John Dowland

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John Dowland (156320 de Fevereiro de 1626), foi um músico, alaudista, inglês, do período renascentista, contemporâneo do escritor William Shakespeare. Hoje é lembrado pela grande melancolia em suas músicas vocais. Sua música instrumental passou por uma grande revitalização, tendo sido incluída no repertório de violonistas eruditos durante o século XX.

Sua Vida[editar | editar código-fonte]

Muito pouco se sabe dos primórdios da vida de Dowland, mas é dito que nasceu em Londrese morreu na Palestrina após grave crise de diarréia. O historiador irlandês W. H. Grattan Flood, aponta que o compositor nasceu em Dublin, mas não existem evidências e registros que o comprovem. Em 1590 Dowland vai para Paris, onde esteve a serviço de Sir Henry Cobhan, o embaixador na corte francesa, e de Sir Edward Stafford. Neste mesmo período se tornou católico romano. Em 1594 surge uma vaga para alaudista na corte inglesa, mas sua indicação foi mal-sucedida - segundo alega o compositor, sua religião o levou a não ser indicado a um cargo na corte da rainha Elisabeth I, que era protestante. Entretanto, sua conversão não foi publicada, além do mais, o fato de ser católico não impediu que outros compositores (como William Byrd) de atuarem na corte inglesa.

Carreira como Compositor[editar | editar código-fonte]

Em 1597 Dowland publicou seu “Primeiro Livro de Músicas” na Inglaterra. Sua coleção de músicas para alaúde define um acompanhamento com alaúde ou a combinação de diversos instrumentos e cantores.

Em 1598, trabalhava na corte de Christian IV da Dinamarca, mas continuava a publicar em Londres. Retornou a Inglaterra em 1606 e, mais tarde, em 1612 ocupo um dos postos de alaudista de James I. Não existem composições suas datas do período em que trabalhou como na corte até sua morte em 1626 na capital inglesa. Embora a data de seu sepultamento não seja lembrada, a data precisa de sua morte não é conhecida.

Muitas das músicas de Dowland são para um único instrumento, o alaúde. Sua obra inclui diversos livros com trabalhos para alaúde, e canções com acompanhamento de alaúde (voz e alaúde) e várias peças para viola e alaúde. O poeta Richard Barnfield escreveu que Dowland “divinamente toca o alaúde fazendo desaparecer o acaso ao senso humano”.

Uma de suas mais famosas canções é “Flow, my tears”, onde o primeiro verso diz:

""Flow, my tears, fall from your springs,

Exiled for ever, let me mourn

Where night's black bird her sad infamy sings,

There let me live forlorn.

Mais tarde escreveu o que seria sua melhor obra instrumental, Lachrimae, ou Seven Tears, presente no Seven Passionate Pavans, um conjunto de sete pavanas para violas e alaúde, cada uma delas baseada em um tema retirado da canção Flow, my tears. Esta se tornou uma das mais conhecidas músicas para concerto de seu tempo. Sua pavana, Lachrymae antiquae , foi bastante popular no século dezessete e foi bastante arranjada e utilizada em diversas variações por vários compositores.

A música de Dowland frequentemente apresenta melancolia o que era algo bastante utilizado na música em seu tempo. Ele escreveu uma peça para concerto com o título Semper Dowland, semper dolens, literalmente Sempre Dowland, sempre triste, na qual pode ser resumido muito de seu trabalho.

A música Come Heavy Sleepe, the Image of True Death, foi a inspiração para o Nocturnal after John Dowland para violão de Banjamin Britten, escrita em 1964 para o violonista Julian Bream. Este trabalho consiste em oito variações, todas baseadas em temas musicais de suas canções ou seus acompanhamentos de alaúde, por fim utilizando o violão.

Richard Barnfield, contemporâneo de Dowland, menciona o alaudista em seu poema VIII da The Passionate Pilgrim (1598):

If music and sweet poetry agree,

As they must needs, the sister and the brother,

Then must the love be great 'twixt thee and me,

Because thou lovest the one, and I the other.

Dowland to thee is dear, whose heavenly touch

Upon the lute doth ravish human sense;

Spenser to me, whose deep conceit is such

As, passing all conceit, needs no defence.

Thou lovest to hear the sweet melodious sound

That Phoebus' lute, the queen of music, makes;

And I in deep delight am chiefly drown'd

When as himself to singing he betakes.

One god is god of both, as poets feign;

One knight loves both, and both in thee remain.

Principais obras[editar | editar código-fonte]

  • Come, Heavy Sleep
  • Come Again
  • Flow my Tears
  • I Saw my Lady Weepe
  • In Darkness let me Dwell
  • Sweet, Stay Awhile
  • Lachrimae (peças para alaúde, 1604)

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • John Dowland by Diana Poulton, published by Faber & Faber (2nd edition, 1982). ISBN 0-520-04687-0.
  • A History of the Lute from Antiquity to the Renaissance by Douglas Alton Smith, published by the Lute Society of America (2002). ISBN 0-9714071-0-X
  • The Lute in Britain: A History of the Instrument and its Music by Matthew Spring, published by Oxford University Press (2001).
  • The Collected Lute Music of John Dowland edited by Diana Poulton, published by Faber Music (2nd edition, 1978). ISBN 0-571-10024-4.
  • Peter Holman/Paul O'Dette: "John Dowland", Grove Music Online, ed. L. Macy (Accessed July 10, 2007),(subscription access)
  • WADE-MATTHEWS, Max, THOMPSON, Wendy, The Encyclopedia of Music - Instruments of the Orchestra and the Great Composers, ondres, Ed. Hermes House, Anness Publishing, 2003/2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]