Jordan Grand Prix

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
República da Irlanda Jordan
Heinz-Harald Frentzen 1999 Canada.jpg
O Jordan 199, carro usado pela equipe na Temporada de 1999.
Nome completo Jordan Grand Prix
Sede Silverstone,  Reino Unido
Chefe de equipe República da Irlanda Eddie Jordan
Pilotos
Chassis
Motor Ford, Yamaha, Hart, Peugeot, Mugen-Honda, Honda e Toyota
Pneus Bridgestone e Goodyear
Histórico na Fórmula 1
Estréia GP dos EUA de 1991
Último GP GP da China de 2005
Corridas concluídas 250 (242 largadas)
Campeã de construtores 0 (Melhor posição: 3° lugar em 1999)
Campeã de pilotos 0 (Melhor posição: 3° lugar com Frentzen em 1999)
Vitórias 4
Pole Position 2
Voltas rápidas 2
Pontos 291
Posição no último campeonato
(2005)
9° (12 pontos)

Jordan Grand Prix foi uma equipe de desporto motorizado que correu em provas de F-3, F-3000 e Fórmula 1.

A sua atividade iniciou-se na Fórmula 1 em 1991 e durou até o ano de 2005. Ao longo de suas quinze temporadas, a Jordan teve seus altos e baixos, sendo o seu auge no final dos anos 90, quando a equipe surpreendeu ao chegar em terceiro lugar nos construtores e pilotos, superando as tradicionais Williams e Benetton. Porém, após esse brilho, a equipe foi entrando numa crise, após fracassos nas temporadas seguintes e perda dos motores Honda e de seus patrocinadores, culminando assim em sua venda para a Midland.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Eddie Jordan, fundador da Jordan Grand Prix, durante sessão de autógrafos em Montreal em 1996.

A Jordan deve o seu nome ao seu criador, Eddie Jordan, um irlandês que corria na Fórmula 3 inglesa em 1979 e já em fase final de carreira. No ano de 1980, forma a Eddie Jordan Racing, que participa em várias corridas e campeonatos de monopostos, dando oportunidades a pilotos como David Sears, James Weaver, Ayrton Senna, Martin Brundle e outros.

Em 1987, tendo como piloto o inglês Johnny Herbert, e em 1989, com o francês Jean Alesi, a equipe faz as suas melhores épocas nas Fórmulas 3 e 3000, ganhando várias corridas e o título. Fruto destas épocas, Eddie decide avançar para a Fórmula 1, contando para isso com Gary Anderson no design técnico do novo carro. Durante o desenvolvimento, a equipe corre com 3 carros na Fórmula 3000 européia, conduzidos pelo norte-irlandês Eddie Irvine, pelo italiano Emanuele Naspetti e pelo alemão Heinz-Harald Frentzen. Este ano acaba com a terceira posição no campeonato e uma vitória de Irvine.

Jordan entra na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

O Jordan 191, testado por Michael Schumacher em 1991. Este foi o primeiro carro do time na F-1.

Em 1991, a Jordan entra no circo da Fórmula 1, tendo pela primeira vez o nome de Jordan Grand Prix e, como principal patrocinador, o refrigerante 7Up. Usa motores Ford HB-V8 e o carro sensação no campeonato, batizado de 191. Termina num brilhante 5º lugar de construtores com 13 pontos. Como pilotos, inicia a época com o experiente italiano Andrea De Cesaris (que no GP da Bélgica esteve dez voltas seguidas na 2ª posição e talvez chegasse nessa posição ou vencesse, porém uma quebra no motor faltando três voltas acabava com o sonho do piloto e da estreante equipe) e pelo franco-belga Bertrand Gachot, que, no meio da temporada, acabaria preso por disparar spray de pimenta num taxista londrino, e posteriormente substituído pelo alemão Michael Schumacher (Stefan Johansson e Keke Rosberg também foram cogitados), que apenas corre o GP belga, trocando lugar com Roberto Moreno, que tripulava a Benetton ao lado de Nelson Piquet. Moreno disputaria apenas duas corridas (Itália e Portugal), e é substituído nas três provas finais do campeonato pelo vice-campeão da Fórmula 3000 Internacional daquele ano, o italiano Alessandro Zanardi. Neste mesmo ano, a Jordan corre ainda na Fórmula 3000 Internacional com o inglês Damon Hill e o italiano Vincenzo Sospiri.

