Joinville

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Município de Joinville
"Cidade das Flores"
"Cidade dos Príncipes"
"Cidade da Dança"
"Cidade das Bicicletas"
"Manchester Catarinense"
Panorâmica do Centro de Joinville

Panorâmica do Centro de Joinville
Bandeira de Joinville
Brasão de Joinville
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de março de 1851 (163 anos)
Gentílico joinvilense ou joinvillense
Lema "Mea autem brasiliæ magnitudo"
Prefeito(a) Udo Döhler (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Joinville
Localização de Joinville em Santa Catarina
Joinville está localizado em: Brasil
Joinville
Localização de Joinville no Brasil
26° 18' 14" S 48° 50' 45" O26° 18' 14" S 48° 50' 45" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Norte Catarinense IBGE/2008[1]
Microrregião Joinville IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense
Municípios limítrofes Araquari, Campo Alegre, Garuva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul e Schroeder.
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 1 126,106 km² (BR: 1277º)[2]
População 554 601 hab. (SC: 1°; BR: 36º) –  IBGE/2014[3]
Densidade 492,49 hab./km²
Altitude 4 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,809 (SC: 4°) – muito alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 18 797 540,000 mil (BR: 25°) – IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 36 086,31 IBGE/2011 [5]
Página oficial
Prefeitura www.joinville.sc.gov.br
Câmara www.cvj.sc.gov.br

Joinville é um município localizado na região nordeste do estado de Santa Catarina. Com uma área de 1152 quilômetros quadrados, possui uma população de 554 601 habitantes em 2014, [3] o que configura como o município mais populoso do estado, à frente da capital, Florianópolis, o terceiro da Região Sul e o 36º do Brasil. Pertence à Microrregião de Joinville e à Mesorregião do Norte Catarinense e é sede Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense, a qual contava, no último censo, aproximadamente 1,1 milhões de habitantes.[6]

A cidade possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano (0,809) entre os municípios brasileiros, ocupando a 21ª posição nacional e a quarta entre os municípios catarinenses. Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança". É ainda, conhecida por sediar o Festival de Dança de Joinville, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e o Joinville Esporte Clube.

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4800 a.C. Os indícios de sua presença encontram-se nos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.

Índios tupis-guaranis (especificamente, carijós[7] ) ainda habitavam as cercanias quando chegaram os primeiros imigrantes europeus. No século XVIII, estabeleceram-se, na região, famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz e milho, entre outros produtos.

Colônia Dona Francisca[editar | editar código-fonte]

Casa Enxaimel - Exemplo da herança germânica de Joinville

No dia 1 de maio de 1843, a princesa Dona Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o princípe de Joinville François Ferdinand, filho do rei dos franceses Luís Felipe, e recebeu como dote de casamento um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, hoje a cidade de São Francisco do Sul. Em 1846, o engenheiro Jerônimo Coelho viajou ao local para fazer a demarcação das terras.

Em 1848, o rei dos franceses Luís Felipe foi destronado e seu filho François se refugiou na Inglaterra. Ao começar a sofrer dificuldades financeiras, vendeu o território ao então dono da Sociedade Colonizadora Hamburguesa, o senador alemão Christian Mathias Schroeder, oito das 25 léguas recebidas como dote. O senador lançou, então, um projeto de povoação de parte desse território.

De acordo com o historiador Apolinário Ternes, o projeto iniciou‐se um ano antes da chegada da Barca Colon, que partiu de Hamburgo em 1851. Em 1850, veio o vice-cônsul Léonce Aubé, acompanhado de duas famílias de trabalhadores braçais, mais o engenheiro responsável das primeiras benfeitorias e demarcações do que viria a ser a nova colônia, e também do cozinheiro franco-suíço Louis Duvoisin. Louis Duvoisin veio ao Brasil anos antes com a expedição do 1842, o Benoît Jules Mure, na instalação fracassada do Falanstério do Saí. A barca Colon partiu de Hamburgo levando os primeiros imigrantes. No dia 9 de março do mesmo ano, a barca chegou ao local e foi fundada a Colônia Dona Francisca. A população foi reforçada com a chegada da barca Emma & Louise, com 114 pessoas. Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville.[8]

Uma residência de verão foi construída para abrigar o príncipe e a princesa de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. Entretanto, nenhum dos dois chegou a conhecer a cidade. A casa que foi construída para os príncipes atualmente é o "Museu Nacional de Imigração e Colonização – Palácio dos Príncipes de Joinville", e a via à sua frente tornou-se a Rua das Palmeiras, hoje ponto turístico da cidade.

