Acesso em: 11 de agosto de 2011.
  2. a b FAPERJ. Homenagem à Johanna Dobereiner. 2002. Disponível em: <http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=354> Acesso em: 11 de agosto de 2011.
  3. COELHO, Marco Antonio. O legado de Johanna Döbereiner - Uma contribuição decisiva para a agropecuária brasileira. Outubro de 2000. Disponível em: <http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=1100&bd=1&pg=1&lg=>. Acesso em: 11 de agosto de 2011.
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