Papa Francisco

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Francisco
266º papa
Miserando atque eligendo
(Olhou-o com misericórdia e o escolheu[1] [2] )
Brasão pontifical de Francisco
Nome de nascimento Jorge Mario Bergoglio
Nascimento 17 de dezembro de 1936 (78 anos)
Buenos Aires,  Argentina
Eleição 13 de março de 2013 (1 ano)
Entronização 19 de março de 2013
Antecessor Bento XVI
Assinatura {{{assinatura_alt}}}
Listas dos papas: cronológica · alfabética

Francisco (em latim: Franciscus), cujo nome de batismo é Jorge Mario Bergoglio, nascido em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936, é o 266.º Papa da Igreja Católica e atual chefe de estado do Vaticano, sucedendo o Papa Bento XVI, que abdicou ao papado em 28 de fevereiro de 2013.[3]

É o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos[4] e também o primeiro papa jesuíta da história. Tornou-se Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e cardeal-presbítero em 21 de fevereiro de 2001, foi eleito papa em 13 de março de 2013.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Jorge Mario Bergoglio nasceu numa família de imigrantes italianos. O seu pai, Mario Bergoglio, nascido em Portacomaro, era um trabalhador ferroviário e sua mãe, nascida em Buenos Aires de pais genoveses, era dona de casa. O seu pai também jogava basquetebol no San Lorenzo, um dos cinco grandes do futebol argentino e cujas origens haviam sido impulsionadas por um padre. Jorge tornar-se-ia torcedor sanlorencista, já tendo afirmado que não perdeu nenhum jogo do título argentino de 1946, quando tinha então dez anos.[5] Em carta aos dirigentes do clube que o visitaram uma semana após tornar-se Papa, relembrou: "Tem vindo à minha memória belas recordações, começando desde a minha infância. Segui, aos dez anos, a gloriosa campanha de 1946. Aquele gol de Pontoni!".[6] [7]

Nascido e criado no bairro de Flores,[8] atual sede do San Lorenzo,[5] Jorge Bergoglio fez graduação e mestrado em química, na Universidade de Buenos Aires.[9] Na juventude, teve uma doença respiratória que numa operação de remoção lhe fez perder um pulmão.[10] [11] Durante a sua adolescência, teve uma namorada, Amalia.[12] [13] [14] Segundo ela, Bergoglio chegou a pedi-la em casamento durante a época, tendo ele inclusive afirmado que, do contrário, se tornaria padre.[15] [16] [17]

Companhia de Jesus (Jesuítas)[editar | editar código-fonte]

Ingressou no noviciado da Companhia de Jesus em março de 1958. Fez o juniorado em Santiago, Chile. Graduou-se em Filosofia em 1960, na Universidade Católica de Buenos Aires. Entre os anos 1964 e 1966, ensinou Literatura e Psicologia, no Colégio Imaculada, na Província de Santa Fé, e no Colégio do Salvador, em Buenos Aires. Graduou-se em Teologia em 1969. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 13 de dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano. Emitiu seus últimos votos na Companhia de Jesus em 1973. Em 1973 foi nomeado Mestre de Noviços, no Seminário da Villa Barilari, em San Miguel. No mesmo ano foi eleito superior provincial dos jesuítas, na Argentina. Em 1980, após o período do provincialato, retornou a San Miguel, para ensinar em uma escola dos jesuítas. [9]

No período de 1980 a 1986 foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel [18] . Após seu doutorado na Alemanha, foi confessor e diretor espiritual em Córdoba. Além do espanhol, fala fluentemente italiano, alemão, francês e inglês, tendo razoáveis conhecimentos de português[19] [20] [21] .

Episcopado[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas enquanto cardeal

Em 20 de maio de 1992, o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires, com a sé titular de Auca (Aucensi)[22] [18] . Sua ordenação episcopal deu-se a 27 de junho de 1992, pelas mãos do cardeal Quarracino, de Dom Emilio Ogñénovich e de Dom Ubaldo Calabresi [23] . Em 3 de junho de 1997, foi nomeado arcebispo coadjutor de Buenos Aires[24] . Tornou-se arcebispo metropolitano de Buenos Aires no dia 28 de fevereiro de 1998.

Foi nomeado ordinário para os fiéis de rito oriental sem ordinário próprio,[nota 1] na Argentina, pelo Papa João Paulo II, em 30 de novembro de 1998. [25]

Cardinalato[editar | editar código-fonte]

Foi criado cardeal no Consistório Ordinário Público de 2001[26] , ocorrido em 21 de fevereiro de 2001, presidido pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino[18] . Quando foi nomeado, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres[27] .

Foi membro dos seguintes dicastérios na Cúria Romana:

Pontificado[editar | editar código-fonte]

Eleição[editar | editar código-fonte]

O cardeal Bergoglio foi eleito em 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave, escolhendo o nome de Francisco. Ele é o primeiro jesuíta a ser eleito Papa, o primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não-europeu investido como bispo de Roma em mais de 1.200 anos, desde São Gregório III, que nasceu na Síria e governou a Igreja Católica entre 731-741.[34] [35]

Quando lhe foi perguntado, na Capela Sistina, se aceitava a escolha, disse: "Eu sou um grande pecador, confiando na misericórdia e paciência de Deus, no sofrimento, aceito"[36] .

O anúncio (Habemus Papam) por Jean-Louis Tauran[editar | editar código-fonte]

Papa Francisco, recém-eleito, na sua primeira aparição pública, na varanda central da Basílica de São Pedro.
Annuntio vobis gaudium magnum: Anuncio-vos com grande alegria
habemus Papam! temos um Papa!
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, O Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dominum Georgium Marium D. Jorge Mario
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio Cardeal da Santa Igreja Romana, Bergoglio
qui sibi nomen imposuit Franciscum. que adotou o nome de Francisco.

[37]

Primeira aparição como Papa[editar | editar código-fonte]

O Papa Francisco apareceu ao povo na sacada (ou varanda) central da Basílica de São Pedro por volta das 20 horas e 30 minutos (hora de Roma). Vestindo apenas a batina papal branca, acompanhou a execução da Marcha Pontifical e saudou a multidão com um discurso:

Cquote1.svg Irmãos e irmãs, boa noite!

Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo Emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

Cquote2.svg

O Papa rezou as orações do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai, dedicando-os ao Papa Emérito. Em seguida, completou:

Cquote1.svg E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!

E agora quero dar a bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.

Cquote2.svg

O Papa abaixou a cabeça em sinal de oração, e toda a praça silenciou por um momento. Por fim, realizou sua primeira bênção Urbi et Orbi, e despediu-se da multidão dizendo "Boa noite, e bom descanso!". [38]

Nome papal[editar | editar código-fonte]

Ao ser eleito, o novo pontífice escolheu o nome de Francisco. Segundo o próprio, uma referência a São Francisco de Assis fazendo referência à "sua simplicidade e dedicação aos pobres" e motivado pela frase dita por Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, logo após sua eleição, ainda na Capela Sistina: "Não esqueça dos pobres".[39] [40] [41] . Francisco de Assis (1182 — 1226), padroeiro da Itália, foi o fundador da família franciscana.