Entre as décadas de 1950 e 1980, a cidade tornou-se essencialmente industrial, ficando conhecida como "Manchester Catarinense".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem aérea de Joinville

O rio Cachoeira passa pelo centro da cidade e desemboca na baía da Babitonga. O município ainda conta com extensas áreas de manguezais (mangue). A cidade é em geral plana, situando-se ao lado da baía da Babitonga - um dos atrativos naturais do município, ocorrendo algumas pequenas elevações conforme vai-se afastando. A altitude da sede é de 4,5 metros, embora, na parte central da cidade, a altitude chegue a apenas 4 cm, o que, em dias de maré muito alta, causa alagamentos. Há montanhas elevadas em torno da cidade. A área em torno do rio Cachoeira é quase toda urbanizada, mantendo alguns manguezais preservados.

O ponto culminante é o Pico Serra Queimada, com 1 325 metros de altitude, na Serra Queimada. A vegetação em torno da cidade e nos morros em sua área urbana é constituída por remanescentes da mata Atlântica.

Clima[editar | editar código-fonte]

A cidade se situa em uma zona de clima subtropical, com média anual de temperatura acima dos 19 graus e alta umidade durante a maior parte do ano. Durante o verão, a temperatura pode passar dos 40 graus centígrados a cada dois ou três anos, com recorde de 42,6. No inverno, a mínima chega a normalmente a 3 graus centígrados. Há relatos de que, em 2000, a temperatura tenha chegado a −2 graus centígrados. A cidade sofre constantemente com enchentes. As maiores foram as de 1972, 1995, 2008 e 2010. A pior foi a de 2008, quando muitos rios subiram e só começaram a baixar uma semana depois. O Centro também sofre alagamentos corriqueiros, como, por exemplo, quando ocorre chuva de verão muito violenta.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Joinville Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 37 37 37 34 32 30 30 31 31 33 36 38 38
Temperatura máxima média (°C) 30 29 28 27 24 21 20 21 22 24 26 29 25
Temperatura mínima média (°C) 21 21 20 18 14 12 11 13 14 16 18 19 16
Temperatura mínima registrada (°C) 15 17 11 12 7 3 5 0 9 12 12 14 0
Precipitação (mm) 328 261 230 140 76 96 108 107 204 201 195 169 2 115
Fonte: EPAGRI/CIRAM/WeatherSpark

Economia[editar | editar código-fonte]

A abastada classe de industriais da região criou, logo no início do século XX, a Associação Comercial e Industrial de Joinville (atual Associação Empresarial de Joinville). Hoje, a região produz 18,9 por cento (valor adicionado fiscal) do produto interno bruto global do estado de Santa Catarina.

Joinville é cortada por várias rodovias e linha férreas que também contribuíram para tornar a cidade o 3º maior polo industrial da Região Sul do Brasil. Apesar da progressiva terciarização do centro, a atividade industrial continua com grande relevância, laborando, na sua cintura industrial, grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, tornando-a um grande polo dessa tecnologia.

Sendo a cidade mais importante industrialmente em Santa Catarina, muitos das mais importantes grupos económicos do país de diversos setores – tais como a Cipla, Buschle & Lepper, Amanco (antiga Akros), Schulz S.A, Franklin Electric (Schneider), Neogrid, Docol, Döhler, Embraco, Ciser, Lepper, Tigre, Tupy, Totvs, Britânia, KaVo Dental, Krona, General Motors, Whirlpool, Wetzel, Laboratório Catarinense, Siemens, entre outras.

Joinville é o segundo maior polo metalúrgico do Brasil, ficando atrás, apenas do estado inteiro de Minas Gerais. Outra marca importante da cidade é que ela é o maior polo industrial de ferramentaria do país.


Panorâmica de Joinville (Centro e bairro América)

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodoviária de Joinville[editar | editar código-fonte]

A Rodoviária de Joinville, Estação Rodoviária Harold Nielson está localizada na Rua Paraíba, 769, bairro Anita Garibaldi. É administrada pela Conurb e possui dois andares e dezoito companhias, com ônibus que fazem inúmeras viagens intermunicipais e interestaduais por dia. O tráfego de passageiros ocorre vinte e quatro horas por dia, no entanto a venda de ingressos só pode ser feita durante o horário de atendimento, o qual varia de empresa para empresa.