A época de 1992 obriga a Jordan a uma consolidação financeira, que leva a equipa a trocar os motores Ford de 8 cilindros pelos pouco competitivos Yamaha V12. A Barclay passa a ser o principal patrocinador, inicia-se a migração para a nova fábrica e as esperanças ficam a cargo do italiano Stefano Modena (ex-Tyrrell) e do brasileiro Maurício Gugelmin (ex-March/Leyton House). Este ano acaba por ser uma desilusão, com a 11ª posição no campeonato de construtores com 1 ponto, marcado por Modena em Adelaide, deixando a escuderia empatada com Minardi eLarrousse.

Segue-se outra má época, em que a Jordan em 1993, agora com motores Hart V10, acaba novamente na 11ª posição, com 3 pontos, ficando apenas à frente das duas equipes que não pontuam (Tyrrell e BMS-Lola). Os pilotos principais foram: o brasileiro Rubens Barrichello e o norte-irlandês Eddie Irvine; outros quatro pilotos tiveram breves aparições: o italiano Ivan Capelli, o belga Thierry Boutsen, e os também italianos Marco Apicella e Emanuele Naspetti, até Rubinho conseguir marcar seus primeiros 2 pontos em Suzuka. O patrocinador principal foi a empresa petrolífera sul-africana Sasol.

Para o campeonato de 1994, a Jordan decide manter Barrichello e Irvine, o motor Hart V10 e o patrocínio da Sasol. Com esta aposta na continuidade, termina em 5º lugar nos construtores com 28 pontos, e o primeiro pódio no Grande Prêmio do Pacífico, no circuito de Aida, com um brilhante 3º lugar para Rubens Barrichello, que conquistou a sua primeira pole e da equipe na F-1 em Spa-Francorchamps, na Bélgica. Além de Barrichello e Irvine, disputaram a temporada pela Jordan o japonês Aguri Suzuki (apenas em Aida) e Andrea De Cesaris, contratado para o lugar do norte-irlandês, suspenso por três corridas por conta do acidente provocado por ele no Brasil.

Em 1995, o rompimento da malsucedida parceria entre McLaren e Peugeot permite à Jordan ficar com os motores da fábrica do construtor francês, mantendo a dupla de pilotos e o patrocinador. Acaba por ser uma época decepcionante, apesar dos 21 pontos e do sexto lugar nos construtores, pois, a uma equipe com motores de fábrica, era pedido mais, até porque, destes 21 pontos, 10 são obtidos num estranho GP do Canadá (vencido pelo francês Jean Alesi) com o 2º lugar de Rubens Barrichello e 3º de Eddie Irvine, em que grande parte do pelotão não termina, tendo algumas equipes de topo ficado sem os dois carros.

O amarelo Jordan[editar | editar código-fonte]

O ano de 1996 fica para a história da Jordan como o nascimento do carro amarelo. Com a saída da Sasol e a entrada de um grande patrocinador, a Benson & Hedges, a Jordan prepara-se para os seus anos de ouro e é mesmo essa a cor escolhida pelo patrocinador para o primeiro ano: o dourado. A saída de Irvine para a Ferrari abre lugar para o experiente inglês Martin Brundle (ex-Ligier) e a Jordan fica com o 5º lugar nos construtores, com 22 pontos.

O ano de 1997 fica marcado pela saída dos dois pilotos - Barrichello vai para a Stewart e Brundle encerra a carreira na Fórmula 1. O inglês Nigel Mansell chegou a fazer testes pela equipe no fim de 1996, visando ser contratado para a temporada seguinte, mas em nenhum deles conseguiu ter êxito. Dois novatos vão conduzir o Jordan 197: o italiano Giancarlo Fisichella (que estreou na Fórmula 1 no ano anterior pela Minardi) e o alemão Ralf Schumacher (irmão do heptacampeão Michael Schumacher), assinam com a equipe de Eddie Jordan. Eles provam que são pilotos de futuro e o time repete o 5º lugar nos construtores, com desempenhos consistentes e 33 pontos. Este ano marca também a irreverência da Jordan na arte de pintar o carro ao desenhar uma cobra amarela no nariz do carro. O motor e o patrocinador são mantidos.

