John André

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John André
John andre loc.jpg
Major John André
Nascimento 2 de maio de 1750
Londres
Morte 2 de outubro de 1780 (30 anos)
Tappan, Nova Iorque
País Flag of Reino da Grã-Bretanha Reino da Grã-Bretanha
Força Exército Britânico
Anos em serviço 1770 – 1780
Hierarquia Major
Batalhas/Guerras Guerra da Independência dos Estados Unidos

John André (Londres, 2 de maio de 1750 – Tappan, Nova Iorque, 2 de outubro de 1780) foi um oficial do Exército Britânico enforcado como espião durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos. Isto se deveu a um incidente em que ele tentou ajudar a tentativa de rendição para os britânicos de Benedict Arnold no forte em West Point, Nova Iorque.

Juventude[editar | editar código-fonte]

André nasceu em 2 de maio de 1750 em Londres de ricos pais huguenotes, Antoine André, um comerciante de Genebra, Suíça, e Marie Louise Girardot, de Paris, França. Aos 20 anos, entrou para o Exército Britânico e juntou-se ao regimento, o 23º de Fuzileiros, no Canadá em 1774 como tenente. Foi capturado no Forte Saint-Jean pelo general Richard Montgomery, em novembro de 1775, e foi mantido prisioneiro em Lancaster, Pennsylvania. Morou na casa de Caleb Cope, usufruindo a liberdade da cidade já que tinha dado a sua palavra de não fugir. Em dezembro de 1776, foi libertado em uma troca de prisioneiros. Foi promovido a capitão no 26º Regimento de Fuzileiros em 18 de janeiro de 1777, e a major em 1778.

Era um grande pretendente na sociedade colonial, na Filadélfia e em Nova Iorque, durante sua ocupação pelo Exército britânico. Tinha uma maneira alegre e agradável e sabia desenhar e pintar e fazer silhuetas, bem como cantar e escrever versos. Era um escritor fluente que cuidou em grande parte da correspondência do general Henry Clinton. Era fluente em inglês, francês, alemão e italiano. Escreveu também muitos versos cômicos. Planejou o famoso Mischianza (festa de despedida), quando o general Howe deixou seu posto e estava prestes a voltar para a Inglaterra.

Durante seus quase nove meses na Filadélfia, André ocupou a casa de Benjamin Franklin, onde foi alegado que, sob as ordens do major-general Charles Grey tomou vários itens valiosos da casa de Franklin, incluindo um retrato a óleo de Franklin, quando os britânicos deixaram a Filadélfia. Descendentes de Grey devolveram o retrato de Franklin para os Estados Unidos na primeira metade do século XX.[1]

Serviço de inteligência, captura e execução[editar | editar código-fonte]

Oficial da inteligência[editar | editar código-fonte]

Em 1779 André tornou-se ajudante-geral do Exército britânico na América com a patente de major. Em abril daquele ano, assumiu o comando da inteligência secreta britânica. No ano seguinte (1780) começou um conluio com o general americano Benedict Arnold. A esposa legalista de Arnold, Peggy Shippen, era amiga íntima de André, e possivelmente sua amante; os dois haviam se conhecido na Filadélfia antes do casamento de Shippen com Arnold. Ela foi uma das intermediárias na troca de correspondência. Arnold, que comandou West Point, havia concordado em entregá-la aos ingleses por £20.000 (aproximadamente 1,1 milhões de dólares em 2008) — uma jogada que teria permitido aos britânicos isolar a Nova Inglaterra do restante das colônias rebeldes.

André subiu o rio Hudson a bordo da chalupa de guerra britânica Vulture na quarta-feira, 20 de setembro de 1780, para visitar Arnold. Na noite seguinte, quinta-feira dia 21, um pequeno barco, equipado por Arnold, foi em direção do Vulture pilotado por Joshua Hett Smith. Os remadores eram dois irmãos, inquilinos de Smith, que relutantemente remavam as seis milhas pelo rio, até a chalupa de guerra. Apesar das garantias de Arnold os dois remadores sentiram que algo estava errado, e acreditavam que corriam perigo. Nenhum destes homens sabia o propósito de Arnold, ou suspeitavam da sua traição, todos foram informados de que o objetivo era o de fazer o bem para a causa patriótica. Apenas a Smith foi dito alguma coisa específica, e essa era uma mentira para proteger a inteligência vital para a causa americana. Os irmãos finalmente concordaram em remar após as ameaças de Arnold de prendê-los.