Cquote1.svg Muitos disseram que me deveria chamar Adriano como o grande reformador Adriano IV, ou Clemente, em vingança contra Clemente XIV, que aboliu a Companhia de Jesus.

Alguns não sabiam por que tinha escolhido o nome Francisco, e interrogavam-se se seria por Francesco Saverio,[42] Francisco de Sales[43] ou Francisco de Assis.[44] Foi por causa dos pobres que pensei em Francisco. Depois, enquanto o escrutínio prosseguia, pensei nas guerras, e assim surgiu o homem da paz, o homem que ama e protege a criação, com o qual hoje temos uma relação que não é tão boa.

Cquote2.svg

O nome do pontífice não será acrescido do ordinal "I" (primeiro) em algarismo romano. Segundo a Santa Sé isso só acontecerá se, um dia, houver um papa Francisco II[45] .

Encontro histórico com o Papa Emérito[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de março de 2013 o papa Francisco, após um breve voo de helicóptero, chegou ao Palácio Pontifício de Castel Gandolfo, residência de verão dos papas, para um encontro com seu antecessor, o Papa Emérito Bento XVI. O encontro entrou para a história por ter sido o primeiro entre dois papas em, pelo menos, 600 anos.[46] Após uma reunião de aproximadamente 45 minutos, os dois almoçaram e o Papa Francisco voltou ao Vaticano.[47] [48]

Consagração do Estado do Vaticano[editar | editar código-fonte]

Na presença do seu antecessor, o Papa Emérito Bento XVI, e por ocasião da inauguração de um novo monumento nos jardins do Vaticano, da autoria do artista Giuseppe Antonio Lomuscio, o Papa Francisco consagrou no dia 5 de Julho de 2013 o Estado da Cidade do Vaticano a São Miguel Arcanjo e a São José. Durante o ato solene de consagração, o Santo Padre pediu expressamente a São Miguel:
"Vele por esta cidade e pela Sé Apostólica, coração e centro do catolicismo, para que viva na fidelidade ao Evangelho e no exercício da caridade heroica" e implorou "Desmascare as insídias do demônio e do espírito do mundo. Faz-nos vitoriosos contra as tentações de poder, da riqueza e da sensualidade. Seja o baluarte contra todos os tipos de manipulação que ameaça a serenidade da Igreja; seja a sentinela de nossos pensamentos, que livra do assédio da mentalidade mundana; seja nosso paladino espiritual".
Em relação à consagração feita a São José, o Santo Padre proclamou:
"Queridos irmãos e irmãs, consagramos também o Estado da Cidade do Vaticano a São José, custódio de Jesus e da Sagrada Família. Que a sua presença nos torne mais fortes e corajosos em dar espaço a Deus na nossa vida, para vencer sempre o mal com o bem. Sob o seu olhar benevolente e sábio colocamos hoje com confiança renovada, os bispos e sacerdotes, as pessoas consagradas e os fiéis leigos que trabalham e vivem no Vaticano".[49] .

Brasão e Lema[editar | editar código-fonte]

Brasão do Papa Francisco

Descrição[editar | editar código-fonte]

Escudo eclesiástico de blau, com um sol radiante e flamejante de jalde carregado do monograma IHS de goles, sobreposta a letra H de uma cruz do mesmo e três cravos de sable postos em pala, sob o monograma – armas da Companhia de Jesus - acompanhado em ponta de uma estrela de oito pontas senestrada de um ramo de flor de nardo, ambos de jalde. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio papal (omofório) branco com cruzetas de goles. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes[50] .

Timbre[editar | editar código-fonte]

Uma mitra papal de argente, com três faixas de jalde. Sob o escudo, um listel de jalde com o mote: "MISERANDO ATQVE ELIGENDO", em letras de blau. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde[50] .

Interpretação[editar | editar código-fonte]

O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. Nele estão representadas armas da Companhia de Jesus, a qual pertence o pontífice, sendo que a cor blau (azul) simboliza o firmamento e o manto de Maria Santíssima e, heraldicamente, significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza; o sol (radiante de 16 pontas retilíneas e flamejante de dezesseis pontas ondeantes, alternadamente) representa Nosso Senhor Jesus Cristo, o “Sol da Justiça”, reforçado pelo monograma de Cristo: IHS (adotado por Santo Inácio em 1541) sobreposto pela cruz, que sendo de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens[50] .

Os cravos, enquanto instrumentos da paixão, lembram a nossa redenção pelo sangue de Cristo e sua cor, sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. A estrela, de acordo com a antiga tradição heráldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja[50] ; enquanto a flor de nardo simboliza São José, patrono da Igreja Universal, que na tradição da iconografia hispânica, é representado com um ramo de nardo nas mãos.

Sendo ambos de jalde, têm o significado heráldico deste metal, já descrito acima. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção a Nossa Senhora e ao seu castíssimo esposo. Somadas as três representações, têm-se a homenagem do pontífice à Sagrada Família: Jesus, Maria e José, modelo da família humana que devem ser defendidas pela Igreja. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves decussadas, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal.

E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A mitra pontifícia usada como timbre, recorda em sua forma e esmalte, a simbologia da tiara, sendo que as três faixas de jalde (ouro) significam os três poderes papais: Ordem, Jurisdição e Magistério, ligados verticalmente entre si no centro para indicar a sua unidade na mesma pessoa.

O pálio papal (omofório), muito usado nas antigas representações papais, simboliza ser o Papa pastor universal do rebanho que lhe foi confiado por Cristo. No listel, o lema " MISERANDO ATQVE ELIGENDO " (Com misericórdia o elegeu), foi retirado de uma homilia de São Beda, o Venerável, (Hom. 21; CCL 122, 149-151) que, comenta o evangelho de São Mateus (Mt 9,9), escrevendo "Vidit ergo lesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me' ("Viu Jesus a um publicano e, olhando-o com misericórdia, o elegeu e lhe disse: siga-me").

Este lema, presente na Liturgia das Horas da festa de São Mateus, é um tributo à misericórdia divina, tendo um significado especial e particular na vida e no itinerário espiritual do pontífice[51]

Opiniões éticas e sociopolíticas[editar | editar código-fonte]

Santa Sé
Emblem Holy See.svg
Política e Governo

É ligado a setores católicos conservadores na Argentina no que se refere a teologia católica[52] , como o movimento de leigos Comunhão e Libertação[53] , contrário ao aborto, à eutanásia e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Todavia, apresentou durante os anos de episcopado um forte impulso simplificador e modernizante no que se refere a prática e vida pastoral, em especial na administração arquidiocesana de Buenos Aires.

