John Demjanjuk

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John Demjanjuk
John Demjanjuk em tribunal de Jerusalem em 25 de abril de 1988.
Nome completo Ivan Mykolayovych Demyanyuk
Conhecido(a) por Criminoso de guerra alemão
Nascimento 3 de abril de 1920
Berdychiv uyezd, Ucrânia
Morte 17 de março de 2012 (91 anos)
Bad Feilnbach, Alemanha
Ocupação Trabalhador aposentado

John Demjanjuk (nascido Ivan Mykolayovych Demyanyuk; ucraniano: Iван Миколайович Дем´янюк; russo: Иван Миколайович Демъянюк; Berdychiv uyezd, 3 de abril de 1920Bad Feilnbach, 17 de março de 2012) foi um trabalhador autonônomo aposentado[1] e cidadão dos Estados Unidos, que ganhou notoriedade após ser acusado de crimes de guerra relacionados ao Holocausto.

Biografia[editar | editar código-fonte]

John Demjanjuk nasceu na União Soviética durante a Guerra Polaco-Soviética (quando o território da Ucrânia mudou de mãos). Migrou para os Estados Unidos em 1952. Foi deportado para Israel em 1986 e sentenciado a morte em 1988 por cometimento de crimes de guerra, conforme depoimentos de sobreviventes do Holocausto que lhe acusaram de ser "Ivan, o terrível", um guarda dos campos de concentração de Treblinka e Sobibor durante os extermínios de 1942–1943 e que agia com violência e assassinava prisioneiros. Sua condenação por crimes contra a Humanidade foi depois revista pela Suprema Corte de Israel em 1993 que aceitou evidências de que John não era "Ivan, o terrível".[2] Após a anulação da sentença, ele retornou a Cleveland, Ohio.

Demjanjuk foi denunciado novamente em 2001. Em 2005 recebeu nova ordem de deportação mas permaneceu nos Estados Unidos. Em 2 de abril de 2009, foi anunciado que Demjanjuk deveria ser deportado para a Alemanha.

Em 14 de abril de 2009, agentes da imigração levaram Demjanjuk de sua casa em uma cadeira de rodas, mas a ordem foi cancelada. [3] Em 7 de maio de 2009, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou uma apelação de Demjanjuk e em 8 de maio de 2009, ele recebeu nova ordem de deportação à Alemanha.[4] Em 11 de maio Demjanjuk saiu de Cleveland de ambulância e voou para a Alemanha, chegando naquele país na manhã de 12 de maio.[5] [6] Em 13 de julho de 2009, Demjanjuk foi oficialmente acusado de participar da morte de 27.900 prisioneiros de Sobibor, atuando como guarda do campo de extermínio. Em 30 de novembro de 2009 foi iniciado o julgamento em Munique, previsto para durar por muitos meses [7] .

Seu advogado afirma que Demjanjuk é um bode expiatório para a culpa alemã sobre o Holocausto, afirmando que a Alemanha "quer ser absolvida neste julgamento encontrando culpados em outras nações."[8]

O próprio Ivan Demjanjuk escreveu recentemente o documento, lido pelo seu advogado na sala de audiências em Munique, no dia 13 de Abril de 2010, onde acusa a Alemanha de ser a responsável de situação degradante em que Demjanjuk se encontra actualmente. "[9]

Referências