1998: A primeira vitória[editar | editar código-fonte]

Em 1998, dá-se uma mudança inesperada, fruto da concepção, uma equipe, um motor, dois pilotos, um único país, a Peugeot sai da Jordan rumo à Prost e a Jordan opta pelos Mugen-Honda, motores de qualidade, mas que são a guarda avançada da Honda para o seu regresso, ou seja, logo á partida, motores que trazem altas contrapartidas.

Apesar disto, a Jordan alicia o veterano inglês Damon Hill, vindo da Arrows, para correr ao lado de Ralf. A equipe acaba em 4º lugar nos construtores com 34 pontos, e Hill vence o confuso e chuvoso GP da Bélgica, o primeiro triunfo da equipe na categoria e de quebra com seu companheiro de equipe logo atrás fazendo a dobradinha. O patrocinador é mantido, e a pintura muda para uma abelha - nascem os “Buzzing Hornets”, que é o nome que substitui o do patrocinador Benson & Hedges nos grandes prémios onde a publicidade do tabaco fora proibida.

O carro de 1999 é desenhado por Mike Gascoyne, que substitui Gary Anderson e Eddie Jordan vende 40% das acções da equipa ao consórcio Warburg, Pincus & Co. As alterações não se ficam por aqui e Ralf se muda para a Williams, sendo contratado para o seu lugar, o compatriota Heinz-Harald Frentzen. Hill é mantido, mas faz má temporada e é superado com muita facilidade por Frentzen, que vence duas provas: França e Itália e chega a fazer uma pole (última do piloto e da equipe) na Europa, em Nürburgring. Finaliza o campeonato de pilotos em 3º, o mesmo lugar com que a Jordan acabaria o campeonato de construtores com 61 pontos, a melhor classificação na história do time irlandês.

2000-2003: Fim do sonho[editar | editar código-fonte]

O ano de 2000 marcaria o início do declínio da Jordan na F-1. A entrada da Honda em força na BAR termina com motores tipo "B" para a Jordan, ainda apelidados Mugen Honda. Durante a temporada vários engenheiros, pessoal técnico e outros recursos humanos abandonam a equipe. Com o adeus de Damon Hill, o italiano Jarno Trulli é contratado para o lugar do inglês. A par do patrocinador principal, aparece agora a Deutsche Post. No final, os 17 pontos e o 6º lugar não mostram ainda a verdadeira saúde da equipe.

A época de 2001 inicia-se com boas notícias: Gary Anderson volta e no campo dos motores, após árduas negociações, a Honda passa a fornecer duas equipes, contra o que tinha anunciado anteriormente, e a Jordan ainda contrata Egbahl Hamidy, vindo da Arrows. No final, Trulli e Frentzen conseguem 19 pontos e o 5º lugar no campeonato. Monetariamente, a situação agrava-se e a redução de pessoal continua. A nível da arte, surge um tubarão pintado e em substituição da frase “Buzzing Hornets”, aparece o “Bitten Heroes”.

Giancarlo Fisichella conduz o Jordan EJ12, em 2002.

Em 2002, a situação entra em ruptura. Eddie Jordan acumula os lugares do pessoal que vai saindo e a falta de dinheiro leva a uma posição desfavorável de negociação com a Honda, que traz o japonês Takuma Sato (protegido da fábrica japonesa) para a Fórmula 1 para conduzir um dos Jordan, substituindo Jean Alesi, contratado numa troca com Frentzen (o alemão correria pela Prost, enquanto o francês preencheria sua vaga). Trulli, assim como Frentzen, deixa o time, e Giancarlo Fisichella volta à equipe depois do fim das atividades da Benetton. A companhia Benson & Hedges deixa a lista de principais patrocinadores, mas continua com esporádicas participações, uma vez que patrocínio principal deste ano passaria a ser feito pela DHL. A época salda-se por 9 pontos e o 6º lugar no campeonato de construtores.

