Jorge Mautner

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Jorge Mautner
Informação geral
Nome completo Henrique George Mautner
Data de nascimento 15 de janeiro de 1941 (68 anos)
Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil Bandeira do Brasil
Gêneros MPB
Instrumentos violino
Página oficial Jorge Mautner


Jorge Mautner, nome artístico de Henrique George Mautner (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1941) é um cantor, escritor e compositor brasileiro. Filho de judeu austríaco e mãe iugoslava, Jorge Mautner nasceu pouco tempo depois de seus pais desembarcarem no Brasil, refugiados do holocausto.

Entre seus sucessos musicais gravados por grandes nomes da MPB, podemos citar ("Rock Comendo Cereja" e "Samba Jambo" com Jonge); O vampiro (Caetano Veloso), Maracatu atômico (Gilberto Gil e Chico Science & Nação Zumbi), Lágrimas negras (Gal Costa) e Samba dos animas (Lulu Santos). Autor de vários livros, entre eles Deus da chuva e da morte (1962), que recebeu o Prêmio Jabuti de literatura, e Fragmentos de sabonete (1973). Também dirigiu o longa-metragem O demiurgo (1970), em que trabalhou como ator. Em 2002 lançou o CD "Eu Não Peço Desculpas", em parceria com Caetano Veloso.

Índice

[editar] Bibliografia

[editar] Sobre Jorge Mautner

  • Proteu ou: A Arte das Transmutações

Leituras, audições e visões da obra de Jorge Mautner

Luís Carlos de Morais Junior - HP Comunicação – Rio de Janeiro – 2004

  • Jorge Mautner em movimento

Editor César Resac, Salvador – 2004

[editar] De Jorge Mautner

  • Mitologia do Kaos - Obras Completas

Editora Azougue - 2002

  • Floresta Verde Esmeralda

Inédito. Texto incluído na Mitologia do Kaos - 2002

  • Fragmentos de Sabonete e Outros Fragmentos

Relume-Dumará - 1995

  • Miséria Dourada

Editora Maltese – 1993

  • Fundamentos do Kaos

Ched Editorial – 1985

  • Sexo do Crepúsculo

Editora Global Ground – 1982

  • Poesias de Amor e de Morte

Editora Global Ground – 1982

  • Panfletos da Nova Era

Editora Global – 1978

  • Fragmentos de Sabonete

Editora Ground Informação – 1973

  • O Vigarista Jorge

Von Schimdt Editora – 1965

  • Narciso em Tarde Cinza

Editora Exposição do Livro – 1965

  • Kaos

Editora Martins – 1963

  • Deus da Chuva e da Morte

Editora Martins – 1962

[editar] Discografia

  • Revirão

2007 - Gege / Warner Music

  • Eu não peço desculpa

2002 - Por Caetano Veloso

  • Mitologia do Kaos – CD integrante da coletânea 2002
  • O Ser da Tempestade

1999 - Dabliú Discos

  • Estilhaços de Paixão

1996 - cd Primal Records

  • Pedra Bruta

1992 - Vinil Rock Company Records

  • Árvore da Vida

JORGE MAUTNER e NELSON JACOBINA. 1988 - Vinil. Geléia Geral / WEA

  • Antimaldito

1985 - Vinil Nova República/Polygram

  • Bomba de Estrelas

1981 - CD / Vinil – WEA

  • Filho Predileto de Xangô

1978 - CBS – Compacto

  • Mil e Uma Noites

de Bagdá 1976 - Vinil – Phonogram

  • Jorge Mautner

1974 - Vinil – Polydor

  • Para Iluminar a Cidade

1972 - Vinil – Phonogram

  • Radioatividade

Não, não, não 1966 - RCA Victor - Compacto

[editar] Mitologia do Kaos

Seu mais recente livro, Mitologia do Kaos, lançado em 2002 pela Azougue"[1], "[2], recebeu montagem para teatro realizada pelo diretor baiano Fábio Viana"[3]. A peça, intitulada "Filhos do Kaos", é resultado de um trabalho que já vem sendo realizado por Fábio Viana há muito tempo em Salvador. A pesquisa cênica, artística e estética para a TRILOGIA DO KAOS "é composta essencialmente de criação coletiva", segundo seu diretor. E Filhos do Kaos é fruto de uma continuidade que se deu através dos espetáculos TRIBOS URBANAS e PIVETE REI, encenações que fizeram parte do repertório da Cia. Anjos do Arenoso que integrava o Projeto CULTURA E CIDADANIA DA PAZ, coordenado por Fábio Viana, desenvolvido com jovens na comunidade do Arenoso, um bairro periférico e violento da cidade do Salvador "[4].

[editar] Mautner na estréia

Na estréia de "Filhos do Kaos", Jorge Mautner "[5]. esteve em Salvador especialmente para assistir à performance artística que mexe com os sentidos. Jorge declarou "estes Filhos do Kaos é a própria tragédia grega viva, e todos nós sabemos (e viva Rei Lopes!) que a Grécia Antiga é aqui no Brasil!".

O espetáculo é um pouco de tudo: dança, raízes, samba, samba carioca, escola de samba, Brasil prenhe/grávido, muitos filhos desse Kaos/País nascendo e morrendo na ribalta, Maísa (cantora), interpretação, Jorge Mautner, Caetano Veloso, Hélio Oiticica, Glauber Rocha, Nildo da Mangueira, o som unplugged, indígena e o som elétrico que se mescla à apresentação dos corpos/movimentos do palco. E tudo isto impregnou aos olhos e aos ouvidos do Profeta do Apocalípse, que saiu emocionado do espetáculo.

Não foi outra a impressão do poeta Valdeck Almeida de Jesus, ao escrever a crônica "Algo de Novo Há de Surgir Desse Kaos":

"No meio do caos do teatro baiano, em que a comédia reina há séculos, surge algo novo. O kaos está prestes a se instalar. Nada será como antes. Após assistir aos “Filhos do Kaos”, ninguém sai ingênuo, não-grávido da orgia performática-musical-teatral. Ninguém sai lúcido ou louco. O Kaos se instala nos ossos das almas-espectadores, e todos saem contaminados com a poesia.

O Filhos do Kaos, baseado na “Mitologia do Kaos”, de Jorge Mautner, o profeta do Kaos, do amálgama, do contraditório que se auto-completa para formar o consenso, é uma obra fantástica, que “brinca” com as diferenças existentes em nossa sociedade “miscigenada-amalgamada”."[6]"

Referências

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