Eles pegaram André, e o deixaram em terra. Os outros partiram e Arnold veio até André montado em um cavalo, trazendo consigo um cavalo extra para ser utilizado por André. Os dois homens adentraram nos bosques abaixo de Stony Point até cavalgaram até próximo ao amanhecer, após o qual o major André acompanhou Arnold por vários quilômetros até a casa de Belmont em West Haverstraw, de propriedade de Thomas Smith e ocupada por seu irmão Joshua. Logo em seguida, naquela manhã, sexta-feira dia 22, as tropas americanas comandadas pelo coronel James Livingston, que protegiam Verplanck's Point do outro lado do rio, começaram a disparar contra o Vulture, que sofreu muitos danos e foi forçado a se retirar rio abaixo sem esperar pela volta de André.

Levado sob custódia[editar | editar código-fonte]

A Captura de John André

Para ajudar a fuga de André através de linhas americanas, Arnold forneceu-lhe roupas comuns e um passaporte e André viajou com o nome de John Anderson. Escondido dentro de sua meia, levou seis documentos escritos por Arnold, que mostravam aos britânicos como tomar o forte. Esta era uma informação desnecessária uma vez que Clinton já tinha conhecimento da planta do forte. Em outra atitude imprudente, Joshua Hett Smith, que o acompanhava, deixou-o um pouco antes de ele ser capturado.

André seguiu em segurança até as 9 horas da manhã de 23 de setembro, quando chegou perto de Tarrytown, onde os milicianos armados John Paulding, Isaac Van Wart e David Williams o pararam.[2] [3]

"Senhores", disse André, que achava que eles eram do Partido Conservador porque um estava usando um sobretudo de soldado hessiano, "espero que pertençam ao nosso partido". "Que partido?" , perguntou um dos homens. "O partido menor", respondeu André, significando o britânico. "Sim, somos", foi a resposta. André então lhes disse que era um oficial britânico que não deveria ser detido, quando, para sua surpresa, eles disseram que eram americanos, e que ele era seu prisioneiro. Ele então lhes disse que era um oficial americano, e mostrou-lhes o seu passaporte. Mas havia despertado as suspeitas de seus captores. Eles o revistaram e encontraram os documentos de Arnold em sua meia. Apenas Paulding sabia lê-los, e nesse tempo, Arnold não era suspeito. André ofereceu-lhes o seu cavalo e relógio, se eles o deixassem ir embora, mas eles não aceitaram o suborno. André testemunhou em seu julgamento que os homens procuraram em suas botas com o propósito de roubar-lhe. Paulding porém percebeu que ele era um espião e o levou para o quartel do Exército Continental em Sands Hill.

O enforcamento do major André.

O prisioneiro ficou inicialmente detido em Sands Mill, Armonk, antes de ser levado para o quartel-general do Exército americano em Tappan, e ficou na taverna A Casa Velha 76. Lá, ele admitiu o que realmente era. No início tudo correu bem para André até que o pós-comandante, o tenente-coronel John Jameson decidiu mandá-lo para Arnold, sem suspeitar que um herói do alto escalão da Revolução seria um traidor, mas então o major Benjamin Tallmadge, chefe da Inteligência do Exército Continental, chegou e convenceu Jameson a trazer o prisioneiro de volta. Ele sabia que um oficial de alta patente estava planejando desertar para o lado britânico, mas não tinha conhecimento de quem seria. Curiosamente, embora relutante em acreditar que Arnold poderia ser culpado de traição, Jameson tinha as seis folhas de papel transportadas por André, enviadas, não para Arnold, mas para o general Washington. Porém, Jameson também insistiu no envio de uma nota para Arnold informando-o de toda a situação. Jameson não queria que sua carreira militar fosse prejudicada mais tarde por ter erroneamente acreditado que seu general era um traidor. Arnold recebeu a nota Jameson, quando estava tomando o café da manhã com seus oficiais, deu uma desculpa para sair da sala e não foi visto novamente. A nota deu tempo para Arnold escapar para o lado dos britânicos. Uma hora mais tarde, Washington chegou a West Point com sua comitiva e ficou perturbado em ver as fortificações da fortaleza de tal maneira "negligenciadas" (o que obviamente fazia parte do plano para enfraquecer as defesas de West Point), e ficou ainda mais irritado ao achar que Arnold tinha violado o protocolo por não estar presente para cumprimentá-lo. Algumas horas depois, Washington recebeu a informação explicativa do major Tallmadge e imediatamente enviou homens para prender Arnold, mas já era tarde demais.

