Jornal de Paulínia

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Jornal de Paulínia é um jornal brasileiro editado na cidade de Paulínia, São Paulo, com periodicidade semanal e distribuição de cerca de 5 mil unidades.

O noticiário o município de Paulínia, que pertence à Região Metropolitana de Campinas, cidade com mais de 80 mil habitantes e uma das principais no setor da petroquímica (devido à sede da maior refinaria da Petrobras do Brasil) e do setor cinematográfico.

42 anos de informação e credibilidade

Em 2010, o Jornal de Paulínia comemora seus 42 anos de idade. Em todo esse tempo e até os dias de hoje, a publicação foi a principal fonte de informação da população paulinense sobre os fatos políticos, econômicos, ambientais, históricos e culturais que movimentaram a cidade desde a sua emancipação, em 28 de fevereiro de 1964. Quando a cidade ainda tinha apenas quatro anos e dava seus primeiros passos para se tornar um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e do Brasil, alguns amigos se reuniram e decidiram montar o primeiro periódico da cidade, 100% paulinense.

Assim nasceu o Jornal de Paulínia, da visão pioneira de José Carlos Nania, Juracyr Siqueira do Nascimento, Oswaldo Cruz, Wellington Masotti, Werbyh Gião e Werbyh Manoel Gião. Desde sua fundação, o Jornal de Paulínia preza pela informação e credibilidade, levando ao leitor da cidade tudo aquilo que de mais importante acontece dentro do território municipal, regional e nacional. Difícil saber se, lá trás, na década de 1960, os sócios-fundadores do primeiro jornal da cidade tinham idéia do que Paulínia se transformaria no que é hoje.

Cerca de 20 anos depois, em janeiro de 1985, com o desligamento de José Carlos Nania, Werbyh Gião e Werbyh Manoel Gião, o jornalista Carlos Tôntoli chegou ao Jornal de Paulínia, trazendo consigo toda a experiência adquirida nos vários anos em que atuou no Correio Popular, de Campinas. Tido como um dos jornalistas mais respeitados, tanto de Paulínia quanto de Campinas, “Carlito”, como era conhecido, elevou o patamar do periódico, mas sempre levando à população a informação de qualidade.

Carlito faleceu em 2006, aos 75 anos, mas seu legado não é lembrado apenas por políticos, autoridades ou jornalistas paulinenses. Carlito foi um dos nomes mais importantes da imprensa campineira, onde atuou por 42 anos. Idealizador da sede da Associação Campineira de Imprensa (ACI), que presidiu por 10 anos, Tôntoli era crítico ferrenho de quem maltratava a cidade e seus cidadãos, tanto que suas reportagens sempre mexiam na ferida das autoridades de Campinas. Tôntoli se despediu do Correio Popular em 1992, quando passou a se dedicar exclusivamente ao Jornal de Paulínia. Nas mãos de Carlito, o jornal sempre se dedicou pela boa informação e formação da opinião pública. Em mais de 40 anos de história, o jornal sempre se preocupou em ser o porta voz do povo, lutando pelo bem da cidade.

O fato é que o Jornal de Paulínia acompanhou esse momento histórico, que transformou a cidade numa das maiores rendas per capita do país. A publicação esteve presente em todos os momentos que mudaram a história da cidade. Em 1972, quando a Replan foi inaugurada, pelo então presidente do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, as páginas do JP estamparam o momento; ou então, as disputadas eleições municipais de 2008, uma das mais apertadas do município.

Muito além de acompanhar a transformação da cidade, o Jornal de Paulínia evoluiu junto com o jornalismo em si. Desde os linotipos de chumbo, onde cada frase dos textos publicados tinham de ser montados individualmente – um trabalho manual -, até a chegada dos softwares mais modernos de produção e edição, lá estava o Jornal de Paulínia.

Tanto na história antiga da cidade quanto na moderna, o Jornal de Paulínia sempre serviu de espelho, que reflete a situação na qual a cidade se encontra. E essa história pode ser observada nas páginas da publicação. Muito mais do que um jornal, o Jornal de Paulínia é um documento histórico, semanal, da cidade. Obras, discussões, polêmicas. Tudo aquilo que permeia o crescimento de um município ficou registrado na história da cidade. Tudo isso passou pelo Jornal de Paulínia nesses 42 anos.

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