A rodoviária também possui: duas amplas salas de espera climatizadas, administradas por duas companhias de viagem, que juntas reservam em torno de 210 lugares aos clientes, banheiros, estacionamento para ônibus, táxis, carros e motos no piso térreo; praça de alimentação com lanchonetes, loja de presentes e artesanatos, revistaria, tabacaria e sanitários no segundo piso. Além disso, oferece circuito interno para televisões por satélite e internet sem fio para computadores e celulares.

A Rodoviária Harold Nielson opera oficialmente desde 9 de março de 1974, e passou por uma grande reforma que culminou na reinauguração no ano de 2001. Entre os anos de 2007 a 2009 ficou abandonada, até a Conurb se oferecer para administrá-la em 2010. Desde então a rodoviária ganhou um grande estacionamento para os veículos, aumento na segurança e os sanitários voltaram a ser gratuitos.

As dezoito companhias que operam atualmente são: Auto Viação 1001, Viasul - Auto Viação Venâncio Aires Ltda., Brasil Sul Linhas Rodoviárias Ltda., Auto Viação Catarinense, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha S.A., Empresa de Transportes Boqueron Sociedade Anônima, Empresa Princesa do Norte S/A, Empresa Santo Anjo da Guarda Ltda., EUCATUR - Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo, Expresso Presidente Getúlio Ltda, Viação Pluma Internacional, Reunidas S.A. Transportes Coletivos, Transtusa - Transporte e Turismo Santo Antônio Ltda, Viação Canarinho Ltda, Viação Graciosa Ltda, Viação Itapemirim S.A., Viação Sudoeste Transportes e Turismo Ltda, Viação Verdes Mares Ltda.

Transporte Urbano[editar | editar código-fonte]

Joinville conta com 10 terminais operando em um sistema integrado: Terminal Central (Deputado Aderbal T. Lopes), Terminal Norte (João Colin), Terminal Sul (Vera Cruz), Terminal Tupy, Estação Da Cidadania Itaum (Gov. Pedro Ivo F. de Campos), Estação Da Cidadania Iririú (Osvaldo R. Colin), Estação Da Cidadania Guanabara (Deputado Nagib Zattar), Estação Da Cidadania Pirabeiraba (Max Luktër), Estação Da Cidadania Vila Nova (Prof. Beno Harger), Estação Da Cidadania Nova Brasília (Abílio Bello).

Empresas operadoras: Transtusa - Transporte e Turismo Santo Antônio Ltda. e Gidion S.A.

Aeroporto de Joinville[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Joinville.
O Aeroporto de Joinville.

O Aeroporto de Joinville - Lauro Carneiro de Loyola está localizado a 13 km do Centro da cidade, a 75 km do Aeroporto de Navegantes, a 110 km do Aeroporto de Curitiba e a 163 km do Aeroporto de Florianópolis.

Em 2012, o Aeroporto de Joinville registrou um movimento de 484742 passageiros e cerca de 10 000 pousos e decolagens. Para 2014, a tendência é de crescimento de 40% em pousos e decolagens, através da implantação do sistema de aproximação ILS.

No dia 8 de março de 2004, em meio às comemorações de 153 anos de Joinville, a cidade ganhou um novo aeroporto. O Aeroporto de Joinville Lauro Carneiro de Loyola inaugurou um novo terminal de passageiros de quatro mil metros quadrados e capacidade para atender a até 500 000 passageiros por ano. Também foram construídos um prédio administrativo e uma torre de controle.

O aeroporto se adequou ao conceito de "aeroshopping" que a Infraero implementa em seus aeroportos. O número de lojas passou de oito para 22 no novo terminal. A expectativa é que a implementação do aeroshopping aumente em 40 por cento o número de empregos gerados pelo aeroporto.

De Joinville, existem diversos voos diários para São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Campinas (Viracopos), Rio de Janeiro (Galeão) e Porto Alegre, através das Companhias: Gol, TAM, e Azul Linhas Aéreas.

