Jon Stewart

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Jon Stewart
Stewart durante a Rally to Restore Sanity and/or Fear em 30 de outubro de 2010.
Stewart durante a Rally to Restore Sanity and/or Fear em 30 de outubro de 2010.
Nome de nascimento Jonathan Stuart Leibowitz
Nascido(a) em 28 de Novembro de 1962 (51 anos)
Nova Iorque, NI
Nacionalidade Estados Unidos Americano
Anos em atividade 1987 - presente
Gênero Sátira política, comédia do dia-dia, noticiário satírico
Tema(s) Política americana, eventos atuais, cultura popular, religião, sexualidade
Influências George Carlin,[1] Woody Allen, Lenny Bruce,[2] David Letterman,[3] Steve Martin, Richard Pryor
Influenciou Stephen Colbert, Steve Carell, Ed Helms, Rob Corddry, Bassem Youssef, Oliver Welke, John Oliver
Cônjuge Tracey Lynn (McShane) Stewart (2 filhos)
Trabalhos de
destaque
Apresentador do The Daily Show
Emmy Awards
Melhor roteiro para programa de Variedade, Comédia ou Música:

2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2009, 2011, 2012 - The Daily Show

Grammys
Melhor Álbum de Comédia

2005 - America (The Audiobook): A Citizen's Guide to Democracy Inaction
Melhor Álbum Falado
2011 - Earth (The Audiobook): A Visitor's Guide to the Human Race

Jon Stewart (nascido Jonathan Stuart Leibowitz; Nova Iorque, 28 de Novembro de 1962) é um comediante, actor, escritor e produtor americano. É conhecido por apresentar o programa The Daily Show.[4]

Devido ao conteúdo político do seu programa, Stewart é uma das figuras mais conhecidas e respeitadas dos Estados Unidos. Foi também um dos grandes críticos da administração Bush.

Para além de ter apresentado vários programas de televisão, Stewart entrou em alguns filmes. O mais conhecido é Big Daddy onde contracenou com Adam Sandler. Jon também entrou no thriller The Faculty e no grande fracasso Death to Smoochy.

Até à data já lançou três livros: Naked Pictures Of Famous People em 1998, America (The Book): A Citizen's Guide To Democracy Inaction (a versão áudio do livro ganhou um Grammy) e Earth (The Book): A Visitor's Guide to the Human Race em 2010.

Foi o anfitrião dos Óscares de 2006 e 2008.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Stewart nasceu em Nova Iorque no seio de uma família judaica e cresceu em Lawrence, Nova Jérsia, onde frequentou o Lawrence High School. A sua mãe, Marian, é uma consultora educacional e professora e o seu pai, Donald Leibowitz, é um professor de Física na Universidade de Nova Jérsia. Os pais de Stewart divorciaram-se quando ele tinha 9 anos e este e o seu irmão mais velho, Larry, ficaram com a mãe. Quando andava no liceu, Stewart era um membro da banda da escola. Stewart considera ter sido alvo do gozo dos colegas por ser o único estudante judeu em toda a escola. Formou-se em terceiro lugar na sua turma no liceu.

Stewart entrou para a Universidade de William and Marry em Williamsburg, Virginia e licenciou-se em Psicologia. Jon deixou a sua marca nesta universidade uma vez que, todos os anos, um prémio chamado "Leibo" é entregue ao membro da equipa de futebol mais engraçado (enquanto tirava o curso, Jon fazia parte da equipa de futebol).

Ele admite ter fumado grandes quantidades de marijuana na universidade e afirma que era extremamente infeliz lá. Na edição de 14 de Dezembro de 2006 do The Daily Show, ele disse que começou a fumar cigarros quando tinha 15 anos (no entanto já parou).

Depois de se licenciar em 1984, Stewart teve imensos empregos incluindo planeador de contingência para o departamento de serviços humanos de Nova Jérsia, admninistrador da City University em Nova Iorque, ventríloco para crianças com deficiência, trabalhador da construção civil, empregado de mesa, arrumador de prateleiras e bartender. Durante algum tempo viveu com o congressista Anthony Weiner, que até à data, foi o úncico político que recebeu fundos de campanha de Jon Stewart.