Finalmente, em 2003, a realidade bate à porta e Eddie Jordan acorda de um pesadelo para uma realidade bem pior: a Honda dedica-se exclusivamente à BAR, os patrocínios não existem e mais pessoas abandonam a Jordan. Pior é que contas feitas, não há orçamento suficiente para correr, mas com a contratação do anglo-irlandês Ralph Firman, um piloto pagante e um contrato com a Ford para fornecimento de um dos motores mais fracos do pelotão, com mais de dois anos de atraso, as perspectivas eram as piores. Apenas o milagre do Grande Prêmio do Brasil faz com que Fisichella vença a corrida (foi a primeira vitória do italiano na categoria, que chegou a ser de Kimi Räikkönen, mas após uma revisão no resultado, passaria a ser oficialmente de "Fisico"). No final, os 13 pontos e o 9º lugar do campeonato seriam o "canto do cisne" da Jordan.

2004: a agonia[editar | editar código-fonte]

Nick Heidfeld pilota o Jordan EJ14 no GP do Canadá de 2004.

Para 2004, Eddie Jordan junta dinheiro para o orçamento do ano, à custa dos alemães Nick Heidfeld e Timo Glock, além do italiano Giorgio Pantano, que entram com partes de leão de todo o orçamento. A nível de principal patrocinador aparece um desolante espaço em branco que raramente vê algo escrito e uma tímida aposta da Trust é a única coisa visível à distância nos defletores. A Ford continua a fornecer motores, mas anuncia que se retirará no fim do ano. Com os 5 pontos conquistados no ano, a Jordan repete o 9º lugar no campeonato, mas a falta de patrocinadores e o problema de não haver motores quase arrumam a questão de 2005.

O fim da Jordan e a venda para a Midland[editar | editar código-fonte]

Tiago Monteiro conduz o Jordan EJ15 da temporada de 2005, último ano da equipe na Fórmula 1.

Finalmente, 2005 começa com o golpe de teatro de Eddie Jordan ao conseguir no último momento convencer a Toyota a fornecer motores ao time. Mas o sonho termina quando Eddie vende a equipe à Midland e abandona o circo. A equipe manteve o seu nome até ao fim da temporada. O indiano Narain Karthikeyan e o português Tiago Monteiro (que conquistou o primeiro - e único - pódio de um piloto lusitano) foram os últimos pilotos da Jordan.

Na sua última temporada na Fórmula 1, o time de Eddie Jordan termina pela terceira vez consecutiva em 9º lugar, com 12 pontos marcados.

Principais pilotos[editar | editar código-fonte]

