Jordânia
| المملكة الأردنّيّة الهاشميّة (Al-Mamlakah al-Urduniyah al-Hashimiyah) Reino Hachemita da Jordânia |
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| Hino nacional: عاش المليك (As-Salam al-Malaki al-Urdoni) "Longa vida ao rei da Jordânia" |
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| Gentílico: jordano; jordaniano[carece de fontes] |
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| Capital | Amã |
| Língua oficial | Árabe |
| Governo | Monarquia constitucional |
| - Rei | Abdullah II |
| - Primeiro-ministro | Abdullah Ensour |
| Independência | da Liga das Nações |
| - Declarada | 25 de maio de 1946 |
| Área | |
| - Total | 89.342 km² (112.º) |
| - Água (%) | 0,01 |
| População | |
| - Estimativa de 2007 | 5.924.000 hab. (110.º) |
| - Densidade | 64 hab./km² (131.º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2005 |
| - Total | US$ : 27,96 bilhões * USD (97.º) |
| - Per capita | US$ : 4.900 USD (103.º) |
| IDH (2012) | 0,700 (100.º) – médio1 |
| Moeda | Dinar jordaniano |
| Fuso horário | (UTC+2) |
| Cód. Internet | .jo |
| Cód. telef. | +962 |
| Website governamental | www.nic.gov.jo |
A Jordânia (em árabe: الأردن; transl.: al-Urdunn), oficialmente Reino Hachemita da Jordânia (em árabe: المملكة الأردنّيّة الهاشميّة; transl.: al-Mamlakah al-Urduniyah al-Hashimiyah), é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Síria, a leste pelo Iraque, a leste e a sul pela Arábia Saudita e a oeste pelo Golfo de Aqaba (através do qual faz fronteira marítima com o Egito), por Israel e pelo território palestiniano da Cisjordânia. Sua capital é a cidade de Amã.
Índice |
História[editar]
A história desta região remonta há muitos anos, já sendo dominada sucessivamente por distintos povos, sendo habitada por amonitas, amoritas, moabitas e edomitas. A partir do século VII a.C., a presença mais expressiva é a dos nabateus, um povo nômade que constrói uma próspera civilização na área, beneficiando-se do controle das importantes rotas de caravanas localizadas na região. Subsequentes invasores e colonos incluíram egípcios, israelitas, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos, cruzados cristãos, turcos otomanos e, finalmente, os britânicos.
No fim da Primeira Guerra Mundial, o território que agora compreende Israel, a Jordânia, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém foi concedido ao Reino Unido como o Mandato Britânico da Palestina. Em 1922, a Grã-Bretanha dividiu o controle estabelecendo o semiautônomo Emirado da Transjordânia, regido pelo príncipe hachemita Abdullah, enquanto continuou a administração do restante da Palestina sob um alto comissariado britânico. O domínio sob a Transjordânia acabou oficialmente em 22 de maio de 1946; em 25 de maio, o país tornou-se independente como Reino Hachemita da Transjordânia. O tratado especial de defesa com o Reino Unido acabou em 1957.
A Jordânia assinou um pacto de defesa mútua em maio de 1967 com o Egito, e participou na Guerra de 1967 entre Israel e os Estados árabes de Síria, Egito e Iraque. Durante a guerra, Israel ganhou o controle da Cisjordânia e toda Jerusalém. Em 1988, a Jordânia renunciou todas as reivindicações sobre a Cisjordânia, mas reteve um papel administrativo sob uma colonização final, e o tratado com Israel permitiu a continuidade do papel jordaniano nos lugares sagrados dos muçulmanos em Jerusalém. O governo dos EUA considera a Cisjordânia como um território ocupado por Israel e acredita que o estado final seja determinado através de negociações diretas entre as partes nas bases das resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU.
A guerra de 1967 trouxe um dramático aumento do número de palestinos vivendo na Jordânia. A população de refugiados – 700.000 em 1966 – cresceu com outros 300.000 da Cisjordânia. O período que se seguiu à guerra de 1967 viu um aumento no poder e importância dos elementos de resistência palestina (fedayin) na Jordânia. Os fedayin fortemente armados começaram a ser combatidos pelas forças de segurança do estado hachemita, e a luta aberta eclodiu em junho de 1970.