Educação[editar | editar código-fonte]

Joinville orgulha-se de ter a melhor educação pública de Santa Catarina, reconhecida pelo ministério da educação[carece de fontes?]. As escolas, no geral, possuem boa infraestrutura[carece de fontes?]. A cidade também orgulha-se de ter a melhor educação do estado. Por dois anos consecutivos (2010 e 2011) os primeiros colocados gerais no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina foram da cidade dos príncipes e por quatro anos consecutivos teve o melhor desempenho escolar do Exame Nacional do Ensino Médio do estado (Posiville em 2007, 2008, segundo melhor em 2009 e melhor em 2010, com 61% de participação dos estudantes, segundo o jornal A Notícia, e Bom Jesus Ielusc em 2009 e 2010, com 78% dos alunos inscritos, segundo a mesma fonte). No ensino superior, predominam os cursos de engenharia, sobretudo na Universidade do Estado de Santa Catarina, na SOCIESC e na Universidade Federal de Santa Catarina, devido às empresas de bens de consumo existentes na cidade. Em Joinville encontram-se as seguintes instituições:

Instituições de Ensino Básico (Infantil, Fundamental e Médio) de Joinville
Instituição Administração Religião
Sociedade Educacional Posiville Privada Laica
Colégio Adventista de Joinville Privada Adventista
Colégio Tupy - SOCIESC Privada Laica
Colégio Cenecista José Elias Moreira Privada Laica
Colégio Machado de Assis Joinville Privada Laica
Colégio dos Santos Anjos Privada Católica Apostólica Romana
Colégio da Univille Privada Laica
Escolas Internacionais de Joinville
Instituição Administração Religião
Escola Internacional SOCIESC Privada Laica
Instituições de Ensino Superior de Joinville
Instituição Administração Religião
ACE Privada Laica
Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc Privada Luterana
Anhanguera Educacional Privada Laica
Centro Universitário - Católica de Santa Catarina (filial a PUC-PR) Privada Católica Apostólica Romana
Faculdade de Tecnologia Assessoritec Privada Laica
FCJ Privada Laica
IFSC Pública Federal Laica
INESA Privada Laica
SOCIESC Privada Laica
SENAI Privada Laica
SENAC Privada Laica
UDESC Pública Estadual Laica
UFSC Pública Federal Laica
UNIVILLE Mista Laica
Instituições de Ensino Superior à distância de Joinville
Instituição Administração Religião
UNIASSELVI Privada Laica
UNINTER Privada Laica
Anhanguera Privada Laica
UNISUL Privada Laica
Uniseb Privada Laica

Saúde[editar | editar código-fonte]

Joinville possui clínicas especializadas principalmente em cirurgia (geral, cabeça, pescoço, pediátrica, plástica, torácica e vascular), pediatria, psiquiatria, obstetrícia, odontologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, urologia, endocrinologia, ortopedia, nefrologia, entre outras. Há registra (até 5 de março de 2011) de sete hospitais, 635 consultórios médicos, 86 consultórios odontológicos, 54 postos de saúde, 146 farmácias, quatro prontos-socorros e 36 ambulâncias.

Hospitais de Joinville
Hospital Endereço Fundação
Hospital Municipal São José (HMSJ) Avenida Getúlio Vargas, 238 - Anita Garibaldi 4 de junho de 1906
Hospital Dona Helena Rua Blumenau, 123 - Centro 1916
Hospital Materno Infantil Dr. Jeser Amarante Faria Rua Araranguá, 554 - América, Joinville 2006
Centro Hospitalar Unimed Rua Orestes Guimarães, 905 9 de março de 2001
Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem Rua Abdon Batista, 172 - Centro 1942
Hospital Bethesda Rua Cons Pedreira, 624 - Pirabeiraba 1936
Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Rua Xavier arp s/nº - Boa Vista 15 de março de 1984

Além dos sete hospitais, a cidade ainda possui:

  • Maternidade Darci Vargas, situada no bairro Anita Garibaldi e próxima ao Hospital São José;
  • Instituto Pró-Rim, referência no país, localizado na Rua Xavier Arp, no bairro Iririú.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Jonville possui tanto turismo natural quanto cultural, representado principalmente pelos museus. Destacam-se:

  • Parque Zoobotânico: localizado no Morro do Boa Vista, o parque é repleto de fauna e flora típicas da região, além de contar com um lago, um parquinho para as crianças e quiosques para piquenique;
  • Parque Caieira: localiza-se na zona sul da cidade. É um pedaço da Mata Atlântica, com trilhas para caminhada e um mirante para admirar a Baía da Babitonga, que banha o ponto turístico.
  • Parque Ecológico Morro do Finder: localizado no bairro Bom Retiro, o Parque Morro do Finder oferece diversas trilhas para caminhada e uma principal voltada para a prática do "mountain bike". No final dessa trilha, há um mirante, de onde é possível ver a cidade de São Francisco do Sul;
  • Mirante: localizado no topo do Morro do Boa Vista, poucos quilômetros depois do Zoobotânico, o mirante, com 250m de altura, é uma das principais atrações da cidade. Ao subi-lo, é possível desfrutar a visão magnífica de toda a cidade, inclusive da Baía da Babitonga. Atualmente encontra-se em reforma, sem previsão para ficar pronto;
  • Praia do Vigorelli;
  • Estrada do Rio Bonito: localiza-se no km 22 da BR-101 na Zona Rural. Uma estrada belíssima cheia de elementos naturais com arquitetura e quitutes germânicos. No percurso há ruas que levam a restaurantes, residências e pesque-pagues. No final da estrada há um restaurante tipicamente alemão, que oferece pratos como o marreco recheado, com estacionamento pago; o Rio Bonito, bom para banhos; trilhas; espaço aberto sob as árvores para descanso; campinho de futebol. Depois dessa estrada há outra que termina num hotel com piscinas (natural e artificial) e campo de bocha;
  • Museu Arqueológico de Sambaqui: localizado na Avenida Beira-Rio, no Centro, possui fósseis e conta a história dos sambaquianos que habitavam à região;
  • Rua das Palmeiras: localiza-se no centro da cidade. As mudas foram trazidas do Rio de Janeiro em 1873 e plantadas em frente ao atual Museu Nacional da Imigração. É um cartão-postal da cidade devido à altura das árvores, que impressionam moradores e turistas. Além das palmeiras, a rua tem flores e bancos para denscanso. Não possui tráfego de veículos, apenas uma calçada central inaugurada em 2012;
  • Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville: era o chamado Maison de Joinville, construído em 1870 para abrigar a administração da Colônia Dona Francisca e que virou museu em 1957. Nele o visitante pode conhecer os objetos que eram utilizados pelos imigrantes, além de desfrutar a beleza do jardim e ver, em frente, a bela Rua das Palmeiras;
  • Casas em Enxaimel: casas tipicamente alemãs, encontradas no centro e também na zona rural, que mostram como os imigrantes europeus viviam no período da colônia.
  • Estação da Memória: localizado no bairro Anita Garibaldi, ao lado do Shopping Joinville (antigo Americanas). De 1906 a 1996 funcionava como estação ferroviária que ligava Joinville às cidades vizinhas (Guaramirim, Araquari e São Franscisco do Sul). Em 2008 foi reinaugurada, após um longo período de restauração, como museu ferroviário. O lugar possui um parquinho para as crianças, uma ciclovia e espaço para práticas esportivas. É um dos cartões-postais da cidade;
  • Expoville: um local bom para o lazer, localizado na principal entrada da cidade, próximo ao Pórtico da XV de Novembro e ao Moinho. Possui lago; centro comercial onde se pode adquirir lembranças típicas da cidade; um expocentro para eventos; parquinho; pista de automodelismo e um amplo estacionamento.

Abastecimento de água[editar | editar código-fonte]

A Águas de Joinville é uma companhia de saneamento de capital misto, majoritariamente pertencente à prefeitura de Joinville, responsável por administrar o tratamento de água e esgoto da cidade desde 2005 (ano em que a concessão mudou de estadual para municipal). A reserva de água tratada totaliza 53 milhões de litros. São 13 reservatórios e duas Estações de Tratamento de Água (ETAs): Cubatão e Piraí, com capacidade total de 1850 l/s, que abastecem 99 por cento do município. A Águas de Joinville também administra quatro Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): Jarivatuba, Profipo, Morro do Amaral e Espinheiros.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Apresentação do Festival de Dança de Joinville no Shopping Cidade das Flores.

Por seus atributos culturais, Joinville recebeu diversos títulos ao longo das décadas de 1940, 60 e 80, tornando-se conhecida como "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Flores", "Cidade das Bicicletas", "Manchester Catarinense", e "Cidade da Dança".