  • Andrea De Cesaris - O italiano teve bons momentos pela equipe, principalmente no GP da Bélgica de 1991, quando perseguia Ayrton Senna, o líder da prova, que vinha enfrentando problemas na caixa de câmbio no seu carro. Retornaria em 1994 fazendo duas provas substituindo Eddie Irvine, suspenso por três provas por ter causado acidente com três carros no GP do Brasil.
  • Bertrand Gachot - O único piloto de tripla nacionalidade a correr na F-1 teve seus melhores momentos na Jordan em 1991. Marcou a volta mais rápida no GP da Hungria, sua última corrida pela estreante equipe. Ele foi preso na Inglaterra após borrifar spray de pimenta em um taxista. Voltaria à F-1 no fim da temporada pela Larrousse.
  • Michael Schumacher - O heptacampeão iniciou sua trajetória na F-1 pela Jordan. Sua estreia também foi no GP belga de 1991, mas sua participação durou poucos segundos, uma vez que um problema na embreagem acabava com a grande estreia do jovem piloto alemão. Impressionada com o desempenho, a Benetton o contrata para o resto da temporada, no lugar de Roberto Moreno.
  • Roberto Pupo Moreno - O "supersubstituto" brasileiro disputou duas corridas pela equipe irlandesa em 1991 no lugar do alemão Michael Schumacher, que ocupou seu lugar na Benetton.
  • Rubens Barrichello - O brasileiro estreou na F-1 pela Jordan em 1993. Na temporada de 1994 veio o primeiro pódio, com o 3º lugar no GP do Pacífico. Oito provas depois, marcou sua primeira pole (e também do time irlandês) no GP da Bélgica. Seu segundo e último pódio foi o 2º lugar no GP do Canadá de 1995. Foi o piloto que mais atuou na equipe com 64 participações em provas. Deixou a Jordan em 1996.
  • Eddie Irvine - O piloto norte-irlandês também estreou em 1993 pela equipe irlandesa. Sua primeira prova foi no GP do Japão, aprontando com seus adversários, principalmente Ayrton Senna, que chegou a desferir um soco nele. Antes do entrevero com o tricampeão, atrevido piloto marcou um ponto com o 6º lugar. Seu primeiro pódio foi o 3º lugar no GP do Canadá de 1995, que acabou sendo a sua última temporada pela equipe. Foi para a Ferrari em 1996.
  • Martin Brundle - O inglês disputou a temporada de 1996 pela Jordan, marcando oito pontos pela equipe, e se aposentou da categoria no fim do ano.
  • Giancarlo Fisichella - Assinou pela Jordan para a temporada de 1997 no lugar do inglês Nigel Mansell, após o Leão não ter feito bons tempos nos testes. O romano voltou à equipe em 2002, e na sua última temporada pelo time em 2003, ele obteve sua primeira vitória na categoria no GP do Brasil (e última da escuderia irlandesa na Fórmula 1). É o segundo piloto que mais atuou pelo time, com 49 participações.
  • Ralf Schumacher - O irmão de Michael Schumacher estreou na F-1 em 1997, quando conquistou o primeiro pódio na terceira etapa, o 3º lugar no GP da Argentina. Ficou na equipe até a temporada de 1998, sendo contratado pela Williams no mesmo ano.
  • Damon Hill - Mais um inglês que correu pela Jordan, atuou pela equipe em 1998 e 1999. Conquistou a primeira vitória na história da equipe Jordan no confuso e chuvoso GP da Bélgica, e após fazer má temporada no ano seguinte, encerrou a carreira aos 39 anos de idade.
  • Heinz-Harald Frentzen - O alemão correu na Jordan entre 1999 e 2001, quando saiu da equipe para correr na Prost no lugar do francês Jean Alesi, que entraria em seu lugar. Em 1999, venceu duas provas e conquistou uma pole (última dele e da equipe) e disputou o título até o final da temporada levando a Jordan ao 3º lugar no Mundial de Construtores e também no Mundial de Pilotos, a melhor classificação na história do time.
  • Jarno Trulli - Após fazer uma temporada mediana na Prost em 1999, o piloto italiano assinou com a Jordan em 2000 para substituir o inglês Damon Hill. O piloto de Pescara ficou no time até 2001.
  • Jean Alesi - O experiente piloto francês disputou cinco corridas pela Jordan em 2001, numa troca com o alemão Heinz-Harald Frentzen, que ocupou sua vaga na Prost. Na sua segunda prova pela equipe, marcou um ponto com o 6º lugar no GP da Bélgica. Encerrou a carreira na F-1 após abandonar o GP do Japão, num forte acidente com Kimi Räikkönen, então na Sauber;
  • Takuma Sato - Primeiro e único japonês a correr na Jordan. Ele, à época test-driver da BAR e protegido da Honda, assinou com a equipe amarela para a temporada de 2002 pontuando pela primeira vez com os dois pontos conquistados com o 5º lugar no GP disputado em seu país, última etapa daquele Mundial.
  • Timo Glock - Mesmo tendo passado longe de ser talentoso, teve a sua chance como piloto titular no lugar do italiano Giorgio Pantano. Na sua primeira prova, o piloto alemão marcou dois pontos na categoria com o 7º lugar no GP do Canadá de 2004. Ainda correu as últimas três provas do campeonato.
  • Narain Karthikeyan - Primeiro indiano a correr na F-1, ele marcou cinco pontos no polêmico GP dos Estados Unidos de 2005, marcado pela "guerra dos pneus".
  • Tiago Monteiro - Foi o primeiro português a subir ao pódio com o 3º lugar no GP dos Estados Unidos de 2005. Após a venda da Jordan para a Midland, permaneceu na equipe até 2006, já com o novo nome.