Stewart casou com Tracey McShane (com quem namorava há muitos anos), uma técnica veterinária, em Novembro de 2000. A 19 de Junho de 2001, Jon e a sua esposa mudaram legalmente os seus apelidos para Stewart. O pedido do casamento foi feito através de palavras cruzadas que Jon criou com a ajuda de Will Shortz, o editor de palavras cruzadas do New York Times. O casal teve o seu primeiro filho, Nathan Thomas Stewart (como o avô de Jon), a 3 de Julho de 2004. A segunda criança, uma menina, Maggie Rose Stewart, nasceu a 4 de Fevereiro de 2006.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Com uma reputação de ser um homem engraçado, até na escola, Jon Stewart mudou-se para Nova Iorque em 1986 para tentar a sua sorte no circuito de bares de comédia, mas não teve coragem de subir para o palco até ao ano seguinte. Ele fez a sua estreia como humorista no The Bitter End, o mesmo local onde Woody Allen, o seu ídolo, começou. Ele começou a usar o nome "Jon Stewart" porque, segundo ele, as pessoas não conseguiam pronunciar o seu apelido. Noutras entrevistas, também diz que o seu apelido verdadeiro soava "demasiado a Hollywood". No entanto, Stewart também afirmou que deixou de usar o seu apelido devido à relação conflituosa com o seu pai, com quem já não mantém qualquer contacto. Stewart tornou-se um dos artistas de stand-up commedy mais populares de Nova Iorque e todas as noites era o último a actuar. O seu percurso no stand-up commedy durou 2 anos, o que lhe permitiu melhorar o seu estilo. Em 1989, conseguiu o seu primeiro emprego na televisão como argumentista no programa Caroline's Comedy Hour. Em 1991, começou a apresentar o programa da Comedy Central, Short Attention Span Theater. Em 1992, Stewart apresentou You Wrote It, You Watch It na MTV, que convidava os espectadores a enviar as suas histórias para serem representadas pela equipa de comédia, The State. Em 1993, ele foi um dos finalistas para substituir David Letterman que saiu da NBC, mas Conan O'Brien ficou com o programa.[5]

Durante esse ano, Stewart desenvolveu o seu próprio talk show na MTV. Apesar de o seu programa anterior na MTV ter sido cancelado rapidamente, o canal ainda mostrava interesse em trabalhar com ele. O The Jon Stewart Show foi o primeiro talk show naquele canal, teve um sucesso imediato e tornou-se no segundo programa mais visto da MTV, logo a seguir a Beavis and Butthead. Em 1994, a Paramount cancelou o programa Arsenio Hall Show e, com a nova parceira MTV (parte da Viacom que tinha adquirido o estúdio), lançou uma versão de uma hora e no horário do fim da noite do The Jon Stewart Show. Esta mudança foi fatal para o programa e provocou uma descida acentuada das audiências e o cancelamento do mesmo em Junho de 1995.

Entre os fãs do programa estava David Letterman, que foi o último convidado no The Jon Stewart Show. Letterman contratou Stewart para a sua companhia de produção, Worldwide Pants. Stewart tornou-se apresentador convidado frequente no Late Late Show de Tom Snyder, que era produzido por Letterman e era transmitido depois do Late Show na CBS. Isto levou a que houvesse muitos rumores de que Stewart se tornaria um substituto permanente de Snyder, no entanto Stewart recusou uma oferta para tal.[6]

The Daily Show[editar | editar código-fonte]

Em 1999, Stewart começou a apresentar o The Daily Show na Comedy Central quando Craig Kilborn saiu o programa para substituir Tom Snyder no The Late Late Show. O programa, que ganhou um enorme sucesso na TV por cabo desde que Stewart se tornou apresentador, junta o humor às notícias do dia, normalmente as políticas, enquanto ao mesmo tempo ridiculariza os políticos e muitos jornalistas e a indústria dos media em si. Numa entrevista, Stewart negou que o programa tinha qualquer agenda política internacional e disse que o objectivo era apenas fazer rir os espectadores.[7]

Jon Stewart apresentou quase todos os programas desde que chegou. Só em raras ocasiões foi substituído por correspondentes do programa como Stephen Colbert, Rob Corddry e por uma semana inteira, Steve Carell. Ao todo, Stewart ganhou 10 Emmy pelo Daily Show, como escritor e produtor. Em 2005, o The Daily Show e Jon Stewart ganharam dois prémios Peabody pela sua cobertura das eleições presidenciais, "Indecision 2000" e "Indecision 2004".

Um dos momentos mais lembrados e sérios, e que cimentou a sua posição na cultura americana, foi a sua mensagem no primeiro programa após o 11 de Setembro. O programa começou sem genérico. Antes desta data, o genérico do programa tinha imagens das torres do World Trade Center e de Nova Iorque. Os primeiros nove minutos do programa consistiram num Jon Stewart em lágrimas a discutir a sua visão pessoal no acontecimento. O seu discurso acabou da seguinte forma:

Jon Stewart entrevistando o almirante Michael Mullen para o The Daily Show.

"A vista… do meu apartamento… era o World Trade Center… e agora desapareceu, e eles atacaram-no. Este símbolo da inovação, e força, e trabalho, e imaginação, e prosperidade, e desapareceu. Mas sabem o que se vê agora? A Estátua da Liberdade. A vista do sul de Manhattan agora é a Estátua da Liberdade. Não podem bater isso."

