Jorge Lafond

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Jorge Lafond
Jorge Lafond caracterizado de seu personagem Vera Verão.
Nome completo Jorge Luís Sousa Lima
Nascimento 1 de janeiro de 1953
Rio de Janeiro, (RJ)
Morte 11 de janeiro de 2003 (50 anos)
São Paulo, (SP)
Nacionalidade Brasil Brasileira
Estatura 1,96 m
Ocupação Comediante, ator e dançarino

Jorge Luís Sousa Lima, conhecido pelo seu nome artístico Jorge Lafond (Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1953  — São Paulo, 11 de janeiro de 2003) foi um ator, comediante, dançarino e transformista brasileiro. Sua principal personagem era Vera Verão.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância[editar | editar código-fonte]

Aos seis anos de idade, Jorge Lafond já tinha a consciência de que era homossexual. Em uma entrevista à revista Raça, disse: As pessoas falavam que ser gay era uma coisa muito feia, e eu ficava com a cabeça tontinha. Mas o medo de meus pais descobrirem era tão grande que eu procurava andar na linha e estudar bastante.

Aos dez anos de idade, já trabalhava das 9 às 17 horas numa oficina mecânica. E, nos fins de semana, ia com a mãe trabalhar num parque de diversões.

A dança[editar | editar código-fonte]

Estudou balé clássico e dança afro, chegando a trabalhar com Mercedes Batista. Formou-se em teatro pela Uni-Rio.

Trabalhando em muitos cabarés do Rio de Janeiro, desde a Praça Mauá até Copacabana, abria os shows da meia-noite na boate Flórida, boate Escandinávia, boate Barbarela e terminava a noite na boate Kiss, em Irajá, às 5h da manhã.

Profissionalização[editar | editar código-fonte]

Começou sua carreira como bailarino no exterior com 20 anos, viajando por toda a Europa e Estados Unidos com Haroldo Costa, que tinha um grupo folclórico, no qual Lafond permaneceu por dez anos.

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Eventualmente acabou por entrar no corpo de bailarinos do Fantástico em 1982 e depois trabalhou no programa Viva o Gordo, de Jô Soares. Em 1983 participou do especial infantil Plunct, Plact, Zuuum ao lado de Maria Bethânia e Aretha. Em 1987, fez o papel de Bob Bacall na novela Sassaricando, na Rede Globo, posteriormente sendo convidado por Renato Aragão para participar da nova formação de Os Trapalhões, já sem o humorista Zacarias. Mas sua carreira foi consolidada como "Vera Verão", do humorístico A Praça é Nossa, do SBT, onde permaneceu por 10 anos. Participou também em outras novelas e filmes.

Além disso, Lafond saía como destaque em carros alegóricos de escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na maioria das vezes, desfilava seminu. Fez sua estréia totalmente nu, em cima de um carro alegórico da Escola de Samba Beija-Flor.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 2001 foi convidado a participar da campanha de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis pelo Ministério da Saúde mesmo causando desagrado a militantes do GGB e do Grupo de Gays Negros da Bahia, pois viam que a personagem Vera Verão estaria emprestando sua imagem de um estereótipo do gay que seria pejorativo.

O ator sempre se envolveu em polêmicas com relação à sua homossexualidade. Em 1999, durante o lançamento da sua autobiografia Vera Verão: Bofes & Babados, ameaçou dizer os nomes de personalidades (inclusive de um famoso jogador de futebol) com quem já teria mantido relações.

Em 10 de novembro de 2002, Lafond foi convidado para participar do quadro "Homens vs. Mulheres" no programa Domingo Legal, no SBT. Caracterizado de Vera Verão, Lafond integrava o lado feminino da disputa, mas foi retirado do palco em dado momento, supostamente a pedido do padre Marcelo Rossi, que se apresentaria no programa dali a alguns minutos. Após a apresentação, a produção solicitou insistentemente que Lafond retornasse, pois o padre já havia saído. Porém, arrasado, constrangido e amargurado com a situação, ele não voltou. (Numa entrevista à Revista Quem, padre Marcelo Rossi afirmou que nunca discriminou Jorge Lafond[1] .)

Em 17 de novembro de 2002, uma semana depois do incidente no Domingo Legal, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos. "Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo". Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva. Nas semanas seguintes, diversas foram suas internações no hospital, sendo a última em 28 de dezembro de 2002, quando seu problema de saúde se agravou com uma crise renal, levando-o à morte.

No dia 17 de novembro de 2002, uma semana depois do incidente, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos. "Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo", disse o seu empresário, Marcelo Padilha, o que teria, acredita ele, culminado no mal-estar sentido por Lafond no domingo. Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva. Nas semanas seguintes após o incidente, diversas foram suas internações no hospital, sendo a última em 28 de dezembro de 2002, quando seu problema de saúde se agravou com uma crise renal, levando-o à morte.

Morte[editar | editar código-fonte]

Hipertenso e já com problemas cardíacos, Lafond, aos 50 anos, não teria reagido emocionalmente bem ao incidente no "Domingo Legal" e entrou em depressão. Semanas depois, em 28 de dezembro de 2002, foi vítima de parada cardiorrespiratória e acabou internado no Hospital Sepaco, na Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo. Sofreu complicações renais e chegou a fazer diálise. Seu fim deu-se com um fulminante infarto e posterior falência múltipla dos órgãos no dia 11 de janeiro de 2003, à 1h40 da manhã.

Homenagens póstumas[editar | editar código-fonte]

Seu corpo foi trasladado ao Rio de Janeiro para ser sepultado no Cemitério do Irajá, Zona Norte, acompanhado por cerca de cinco mil pessoas. A Polícia Militar teve de pedir reforço para conter os ânimos dos fãs que exibiam faixas e cartazes em homenagem ao ator, além de aplausos.

Em 10 de agosto de 2005, representantes de grupos homossexuais, especialmente do Quibanda-Dudu, homenagearam o ministro da Cultura, Gilberto Gil, como o mais destacado afro-brasileiro simpatizante da libertação homossexual, dando a ele um relatório sobre grupos gays negros do Brasil contendo pequenas biografias de personalidades homossexuais negras, como Vera Verão e Madame Satã.

Foi também homenageado no dia 5 de setembro de 2010, no programa Eliana exibido no SBT, pelo drag queen Dimmy Kieer.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na televisão[editar | editar código-fonte]

No cinema[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 10 perguntas dos leitores para Padre Marcelo Rossi. revistaquem.globo.com. Página visitada em 21 de Janeiro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]