Pilotos[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Oficial Chassis Pneus Motor Lubrificante Pilotos Pilotos de testes Classificação
2005 Jordan Grand Prix EJ15
EJ15B
B Toyota RVX-05 V10 Esso
Liqui Moly
Portugal Tiago Monteiro
Índia Narain Karthikeyan
Japão Sakon Yamamoto
Países Baixos Robert Doornbos
Dinamarca Nicolas Kiesa
França Franck Montagny
Países Baixos Nicky Pastorelli
México Mario Domínguez
9º lugar
12 pontos
2004 Jordan Ford EJ14 B Ford Cosworth RS2 V10 Elf Alemanha Nick Heidfeld
Itália Giorgio Pantano
Alemanha Timo Glock
Reino Unido Anthony Davidson
Alemanha Timo Glock
Países Baixos Robert Doornbos
9º lugar
5 pontos
2003 Jordan Ford EJ13 B Ford Cosworth RS1 V10 Elf Itália Giancarlo Fisichella
Reino Unido Ralph Firman
Hungria Zsolt Baumgartner
Hungria Zsolt Baumgartner
Japão Satoshi Motoyama
9° lugar
13 pontos
2002 DHL Jordan Honda EJ12 B Honda RA002E V10 Elf Itália Giancarlo Fisichella
Japão Takuma Sato
Brasil Ricardo Zonta 6º lugar
9 pontos
2001 Benson & Hedges Jordan Honda EJ11 B Honda RA001E V10 Elf Alemanha Heinz-Harald Frentzen
Itália Jarno Trulli
Brasil Ricardo Zonta
França Jean Alesi
Brasil Ricardo Zonta 5º lugar
19 pontos
2000 Benson & Hedges Jordan EJ10
EJ10B
B Mugen-Honda MF-301 HE V10 Elf Alemanha Heinz-Harald Frentzen
Itália Jarno Trulli
Tchecoslováquia Tomas Enge 6º lugar
17 pontos
1999 Benson & Hedges Jordan 199 B Mugen-Honda MF-301 HD V10 Elf Reino Unido Damon Hill
Alemanha Heinz-Harald Frentzen
Tchecoslováquia Tomas Enge
Itália Giorgio Pantano
Japão Shinji Nakano
3º lugar
61 pontos
1998 Benson & Hedges Jordan 198 G Mugen-Honda MF-301 V10 Repsol Reino Unido Damon Hill
Alemanha Ralf Schumacher
Espanha Pedro de la Rosa 4º lugar
34 pontos
1997 Benson & Hedges Jordan Peugeot 197 G Peugeot A14 V10 Total Alemanha Ralf Schumacher
Itália Giancarlo Fisichella
5º lugar
33 pontos
1996 Benson & Hedges Jordan Peugeot 196 G Peugeot A12 V10 Total Brasil Rubens Barrichello
Reino Unido Martin Brundle
Itália Gianni Morbidelli 5º lugar
22 pontos
1995 Total Jordan Peugeot 195 G Peugeot A10 V10 Total Brasil Rubens Barrichello
Reino Unido Eddie Irvine
6º lugar
21 pontos
1994 Sasol Jordan 194 G Hart 1035 V10 Sasol Brasil Rubens Barrichello
Reino Unido Eddie Irvine
Japão Aguri Suzuki
Itália Andrea de Cesaris
5° lugar
28 pontos
1993 Sasol Jordan 193 G Hart 1035 V10 Sasol Brasil Rubens Barrichello
Itália Ivan Capelli
Bélgica Thierry Boutsen
Itália Marco Apicella
Itália Emanuele Naspetti
Reino Unido Eddie Irvine
Itália Emanuele Naspetti 10º lugar
3 pontos
1992 Sasol Jordan Yamaha 192 G Yamaha OX99 V12 Sasol Itália Stefano Modena
Brasil Mauricio Gugelmin
11º lugar
1 ponto
1991 Team 7Up Jordan 191 G Ford HB4 V8 BP Luxemburgo Bertrand Gachot
Itália Andrea de Cesaris
Alemanha Michael Schumacher
Brasil Roberto Pupo Moreno
Itália Alessandro Zanardi
5° lugar
13 pontos