Segundo o relato de Tallmadge sobre os acontecimentos, ele e André conversaram durante o cativeiro e transporte deste último. André queria saber como ele seria tratado por Washington. Tallmadge, que tinha sido colega de classe de Nathan Hale, quando ambos estavam em Yale, descreveu a captura de Hale. Quando André perguntou se Tallmadge achava a situação semelhante, ele respondeu: "Sim, exatamente semelhante, e semelhante deve ser o seu destino"-uma referência ao enforcamento de Hale como espião pelos britânicos.[4]

Julgamento e execução[editar | editar código-fonte]

Monumento no local do enforcamento.

O general George Washington convocou uma conselho de oficiais superiores para investigar o assunto. O julgamento contrastou com o de Hale feito por Sir William Howe cerca de quatro anos antes. O conselho consistia dos majores-generais Nathanael Greene (oficial presidente), Lorde Stirling, Arthur St. Clair, Lafayette, Robert Howe, Steuben, pelos brigadeiros-generais Samuel Holden Parsons, James Clinton, Henry Knox, John Glover, John Paterson, Edward Hand, Jedediah Huntington, John Stark, e pelo juiz advogado-geral John Laurance.

A defesa de André foi a de que ele estava subornando um oficial inimigo, "uma vantagem obtida na guerra" (suas palavras). Porém, ele nunca tentou colocar a culpa em Arnold. André disse ao tribunal que não tinha desejado estar atrás das linhas inimigas e não tinha planejado isso. Observou também que, por ser um prisioneiro de guerra, tinha o direito de fugir com roupas civis. Em 29 de setembro de 1780, o conselho considerou André culpado por estar atrás das linhas americanas "sob um nome falso e disfarçado", e ordenou que o "Major André, ajudante-geral para o exército britânico, deveria ser considerado um espião do inimigo, e que conforme a lei e costume das nações, é sua opinião, que ele deveria ser condenado à morte".[5] Mais tarde, Glover foi o oficial do dia na execução de André. Sir Henry Clinton, o comandante britânico em Nova York, fez tudo que podia para salvar André, seu assessor favorito, mas se recusou a entregar Arnold em troca de André, embora desprezasse Arnold. André recorreu a George Washington para ser executado por fuzilamento, mas pelas leis de guerra foi enforcado como um espião em Tappan, em 2 de outubro de 1780.[6]

Um poema religioso, escrito dois dias antes de sua execução, foi encontrado em seu bolso após sua execução.[7]

Enquanto era prisioneiro, André se tornou querido pelos oficiais americanos, que lamentaram a sua morte tanto quanto os britânicos. Alexander Hamilton escreveu sobre ele: "Nunca, talvez, um homem sofreu a morte com mais justiça, ou mereceu menos". Um dia antes do enforcamento de André ele fez, com caneta e tinta, um autorretrato, que agora pertence ao Yale College. Na verdade, André, de acordo com testemunhas, recusou a venda e colocou a corda em seu próprio pescoço.

Testemunha ocular[editar | editar código-fonte]

Autorretrato na noite anterior à execução de André.

Um relato de uma testemunha do último dia do Major André pode ser encontrado no livro The American Revolution: From the Commencement to the Disbanding of the American Army Given in the Form of a Daily Journal, with the Exact Dates of all the Important Events; Also, a Biographical Sketch of the Most Prominent Generals por James Thacher, M.D., um cirurgião do Exército revolucionário americano:

"2 de outubro-- o major André não está mais entre os vivos. Eu acabei de testemunhar a sua partida. Foi uma cena trágica do mais profundo interesse. Durante seu confinamento e julgamento, ele exibiu aquele orgulho e sensibilidades elevadas que denotam grandeza e dignidade de espírito. Sequer um murmúrio ou um suspiro lhe escapou, e as cortesias e atenções concedidas a ele foram educadamente reconhecidas. Tendo deixado uma mãe e duas irmãs na Inglaterra, foi ouvido a mencioná-las em termos da mais terna afeição, e em sua carta a Sir Henry Clinton, recomendou-as à sua particular atenção. O oficial da guarda, que esteve constantemente na sala com o prisioneiro, relata que quando o aviso da hora da execução foi anunciada a ele pela manhã, ele o recebeu sem emoção, e enquanto todos os presentes estavam afetados com a escuridão silenciosa, ele manteve um semblante firme, com calma e serenidade de espírito. Observando seu serviçal entrar na sala em lágrimas, exclamou: "Deixe-me até que você possa se mostrar mais viril!" Seu café da manhã foi lhe enviado da mesa do general Washington, como tinha sido feito todos os dias do seu confinamento, ele participou dele, como de costume, e tendo se barbeado e se vestido, colocou o chapéu sobre a mesa, e alegremente disse ao agentes da guarda, "Estou pronto a qualquer momento, senhores, a espera de vocês". A hora fatal, tendo chegado, um grande destacamento de tropas foi apresentado, e uma multidão imensa de pessoas se formou; quase todos os nossos generais e oficiais de campo, com exceção de sua excelência e funcionários, estavam presentes a cavalo; melancolia e tristeza invadiram todas as patentes, e a cena era afetuosamente horrível. Eu estava tão perto durante a marcha solene até o local fatal, que pude observar cada movimento, e participar de toda a emoção que a cena melancólica foi capaz de produzir.