Evita aparições na mídia e possui hábitos simples. Utiliza o transporte coletivo e não frequenta restaurantes.[8] Aprecia música clássica, literatura e é associado[54] e torcedor do clube de futebol San Lorenzo de Almagro.[55] [56]

Tradicionalismo[editar | editar código-fonte]

Embora não esteja ligado a nenhum movimento tradicionalista dentro da Igreja Católica, nem tenha tendências nessa direção, quando Arcebispo de Buenos Aires, Dom Bergoglio foi um dos primeiros a aplicar as disposições do Motu Proprio Summorum Pontificum[57] , no qual o Papa Bento XVI concede a todo e qualquer padre a faculdade de celebrar a missa no rito tridentino. Dois dias depois da promulgação do Motu Proprio, Dom Bergoglio concedeu uma capela para a celebração da missa tridentina. [58] Fontes tradicionalistas, porém, alegam que o capelão nomeado por Bergoglio para celebrar a Missa tridentina, uma vez por mês, introduzia, com o conhecimento do arcebispo, mudanças na celebração da missa tridentina, que o aproximavam da forma ordinária do Rito Romano, concluindo assim que a aplicação da Summorum Pontificum na arquidiocese de Buenos Aires, de facto, não existiu.[59]

As mesmas fontes, ligadas ao tradicionalismo na Argentina, afirmam ainda que, enquanto arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio teve uma ação inibidora da Missa tridentina, alegadamente proibindo padres de a celebrar. Criticam ainda as suas ações ecuménicas e acusam-no de perseguir os padres que apresentassem um pendor mais tradicionalista, por exemplo, na forma de vestir.[60]

Bioética[editar | editar código-fonte]

O cardeal Bergoglio convidou os seus clérigos e os leigos para que se opusessem ao aborto e à eutanásia.[61] Na conclusão da missa do dia 12 de maio de 2013 na praça de São Pedro quando canonizou os Mártires de Otranto e duas religiosas latino-americanas, o Papa Francisco disse que é importante manter viva a atenção ao respeito pela vida humana desde o momento da concepção. Na ocasião declarou apoio expresso à iniciativa europeia Um de nós, para garantir a tutela jurídica do embrião, e lembrou que "um momento especial para quantos fazem questão de defender a sacralidade da vida humana será o "Dia da Evangelium vitae, que terá lugar no Vaticano, no contexto do Ano da Fé, a 15 e 16 de junho de 2013.", afirmou.[62]

Relações homoafetivas[editar | editar código-fonte]

O pontífice é coerente com a posição histórica da Igreja Católica com relação à homossexualidade: as práticas realizadas são consideradas intrinsecamente imorais, mas que os homossexuais devem sempre ser respeitados.[63] [64] De tal forma, enquanto Bispo de Buenos Aires, opôs-se fortemente à legislação argentina que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tendo dito que: "se o projeto de lei que prevê às pessoas do mesmo sexo a possibilidade de se unirem civilmente e adotarem também crianças vier a ser aprovado, poderia ter efeitos seriamente danosos sobre a família."[65] . Já como Papa, naquela que foi considerada a mais ousada declaração de um Pontífice sobre o assunto, Francisco demonstrou um pioneiro sentimento de acolhida ao homossexuais, dizendo que "não devem ser marginalizados, mas integrados à sociedade" e que não se sente em condição de julgá-los. O Papa continua condenando fortemente o lobby gay, dentro e fora da Santa Sé.[66]

Justiça social[editar | editar código-fonte]

É conhecido por sua postura a favor da justiça social, tendo dito em 2007 que: "Vivemos na região mais desigual do mundo, a que mais cresceu e a que menos reduziu a miséria. A distribuição injusta de bens persiste, criando uma situação de pecado social que grita aos céus e limita as possibilidades de vida mais plena para muitos de nossos irmãos". Além disso, tal como São Francisco de Assis lavava os pés dos leprosos, o Cardeal Bergoglio ganhou notoriedade em 2001 ao lavar os pés de 12 doentes de Aids em visita a um hospital [67] .

Relações com o governo argentino[editar | editar código-fonte]

Bergoglio, então cardeal, foi denunciado em 2005 por supostas conexões com o sequestro, pela ditadura argentina, dos padres jesuítas Orlando Virgilio Yorio e Francisco Jalics, em 23 de maio de 1976, quando trabalhavam sob o comando de Bergoglio. A denúncia teve por base artigos jornalísticos e o livro Igreja e Ditadura, escrito por Emilio Mignone, fundador do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS)[68] [69] [70] [71] . Além do trabalho de pesquisa de Mignone, também o livro El Silencio de Horacio Verbitsky, membro do grupo guerrilheiro de extrema-esquerda Montoneros, faz referência a supostas ligações com a ditadura. No capítulo "As Duas Faces do Cardeal", Verbitsky explora o eventual papel de agente duplo desempenhado por Bergoglio junto à ditadura argentina. Segundo o autor do livro, que alega ter acesso a documentos do Ministério das Relações Exteriores e do Culto da Argentina, Bergoglio "vai à Chancelaria, pede um trâmite em favor do sacerdote (Jalics), mas, por baixo do pano, diz para não o concederem porque se trata de um subversivo".[72] [73] Bergoglio também foi acusado de não contribuir com as investigações sobre o desaparecimento de cidadãos argentinos, incluindo bebês, durante a ditadura, período em que dirigia a ordem jesuíta da Argentina.[74]

Francisco com a presidente argentina Cristina Kirchner no Vaticano, março de 2013.

Porém, todas essas denúncias foram desmentidas por pessoas envolvidas direta ou indiretamente nos fatos. O próprio Francisco Jalics desmentiu de forma categórica as insinuações, numa declaração sua publicada no site da ordem jesuíta alemã: "O missionário Orlando Yorio e eu mesmo não fomos denunciados pelo padre Bergoglio."[75]

Sergio Rubin,[76] o seu biógrafo autorizado, relatou que Bergoglio, após a prisão dos dois sacerdotes, trabalhou nos bastidores para a sua libertação e intercedeu, de forma privada e pessoal, junto do ditador Jorge Rafael Videla: a sua intercessão poderia ter contribuído para a posterior libertação destes sacerdotes. Ele também relatou que, em segredo, Bergoglio deu frequentemente abrigo a pessoas perseguidas pela ditadura em propriedades da Igreja, e houve uma vez que chegou mesmo a dar os seus próprios documentos de identidade a um homem que se parecia com ele, para que pudesse fugir da Argentina.[77]