Resultados[editar | editar código-fonte]

(Sistema de Pontuação da Fórmula 1)
(legenda)

Ano Chassis Motor Pneus Pilotos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Pontos Pos
2005 EJ15
EJ15B
Toyota RVX-05 V10 B AUS MAL BHR SMR ESP MON EUR CAN USA FRA GBR GER HUN TUR ITA BEL BRA JPN CHN 12
Portugal Tiago Monteiro 16 12 10 13 12 13 15 10 3 13 17 17 13 15 17 8 Ret 13 11
Índia Narain Karthikeyan 15 11 Ret 12 13 Ret 16 Ret 4 15 Ret 16 12 14 20 11 15 15 Ret
2004 EJ14 Ford Cosworth RS2 V10 B AUS MAL BHR SMR ESP MON EUR CAN USA FRA GBR GER HUN BEL ITA CHN JPN BRA 5
Alemanha Nick Heidfeld Ret Ret 15 Ret Ret 7 10 8 Ret 16 15 Ret 12 11 14 13 13 Ret
Itália Giorgio Pantano 14 13 16 Ret Ret Ret 13 Ret 17 Ret 15 Ret Ret Ret
Alemanha Timo Glock 7 15 15 15
2003 EJ13 Ford Cosworth RS1 V10 B AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR FRA GBR GER HUN ITA USA JPN 13
Itália Giancarlo Fisichella 12 Ret 1 15 Ret Ret 10 Ret 12 Ret Ret 13 Ret 10 7 Ret
Reino Unido Ralph Firman Ret 10 Ret Ret 8 11 12 Ret 11 15 13 Ret Ret 14
Hungria Zsolt Baumgartner Ret 11
2002 EJ12 Honda RA002E V10 B AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR GBR FRA GER HUN BEL ITA USA JPN 9
Itália Giancarlo Fisichella Ret 13 Ret Ret Ret 5 5 5 Ret 7 DNQ Ret 6 Ret 8 7 Ret
Japão Takuma Sato Ret 9 9 Ret Ret Ret Ret 10 16 Ret Ret 8 10 11 12 11 5
2001 EJ11 Honda RA001E V10 B AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR FRA GBR GER HUN BEL ITA USA JPN 19
Alemanha Heinz-Harald Frentzen 5 4 11 6 Ret Ret Ret Ret 8 7
Itália Jarno Trulli Ret 8 5 5 4 DSQ Ret 11 Ret 5 Ret Ret Ret Ret Ret 4 8
Brasil Ricardo Zonta 7 Ret
França Jean Alesi 10 6 8 7 Ret
2000 EJ10
EJ10B
Mugen-Honda MF-301 HE V10 B AUS BRA SMR GBR ESP EUR MON CAN FRA AUT GER HUN BEL ITA USA JPN MAL 17
Alemanha Heinz-Harald Frentzen Ret 3 Ret 17 6 Ret 10 Ret 7 Ret Ret 6 6 Ret 3 Ret Ret
Itália Jarno Trulli Ret 4 15 6 12 Ret Ret 6 6 Ret 9 7 Ret Ret Ret 13 12
1999 199 Mugen-Honda MF-301 HD V10 B AUS BRA SMR MON ESP CAN FRA GBR AUT GER HUN BEL ITA EUR MAL JPN 61
Reino Unido Damon Hill Ret Ret 4 Ret 7 Ret Ret 5 8 Ret 6 6 10 Ret Ret Ret
Alemanha Heinz-Harald Frentzen 2 3 Ret 4 Ret 11 1 4 4 3 4 3 1 Ret 6 4
1998 198 Mugen-Honda MF-301 HC V10 G AUS BRA ARG SMR ESP MON CAN FRA GBR AUT GER HUN BEL ITA LUX JPN 34
Reino Unido Damon Hill 8 DSQ 8 10 Ret 8 Ret Ret Ret 7 4 4 1 6 9 4
Alemanha Ralf Schumacher Ret Ret Ret 7 11 Ret Ret 16 6 5 6 9 2 3 Ret Ret
