Beijoqueiro
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As informações sobre o Beijoqueiro (2 de março de 1940), alcunha atribuída pela imprensa a José Alves de Moura, por seu hábito de aparecer em eventos beijando celebridades, são poucas e desencontradas.
Nascido em Portugal, na freguesia de Baguim do Monte, cidade do Porto, no ano de 1940, Moura veio para o Brasil com 17 anos. Para "tentar a sorte", segundo alguns. Para fugir do serviço militar, afirmam outros. Aparentemente, Moura reuniu o útil ao agradável e radicou-se na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Estado da Guanabara.
Trabalhou como comerciante, empresário de futebol e motorista de táxi.
Segundo informações prestadas por seu irmão, Fernando, Moura passou grande parte da vida transitando entre hospitais psiquiátricos. Fernando atribui tais problemas a uma agressão que Moura teria sofrido em 1966, ocasião em que um assaltante o teria golpeado na cabeça.[1]
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[editar] Ascensão
Tornou-se o "Beijoqueiro", após uma apresentação do cantor Frank Sinatra no Brasil. Com o Maracanã lotado, na noite de 26 de janeiro de 1980. Havia sido desafiado por amigos a cumprir uma meta quase impossível: subir no palco e beijar "The Voice". Conseguiu driblar o esquema de segurança e se aproximar do cantor que, constrangido, recebeu do fã o beijo na face.[1]
Obviamente que os jornais de todo o país noticiaram o invulgar ato. Moura tomou gosto pela fama e passou a freqüentar eventos para se aproximar de celebridades afim de repetir a façanha.
Tornou-se aquilo que o cineasta Carlos Aziz Nader, num documentário feito em 1992, chamaria de serial kisser. E, como todo serial something que se preze, Moura também ganhou um apelido da imprensa, o Beijoqueiro.
Entre as "vítimas" mais famosas do Beijoqueiro encontram-se os cantores Roberto Carlos e Tony Bennett, o ex-governador dos Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul Leonel Brizola, a ex-primeira-dama brasileira Sarah Kubitschek, e os jogadores de futebol Roberto Dinamite (Carlos Roberto de Oliveira), Garrincha (Manuel dos Santos), Zico (Arthur Antunes Coimbra) e Falcão (Paulo Roberto Falcão).[1] Ao beijar este último, foi detido e espancado por policiais. O beijo saiu caro: teve costelas e dentes quebrados.
Mas nada se compara à visita do Papa João Paulo II ao Brasil, ocorrida em julho de 1980, portanto, quase seis meses depois do "primeiro beijo", aquele que, dizem, ninguém esquece. O Beijoqueiro só teve tempo de dizer que queria beijar Sua Santidade. Prenderam-no e arrebentaram-no. O Beijoqueiro, não o Papa. Não adiantou: o Beijoqueiro conseguiu se aproximar do sumo pontífice e beijar seus pés.
A fama trouxe empatia com todos os públicos, principalmente o infantil. Isso rendeu uma "participação" inusitada na revista de histórias em quadrinhos do personagem de Walt Disney, Zé Carioca. A edição n.º 1.721, de 26 de Outubro de 1984, publicada pela Editora Abril, trazia uma caricatura do Beijoqueiro perseguindo Zé Carioca para beijar-lhe o rosto (ou o bico?).
[editar] Declínio
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Durante muito tempo, o Beijoqueiro esteve fora da mídia, ou aparecendo esporadicamente. Sem notícias boas. Em Fevereiro de 1999, o Beijoqueiro foi encontrado na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, deitado no meio da via, beijando o asfalto. Foi internado em uma instituição psiquiátrica.
Em 2001, ele foi visto no evento Rock in Rio.
A notícia mais recente informa que, em Dezembro de 2006, o Beijoqueiro teria sido espancado por policiais, ocasião em que teria desobedecido uma ordem de parar de querer beijar todo mundo na Rua Uruguaiana, na capital fluminense. Foi novamente recolhido a uma instituição psiquiátrica.
Em 5 de março do 2007, o beijoqueiro foi visto no centro do Rio de Janeiro, disparando suas famosas beijocas, encontrava-se com a camisa do Boa Vista, um clube de futebol que recentemente subiu para a divisão principal do futebol carioca, alegando ser mascote do time.
Em 5 de Abril de 2007, uma cena triste ocorreu após o jogo entre Vasco e Gama, no Maracanã. Na ocasião, onde esperava-se que Romário marcasse o milésimo gol de sua carreira, o folclórico torcedor estava presente e foi agredido na porta do vestiário do Vasco enquanto aguardava a saída dos jogadores.
Após a confusão, o Beijoqueiro acusou seguranças do Vasco de serem os autores da agressão. A polícia militar não estava no local na hora do tumulto.-Foram os seguranças do Vasco que me agrediram. -Olha o que fizeram comigo!!! -Isso é um absurdo!!! - Sou um cara da paz!!!. Disse ele, bastante ferido no rosto e emocionalmente. José Alves de Moura foi atendido por médicos no Maracanã.
Em 23 de junho de 2007, o Beijoqueiro foi fotografado beijando a boca da atriz e comediante Dercy Gonçalves, na festa dos 100 anos da atriz. Dercy Gonçalves recebeu bem a brincadeira, chegando a colocar as mãos no rosto do beijoqueiro, no momento do beijo, lambuzando suas bochechas com bolo de aniversário.
Em 25 de julho de 2007, o Beijoqueiro ataca a jogadora de basquete Janeth, que se despedia de sua carreira no jogo final dos jogos Panamericanos.
Em 26 de julho de 2007, o Beijoqueiro ataca desta vez as jogadoras da seleção de futebol feminino na disputa conta os EUA na final, nos jogos Panamericanos.
Em 29 de Julho de 2007, o Beijoqueiro é expulso da Churrascaria Estrela do Sul em Botafogo, depois que tentou beijar um homem que almoçava numa mesa ao lado da sua. Ofendido, o homem agrediu o beijoqueiro com um soco no rosto. Além de não pagar a conta de R$ 78,00, o Beijoqueiro se sentou na frente da Churrascaria e começou a gritar palavrões.
Em 26 de agosto de 2007, o Beijoqueiro invade mais uma vez o Maracanã no jogo Flamengo contra Goiás, para beijar o ídolo do time rubro-negro, Obina.
7 de Setembro de 2007 o Beijoqueiro é visto em Foz do Iguaçu, no desfile da cidade, e beija um oficial do exército que participava do evento.
Foi visto pela última vez em 22 de novembro de 2007 na Rodoviária Novo Rio indo para Bonsucesso para continuar com seus beijos. Ele sempre repete: Não use drogas. Saiu beijando a todos na rua.
Em 7 de março de 2008, no conjunto de favela do Alemão, no Rio de Janeiro, ele esteve no meio da platéia de 7 mil pessoas que acompanhou o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) feito pelo Presidente Lula, a Ministra Dilma Roussef e o governador Sérgio Cabral. Do palanque Lula soube da presença do Beijoqueiro e em seu pronunciamento se referiu a ele, brincando: "Ô, beijoqueiro, depois o Sérgio Cabral vai aí te dar uma beijo."
Nos dias atuais, o Beijoqueiro anda pelo Rio de Janeiro. Alguns dizem que ele está maluco, pois pede pessoas em casamento, oferecendo muito dinheiro.