Também o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, refutou todas as acusações referentes ao Papa Francisco. Esquivel, perseguido pela ditadura, afirmou que alguns bispos foram cúmplices do regime, mas não foi o caso de Bergoglio.[78] A argentina Graciela Fernández Meijide, membro da organização não governamental "Assembleia Permanente para os Direitos Humanos" (APDH) e ex-membro da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP), também declarou que não há provas que ligam Bergoglio com a ditadura. Numa entrevista ao Clarín (15 de Março de 2013), ela afirmou que "não há informação e a Justiça não conseguiu provar [esta ligação]. Eu estava na APDH durante todos os anos da ditadura e recebi centenas de depoimentos. Bergoglio nunca foi mencionado. Aconteceu o mesmo na CONADEP. Ninguém falou dele nem como instigador nem como nada."[79]

O ex-promotor argentino, Julio Strassera,[80] que ganhou notoriedade por seu trabalho de investigação e acusação no histórico julgamento das juntas militares, afirmou também que é "uma canalhice" vincular o Papa Francisco com a última ditadura argentina (1976-1983). "Tudo isto é uma canalhice, absolutamente falso, em todo o julgamento não houve uma só menção a (Jorge) Bergoglio", declarou Strassera a "Rádio Mitre", em referência ao julgamento das juntas militares no qual atuou como promotor em 1985. Após a eleição de Bergoglio como Papa, organizações de direitos humanos denunciaram o papel da Igreja na ditadura e lembraram que o cardeal argentino depôs como testemunha em duas causas por delitos de lesa-humanidade. Para Strassera, estas acusações estão motivadas, porque nem a presidente argentina, Cristina Kirchner, nem os seus partidários "podem suportar que alguém a quem desprezaram antes esteja acima deles".[81]

O jornalista italiano Nello Scavo relata em seu livro A lista de Bergoglio, como o jesuíta Bergoglio, no período da ditadura argentina (1976-1983), constituiu uma rede clandestina para proteger pessoas perseguidas e ajudá-las a fugir dos militares.[82] [83]

Nos seus últimos anos como arcebispo de Buenos Aires, a relação entre Bergoglio e os Kirchner se tornou ainda mais turbulenta com a aprovação das leis sobre o aborto e o casamento homossexual na Argentina. Após todas estas desavenças, o Papa recebeu em 18 de março de 2013 a presidente Cristina Kirchner para um almoço, em um gesto que o Vaticano considerou "de cortesia e afeto" para com a chefe de Estado e o povo argentino, e não uma visita formal ou de Estado.[84] [85]

Proteção do meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Na homilia da missa inaugural de seu pontificado, o Papa Francisco reiterou o exemplo de São Francisco de Assis de respeitar todas as criaturas de Deus e o ambiente em que vivem. Na mesma ocasião, fez um apelo aos governantes e a todas as pessoas para que cuidem do meio ambiente. Em outras palavras: que se desenvolvam sem destruir o que é de Deus.[86]

Luta contra os abusos sexuais na Igreja[editar | editar código-fonte]

Em 5 de abril de 2013 o Papa Francisco, em audiência com o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, arcebispo Gerhard Ludwig Müller, pediu que a congregação continue com a linha desenvolvida por Bento XVI, agindo de forma decisiva contra o abuso sexual de menores por membros da Igreja Católica, promovendo medidas para a proteção e ajuda às crianças que sofreram esse tipo de violência e auxiliando nos processos contra os culpados. Essas ações devem reafirmar o compromisso das Conferências Episcopais na formulação e aplicação das diretivas necessárias nesta área, tão importantes para o testemunho da Igreja e sua credibilidade.[87]
Seguindo essa linha de conduta, o Papa assinou em 11 de julho de 2013 um decreto de Motu proprio, reformando o código penal do Vaticano e tornando mais rígidas as sanções para este tipo de crime.[88]

Em 22 de março de 2014, nomeou os oito primeiros integrantes da "Comissão de Proteção às Crianças", órgão instituído por ele em 2013 para combater mundialmente os abusos sexuais de menores na Igreja Católica.[nota 2] Em abril de 2014, o Papa pediu perdão pelos casos de pedofilia e abusos sexuais cometidos por sacerdotes da Igreja Católica.[90]

Em uma decisão inédita na história da Igreja Católica, em setembro de 2014 o Papa Francisco ordenou pessoalmente a prisão do ex-arcebispo e ex-embaixador da Santa Sé, o polonês Jozef Wesolowskide, acusado de abusos sexuais durante o período de 2008 a 2013, quando era representante diplomático da Igreja Católica na República Dominicana.[91]

O predomínio do culto às riquezas na sociedade[editar | editar código-fonte]

Em discurso na apresentação das cartas credenciais de embaixadores na Santa Sé em 16 de maio de 2013,[92] [93] o Papa fez menção que a solidariedade é o verdadeiro tesouro do homem e que o culto ao dinheiro produz desigualdades e injustiças contra corações e contra povos. Citando São João Crisóstomo, exortou a solidariedade desinteressada:

Cquote1.svg O dinheiro deve servir e não governar! Cquote2.svg

Citou ainda as causas e consequências éticas da chamada crise econômica mundial:

Cquote1.svg Criámos novos ídolos. A adoração do antigo bezerro de ouro [nota 3] encontrou uma nova e cruel versão na idolatria do dinheiro e na ditadura de uma economia realmente sem fisionomia nem finalidade humanas(...) E porque não dirigirem-se a Deus para que lhes inspire os seus desígnios!? Formar-se-á então uma nova mentalidade política e económica, que contribuirá para transformar a profunda dicotomia entre as esferas económica e social numa sã convivência.[nota 4] Cquote2.svg

Banco do Vaticano[editar | editar código-fonte]

No início de seu pontificado, o Papa Francisco nomeou uma comissão a fim de aconselhá-lo para uma reforma financeira no oficialmente chamado Instituto para as Obras de Religião(IOR), conhecido como Banco do Vaticano, uma das instituições mais polêmicas da Igreja, sendo ligada a escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro. A intenção do Papa com a comissão, formada por quatro prelados e um leigo especialista em direito, é harmonizar as atividades do IOR com a verdadeira missão da Igreja.[94]

Desperdício de comida e fome no mundo[editar | editar código-fonte]

Durante uma audiência semanal na Praça de São Pedro, Francisco criticou diretamente quem desperdiça alimentos e contribui para a desigualdade no mundo:

Cquote1.svg Deus confiou ao homem e à mulher o cultivo e o cuidado da Terra, para que todos pudessem morar nela, mas o egoísmo e a cultura do desperdício levaram ao descarte das pessoas mais fracas e necessitadas. Mais ainda, em muitas partes do mundo, apesar da fome e da desnutrição existentes, muitos alimentos são desperdiçados. Cquote2.svg

O Papa salientou que a comida jogada fora é como que roubada dos que não podem tê-la, é como tirar da mesa dos pobres; e dar mais atenção ao dinheiro que à vida humana indefesa é indignante:

Cquote1.svg Os alimentos jogados no lixo são alimentos roubados da mesa do pobre, de quem tem fome. A ecologia humana e a ecologia ambiental são inseparáveis,(...) vemos agora a crise no meio ambiente, mas a vemos, sobretudo, no homem. A pessoa humana está hoje em perigo! (...) Na cultura do desperdício, se morrem homens e crianças não é notícia; mas se a bolsa cai é uma tragédia. (...) Acaba-se por descartar as pessoas. Deixa-se de respeitar a vida, sobretudo se é pobre ou incapacitada, ou se ainda não é útil, como a criança que vai nascer, ou se não serve mais, como o idoso.[95] Cquote2.svg


E aos membros da FAO o Papa disse sobre possíveis soluções para o problema da fome:

Cquote1.svg Sabe-se que a produção é suficiente e mesmo assim existem milhões de pessoas que sofrem e morrem de fome: isto constitui um verdadeiro escândalo. É necessário encontrar modos para que todos possam beneficiar dos frutos da terra, não só para evitar que aumente o abismo entre quem mais tem e quem deve se contentar com as migalhas, mas sobretudo por uma exigência de justiça e de equidade e de respeito por cada ser humano.[96] Cquote2.svg
Cquote1.svg Algo mais pode e deve ser feito a fim de fornecer um novo estímulo à atividade internacional em nome dos pobres, inspirado por algo mais do que mera boa vontade ou, ainda pior, as promessas que muitas vezes não têm sido mantidas. Nem pode a atual crise global continuar a ser usada como um álibi.[97] Cquote2.svg

Teologia da Libertação[editar | editar código-fonte]

Roberto Bosca, da Universidade Austral de Buenos Aires, disse que apesar de ter a reputação de oponente, Bergoglio é de certa forma simpático à Teologia da Libertação, devido à sua premissa de opção pelos pobres, mas sem ser ideológico da TL.[carece de fontes?]
Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teólogos da Teologia da Libertação, também é otimista sobre a relação do Papa Francisco com os pobres: "O papa Francisco tem tanto o vigor como a ternura que precisamos para criar um novo mundo espiritual". E diz ainda que trabalham juntos para apoiar causas universais, como os direitos humanos, a partir da perspectiva dos pobres, o destino da humanidade que sofre, os serviços para as pessoas que vivem marginalizadas.[98]

Rachel Donadio do New York Times escreveu que os discursos de Francisco descrevem claramente os temas da Teologia da Libertação, um movimento que busca usar os ensinamentos do Evangelho para ajudar a libertar as pessoas da pobreza e que tem sido particularmente forte em sua terra natal, a América Latina. (...) "Mas o que está claro é que ele sempre foi contra as cepas da Teologia da Libertação que tiveram um elemento ideológico marxista".[99]

Outros afirmam que o Papa Francisco não é tão favorável à TL, como o jornalista investigativo Robert Parry, do Consortium News: "O novo papa não foi confortável com a Teologia da Libertação. É possível falar em nome dos pobres, sem apoio as verdadeiras mudanças fundamentais que estão presentes com a teologia da libertação", e que a abordagem dele se encaixa com a atitude da igreja ao longo dos séculos quanto aos pobres.[100]

Escrevendo na revista Tikkun , o autor Matthew Fox afirma sobre Bergoglio: "Este papa opôs-se à teologia da libertação e as comunidades de base na América Latina, sendo que a teologia da Igreja de base que levou a sério o ensinamento do Concílio Vaticano II que a Igreja é "o povo" não é a hierarquia. Muitos heróis desse movimento foram mortos e torturados em todo América Latina, Oscar Romero sendo o mais visível. Bergoglio em nenhum lugar foi visto junto com eles. Muito pelo contrário, ele lutou contra a teologia da libertação com unhas e dentes como chefe da conferência dos bispos e ele era um instigador eficaz, com atitudes papais nesse sentido(a CIA, sob o comando de Reagan estava ligada com o Papa João Paulo II para eliminar a teologia da libertação, como eu provo em meu livro, Guerra do Papa )".[101]

De acordo com Sandro Magister, o papa Francisco está mais preocupado com militantes do secularismo do que com a teologia da libertação. Magister afirma que Francisco se preocupa com a disseminação global de conceitos, incluindo legalização do aborto e casamento gay , que Francisco vê como o trabalho do diabo e do anticristo . Magister afirma que os objetivos da teologia da libertação são menos importantes para o Papa que lutar contra secularismo.[102]

Celibato dos padres[editar | editar código-fonte]

O jornalista Tracy Connor da NBC escreveu que o papa Francisco, em entrevista em 2012, comentou que podem haver mudanças nas leis do celibato. O celibato "é uma questão de disciplina, não de fé. No momento, eu sou a favor de manter o celibato, com todos os seus prós e contras, porque temos dez séculos de boas experiências ao invés de falhas.[...] A tradição tem peso e validade ". Ele observou que "nos bizantinos, ucranianos, russos e greco-católicos[...] os padres podem ser casados, mas os bispos têm que ser celibatários". Se, hipoteticamente, o catolicismo oriental fosse rever a questão do celibato, eu acho que iria fazê-lo por razões culturais (como no ocidente), não tanto como uma opção universal". Enfatizou ainda que, entretanto, a regra deve ser rigorosamente respeitada, e qualquer sacerdote que não possa obedecê-la "tem de deixar o ministério".[103]

Em 26 de maio de 2014, no retorno de sua viagem à Terra Santa, Francisco deu declarações de que “a porta sempre está aberta”.

Cquote1.svg A Igreja católica tem padres casados. Católicos gregos, católicos coptas, existem no rito oriental. Por que não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta.[104] Cquote2.svg

Participação da mulher na Igreja[editar | editar código-fonte]

Francisco falou sobre a importância fundamental das mulheres na Igreja Católica, salientando que elas têm um papel especial na divulgação da fé, e que foram as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo.

Cquote1.svg Somente homens são lembrados como testemunhas da ressurreição, os Apóstolos, mas não as mulheres. Isso porque, de acordo com a lei judaica da época, as mulheres e as crianças não eram consideradas confiáveis, testemunhas credíveis. Nos evangelhos, entretanto, as mulheres têm um papel fundamental primário. (...) As primeiras testemunhas (...) Isso é muito bonito, e essa é a missão das mulheres, das mães e das avós, para dar testemunho a seus filhos e netos que Cristo ressuscitou! Mães, adiante com este testemunho! O seu testemunho também nos leva a refletir sobre a forma como, na Igreja e no caminho da fé, as mulheres tiveram e ainda têm um papel especial na abertura de portas para o Senhor.[105] Cquote2.svg

Estilo pessoal[editar | editar código-fonte]

Papa Francisco em sua Missa de Inauguração de Pontificado, 19 de março de 2013

O Papa Francisco é conhecido por um estilo pessoal despojado e frugal de viver. Durante seus anos como cardeal em Buenos Aires, vivia num pequeno e austero quarto atrás da Catedral Metropolitana e usava normalmente apenas transporte público, como metrô e ônibus, para se locomover,[106] além de cozinhar a própria comida.[107]

Eleito Papa, seu crucifixo sobre a batina branca quando apareceu ao povo na sacada do Vaticano era de aço e não de ouro, como de costume com Papas anteriores. [107] Também recusou usar os múleos, continuando a fazer uso de sapatos totalmente pretos.

