Jorge da Costa

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Jorge da Costa
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo de Braga
Primaz das Espanhas

Título

Cardeal-presbítero de São Lourenço em Lucina
Cardeal-bispo de Porto e Santa Rufina
Ordenação e Nomeação
Ordenação Episcopal 6 de março de 1463, como bispo de Évora
Nomeado Arcebispo 16 de novembro de 1464, como arcebispo de Lisboa
Cardinalato
Criação 18 de dezembro de 1476 pelo Papa Sisto IV
Brasão
Dados Pessoais
Nascimento Portugal Fundão, Alpedrinha, 1406
Falecimento Estados PontifíciosRoma, 19 de setembro de 1508 (102 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

D. Jorge da Costa (Fundão, Alpedrinha, 1406 - Roma, 19 de Setembro de 1508), mais conhecido como Cardeal de Alpedrinha, foi um arcebispo de Braga e de Lisboa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

D. Jorge da Costa nasceu em 1406, na Vila beiroa de Alpedrinha, um dos 15 filhos e filhas de Martim Vaz, almocreve, e de sua mulher Catarina Gonçalves, forneira.

Estudou em Paris e foi prelado em várias dioceses: 39.º Bispo de Évora (1463-1464), 8.º Arcebispo de Lisboa (1464-1486) e 35.º Arcebispo de Braga (1501-1505), administrador da diocese a partir de Roma. Foi feito Cardeal pelo Papa Sisto IV, em 18 de Dezembro de 1476, com o título dos Santos Marcelino e Pedro. Seu irmão D. Martinho da Costa, falecido em Gibraltar, foi também 9.º Arcebispo de Lisboa, e seu irmão D. Jorge Vaz da Costa foi também 34.º Arcebispo de Braga.

Dotado de invulgares qualidades, foi diplomata, e teve o maior valimento junto de D. Afonso V, de quem foi conselheiro e confessor, tendo sido também mestre-capelão da sua irmã, a Infanta D. Catarina.

Brasão de Jorge da Costa no Bom Jesus, Braga

Por se haver inimistado com o filho e sucessor daquele, o rei D. João II, exilou-se em Roma a partir de 1483, onde acabou por passar o resto da sua vida, governando a partir da Cúria Romana a diocese. Aí obteve o governo sucessivo de várias dioceses suburbicárias de Roma: Albano, Frascati e Porto-Santa Rufina.

Deve-se a D. Jorge da Costa a criação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com todo o apoio que deu à Rainha D. Leonor, tendo, para o efeito, movido influências em Roma para que a nova instituição surgida em Portugal tivesse o reconhecimento do Papa.

Participou no Conclave de 1484, que elegeu o Papa Inocêncio VIII, no Conclave de 1492, que elegeu o Papa Alexandre VI, no Conclave de setembro de 1503, que elegeou o Papa Pio III e no Conclave de outubro de 1503, que elegeu o Papa Júlio II.

Usou por Armas: partido, o primeiro de azul, com uma roda de Santa Catarina de ouro, armada de prata, o segundo de vermelho, com seis costas de prata, postas 2, 2 e 2, firmadas nos flancos; timbre: duas costas de prata, passadas em aspa e atadas de vermelho.[1]

Morreu em 1508 em Roma, onde está sepultado num túmulo magnífico, na Igreja de Santa Maria del Popolo.

Referências

  1. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 181

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Vasco Perdigão
Brasão episcopal.
Bispo de Évora

14631464
Sucedido por
Luís Pires
Precedido por
Afonso Nogueira
Brasão cardinalício.
Arcebispo de Lisboa

14641501
Sucedido por
Martinho da Costa
Precedido por
Giovanni Michiel
Brasão episcopal.
Bispo de Albano

14911501
Sucedido por
Lorenzo Cybo de' Mari
Precedido por
Giovanni Battista Zeno
Brasão episcopal.
Bispo de Frascati

15011503
Sucedido por
Lorenzo Cybo de' Mari
Precedido por
Rodrigo Borgia
Brasão episcopal.
Bispo de Porto-Santa Rufina

15031508
Sucedido por
Raffaele Riario
Precedido por
Jorge Vaz da Costa
Brasão cardinalício.
Arcebispo de Braga

15011508
Sucedido por
Diogo de Sousa