John Gabriel Borkman

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John Gabriel Borkman
John Gabriel Borkman
John Gabriel Borkman
Autor (es) Henrik Ibsen
Idioma norueguês
País Noruega
Género teatro
Espaço onde decorre a história Noruega
Editora Londres: William Heinemann (12 cópias)[1]
Copenhague, Christiania e Estocolmo: Gyldendalske Boghandels Forlag
Lançamento Londres: 12 de dezembro de 1896
Copenhague, Christiania e Estocolmo: 15 de dezembro de 1896
Edição portuguesa
Tradução Costa Ferreira e Luís Francisco Rebelo[2]
Editora Editora Contraponto
Lançamento 1956
Edição brasileira
Tradução Fátima Saadi e Kal Erik Schollhammer[3]
Editora Editora 34 (Coleção Teatro)
Lançamento 1996
Cronologia
Último
Último
O Pequeno Eyolf
Quando Despertarmos de entre os Mortos
Próximo
Próximo
Svenske Teater, na Suécia, onde foi representada a peça “John Gabriel Borkman”, em 1897

John Gabriel Borkman é uma peça teatral escrita pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Escrita e publicada em 1896[4] , foi representada em 10 de janeiro de 1897, no Svenske Teatern[5] , na Suécia[3] , e Suomalainen Teaatteri, na Finlândia.

Sumário[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A fortuna da família Borkman foi perdida pela prisão de John Gabriel, que usou ilegalmente sua posição como gerente de banco para especular com o dinheiro dos investidores. A ação que a peça apresenta ocorre oito anos após o acontecido, quando John Gabriel Borkman, a Sra. Borkman, e sua irmã gêmea Ella Rentheim questionam sobre o futuro do jovem Erhart Borkman.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • John Gabriel Borkman
  • Mrs. Gunhild Borkman
  • Erhart Borkman, filho do casal
  • Ella Rentheim, irmã gêmea de Mrs. Borkman
  • Mrs. Fanny Wilton
  • Vilhelm Foldal
  • Frida Foldal
  • Malene, governanta

Histórico[editar | editar código-fonte]

Ibsen, nos últimos anos de sua carreira.

Processo criativo[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que Ibsen tenha iniciado a escrever John Gabriel Borkman em 1896. Em 20 de outubro de 1896, Ibsen enviou a cópia final do manuscrito ao seu editor, Jacob Hegel.

A peça é parcialmente baseada em um caso de tribunal ocorrido na Christiania, na década de 1850, em que um oficial superior foi considerado culpado de fraude e condenado à prisão com trabalhos forçados por quatro anos. Ibsen tomou conhecimento desse caso nos períodos em que esteve na Christiania, entre 1850 e 1864.

Outra inspiração para Ibsen pode ter sido a obra monumental de Georg Brandes sobre Shakespeare, influenciada pelas idéias de Nietzsche, cujos conceitos aparecem na peça, tais como o do super-homem e a sede pelo poder[6] .

Edição Gyldendal[editar | editar código-fonte]

A primeira edição de John Gabriel Borkman saiu em 15 de dezembro de 1896, pela Gyldendalske Boghandels Forlag (F. Hegel & Son), em Copenhague, Christiania e Estocolmo, com tiragem de 12000 exemplares. Isso não foi suficiente, no entanto, e o livro teve que ser reimpresso em mais 3000 exemplares, mesmo antes de ter sido vendido. Assim, a 1ª e a 2ª edição foram lançadas simultaneamente[6] .

Edição Heinemann e outras[editar | editar código-fonte]

Como ocorrera com Hedda Gabler (1890), Solness, o Construtor (1892) e O Pequeno Eyolf (1894), o editor inglês William Heinemann publicou John Gabriel Borkman em um "mini-edição" em norueguês (12 exemplares) em Londres, para garantir seus direitos autorais, em 12 de dezembro de 1896, três dias antes da edição Gyldendal. Pouco depois da edição original, as traduções da peça foram publicadas em inglês, francês, russo e alemão.

Estreia da peça[editar | editar código-fonte]

As primeiras performances públicas de John Gabriel Borkman foram em forma de leitura[6] . A primeira leitura teve lugar no Avenue Theatre, em Londres, a 14 de dezembro de 1896, e foi organizada por William Heinemann, a fim de garantir o seu direito autoral na Inglaterra. No dia seguinte, 15 de dezembro de 1896, a leitura se deu na Copenhagen Municipal Teachers’ Association, liderada pelo diretor de teatro P. A. Rosenberg.

A primeira encenação da peça foi feita em Helsinque, a 10 de janeiro de 1897, no Svenska Teatern e no Suomalainen Teaatteri (teatro finlandês). As produções foram bem recebidas pelo público e pelos críticos.

Traduções em língua portuguesa[editar | editar código-fonte]

Peças no Brasil[editar | editar código-fonte]

1959[editar | editar código-fonte]

  • Nome: João Gabriel Borkman[3]
  • Local: Santos, SP
  • Teatro: Estréia no II Festival de Teatros de Estudantes (Santos), 1959[7]
  • Produção: Teatro do Estudante da Paraíba
  • Direção: Walter de Oliveira

Adaptações para a televisão[editar | editar código-fonte]

1957[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. O editor inglês William Heinemann publicou a peça em Londres - na língua original - em apenas 12 cópias. In: Processo criativo de John Gabriel Borkman
  2. a b [Tetra Base]. Título não preenchido. Favor adicionar. [S.l.: s.n.].
  3. a b c Silva, Jane Pessoa da. Ibsen no Brasil. Historiografia, Seleção de textos Críticos e Catálogo. [S.l.]: USP.
  4. Carpeaux, Otto Maria. Estudo Crítico Henrik Ibsen. [S.l.]: Editora Globo. 51 pp.
  5. Wikipédia
  6. a b c [Processo Criativo John Gabriel Borkman]. Título não preenchido. Favor adicionar. [S.l.: s.n.].
  7. Informação noticiada em Sábato Magaldi. “Espetáculos de Santos”. O Estado de São Paulo, 8 de agosto de 1959, Suplemento literário. Apud SILVA, Jane Pessoa, 2007. p. 553

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, Jane Pessoa da. Ibsen no Brasil. Historiografia, Seleção de textos Críticos e Catálogo Bibliográfico. São Paulo: USP, 2007. Tese.
  • CARPEAUX, Otto Maria (1984), Estudo Crítico, Rio de Janeiro: Editora Globo. ISBN In: IBSEN, H. O Pato Selvagem.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]