Mostrando desde o início do papado um novo estilo, Francisco recusou a limusine blindada papal para comparecer a um primeiro encontro, na residência de Santa Marta, no dia seguinte de sua eleição, preferindo um veículo comum, e espantou a todos ao pagar pessoalmente a conta do hotel onde se hospedou para o Conclave, hotel este pertencente à própria Igreja Católica.[108] Dias depois de eleito, surpreendeu o telefonista de uma ordem jesuíta em Roma, ao ligar pessoalmente querendo falar com um padre amigo e anunciando-se ao atendente - nunca outro Papa fez ligações telefônicas diretamente, sempre feitas por assessores ou por seu secretário - ouvindo de volta: "Você é o novo Papa? Ah sim, e eu sou Napoleão!."[109] Na semana seguinte em que foi eleito, ele ligou direto do Vaticano para a banca da Praça de Maio, em Buenos Aires, onde comprava os seus jornais e revistas quando vivia na cidade, para cumprimentar o jornaleiro, seu amigo de muitos anos, e avisar que dificilmente voltariam a se ver. Nesta ocasião, ao ter sua chamada novamente confundida com um trote, foi chamado de "idiota".[110]

Sua conta no Twitter ultrapassou 15 milhões de seguidores em agosto de 2014. A conta está escrita em 9 idiomas.[111]

Viagens[editar | editar código-fonte]

Francisco passeia de papamóvel durante as celebrações da JMJ 2013.

2013[editar | editar código-fonte]

Papa Francisco participa de inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/ABr

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Na Itália

Fonte: Santa Sé.[112]

Missa e homenagens aos milhares de imigrantes norte-africanos que morreram durante a travessia para a ilha.
Missa, encontros com trabalhadores desempregados e visitas, pela crise de desemprego na Ilha da Sardenha.
  • Assis - 4 de outubro de 2013
Missa e encontros, celebrando a festa litúrgica de São Francisco de Assis
"Desejo começar a minha visita em Assis convosco, saúdo-vos a todos! Hoje é a festa de São Francisco, e como Bispo de Roma, eu escolhi assumir o seu nome. Eis por que estou aqui hoje..."
Papa Francisco - Discurso no Instituto Seráfico, na chegada a Assis em 4 de outubro de 2013
Fora da Itália

Fonte: Santa Sé.[113]

Viagem apostólica por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude.

2014[editar | editar código-fonte]

Na Itália

Fonte: Santa Sé.[114]

Missa, encontro e visita, em solidariedade à comunidade que vivia uma situação de violência.[115]
Missa e encontros, pela crise de desemprego na região de Molise.
Missa e encontro, celebrando a festa litúrgica de Santa Ana, padroeira de Caserta.
Celebração eucarística, pelo centenário do início da Primeira Guerra Mundial
Fora da Itália

Fonte: Santa Sé.[116]

Missas, encontros e visitas a lugares sagrados do cristianismo, judaísmo e islamismo, por ocasião do 50º aniversário do encontro em Jerusalém entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras.
Missas e encontros, por ocasião da VI Jornada da Juventude Asiática.
Missas e encontros, pelos quase 25 anos da queda do regime comunista na Albânia e pela convivência pacífica entre as diferentes religiões.
Visita ao Parlamento Europeu e ao Conselho da Europa. Discursos nas duas instituições, tratando de diversos temas relacionados à realidade europeia.
Missas, encontros e visitas a lugares sagrados, encontro com o Sua Santidade o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, por ocasião do 50º aniversário do encontro em Jerusalém entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras.

Documentos pontifícios[editar | editar código-fonte]

Encíclicas[editar | editar código-fonte]

Fonte: Santa Sé.[118]

  • Lumen Fidei (Luz da Fé), assinada em 29 de junho de 2013, publicada em 5 de julho de 2013.
Primeira encíclica do seu pontificado, que havia sido iniciada pelo seu antecessor, Bento XVI.[119]

Exortações apostólicas[editar | editar código-fonte]

Fonte: Santa Sé.[120]

Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

Motu proprio[editar | editar código-fonte]

Fonte: Santa Sé.[121]

  • Carta Apostólica sobre a jurisdição dos órgãos judiciários do Estado da Cidade do Vaticano em matéria penal - 11 de julho de 2013.
  • Carta Apostólica sobre a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição de massa - 8 de agosto de 2013.
  • Carta Apostólica aprovando o novo Estatuto da Autoridade de Informação Financeira - 15 de novembro de 2013.
  • Carta Apostólica Fidelis dispensator et prudens (Administrador fiel e prudente) para a constituição de uma nova estrutura de coordenação para os assuntos econômicos da Santa Sé e do Vaticano - 24 de fevereiro de 2014.
  • Carta Apostólica sobre a Transferência da Seção Ordinária da Administração da Sé Apostólica à Secretaria para a Economia - 8 de julho de 2014.

Ordenações episcopais[editar | editar código-fonte]

Ordenações episcopais antes do pontificado[editar | editar código-fonte]

Dom Mario Bergoglio presidiu a ordenação episcopal dos seguintes prelados:[23]

  • Horacio Ernesto Benites Astoul (1999)
  • Jorge Rubén Lugones, SJ (1999)
  • Jorge Eduardo Lozano (2000)
  • Joaquín Mariano Sucunza (2000)
  • José Antonio Gentico (2001)
  • Fernando Carlos Maletti (2001)
  • Andrés Stanovnik, OFM Cap (2001)
  • Mario Aurelio Poli (2002)
  • Eduardo Horacio García (2003)
  • Adolfo Armando Uriona, FDP (2004)
  • Eduardo Maria Taussig (2004)
  • Raúl Martín (2006)
  • Hugo Manuel Salaberry Goyeneche, SJ (2006)
  • Óscar Vicente Ojea Quintana (2006)
  • Hugo Nicolás Barbaro (2008)
  • Enrique Eguía Seguí (2008)
  • Ariel Edgardo Torrado Mosconi (2008)
  • Luis Alberto Fernández (2009)
  • Vicente Bokalic Iglic, CM (2010)
  • Alfredo Horacio Zecca (2011)

Foi concelebrante nas ordenações episcopais dos seguintes prelados:[23]

  • Oscar Domingo Sarlinga (2003)
  • Luis Mariano Montemayor (2008)

Ordenações episcopais durante o pontificado[editar | editar código-fonte]