Em setembro, a continuidade das ações dos fedayin na Jordânia obrigou o governo a tomar uma ação para reaver o controle sobre sua população e território. A batalha, na qual soldados palestinos de diversas facções da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foram expulsos da Jordânia tornou-se conhecida como "Setembro Negro". As batalhas mais ferozes foram travadas no norte do país e em Amã. Outros governos árabes tentaram contribuir para uma solução pacífica, porém a situação se complicou quando uma força de tanques sírios tomou posições no norte da Jordânia para apoiar os fedayin, e foi forçada a recuar. Em 22 de setembro, ministros do exterior árabes reunidos no Cairo conseguiram um cessar-fogo começando no dia seguinte. Violências esporádicas continuaram, entretanto, até que as forças jordanianas lideradas por Habis Al-Majali e com a ajuda de forças iraquianas (que tinham bases no país desde a guerra de 1967), obtiveram uma vitória decisiva sobre os fedayin em julho de 1971, expulsando-os totalmente do país.
Em conferência realizada na cidade de Rabat, em 1974, a Jordânia concordou, juntamente com o resto da Liga Árabe, que a OLP fosse a "única representante legítima do povo palestino", deixando definitivamente então para a organização o papel de representar a Cisjordânia.
Ocorreram batalhas ao longo da linha do cessar-fogo de 1967, no rio Jordão, durante a guerra árabe-israelita de outubro de 1973, mas a Jordânia mandou uma brigada para a Síria para lutar contra as unidades israelenses. A Jordânia não participou da Guerra do Golfo de 1990-91. Em 1991, a Jordânia aceitou, juntamente com representantes da Síria, Líbano e representantes palestinos, participar de negociações de paz diretas com Israel na Conferência de Paz de Madrid, mediadas pelos Estados Unidos e Rússia. Foi negociado o fim das hostilidades com Israel e uma declaração neste sentido foi assinada em 25 de julho de 1994 (ver Declaração de Washington). Como resultado, o Tratado de paz Israel-Jordânia foi concluído em 26 de outubrodo mesmo ano. Com o início das lutas entre Israel e a Autoridade Palestina, em setembro de 2000, o país ofereceu-se como mediador para ambos os lados. Desde então, a Jordânia tem procurado ficar em paz com todos os seus vizinhos.
Em 9 de novembrode 2005, a Jordânia sofreu três atentados simultâneos à bomba em diferentes hotéis de Amã. Pelo menos 57 pessoas morreram e 115 ficaram feridas. O grupo "Al-Qaeda no Iraque", liderado pelo terrorista Abu Musab al-Zarqawi, um jordaniano de nascimento, assumiu a responsabilidade.
Política[editar]
A Jordânia é uma monarquia constitucional, baseada em constituição de 1952.
Subdivisões[editar]
A Jordânia está subdividida em 12 "governorados":
| Governorado | População (2008)2 | Área (km²) | Densidade (/km²) | Capital | População (2008)3 |
|---|---|---|---|---|---|
| Amã | 1,939,405 | 8231 | 246.3 | Amman | 1,135,733 |
| Irbid | 950,700 | 1621 | 570.3 | Irbid | 650,0004 |
| Zarqa | 838,250 | 4080 | 205.5 | Zarqa | 447,880 |
| Balqa | 349,580 | 1076 | 324.9 | Salt | 96,7005 |
| Mafraq | 245,671 | 26435 | 9.3 | Mafraq | 56,340 |
| Karak | 214,225 | 3217 | 66.6 | Karak | 68,810 |
| Jerash | 156,680 | 402 | 379 | Jerash | 39,540 |
| Madaba | 135,890 | 2008 | 67.7 | Madaba | 83,180 |
| Ajloun | 118,496 | 412 | 287.1 | Ajloun | 55,0006 |
| Aqaba | 107,115 | 6583 | 16.3 | Aqaba | 95,408 |
| Ma'an | 103,920 | 33163 | 3.1 | Ma'an | 50,3507 |
| Tafilah | 81,000 | 2114 | 38.3 | Tafilah | 30,000 |
Geografia[editar]
A Jordânia é essencialmente um grande planalto cuja altitude vai decrescendo desde as serras relativamente baixas da zona ocidental (altitude máxima de 1754 m no monte Ramm, a sudoeste) até às fronteiras orientais. A parte ocidental é a mais acidentada, não só devido às cadeias montanhosas, mas também à descida abrupta até à depressão que liga o mar Vermelho ao mar Morto e ao rio Jordão.