O major André caminhou da casa de pedra, na qual tinha sido confinado, entre dois dos nossos oficiais subalternos, de braço dado; os olhos da imensa multidão estavam fixos nele, que, mostrava-se superior ao medo da morte, parecendo estar consciente de sua postura digna. Não deixou escapar qualquer falta de coragem, manteve um sorriso complacente no rosto, e curvou-se educadamente para vários cavalheiros que ele conhecia, e era respeitosamente correspondido. Era seu desejo sincero ser fuzilado, como sendo o modo de morte mais adequado aos sentimentos de um militar, e ele tinha a esperança de que seu pedido seria atendido. No momento, porém, quando de repente ele se viu diante da forca, ele involuntariamente deu um passo para trás, e fez uma pausa. "Por que esta emoção, senhor?" disse um oficial ao seu lado. Instantaneamente recuperou a compostura, e disse, "Estou conformado com a minha morte, mas detesto o modo". Enquanto esperava e de pé perto da forca, eu observei certo grau de ansiedade; pondo o seu pé sobre uma pedra, e a rolando e movimentando sua garganta, como se tentando engolir. Assim, logo, porém, percebendo que as coisas seguiam seu ritmo, subiu rapidamente até o cadafalso, e neste momento pareceu encolher, mas de imediato, elevou a cabeça com firmeza, e disse, "Isso vai ser, apenas uma dor momentânea", e tirando do bolso dois lenços brancos, o provost-marechal, com um, frouxamente amarrou os seus braços, e com o outro, a vítima, depois de retirar o chapéu, cobriu os seus próprios olhos com perfeita firmeza, que derreteu os corações e umedeceu as bochechas, não só de seu serviçal, mas da multidão de espectadores. A corda que estava anexada à forca, ele escorregou o laço sobre sua cabeça e o ajustou ao seu pescoço, sem a assistência do carrasco inábil. O coronel Scammel informou-lhe que poderia falar, se assim desejasse; ele levantou o lenço sobre os olhos, e disse: "Peço para que vocês testemunhem de que eu enfrentei o meu destino como um homem valente". O piso sob ele foi então removido, ele ficou suspenso, e instantaneamente expirou; provou de fato "apenas uma dor momentânea". Ele estava vestido com suas farda e botas reais, e seus restos mortais, com a mesma vestimenta, foram colocados em um caixão comum, e enterrado ao pé da forca; e o local foi consagrado pelas lágrimas de milhares ..."

Consequências[editar | editar código-fonte]

Monumento aos captores de André, no Patriot's Park.

No dia de sua captura, James Rivington publicou o poema de André, "The Cow Chase" em sua gazeta, em Nova York. No poema, André reflete sobre seu envolvimento em uma expedição de busca de alimentos em Bergen pelo rio Hudson a partir da cidade.[8] [9] Strickland,[10] o carrasco de André, que estava confinado ao acampamento em Tappan como um perigoso Tory durante o julgamento de André, foi concedido liberdade por ter aceitado a função de carrasco e retornou para sua casa no Vale do Ramapo ou Smith's Clove, e não se soube mais nada dele. Josué Hett Smith, que tinha ligação com o André na tentativa de traição, também foi levado a julgamento na Igreja Reformada de Tappan. O julgamento durou quatro semanas e terminou na sua absolvição por falta de provas. Os irmãos Colquhon que foram contratados por Benedict Arnold para trazer André da chalupa de guerra Vulture até terra firme, bem como o major Keirs, sob cuja supervisão o barco foi obtido, foram isentos de qualquer responsabilidade.