O Papa Francisco presidiu a ordenação episcopal dos seguintes prelados:[23]

  • Jean-Marie Speich (2013)
  • Giampiero Gloder (2013)
  • Fernando Vérgez Alzaga, LC (2013)
  • Fabio Fabene (2014)

Criação de cardeais[editar | editar código-fonte]

Em seu primeiro consistório, em 22 de fevereiro de 2014, o Papa Francisco criou dezenove novos cardeais, incluindo o brasileiro Dom Orani João Tempesta, arcebispo da cidade do Rio de Janeiro.[122]

Obras[editar | editar código-fonte]

O registro de autoria de obras de pontífices são padronizados conforme regras do Código de Catalogação Anglo-Americano. Têm-se três entradas distintas, conforme a responsabilidade autoral[123] :

  • Francisco, papa, 1936-
  • Bergoglio, Jorge Mario, 1936-
  • Igreja Católica. Papa (2013- : Francisco)

Publicações antes do pontificado[editar | editar código-fonte]

  • Bergoglio, Jorge Mario. Meditaciones para religiosos (em espanhol). Buenos Aires: Ediciones Diego de Torres, 1982. 311 pp. OCLC 644781822.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Reflexiones espirituales sobre la vida apostólica (em espanhol). Buenos Aires: Ediciones Diego de Torres, 1987. 321 pp. ISBN 9789509210073.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Reflexiones en esperanza (em espanhol). [S.l.]: Ediciones Universidad del Salvador, 1992. OCLC 36380521.
  • João Paulo II, Papa; Castro, Fidel; Bergoglio, Jorge Mario (ed.). Diálogos entre Juan Pablo II y Fidel Castro (em espanhol). Buenos Aires: Ciudad Argentina/Editorial de Ciencia y Cultura, 1998. ISBN 9789875070745.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Educar: exigencia y pasión: desafíos para educadores cristianos (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2003. 190 pp. ISBN 9505124570.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Ponerse la patria al hombro: memoria y camino de esperanza (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2004. 80 pp. ISBN 9789505125111.
  • Bergoglio, Jorge Mario. La nación por construir: utopía, pensamiento y compromiso (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2005. 78 pp. ISBN 9789505125463.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Corrupción y pecado subtítulo: algunas reflexiones en torno al tema de la corrupción (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2005. ISBN 9789505125722.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Sobre la acusación de sí mismo. [S.l.: s.n.], 2006.
  • Bergoglio, Jorge Mario. El verdadero poder es el servicio (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2007. 364 pp. OCLC 688511686.
  • Bergoglio, Jorge Mario; Rubin, Sergio; Ambrogetti, Francesca (entrevistadores). El jesuita: conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, sj (em espanhol). Barcelona: Vergara, Grupo Zeta, 2010. 192 pp. ISBN 9789501524505.
  • Bergoglio, Jorge Mario; Abraham Skorka. Sobre el cielo y la tierra (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 2010. ISBN 9789500732932.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Nosotros como ciudadanos, nosotros como pueblo: hacia un bicentenario en justicia y solidaridad (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Claretiana, 2011. 89 pp. ISBN 9789505127443.
  • Bergoglio, Jorge Mario. Mente abierta, corazón creyente. [S.l.: s.n.], 2012.
  • Bergoglio, Jorge Mario; et al.. Dios en la ciudad : primer Congreso pastoral urbana región Buenos Aires (em espanhol). Buenos Aires: San Pablo, 2012. 248 pp.
  • BERGOGLIO, Jorge Mario (1999-2013). Homilías y mensajes (em espanhol) Arzobispado de Buenos Aires.

Biografias[editar | editar código-fonte]

  • Rubin, Sergio. O Papa Francisco: Conversas Com Jorge Bergoglio. [S.l.]: Editora Verus, 2013. 200 pp. ISBN 8576862727.
  • Bergoglio, Jorge Mario; Rubin Sergio; Ambrogetti Francesca (entrevistadores). Papa Francisco: conversas com Jorge Bergoglio (em português). Lisboa: Paulinas Editora, 2013. 216 pp. ISBN 978-989-673-304-9.

Efígie numismática[editar | editar código-fonte]

Ainda em 2013 o Vaticano cunhou a medalha oficial com a efígie do Papa no anverso e com o brasão papal sobreposto a arquitetura da Praça São Pedro[124] .