Todo o país é desértico ou semi-desértico, sendo a zona menos árida também aquela onde se aglomera a maior parte da população: a região noroeste, separada da Cisjordânia pelo Jordão. As maiores cidades são Amã e Irbid.
O país possuía o Oásis de Azrad, que se reduziu a pó após projetos de irrigação.
Economia[editar]
A Jordânia é um país pequeno com recursos naturais bastante limitados, mas melhorou muito desde a sua independência. Seu PIB per capita cresceu 351% nos década de 1970. Mas este crescimento provou ser insustentável encolhendo para 30% nos anos 1980, recuperando-se um pouco nos anos 1990. A economia da Jordânia depende da exploração de fosfatos, carbonato de potássio, do turismo, da comercialização de fertilizante e de outros serviços. Estas são suas fontes principais do salário da moeda corrente. Na falta de florestas, reservas de carvão, energia hidrelétrica e de depósitos de petróleo comercialmente viáveis, a Jordânia aposta no gás natural para suprir internamente pelo menos parte de suas necessidades de energia. A Jordânia importa o petróleo do Iraque.
Demografia[editar]
A maior parte da população jordaniana é de origem árabe. As principais minorias étnicas correspondem à dos armênios e a um reduzido grupo de origem caucasiana. Quase todos os habitantes são muçulmanos sunitas, embora existam pequenas comunidades xiitas e cristãs - das quais um terço pertence à Igreja Ortodoxa Grega.
A elevada taxa de natalidade (3,6 filhos por mulher) e o ingresso de imigrantes constituem a base do alto crescimento demográfico. O fluxo imigratório é formado, em sua maioria, por refugiados palestinos procedentes a da Cisjordânia. As condições climáticas e a disponibilidade de água são os fatores que determinam distribuição da população, concentradas nas proximidades do Lago Tiberíades, do mar Morto e ao longo do rio Jordão.
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Cidades mais populosas da Jordânia http://www.geonames.org/JO/largest-cities-in-jordan.html |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Amã Zarqa |
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| Posição | Cidade | Província | Pop. | Irbid Russeifa |
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| 1 | Amã | Amã | 1 275 857 | ||||||||
| 2 | Zarqa | Zarqa | 792 665 | ||||||||
| 3 | Irbid | Irbid | 307 480 | ||||||||
| 4 | Russeifa | Zarqa | 268 237 | ||||||||
| 5 | Wadi as Sir | Amã | 181 212 | ||||||||
| 6 | Ajloun | Irbid | 125 557 | ||||||||
| 7 | Aqaba | Aqaba | 95 048 | ||||||||
| 8 | Madaba | Madaba | 82 335 | ||||||||
| 9 | As Salt | Balqa | 80 189 | ||||||||
| 10 | Ar Ramtha | Irbid | 74 901 | ||||||||
Referências
- ↑ Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
- ↑ دائرة الإحصاءات العامة - الأردن.
- ↑ World Gazetteer: Jordan - largest cities (per geographical entity) (em inglês).
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
Bibliografia[editar]
- CLARKE, Robin; KING, Jannet.. O Atlas da Água.. 1ª ed. São Paulo: Pubifolha, 2005. 128 p. ISBN 85-7402-621-2
Ver também[editar]
Ligações externas[editar]
- Página oficial do Governo da Jordânia
- Galeria da Jordânia na Fotopedia (em inglês).