1997 197 Peugeot A14 V10 G AUS BRA ARG SMR MON ESP CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA AUT LUX JPN EUR 33
Alemanha Ralf Schumacher Ret Ret 3 Ret Ret Ret Ret 6 5 5 5 Ret Ret 5 Ret 9 Ret
Itália Giancarlo Fisichella Ret 8 Ret 4 6 9 3 9 7 11 Ret 2 4 4 Ret 7 11
1996 196 Peugeot A12 V10 G AUS BRA ARG EUR SMR MON ESP FRA FRA GBR GER HUN BEL ITA POR JPN 22
Brasil Rubens Barrichello Ret Ret 4 5 5 Ret Ret Ret 9 4 6 6 Ret 5 Ret 9
Reino Unido Martin Brundle Ret 12 Ret 6 Ret Ret Ret 6 8 6 10 Ret Ret 4 9 5
1995 195 Peugeot A10 V10 G BRA ARG SMR ESP MON FRA FRA GBR GER HUN BEL ITA POR EUR PAC JPN AUS 21
Brasil Rubens Barrichello Ret Ret Ret 7 Ret 2 6 11 Ret 7 6 Ret 11 4 Ret Ret Ret
Reino Unido Eddie Irvine Ret Ret 8 5 Ret 3 9 Ret 9 13 Ret Ret 10 6 11 4 Ret
1994 194 Hart 1035 V10 G BRA PAC SMR MON ESP FRA FRA GBR GER HUN BEL ITA POR EUR JPN AUS 28
Brasil Rubens Barrichello 4 3 DNQ Ret Ret 7 Ret 4 Ret Ret Ret 4 4 12 Ret 4
Reino Unido Eddie Irvine Ret EX EX EX 6 Ret Ret Ret Ret Ret 13 Ret 7 4 5 Ret
Japão Aguri Suzuki Ret
Itália Andrea de Cesaris Ret 4
1993 193 Hart 1035 V10 G RSA BRA EUR SMR ESP MON CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA POR JPN AUS 3 10º
Brasil Rubens Barrichello Ret Ret 10 Ret 12 9 Ret 7 10 Ret Ret Ret Ret 13 5 11
Itália Ivan Capelli Ret DNQ
Bélgica Thierry Boutsen Ret Ret 11 Ret 12 11 Ret 13 9 Ret
Itália Marco Apicella Ret
Itália Emanuele Naspetti Ret
Reino Unido Eddie Irvine Ret
1992 192 Yamaha 0X99 V12 G RSA MEX BRA ESP SMR MON CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA POR JPN AUS 1 11º
Itália Stefano Modena DNQ Ret Ret DNQ Ret Ret Ret Ret Ret DNQ Ret 15 DNQ 13 7 6
Brasil Maurício Gugelmin 11 Ret Ret Ret 7 Ret Ret Ret Ret 15 10 14 Ret Ret Ret Ret
1991 191 Ford HB4 V8 G USA BRA SMR MON CAN MEX FRA GBR GER HUN BEL ITA POR ESP JPN AUS 13
Bélgica Bertrand Gachot 10 13 Ret 8 5 Ret Ret 6 6 9
Itália Andrea de Cesaris DNPQ Ret Ret Ret 4 4 6 Ret 5 7 13 7 8 Ret Ret 8
Alemanha Michael Schumacher Ret
Brasil Roberto Moreno Ret 10
Itália Alessandro Zanardi 9 Ret 9

Negrito = Pole.

Itálico = Melhor volta.

Estatísticas da Equipe[editar | editar código-fonte]

  • GPs disputados: 250
  • Vitórias: 4
  • Poles: 2
  • Voltas mais rápidas: 2
  • Podiuns: 19
  • Pontos: 291

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Jordan Grand Prix

Sites de fórmula 1 com informação relevante sobre a Jordan:

Ver também[editar | editar código-fonte]