Referências

  1. Brasão do papa Francisco é ligeiramente modificado, acesso em 27 de março de 2013
  2. Miserando atque eligendo, acesso em 27 de março de 2013
  3. Biografia do Santo Padre Francisco Santa Sé. Visitado em 8/11/2014.
  4. Donadio, Rachael. "The New Pope: Bergoglio of Argentina", 13 March 2013. Página visitada em 13 March 2013.
  5. a b BRANDÃO, Caio (03/03/2013). Novo Papa é torcedor de "Los Santos" Futebol Portenho. Visitado em 15/03/2013.
  6. FERRO, Leonardo Lepri (10/04/2013). Ajudinha que caiu do céu Futebol Portenho. Visitado em 17/04/2013.
  7. BRANDÃO, Caio (14/05/2013). René Pontoni, ídolo do Papa Futebol Portenho. Visitado em 14/05/2013.
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  9. a b Jesuit Argentine Cardinal Bergoglio elected pope, takes name Francis I (em inglês) Society of Jesus in the United States. Visitado em 13 de março de 2013.
  10. Diário de Notícias, 15 de março de 2013, pág 26
  11. PEREIRA, Ana Fonseca; DUARTE, Simone; SOUSA, Hugo Daniel. Bergoglio, o modesto jesuíta que chegou a papa (em português) Público (jornal). Visitado em 14 de março de 2013.
  12. Bergoglio queria se casar com namorada de infância
  13. Na juventude, papa Francisco dançava milonga com namorada
  14. Namorada de infância diz que ouviu de Bergoglio: 'Se não casar, viro padre'
  15. 'Namorada de infância' diz que teve proposta de casamento do Papa
  16. Papa teria dito à ex-namorada em infância que se não casasse, viraria padre
  17. 'Se não me casar com você, viro padre', disse Bergoglio à namorada
  18. a b c Cardinal Jorge Mario Bergoglio, S.J. (Biographical notes) (em inglês) Santa Sé. Visitado em 13 de março de 2013.
  19. http://www.guardian.co.uk/world/2013/mar/13/new-pope-thirteen-key-facts
  20. http://www.spiegel.de/panorama/jorge-mario-bergoglio-papst-franziskus-i-a-888751.html
  21. Corriere della Sera (14-3-2013). Prima visita del Papa a Santa Maria Maggiore 14-3-2013. Visitado em 14-3-2013.
  22. Congregatio pro Episcopis. (1992). "Provisio ecclesiarum" (em latim). Acta Apostolicae Sedis 84 p. 547.
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  24. Congregatio pro Episcopis. (1997). "Provisio ecclesiarum" (em latim). Acta Apostolicae Sedis 89 p. 429.
  25. Nomina dell’Ordinario per i fedeli di rito orientale in Argentina (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (30 de novembro de 1998). Visitado em 14 de março de 2013.
  26. Estatísticas sobre o Consistório de 21.02.2001 (em português) Sala de Imprensa da Santa Sé. Visitado em 14 de março de 2013.
  27. Quem é Jorge Mario Bergoglio?.
  28. Nomina di Membri della Congregazione per il Clero (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (20 de março de 1999). Visitado em 13 de março de 2013.
  29. a b c Nomina di cardinali membri delle congregazioni romane (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (15 de maio de 2001). Visitado em 13 de março de 2013.
  30. Nomina di membri della Congregazione per il Culto Divino e la Disciplina dei Sacramenti (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (29 de maio de 1999). Visitado em 13 de março de 2013.
  31. Nomina di Consiglieri della Pontificia Commissione per l’America Latina (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (12 de dezembro de 2002). Visitado em 14 de março de 2013.
  32. Nomina di membri della Commissione per l’America Latina (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (23 de fevereiro de 2013). Visitado em 13 de março de 2013.
  33. Nomina di cardinali membri dei dicasteri della Curia Romana (em italiano) Sala Stampa della Santa Sede (18 de maio de 2001). Visitado em 13 de março de 2013.
  34. [Ecclesia]. Conclave: Último Papa não-europeu tinha sido eleito em 731. Visitado em 14 de Março de 2013.
  35. Igreja Católica confirma o argentino Jorge Mario Bergoglio como sucessor de Bento 16 UOL. Visitado em 13 de março de 2013.
  36. As palavras que tornaram Jorge Bergoglio no Papa Francisco.
  37. Annuntio vobis gaudium magnum (em português) Santa Sé (13 de março de 2013). Visitado em 13 de março de 2013.
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  39. CARDILLI, Juliana (16 de março de 2013). Papa diz que decidiu nome após frase de cardeal brasileiro (em português) G1. Visitado em 16 de março de 2013.
  40. publico.pt (16-3-2013). Foi por causa dos pobres que pensei em Francisco 16-3-2013. Visitado em 16-3-2013.
  41. Agência Ecclesia. Papa quer uma «Igreja pobre e para os pobres»-16/mar/2013. Visitado em 16/mar/2013.
  42. Nota: jesuíta expulso das colónias espanholas, conhecido como Francisco Xavier, padroeiro das missões, evangelizador do Japão, um dos primeiros companheiros de Santo Inácio de Loyola e um dos cofundadores da Companhia de Jesus)
  43. Nota: Bispo de Genebra
  44. Nota: Frade italiano, fundador da Ordem dos Franciscanos
  45. Nome oficial do Papa é Francisco (em pt) (13 de março de 2013).
  46. Bento XVI recebe Papa Francisco [...] O Globo (23/3/2013). Visitado em 12/4/2013.
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  66. "Quem sou eu para julga-los?".
  67. Análise: Novo papa foi vice em 2005 e lavou pés de vítimas de Aids (13 de março de 2013). Visitado em 13 de março de 2013.
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    Trecho traduzido da fonte: O futuro papa começou a conversa com uma experiência pessoal de seus anos como seminarista:
    "Fiquei deslumbrado com a garota que eu conheci no casamento de um tio (...). Fiquei surpreso com sua beleza, seu brilho intelectual e, bem, eu fiquei encantado por um bom tempo. Ficava pensando e pensando sobre ela. Quando voltei ao seminário, eu não podia orar por mais de uma semana, porque quando eu tentava fazê-lo, a menina aparecia em minha mente. Tive que repensar o que eu estava fazendo."
    Ele disse que tinha que escolher entre a menina e o sacerdócio, e embora tenha optado pelo último, sabe que nem todo mundo o faria.
  104. Pablo Ordaz (26 de maio de 2014). O papa Francisco abre a porta para que os padres possam casar El País. Visitado em 27 de maio de 2014.
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  109. You still haven't got a prayer, Mrs Kirchner: Argentina's President flies into Rome to ask compatriot Pope Francis to intervene in Falklands row Seção: RECEPTIONIST: 'YOU'RE THE NEW POPE?' 'OH YES, AND I'M NAPOLEON' Daily Mail. Visitado em 19/03/2013.
  110. Papa liga para amigo jornaleiro: ‘Será mais difícil que voltemos a nos ver’ O Globo reproduzido de La Nación. Visitado em 20/03/2013.
  111. "Papa Francisco supera os quinze milhões de seguidores no Twitter" nfo Abril. Visitado em 18 de Agosto de 2014.
  112. Viagens Apostólicas na Itália - 2013
  113. Viagens Apostólicas fora da Itália - 2013
  114. Viagens Apostólicas na Itália - 2014
  115. Nunca mais sofrimento para as crianças
  116. Viagens Apostólicas fora da Itália - 2014
  117. VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO À TURQUIA Santa Sé (30 de novembro de 2014). Visitado em 3 de dezembro de 2014.
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  121. Papa Francisco. Motu Proprio.
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  124. [1]. Impacto Brasil. Acesso em 28/07/2013

Notas

  1. Fora de seus países, os imigrantes católicos de ritos orientais não possuíam templos nem sacerdotes próprios, e participavam das comunidades de rito latino. Com o tempo, os imigrantes decidiram que era necessário construir templos conforme suas tradições, para conservar seus costumes religiosos. Assim, em 14 de novembro de 1951, o Papa Pio XII, através do decreto "Cum fidelium", da Congregação para as Igrejas Orientais, criou o Ordinariato para os fiéis orientais católicos: maronitas, greco-melquitas, ucranianos, russos, romanos, sírios, coptas e armênios. Fonte: Rádio Vaticano
  2. O grupo tem como objetivos, preparar o estatuto da comissão, informar a situação das crianças que sofreram abuso em todos os países, propor medidas e nomes, tanto de laicos quanto religiosos, para implantar novas iniciativas de combate aos abusos sexuais de menores na Igreja Católica, criar códigos de conduta e avaliações psiquiátricas para o ministério sacerdotal, além de implementar políticas que protejam os menores de idade e colaborar com as autoridades civis nas investigações de possíveis crimes. Integram a comissão, entre outros, Marie Collins, uma irlandesa vítima de abuso sexual por um padre, a psicóloga e psiquiatra francesa Catherine Bonnet, o cardeal norte-americano Sean O'Malley, defensor das vítimas norte-americanas e o jesuíta alemão Hans Zollner, decano da faculdade de psicologia da Universidade Gregoriana, com sede em Roma.[89]
  3. Passagem bíblica relatada em Êxodo 32:1-8
  4. Dicotomia, significando aqui o antagonismo entre os interesses econômicos e as prioridades sociais das nações

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