Inúmeros eventos culturais são marcantes na cidade. A Festa das Flores acontece há 75 anos. O Festival de Dança de Joinville - reconhecido como o maior do mundo em seu gênero (consta no Guiness Book) - chega a sua 29ª edição em 2011. A Coletiva de Artistas de Joinville acontece há 37 anos ininterruptos. Recentemente, a cidade passou a sediar também um festival de música instrumental, o Joinville Jazz Festival.

Uma filial da Escola do Teatro Bolshoi, a única fora da Rússia, é destaque na formação de bailarinos e bailarinas, oferecendo formação de qualidade a estudantes carentes.

A produção artística acontece em centros culturais, museus, casa da cultura, centro de eventos, mercado público, teatros, na Cidadela Cultural Antarctica (antiga fábrica de cervejas), e também em escolas, universidades, associações de moradores, igrejas e praças públicas.

Hoje, a Rua Visconde de Taunay é uma via gastronômica, devido ao movimento noturno e à quantidade de bares e restaurantes no local.

Filho de joinvilense, o músico carioca Mú Carvalho, tecladista do grupo instrumental A Cor do Som, emprestou o nome da cidade a uma de suas composições, gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Fórum de Joinville

O patrimônio cultural, ainda preservado, permite a convivência harmoniosa entre o passado e o presente. No patrimônio arquitetônico, destacam-se as construções que mesclam as influências dos imigrantes com as adaptações necessárias ao local. Casas autênticas em enxaimel, centenárias, ainda podem ser vistas no centro, nos bairros e na área rural. Casarões do século XX chamam a atenção pela angulação dos telhados, em "V". Antigas fábricas ainda preservam suas grandes chaminés, como marcos do desenvolvimento da cidade com vocação industrial.

O patrimônio arqueológico é outro destaque, já que existem mais de 40 sambaquis no município, sendo dez deles em área urbana. O Museu Arqueológico de Sambaqui é referência internacional no assunto, já que conserva em seu acervo mais de 20 mil peças. Um sambaqui preservado pode ser visitado no Parque Municipal da Caieira, uma área de preservação permanente junto à Baía da Babitonga, que integra manguezais, mata atlântica, sítios arqueológicos e ruínas da antiga fábrica de cal, que utilizava os "casqueiros" dos sambaquis como matéria-prima.

Como patrimônio imaterial (ligado aos saberes e fazeres), o destaque é a culinária. A cachaça, o melado, os produtos coloniais e a culinária colonial típica, principalmente suíça e alemã, ainda resistem aos processos de industrialização. As confeitarias da cidade - uma atração cultural à parte - são reconhecidas por suas tortas, cucas e pelo apfelstrudel (strudel de maçã). Existe em Joinville a Praça dos Suíços, em homenagem a expressiva imigração Suíça na cidade. Há várias fábricas de chocolate caseiro. O artesanato local é simples e com forte predominância dos artigos confeccionados com tecidos e roupas feitos à mão, pintados ou bordados. Recentemente, tem-se destacado o artesanato com fibra de bananeira, uma cultura agrícola ainda abundante no meio rural.

Além da língua nacional, o português, outros idiomas originados na Europa são falados por alguns moradores e integrantes da população joinvilense com um pouco mais de idade: dentre eles, o alemão e o italiano.

Pluralismo[editar | editar código-fonte]

Ana Claudia Michels, modelo nascida em Joinville

A Joinville contemporânea se caracteriza por ser rica na diversidade cultural de seu povo. O aspecto pluralista permite as mais diferentes expressões, das mais diversas culturas e etnias formadoras, da dança clássica ao hip hop, dos corais étnicos à música lírica, da música clássica ao chorinho, do pop rock à música sertaneja e gauchesca. As tradições portuguesas, como o boi-de-mamão e o terno-de-reis, são manifestações autênticas em vários bairros, como Morro do Amaral, por exemplo, que antes da fundação da cidade já possuía moradores descendentes de portugueses, quando as áreas pertenciam ao município de São Francisco do Sul. A cidade possui também a maior população de afro-descendentes em Santa Catarina: 17,4 por cento da população é de etnia negra,[9] migrados principalmente a partir da década de 1960. O carnaval de rua, aberto a todos, foi resgatado em 2005.

