Jorgina de Freitas

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Jorgina de Freitas
Nome Jorgina Maria de Freitas Fernandes
Nacionalidade Brasil brasileira
Crime(s) Fraude no INSS
Pena 14 anos de prisão
Situação Solta desde 2010

Jorgina Maria de Freitas Fernandes é uma ex-advogada brasileira e ex-procuradora previdenciária. Organizou um esquema de desvio de verbas de aposentadoria que, após descoberto, ficou conhecido como Caso Jorgina de Freitas.[1] [2]

O total da fraude foi inicialmente estimado em R$550 milhões (mais de 50% de toda a arrecadação do INSS à época),[3] mas posteriormente foi reavaliado em R$1,2 bilhão[4] e por fim a Advocacia-Geral da União afirmou que a fraude foi da ordem de aproximadamente R$2 bilhões.[5]

Foi condenada a 14 anos de prisão em 1992.[3] [6] [7]

Punição[editar | editar código-fonte]

A descoberta do esquema fraudulento que envolvia diversas autoridades, advogados, procuradores do INSS e juízes no Rio de Janeiro teve início a partir da denúncia envolvendo o então Ministro da Previdência, Antônio Rogério Magri.[8]

A ex-procuradora do INSS foi condenada em 1992 por comandar uma quadrilha que desviou 310 milhões do referido órgão (dos quais apenas 82 milhões foram reavidos). Desde esta época, o termo "procurador previdenciário" passou a ser usado jocosamente como sinônimo de fraudador.

Em 1997, Jorgina foi presa na Costa Rica, para onde havia viajado secretamente para fugir dos "rigores" da lei brasileira, e posteriormente repatriada. Nesse mesmo período, após ser acusada de fraudar os cofres nacionais, submeteu-se a cirurgias plásticas.

Teve o registro profissional cassado pela Ordem dos Advogados do Brasil, no dia 21 de fevereiro de 2001.[9] Parte do dinheiro desviado para outros países foi recuperado.

Jorgina ficou presa em regime fechado no Instituto Penal Talavera Bruce, onde, entre outras atividades coordenava o concurso "Miss Presidiária". Em janeiro de 2007 foi transferida para outro presídio, também no Rio de Janeiro, onde lhe foi concedida a prerrogativa do regime semiaberto, por meio do qual poderá sair e trabalhar, retornando apenas para dormir na penitenciária.

Em maio de 2010, quando mais de R$ 69 milhões subtraídos haviam sido devolvidos, Jorgina foi condenada a devolver R$ 200 milhões, extensível também ao contador Carlos Alberto Mello. Todos os bens dos envolvidos devem ir a leilão.[3]

Em 12 de Junho de 2010, Jorgina foi solta depois de 14 anos presa.[7]

Referências

  1. Portal Brasil (11 de fevereiro de 2014). Fazenda de membro da quadrilha de Jorgina de Freitas é leiloada. Visitado em 7 de setembro de 2014.
  2. Título não preenchido, favor adicionar Universidade de São Paulo (USP). Visitado em 7 de setembro de 2014.
  3. a b c Advogada que deu golpe no INSS é condenada a devolver R$ 200 milhões Agência Brasil Folha de S. Paulo (21 de maio de 2010). Visitado em 7 de setembro de 2014.
  4. Wilson Aquino (15 de abril de 2011). O roubo na previdência só mudou de mãos IstoÉ. Visitado em 7 de setembro de 2014.
  5. Estadão (28 de dezembro de 2011). AGU recupera R$ 70 mi desviados do INSS por Jorgina Veja. Visitado em 7 de setembro de 2014.
  6. Leilão de imóveis de Jorgina de Freitas arrecada R$ 1,8 milhão no Rio de Janeiro UOL Notícias (27 de abril de 2011). Visitado em 7 de setembro de 2014.
  7. a b Condenada por fraudar INSS, Jorgina de Freitas é solta no Rio Globo News G1 (14 de junho de 2010). Visitado em 7 de setembro de 2014.
  8. Senado Federal (1992). CPI da Previdência - Relatório. Visitado em 19 de janeiro de 2010.
  9. Maria Augusta de Albuquerque Melo Diniz (03.2001). Os aspectos principais da Previdência Social do Brasil.. Visitado em 19 de janeiro de 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Rede de Escândalos. Banco de infográficos dos maiores escândalos do Brasil. Mantido pela revista Veja online. Visitado em 8 de setembro de 2014.
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