John Alden

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John Alden
Nascimento 1599
Morte 12 de setembro de 1687 (88 anos)
Duxbury, Massachusetts
Nacionalidade Flag of England.svg inglesa
Ocupação colonizador

John Alden (1599 – Duxbury, Massachusetts, 12 de setembro de 1687) foi um colonizador inglês. Diz-se ter sido a primeira pessoa do Mayflower a pisar na Plymouth Rock, em 1620.[1] Trabalhava como carpinteiro em navios e foi um tanoeiro para o Mayflower, que normalmente ancorava em Southampton.[2] Foi também um dos fundadores da colônia de Plymouth e o sétimo signatário do Pacto do Mayflower. Com muito conhecimento prático, integridade e decisão, adquiriu e manteve uma influência dominante sobre os seus associados.[3] Interessado nos negócios públicos, tornou-se assistente do governador, representante de Duxbury junto ao Tribunal Geral de Plymouth, membro da milícia de Duxbury, sob o comando do capitão Myles Standish, membro do Conselho de guerra, tesoureiro da colônia de Plymouth, e comissário para Yarmouth, Massachusetts.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Um conjunto de Rogers, representando o namoro de John Alden e Priscilla Mullins: "Por que você não fala por si mesmo, John?" (1885)

John Alden estava entre os primeiros colonos da colônia de Plymouth. Apesar de não ser propriamente um Peregrino, Alden havia sido contratado para trabalhar na manutenção do Mayflower enquanto este estivesse afastado de Southampton, Inglaterra e decidiu fazer a viagem, na esperança de prosperar no Novo Mundo, ou talvez porque pretendia acompanhar Priscilla Mullins.[2] Alden não foi o único a se apaixonar por Priscilla. Seu amigo, o capitão militar Myles Standish, também se apaixonou por ela durante a longa viagem de 1620. Um triângulo amoroso se seguiu com o resultado de John finalmente ganhar a mão de Priscilla.[5] Eles se casaram em 12 de maio de 1622. Esse romance mais a luta de Alden contra os índios que conspiraram para matar os recém-chegados[6] é contado detalhadamente no poema de Henry Wadsworth Longfellow, The Courtship of Miles Standish (1858).

De 1633 até 1675, Alden foi assistente do governador da colônia de Plymouth, frequentemente servindo como governador em exercício e também em muitos júris, incluindo um julgamento de bruxaria.

Em 1634, Alden foi preso, em Boston, por uma briga em Kenebeck, no Maine entre os membros da colônia de Plymouth e os da colônia de Massachusetts Bay. Apesar de Alden não ter participado da luta (que deixou uma pessoa morta), foi o representante mais importante de Plymouth que os colonos de Massachusetts Bay encontraram para a prisão. Foi somente através da intervenção de Bradford, que acabou sendo libertado.

Nos anos posteriores, Alden ficou conhecido por sua antipatia pelos quakers e batistas, que estavam se estabelecendo no cabo Cod. Uma carta comprova esse difícil convívio entre eles.

Últimos dias e legado[editar | editar código-fonte]

John Alden foi o último sobrevivente masculino dos signatários do Pacto do Mayflower, e com exceção de Mary Allerton, foi o último sobrevivente do grupo do Mayflower. Morreu em Duxbury[7] em 12 de setembro de 1687. Tanto ele quanto sua esposa Priscilla estão enterrados no Myles Standish Burial Ground.

A residência de Alden também está em Duxbury, no lado norte da vila, em uma fazenda que está ainda na posse dos descendentes da sua sétima geração. Foi construída em 1653 e atualmente é um Marco Histórico Nacional, aberta ao público servindo de museu. Alden não deixou testamento, tendo distribuído a maior parte de seu patrimônio entre os filhos ao longo de sua vida.[8]

John e Priscilla tiveram os seguintes filhos que chegaram à idade adulta: Elizabeth, John, Joseph, Priscilla, Robert, Jonathan, Sarah, Ruth, Mary, Rebecca, e David. Atualmente eles têm a maioria dos descendentes de todas as famílias de peregrinos.[3]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

A casa de John Alden, em 2009.

Existem diversas teorias a respeito da ancestralidade de Alden. De acordo com Of Plymouth Plantation de William Bradford, ele foi contratado como tanoeiro em Southampton, Inglaterra, pouco antes da viagem para a América. Em The English Ancestry and Homes of the Pilgrim Fathers, Charles Edward Banks sugeriu que John era filho de George e Jane Alden e neto de Richard e Avys Alden, de Southampton. No entanto, não existem mais ocorrências dos nomes George, Richard e Avys na sua família, o que seria incomum no século XVII.

Outra teoria é a de que John Alden veio de Harwich, na Inglaterra, onde há registros de uma família Alden, que foram relacionados pelo casamento com Christopher Jones, o capitão do Mayflower. Neste caso, ele pode ter sido filho de John Alden e Elizabeth Daye.

Notas e referências

  1. Addison, 1897; p.1
  2. a b Hawthorne, 2007; p.61
  3. a b Alden 1867, p.1.
  4. Society of Colonial Dames, 1897; Seção 75
  5. Longfellow, 1858
  6. Hawthorne, 2007; p.62
  7. Duxbury, em outros registros, aka. Duxburrough, Duxborough, Duxboro
  8. Alden 1867, p.2.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]