Outro momento marcante ocorreu a 4 de Abril de 2006 quando Stewart confrontou o seu amigo de longa data, o senador John McCain, sobre a sua decisão de aparecer na Liberty University, uma instituição fundada por Jerry Falwell, um homem que McCain tinha anteriormente denunciado como um dos "agentes da intolerância".[8]

A 18 de Outubro de 2007, Stewart renovou o seu contrato com a Comedy Central e vai continuar a apresentar o The Daily Show até 2010. Ao fim deste acordo, Jon renovou seu contrato novamente. Ele receberia US$1,5 milhões de dólares por temporada.[9]

Em 30 de outubro de 2010, Stewart e seu colega Stephen Colbert organizaram uma grande manifestação em Washington, D.C., que reuniu mais de 210 mil pessoas.[10]

Em março de 2013, Jon tirou uma licença de doze semanas do show para dirigir o filme Rosewater. Ele foi substituído temporariamente pelo colega John Oliver antes de retornar três meses depois.[11]

De acordo com o TV Guide, em 2013 Jon Stewart faturou entre US$25-30 milhões de dólares naquele ano, se tornando um dos apresentadores noturnos mais bem pagos da televisão dos Estados Unidos.[12]

Livros[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Stewart lançou o seu primeiro livro, Naked Pictures Of Famous People (Nus de Pessoas Famosas em Portugal), uma colecção pequenas histórias e ensaios humorísticos. O livro entrou na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Em 2004, Jon e a equipa de argumentistas do The Daily Show lançaram o livro America (The Book): A Citizen's Guide to Democracy Inaction, um espécie de manual de História que oferece um vislumbre do sistema único de governação americana. O livro faz uma dissecção das instituições dos Estados Unidos, explica a sua história e processos e satiriza ideiais americanos como "um homem, um voto", "governo do povo" e "todos os votos contam". O livro vendeu milhões de cópias e foi um dos 15 livros mais vendidos nos Estados Unidos em 2004. Este livro não tem tradução portuguesa.

Oscars[editar | editar código-fonte]

A 5 de Janeiro de 2006, foi oficialmente anunciado que Jon Stewart seria o anfitrião da 78º edição dos Óscares, que se realizaram no dia 5 de Março desse ano. Sobre a sua escolha disse: "Estou muito honrado por apresentar o espetáculo. Mas, como um espectador ávido dos Oscars, não posso deixar de estar um pouco desapontado com a escolha. Parece ser mais uma tentativa para fazer desaparecer o Billy Crystal." Na Segunda-Feira antes dos Oscars, Stewart disse, numa entrevista a Larry King que estava mais entusiasmado do que nervoso em relação aos Oscars. Quando lhe perguntaram o que faria no monólogo do programa, Stewart disse que faria uma homenagem ao Gene Rayburn. Contudo, o segmento de abertura da cerimónia consistiu em antigos anfitriões a recusar o convite de apresentar os Oscars.

A resposta crítica ao desempenho de Stewart foi mista. Várias celebridades e personalidades do cinema disseram que foi positivo. Houve quem o comparasse ao lendário anfitrião Johnny Carson. Outros críticos não foram tão boas. Tom Shales do The Washington Post disse que Jon Stewart apresentou com "uma grande falta de humor". James Poniewozik da revista TIME disse que Stewart foi um mau anfitrião, mas um ótimo "antianfitrião". Stewart e o correspondente do The Daily Show, John Oliver, satirizaram mais tarde a apresentação de Jon na sua cobertura da 78º edição dos Oscars ao dizer que o demónio dos Oscars anteriores tinha sido exorcizado.

Stewart também apresentou a 80º edição dos Oscars no dia 24 de Fevereiro de 2008. Contudo a recepção neste ano foi muito mais positiva e o seu desempenho foi louvado tanto pelos críticos como pelo público, apesar de a cerimónia ter sido classificada como "aborrecida". A cerimónia também fica para a história como a menos vista de sempre.

Referências

  1. Stewart, Jon. George Carlin: 40 Years of Comedy [TV]. HBO.
  2. Keepnews, Peter (8 de agosto de 1999). There Was Thought in His Rage. The New York Times. Página visitada em 23 de junho de 2008.
  3. Stewart, Jon. The 57th Annual Primetime Emmy Awards [TV]. CBS.
  4. Jeremy Gillick; Nonna Gorilovskaya (dezembro de 2008). Meet Jonathan Stuart Leibowitz (aka) Jon Stewart: The wildly zeitgeisty Daily Show host. Moment. Página visitada em 10 de agosto de 2009.
  5. Harris, Paul. "The Oscar for best satirist goes to ...", The Observer. Página visitada em 21 de outubro de 2008.
  6. Comic Stewart Set to Head CBS Talker. The Plain Dealer. Página visitada em 3 de junho de 2008.
  7. Bennett, Lance W. "Relief in Hard Times: A Defense of Jon Stweart's Comedy in an Age of Cynicism." Critical Studies in Media Communication. 24.3 (2007): 278-283. Print.
  8. Making Right Turn, McCain Embraces Falwell. ABC News (14 de abril de 2006). Página visitada em 8 de outubro de 2008.
  9. Who Makes How Much. New York magazine. Página visitada em 23 de abril de 2008.
  10. Montopoli, Brian. "Jon Stewart Rally Attracts Estimated 215,000", CBS News, 30 de outubro de 2010. Página visitada em 20 de janeiro de 2014.
  11. O'Connell, Michael (5 de março de 2013). Jon Stewart to Take Summer Break from 'Daily Show' to Direct a Movie. The Hollywood Reporter.
  12. TV's Highest Paid Stars: What They Earn. TV Guide. Página visitada em 21 de agosto de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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