John Woodroffe

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John Woodroffe
Nacionalidade Reino Unido

Sir John Woodroffe (1865–1936), também conhecido pelo pseudônimo de Arthur Avalon, conquistou seu B.C.L. (Bachelor of Civil Law) na University College, Oxford. Ele se mudou para Índia, onde exerceu seu trabalho na justiça. Ele tornou-se procurador-Geral de Bengali e em 1915 Diretor da Suprema Corte de Justiça de Calcutá. Ali, ele tomou partido entusiasticamente da autoridade Britânica contra os nacionalistas Indianos, tal como seus contemporâneos na corte. Ele também foi nomeado para o conselho efetivo do Governo da Índia. Ele foi indicado como professor de advocacia em Tagore na universidade de Calcutá. Depois se retirando para a Inglaterra ele se tornou Orador das leis Indianas na Universidade de Oxford, e finalmente mudou-se para a França na sua aposentadoria, onde faleceu em 1936.

Woodroffe, entretanto, vivia uma vida dupla na Índia. Junto com seus deveres judiciais ele estudava o Sânscrito e a filosofia Hindu, especialmente o sistema Shākta Tantra, como um discípulo de Shiva Chandra Vidyarnarva Battacharya. Como primeiro ocidental ter um profundo conhecimento sobre o Tantra, ele interpretou um importante papel em popularizar o assunto, embora no processo retira-se do Tantra alguns elementos que os Ocidentais poderiam considerar inapreciáveis. Por causa de muitos especialistas contemporâneos e críticos - ambos no ocidente e na Índia - consideravam o Tantra um ameaça ao domínio Inglês na Índia, o conhecimento de Woodroffe foi muito importante para prover uma clara visão sobre o que era realmente o Tantra, o que os Tantras realmente contém, e quais eram realmente as praticas Tantrikas. Na tentativa de justificar o Tantra, embora, seu trabalho fosse freqüentemente criticado, inclusive ele mesmo, e submetido a freqüentes distorções para demonstrar que o Tantra era profundamente enraizado nos princípios do Vedānta sendo um manifestação do mesmo.

A Despeito da crença popular, Woodroffe não era um apto Sanscritista (de acordo com sua biografa Kathleen Taylor, muitos Indologistas acreditam que ele não podia ler as inscrições muito bem), e de fato dependia totalmente de seus amigos de Bengali – especialmente da extensiva ajuda secreta de Atal Behari Ghose – para traduzir os vários textos Sânscritos. Com sua ajuda, ele traduziu cerca de vinte textos originais em Sânscrito, a maioria sob o pseudônimo de Arthur Avalon (o que ele admitiu no prefacio do primeiro trabalho publicado no seu nome, Shakti and Shakta, era a identidade de um grupo que além dele mesmo, incluía seus amigos colaboradores de Bengali, especialmente Ghose).

Ele publicou e textos de maneira frutífera e com autoritariamente sobre a filosofia Indiana em uma vasto quantidade de tópicos sobre Yoga e Tantra. Seu trabalho ajudou a expandir no ocidente um profundo interesse pela filosofia Hindu e praticas Yoginicas.

Seu mais popular e influente livro, uma grande contribuição ao entendimento da filosofia e espiritualidade Indiana, chamou-se The Serpent Power – The Secrets of Tantric and Shaktic Yoga (Dover Books), que é a fonte da maioria das praticas de kundalini yoga ocidentais.

Outros livros (publicados sob o seu verdadeiro nome, em vez de Arthur Avalon) incluém:

  • Shakti and Shakta
  • Principles of Tantra (2 vols)
  • Kamakalavilasa
  • Introduction to the Tantra Śãstra
  • Mahanirvana Tantra (Tantra of the Great Liberation)
  • Hymns to the Goddess and Hymn to Kali
  • The World as Power
  • The Garland of Letters
  • Bharati Shakti: Essays and Addresses on Indian Culture
  • India: Culture and Society
  • Is India Civilized? Essays on Indian Culture

Ver também[editar | editar código-fonte]