A pensão foi concedida à sua mãe e três irmãs, não muito tempo depois de sua morte, e seu irmão William André recebeu o título de baronete em sua homenagem em 1781.[11] Em 1821, a mando do Duque de York, os seus restos mortais, que haviam sido enterrados sob a forca, foram enviados para a Inglaterra[12] e colocados entre reis e poetas no "Hero's Corner na Abadia de Westminster sob um monumento de mármore retratando o luto de Britânia pela morte de André ao lado de um leão britânico. Em 2 de outubro de 1879, um monumento foi inaugurado no local de sua execução em Tappan até que um membro da Ordem dos Socialistas em Nova York chamado Hendrix explodiu-o três anos depois. Hendrix sofreu uma morte violenta em 1884 no Brooklyn.

Os nomes dos captores de André eram John Paulding, David Williams, e Isaac Van Wart. O Congresso dos Estados Unidos deu a cada um deles uma pensão de 200 dólares por ano e uma medalha de prata, conhecida como o "Medalhão da Fidelidade". Todos foram homenageados nos nomes dos condados de Ohio, e em 1853 um monumento foi erigido às suas memórias no local onde eles capturaram André. Ele foi reinaugurado em 1880 e está localizado no Patriot's Park, adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos em 1982.[13]

  • "Ele foi mais um infeliz do que um criminoso." - de uma carta de George Washington para o Conde de Rochambeau, 10 de outubro de 1780
  • "Um homem talentoso e oficial galante." - de uma frase da carta escrita por Washington para o coronel John Laurens em 13 de outubro de 1780

Retrato histórico[editar | editar código-fonte]

André é principalmente lembrado como um espião britânico e manipulador de Benedict Arnold. A lenda popular diz que Peggy Shippen se apaixonou e perseguiu André, como mais tarde ela fez com Arnold.

Historicamente, uma possível alusão à falta de interesse de André por mulheres ocorre em uma das cartas de Shippen, que se refere ao "apelo não correspondido ao sexo" por André.

A biografia Alexander Hamilton: A Life, de Willard Sterne Randall, dá alguns detalhes sobre o major John André em referência a algum tempo antes de sua captura (como a esposa de Hamilton teve interesse em André antes de seu casamento) e sua execução.

Notas

  1. Major John Andre. Independence Hall Association (1997-2007).
  2. Raymond, pp. 11-17
  3. Cray, pp. 371-397
  4. Sparks, Jared (1856), The library of American biography, volume 3, Harper, p. 258, OCLC 12009651, http://books.google.com/?id=6rU-AAAAYAAJ&dq=inauthor%3Asparks%20tallmadge%20andre&pg=PA258#v=onepage&q=inauthor:sparks%20tallmadge%20andre 
  5. William Dunlap (30 March 1798), André' — A Play in Five Acts, transcribed by John W. Kennedy, http://pws.prserv.net/jwkennedy/Andre/Andre.html, visitado em 2007-10-25 
  6. Schwarz, Frederic. "Benedict's Betrayal" American Heritage, agosto/setembro de 2005.
  7. Sargent, Winthrop (1861), The Life and Career of Major John André, Ticknor and Fields, http://books.google.com/?id=zWUFAAAAQAAJ 
  8. Fortklock.com
  9. Cityofjerseycity.org
  10. 1915 Annual Report of The Bergen County Historical Society.
  11. (20 de março de 1781) "". London Gazette (12172): 5.
  12. Dunton, Larkin (1896), The World and Its People, Silver, Burdett, pp. 34–35 
  13. "National Register Information System". Registro Nacional de Lugares Históricos. National Park Service. 13 de março de 2009.

Leituras adicionais[editar | editar código-fonte]

  • An Authentic Narrative of the Causes Which Led to the Death of Major Andre, Adjutant-General of His Majesty's Forces in North America, Joshua Hett Smith (Londres 1808)
  • Cray, Robert E. Jr., "Major John Andre and the Three Captors: Class Dynamics and Revolutionary Memory Wars in the Early Republic, 1780-1831", Journal of the Early Republic, Vol. 17, No. 3. outono de 1997. University of Pennsylvania Press.
  • James Thomas Flexner. The Traitor and the Spy: Benedict Arnold and John André. Nova York: Harcourt Brace, 1953. OCLC 426158
  • Memoirs of the Historical Society of Pennsylvania (1858), vol vi, que contém um ensaio abrangente por Charles John Biddle
  • Andreana, H. W. Smith (Filadélfia, 1865)
  • Two spies, Lossing (Nova York, 1886)
  • Life and Career of Major John André, Sargent, nova edição (Nova York, 1904)
  • The Secret is Out: True Spy Stories, T. Martini (Boston, 1990)
  • The Execution of Major André, John Evangelist Walsh (Nova York, 2001)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]