Incentivos[editar | editar código-fonte]

Algumas empresas situadas em Joinville têm colaborado com a difusão da cultura local, patrocinando grandes eventos e mantendo em suas próprias estruturas, grupos de dança, coral, teatro e ações comunitárias voltadas para a manutenção das tradições.

Desde 2006, a cidade possui uma lei de incentivo à cultura, com dois mecanismos de apoio: um fundo com aplicação de recursos diretos do poder público municipal, e um mecenato, com renúncia fiscal e captação de recursos junto aos contribuintes de imposto sobre serviços de qualquer natureza e imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. A Fundação Cultural de Joinville é o órgão gestor da Prefeitura Municipal. Há um Conselho Municipal de Cultura e uma Comissão Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Arquelógico e Natural. Ambos possuem constituição paritária, com membros do poder público e representantes da sociedade civil.

Mídia[editar | editar código-fonte]

O Jornal A Notícia e o Jornal Notícias do Dia, são os jornais diários, editados na cidade. A Gazeta de Joinville é o jornal semanal alternativo. Também existem jornais menores com periodicidade indefinida: Jornal da Cidade e o Correio Joinvilense, além do jornal O Vizinho.

A cidade possui duas emissoras comerciais de televisão, sendo RBS TV Joinville (afiliada Rede Globo) e RIC TV Joinville (afiliada Rede Record). A TV Brasil Esperança, é uma emissora educativa de caráter comunitário na cidade. A cidade também dispõe de duas emissoras de TV comercial em canal fechado (TV a cabo): TV Cidade e TV Babitonga.

Joinville possui também 12 emissoras de rádio, 4 em AM, sendo Colon 1090, Cultura 1250, Difusora Arca da Aliança 1480 e Clube 1590 e 8 em FM que são, 89 FM 89,5 - Jovem Pan 91,1 - Udesc 91,9 - Itapema 95,3 - 103 FM 103,1 - Atlântida 104,3 - Joinville Cultural 105,1 e 107 FM em 107,5, também conta com mais 4 emissoras comunitárias em FM, que são, Leste FM 87,9 - União Sul FM 87,9 - Nova Brasília FM 87,9 e Pirabeiraba FM 87,9.

Esporte[editar | editar código-fonte]

O tiro ao alvo e a ginástica foram os primeiros esportes praticados pelos imigrantes, mas só o futebol conseguiu exercer um fascínio inexplicável sobre os joinvilenses a partir do início século passado.[10]

Joinville conta com grandes clubes desportivos, sendo os principais o Joinville Esporte Clube e o Caxias Futebol Clube. Existem ainda numerosos clubes de menor dimensão dedicados ao futebol amador, mas com função social de grande relevo em seus bairros. Uma grande perda para a cidade foi o desaparecimento dos clubes dedicados ao remo, modalidade anteriormente praticada junto ao Rio Cachoeira.[11] [12]

Clubes recreativos tradicionais, como o América Futebol Clube também possuem boa estrutura esportiva, oferecendo possibilidade de prática em esportes variados como futebol, futsal, futebol americano (Joinville Gladiators), ginástica artística, handebol, judô, natação, tênis e voleibol, e conquistando premiações em várias competições estaduais e nacional.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 5 de janeiro de 2011.
  2. Área territorial oficial. Resolução da Presidência. IBGE (10 out. 2002). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2014 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2013). Página visitada em 29 de julho de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011.
  6. Censo, BR: IBGE, 2010 .
  7. BUENO, E (2003), Brasil: uma história, São Paulo: Ática, pp. 18-19 .
  8. MÜLLER, Kelly (9 de março de 2007), "Um presente real, terra de sonhos", A Notícia: 12-14 .
  9. Joinville tem maior população negra de SC. JusBrasil (26 de Outubro de 2009). Página visitada em 18 de julho de 2010.
  10. "Paixão por futebol gera obras de esporte e lazer", AN (BR), http://www1.an.com.br/jville97/ville3.htm .
  11. "Ex-timoneiro quer volta do remo na cidade", AN, 1998 mar 15, http://www1.an.com.br/1998/mar/15/0cid.htm .
  12. "Lembranças da época de ouro do remo", AN, 2004 dez 6, http://www1.an.com.br/ancapital/2004/dez/06/1ger.htm .

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