Jorge de Lancastre

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Armas de Jorge de lancastre, 2º Duque de Coimbra, corte ampliado do Livro da Perfeição das Armas, de 1509, por Jean du Cros.

Jorge de Lancastre (Abrantes, 1481 - Setúbal, 22 de julho de 1550) foi filho bastardo do rei João II de Portugal com Ana de Mendonça, foi 2.º Duque de Coimbra desde 1509, Grão-Almirante de Portugal, 13.º Mestre da Ordem de Santiago e 9.º Administrador da Ordem de Avis.

Nascimento e criação[editar | editar código-fonte]

Aos três anos de idade seu pai mandou-o confiar para criar à sua única irmã, Santa Joana Princesa, já nessa altura professa em Aveiro. Ali foi educado, no Convento de Jesus, até à morte de sua tia em 1490, quando tinha nove anos, idade em que, a pedido do rei, veio acabar de se educar na corte junto do seu irmão,o príncipe Afonso, e do jovem futuro rei Manuel I, todos sob a égide da rainha Leonor, que aceitou recebê-lo e dar-lhe os cuidados de mãe.

Porém diante da prematura morte do príncipe, único filho da rainha, passou a custar a Leonor manter esse papel, que tanto lhe avivava o seu natural desgosto, enviando-o então o rei seu pai para junto de João Vaz de Almada, fidalgo da sua maior confiança, guarda-mor d´el-Rei, irmão de Álvaro Vaz de Almada, Conde de Avranches, encarregando este seu criado predilecto de lhe dar a formação de príncipe que permitisse a Jorge, apesar de ilegítimo, vir eventualmente a suceder no trono, conforme começara a desejar conseguir obter para o último filho que lhe restava.

Segundo refere António Caetano de Sousa, foi aluno do célebre latinista Cataldo Sículo desde tenra idade. No seu tempo foi também tratado Jorge como Duque-Mestre, na junção simplificada das duas maiores dignidades que deteve: Duque de Coimbra, e Mestre da Ordem de Santiago. Foi também administrador da Ordem de Avis. Recebeu o senhorio de Aveiro, que antes integrara o Ducado de Coimbra do seu bisavô o infante-regente Pedro, por carta régia de 12 de abril de 1502. Os estados e a Casa do Duque-Mestre foram instituídos de jure e herdade para todo o sempre, fora da Lei Mental, o que significa juridicamente que passariam todos os seus bens e senhorios eternamente pela sua descendência legítima, masculina ou feminina, sem necessidade de qualquer confirmação régia na sucessão.

Casa própria, e casamento[editar | editar código-fonte]

Corte ampliado de retrato a óleo do duque-mestre, pintado com as insígnias de mestre de Santiago

Jorge, por ser considerado Pessoa Real, visto ter sido legitimado por seu pai, e não sendo embora filho ou neto de infante, era tratado por "Senhor Dom Jorge", e não por Duque, visto em Portugal a simplicidade máxima piramidal nos tratamentos ser privilégio exclusivo dos mais elevados escalões sociais. Pela mesma razão, e à semelhança da família real de que fazia parte, e tal como outrora o primeiro Duque de Bragança, filho natural de João I, não usou qualquer sobrenome.

Os Estados e Casa do Senhor Dom Jorge foram-lhe sendo atribuídos por mercê régia ao longo dos anos, tendo acumulado grande fortuna, própria de príncipe da Renascença:

Em 12 de abril de 1492, com apenas onze anos de idade, foi investido pelo pai nos cargos de mestre de Santiago, e de administrador da Ordem de Avis. Foi em adulto criado duque de Coimbra e alcaide-mor da mesma cidade, com o padroado das suas igrejas, senhor das vilas de Montemor-o-Velho, com todas as suas rendas, de Penela, Reguengo-do-Campo, do lugar de Pereiro, da terra de Castelo Novo, Alcácer, Ponte de Almeara, dos lugares de Aboril, de Condeixa, da Lousã, do Casal de Álvaro, da terra de Dalbaster, acima de Águeda, da vila de Aveiro com suas lezírias e ilhas dentro da foz do Vouga, dos coutos de Avelãs de Cima, de Ferreiros, de Reguengos, de Coimbra e da vila de Torres Novas; e ainda senhor da beetria de Amarante, das honras de Ovelha, de Canaveses, de Galegos, Paços de Goselo, Gondim e Santo Isidro.

Manuel I criou-o 2º duque de Coimbra ao dar-lhe casa, a fim de cumprir os últimos desejos do testamento do seu primo e cunhado João II; João III virá a criar Duque de Aveiro ao Marquês de Torres Novas, título já antes dado ao filho primogénito sucessor da casa de Jorge, a quem não será permitido depois dele a continuação do uso da designação Coimbra, por ser esta cidade ducado da coroa.

João II, antes de morrer, havia pedido ao seu cunhado e sucessor que continuasse a servir de pai ao filho Jorge, e o casasse na idade própria com a primeira infanta, sua filha, que lhe viesse a nascer depois de casado. Porém o rei o mandou casar com Brites de Vilhena (1483-1535), em 1500, senhora que, não sendo infanta de Portugal, tinha no entanto a mesma varonia real ilegítima, ao ser filha do Senhor Álvaro de Bragança, irmão de Fernando II, Duque de Bragança e de sua mulher Filipa de Melo, Condessa de Olivença.

Jorge de Lencastre morreu em 1550 e foi sepultado na Igreja de Santiago de Palmela, no interior do castelo da cidade, onde funcionava a sede da Ordem de Santiago.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Realeza Portuguesa
Casa de Avis
Descendência
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Dom Jorge teve vários filhos do seu casamento com Beatriz de Vilhena. Toda a sua geração portuguesa se encontra descrita no conhecido livro A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II, pelo coronel Fernando de Castro da Silva Canedo. Essa descendência vem usando o apelido sob a forma original Lancastre, mais perto do inglês, e não Lencastre, como depois também foi conhecido este sobrenome, oriundo da rainha Filipa de Lancastre (Lancaster), mulher de João I.

Filhos:

E também teve vários filhos naturais:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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