Jorge Semprún

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Jorge Semprún
Jorge Semprún em Montpellier, 2009
Nome completo Jorge Semprún Maura
Nascimento 10 de dezembro de 1923
Madrid
Morte 7 de junho de 2011 (87 anos)
Paris
Ocupação Escritor, Roteirista
Principais trabalhos Autobiografia de Federico Sánchez

Jorge Semprún Maura (Madrid, 10 de dezembro de 1923 - Paris, 7 de junho de 2011) foi um escritor, intelectual, político e roteirista cinematográfico espanhol, cuja obra foi escrita majoritariamente, em francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jorge Semprun pertenceu a uma família de classe alta. Neto do político conservador Antonio Maura, cinco vezes primeiro-ministro durante o reinado de Alfonso XIII. Seu pai era o intelectual republicano José María Semprún e Gurrea, professor e advogado, governador civil da província, no início da República.

Em 1939, após a Guerra Civil espanhola passada em Haia, onde seu pai era o embaixador da Espanha, sua família mudou-se para Paris onde, em 1941, Jorge começou a estudar filosofia na Universidade Sorbonne.

Durante a Segunda Guerra Mundial, com a França ocupada pela Alemanha nazista, Semprún combateu entre os partidários da resistência francesa, como o fizeram muitos outros refugiados espanhóis, na França, depois da Guerra Civil espanhola.

Ingressou em 1942 no Partido Comunista da Espanha (PCE). Em 1943, após ter sido denunciado, foi preso, torturado e, em seguida, deportado para o campo de concentração de Buchenwald, período que marcou a sua experiência mais tarde literária e política[1] .

Após a sua libertação, foi saudado como herói em Paris, onde se estabeleceu.

De 1945 até 1952 trabalhou para a UNESCO; em 1952, passou a trabalhar permanentemente para o PCE, chegando a fazer parte do Comitê Central desde 1954 e do Comitê Executivo desde 1956. Dentro do partido, desenvolveu intensa atividade clandestina na Espanha com o nome de Federico Sánchez (entre outros[2] ).

Entre 1988 e 1991, foi nomeado Ministro de Cultura de España do governo socialista de Felipe González.

Casado em segundas[3] nupcias em 1949 com a actriz Loleh Bellon (deste matrimonio nasceu Jaime Semprún em 1947, também escritor) e em terceiras nupcias em 1963 com Colette Leloup

Cinema[editar | editar código-fonte]

Célebre também como roteirista para cinema, foi indicado duas vezes ao Oscar de melhor roteiro original: por La Guerre est finie de 1968, e por seu filme mais conhecido, Z de 1970.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1967.- El desvanecimiento ((em francês), L'évanouissement).
  • 1969.- La segunda muerte de Ramón Mercader ((em francês), La deuxième mort de Ramón Mercader).
  • 1977.- Autobiografía de Federico Sánchez (escrito em castelhano).
  • 1986.- La montaña blanca ((em francês), La montagne blanche).
  • 1987.- Netchaiev ha vuelto ((em francês), Netchaïev est de retour).
  • 1993.- Federico Sánchez se despide de ustedes ((em francês), Federico Sánchez vous salue bien).
  • 1994.- La escritura o la vida ((em francês), L'écriture ou la vie).
  • 1998.- Adiós, luz de veranos ((em francês), Adieu, vive clarté...).
  • 2001.- Viviré con su nombre, morirá con el mío ((em francês), Le mort qu'il faut).
  • 2003.- Blick auf Deutschland.
  • 2003.- Veinte años y un día (escrito em castelhano).
  • 2006.- Pensar en Europa (recopilación de artículos, conferencias y discursos).

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • 1966 - Objectif 500 millions de Pierre Schoendoerffer.
  • 1974 - Les Deux Memoirs, documentário que também dirige.
  • 1983 - Les Desastres de la Guerre de Mario Camus. (Série de Tv)
  • 1986 - Les Trottoirs de Saturne de Hugo Santiago.
  • 1991 - Netchaiev est de Retour de Jacques Deray - adaptação da sua novela realizada por Dan Franck y Jacques Deray.
  • 1997 - K de Alexandre Arcady.
  • 2009 - Ah, Ça C’est la Vie (minissérie com Claude Brasseur).
  • 2011 - Les Temps Du Silence, de Frank Approenderis.

Prémios[editar | editar código-fonte]

  • 1964.- Premio Formentor por El largo viaje.
  • 1969.- Premio Fémina (França) por La segunda muerte de Ramón Mercader.
  • 1977.- Premio Planeta por Autobiografía de Federico Sánchez.
  • 1994.- Premio Fémina Vacaresco por La escritura o la vida.
  • 1997.- Premio libertad (Feira do livro de Jerusalem).
  • 1999.- Premio Nonino.
  • 2003.- X Premio Blanquerna (Catalunha).
  • 2003.- Medalha Goethe (Instituto Goethe de Weimar).
  • 2004.- Premio José Manuel Lara por Veinte años y un día.
  • 2006.- Premio Annetje Fels-Kupferschmidt
  • 2008.- Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes.

Referências

  1. "Entrevista con Jorge Semprún", por Ricardo Cayuela Gally (Letras Libres, septiembre de 2003)
  2. Federico Sánchez es su seudónimo en la dirección del partido en Francia, donde el PCE fue prohibido desde 1950, y como autor de artículos en la prensa clandestina en España. En España, tuvo varias identidades falsas, por ejemplo Juan Larrea; en el trabajo operacional, fue conocido por cualquier sobrenombre (Autobiografía de FS)
  3. En Adiós, luz de veranos y Viviré con su nombre,..., dice que se casó en 1946 (sin dar el nombre de la esposa) y que fue un fracaso

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Céspedes Gallego, Jaime (Université d'Artois, ed.), Cinéma et engagement : Jorge Semprún scénariste, nº 140, CinémAction, Corlet Éditions, 2011, 170 p.
  • Céspedes Gallego, Jaime, «André Malraux chez Jorge Semprún: l'héritage d'une quête», in Revue André Malraux Review, n° 33, Michel Lantelme (editor), Norman, University of Oklahoma, 2005, p. 86-101.
  • Jorge Semprún (em inglês) no Internet Movie Database
  • La dimensión biográfica de la novela Veinte años y un día, de Jaime Céspedes (Université d'Artois).
  • Las dos memorias (documental), de Jaime Céspedes (Université d'Artois).