John Neschling

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John Neschling
Nome completo John Neschling
Nascimento 13 de Maio de 1947
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasil
Cônjuge Lucélia Santos (1982-1986)
Bridget Bolliger
Patrícia Melo (atualmente)
Filho(s) Pedro Neschling Predefinição:Aniv
Benjamim 2001 (11–12 anos)
Ocupação Maestro

John Neschling (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1947) é um maestro brasileiro, foi regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo de 1997 a 2008.

Índice

Biografia [editar]

Sobrinho-neto do compositor Arnold Schoenberg e do maestro Arthur Bodanzky, John Neschling nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1947. Muito cedo, começou a estudar piano e seguiu a vocação para regência com Hans Swarowsky em Viena, e com Leonard Bernstein em Tanglewood. Dentre os concursos internacionais de regência que venceu, destacam-se os de Florença (1969), da Sinfônica de Londres (1972) e do La Scala (1976).

De volta ao Brasil em 1973, assumiu a direção dos teatros municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na Europa, foi diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa, do Teatro de São Galo (Suíça), do Teatro Massimo (Palermo) e da Ópera de Bordeaux, além de ter sido regente residente na Ópera de Viena. Dirigiu em 1996 nos Estados Unidos Il Guarany, de Carlos Gomes, na Ópera de Washington, tendo Plácido Domingo no papel de Peri. Esteve a frente da OSESP entre 1997 a 2008.

Dedica-se também à composição para cinema e teatro, sendo o autor das trilhas sonoras dos filmes Pixote - A Lei do Mais Fraco, O Beijo da Mulher-Aranha, Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, Gaijin - Os Caminhos da Liberdade e Os Condenados, e da minissérie Os Maias. Mais recentemente, compôs a música do filme Desmundo, de Alain Fresnot, e a música incidental da telenovela Esperança.

John Neschling é casado com a escritora Patrícia Melo e é pai do ator Pedro Neschling (com a atriz Lucélia Santos).

Nos doze anos em que esteve à frente da Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo, Neschling elevou o grupo a níveis internacionais, tornando-a reconhecida pela crítica internacional como uma das orquestras a serem notadas entre as melhores do mundo (Revista Gramophone, dezembro de 2008). Neschling gravou com a OSESP uma série de CDs de música brasileira e internacional para o sêlo sueco BIS, recebendo por isso 5 "Diapason D'Or", além de um Grammy Latino pela sua gravação da 6ª Sinfonia de Beethoven pelo sêlo Biscoito Fino.

Neschling impos como condição para sua vinda a São Paulo a construção de uma sala de concertos para a orquestra, e o resultado foi a reforma da antiga Estação Julio Prestes (cujo grande hall se transformou na Sala São Paulo). Uma das grandes salas de concerto do mundo, a Sala São Paulo possui acústica elogiada pelos maiores maestros da atualidade que lá se apresentaram. Durante a gestão de Neschling o número de assinantes da orquestra chegou a quase 12.000, foram criadas a Academia de Musica da OSESP, o Centro de Documentação Musical Eleazar de Carvalho, a Editora Criadores do Brasil entre outros projetos que revolucionaram o panorama da música sinfonica paulista e brasileira.

Sob sua direção, A OSESP fez duas tournées norte-americanas e duas tournées européias, apresentando-se entre outras salas no Avery Fischer Hall de Nova Iorque e no Musikverein de Viena. Viajou ainda diversas vezes pela América do Sul e realizou duas grandes excursões pelo Brasil.

Demissão e processos [editar]

Desde a posse do governador José Serra em janeiro de 2007, correm rumores de que Neschling seria substituído na direção da OSESP, os quais são agravados quando se divulga pelo You Tube uma gravação de conversa privada do maestro na qual chama o governador de São Paulo de "menino mimado". A secretaria da Cultura e o Governo do Estado entendem que o salário do maestro seria elevado demais, bem como os custos da Orquestra.

No dia 14 de junho de 2008, a coluna "Direto da Fonte" de Sonia Racy divulga que Neschling cumpriria somente até o ano de 2010 seu contrato com a Fundação OSESP e o governo do Estado de São Paulo, abrindo espaço para especulações sobre qual maestro ocuparia a vaga deixada por ele à frente da OSESP, cargo pelo qual recebia cerca de R$125 mil por mês.1 No dia 19 de junho de 2008, o maestro oficializa sua decisão de não renovar seu contrato com a OSESP em carta ao presidente do conselho, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso..2

A 9 de dezembro do mesmo ano dá entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, afirmando que não concorda com o processo pelo qual está sendo planejada a sua sucessão, considerando-a prematura, porque a OSESP necessita completar sua consolidação. Além disso afirma que o governo estadual interfere de maneira indevida nos assuntos da orquestra [3]. O título da matéria é Minha sucessão está sendo feita de maneira irresponsável.

Finalmente, no dia 20 de janeiro de 2009 o maestro é demitido pelo Governo do Estado de seu cargo como regente da OSESP. No dia seguinte, o Conselho de Administração da Fundação Osesp decidiu antecipar a ruptura do contrato com o maestro, cujo fim estava previsto, desde junho de 2008, para o final de 2010. A carta de demissão foi assinada por Fernando Henrique Cardoso, que informava ter sido a decisão unânime e baseada na entrevista de 9 de dezembro.3

Após sua demissão, Neschling moveu uma ação indenizatória de 12,5 milhões de reais contra a OSESP devido à quebra de contrato e problemas relacionados à diretoria da OSESP enquanto este estava a frente da orquestra. Em novembro de 2009 o maestro ganhou uma indenização de 4,5 milhões.4 Os advogados da fundação informaram que irão recorrer da sentença.

Referências

  1. Folha: John Neschling ganha ação contra Osesp
  2. John Neschling decide deixar a Osesp em 2010. Folha Online. 21-6-2008.
  3. [1] Fundação Osesp. 21-1-2009.
  4. [2] Neschling ganha ação contra OSESP.

Ligações externas [editar]

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