José António Falcão

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José António Falcão (Lisboa, 1961) é um historiador da arte, professor universitário e conservador de museus português.

José António Falcão.

Relance biográfico[editar | editar código-fonte]

José António Falcão, de seu nome completo José António Nunes Mexia Beja da Costa Falcão, nasceu em Lisboa, mas é um alentejano dos quatro costados. Descendente de velhas famílias do Alentejo, está unido por laços de sangue a vultos que marcaram a história nacional. [1] Entre eles cabe referir Diogo Fernandes de Beja (Beja, ? – Chaul, 1551), diplomata e guerreiro na Índia durante a primeira metade do século XVI; João Cidade (Montemor-o-Novo, 1495 – Granada, 1550), o futuro São João de Deus, fundador da Ordem Hospitaleira; e D. Fr. Amador Arraes (Beja, 1530 – Coimbra, 1600), bispo de Portalegre e autor de Diálogos [1589], um clássico da literatura portuguesa.

Brasão de armas de José António Falcão, por José Bénard Guedes, chanceler do Instituto Português de Heráldica (2010).

Depositário de notável cursus studiorum – licenciado em História da Arte e em Arquitectura, mestre em Museologia e doutor em Teoria e História da Arquitectura –, orientou desde cedo as suas actividades para os domínios da investigação e da conservação do património cultural. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian especializou-se no campo da arte sacra, tendo sido discípulo de mestres de eleição, entre os quais os professores Pere de Palol e Santiago Sebastián, cujos ensinamentos o levaram a dedicar-se aos domínios da arquitectura religiosa e da iconografia cristã. Optou pela carreira nos museus, realizando o estágio no Museo Nacional de Cerámica y de las Artes Suntuarias, de Valência (Espanha). Viria a completar o tirocínio profissional em museus e centros de investigação europeus e americanos.

Uma carreira ao serviço do património cultural[editar | editar código-fonte]

No âmbito da profissão museológica, José António Falcão foi conservador (1993-1995) e director (2003-2008) da Casa dos Patudos, em Alpiarça. Exerceu igualmente funções técnicas no Museu de Évora e no Museu Calouste Gulbenkian. Organizou a Rede de Museus da Diocese de Beja, com oito pólos (Santiago do Cacém, Cuba, Castro Verde, Moura, Sines, Beja [2], Grândola), considerada pioneira no seu género, pela metodologia seguida na abordagem do território como um "unicum" e pela noção de itinerário que propõe aos visitantes.[2] Possui a categoria de conservador-chefe de museus.

O seu principal campo de acção tem sido no Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, que dirige desde a fundação, em 1984, e ajudou a tornar um organismo de referência, ao nível nacional e internacional, para o estudo, a salvaguarda e a valorização dos bens culturais religiosos. Isto fez da arte sacra da região de Beja um caso exemplar ao nível nacional, como acentuou Nuno Teotónio Pereira, grande e insuspeito conhecedor do património português, rasgando horizonte para outras áreas artísticas e científicas, algo de salientar num país em que o descalabro se repercute com acutilância no domínio dos monumentos e dos museus.[3] .

José António Falcão orientando uma visita do Ministro da Cultura, Dr. Pedro Roseta, ao Tesouro da Colegiada de Santiago, Santiago do Cacém (2006).

Durante os tempos conturbados que se seguiram à “revolução dos cravos”, Beja, a segunda diocese do país em extensão, mas também a mais despovoada, não dispunha de meios para acudir aos seus monumentos e obras de arte, alvo de abandono e furtos. Trabalhando em parceria com outras instituições, o Departamento do Património Histórico e Artístico, constituído essencialmente por voluntários, pôs em marcha um projecto pioneiro para o resgate da arte sacra.

Isto permitiu dar passos fundamentais, sob a orientação de José António Falcão, para preservar e dar nova vida a áreas sensíveis da identidade alentejana. Do seu longo rol de iniciativas cabe destacar a celebração de protocolos com institutos do Ministério da Cultura e com as Câmaras Municipais; a conservação de igrejas históricas e o restauro dos seus tesouros artísticos; a organização de exposições em Portugal e no estrangeiro; a criação da Rede de Museus da Diocese de Beja [4] ; a aplicação de uma estratégia integrada de gestão das colecções, em articulação com os museus e arquivos da região[5] ; a promoção de cursos e outras acções de formação; a edição de estudos e documentários; a entrada em funcionamento de percursos de visita, alguns dos quais recentemente associados a itinerários culturais europeus, como é o caso do Caminho de Santiago; e a realização do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, de que é actualmente director-geral (a direcção artística corresponde, desde 2010, a Paolo Pinamonti, professor da Universidade de Veneza, ex-director do Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa, e director do Teatro de la Zarzuela, de Madrid).

Este ingente esforço foi assinalado com várias distinções nacionais e internacionais: Prémio APOM [Associação Portuguesa de Museologia] (1989-1991), Prémio Prof. Reynaldo dos Santos (2001), Medalha de Mérito Cultural (Ministério da Cultura, 2004), Prémio Europa Nostra para a Salvaguarda do Património Cultural (União Europeia, 2005), Prémio Vasco Vilalva de Salvaguarda do Património (Fundação Calouste Gulbenkian, 2008) e Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes (Secretariado Nacional de Pastoral da Cultura, Conferência Episcopal da Cultura, 2010).

Um dos aspectos fundamentais que a acção de José António Falcão à arte sacra portuguesa prende-se com a estreita associação do património ao desenvolvimento local e regional, campo em que o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja desempenha um papel pioneiro, em termos de mobilização e de sensibilização, rompendo preconceitos e lutando contra a desertificação humana de uma região votado ao esquecimento pelo poder central, mas que não se resigna perante as dificuldades. Um trabalho feito em colaboração com as "forças vivas" do território, com destaque para as Câmaras Municipais, as Santas Casas da Misericórdia e as Associações locais, cuja acção tem beneficiado muito do apoio do Prof. Falcão e da sua equipa [6] .

O Padre António Morais, S.J., e o Prof. José António Falcão inventariando um sino medieval em Melides.

O "Homem do Património" no Sul de Portugal[editar | editar código-fonte]

A actividade de José António Falcão como investigador tem incidido especialmente no património artístico do Sul de Portugal, para cuja divulgação contribuiu com o comissariado de exposições no país e no estrangeiro, como Entre o Céu e a Terra, As Formas do Espírito, No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela, Un Río de Água Pura ou Portugal Eternel. Enquanto docente, vem colaborando com a Universidade Católica Portuguesa e outras instituições portuguesas, espanholas, brasileiras e norte-americanas na formação de novos conservadores do património religioso. A sua bibliografia conta com cerca de uma centena de títulos, a maioria dos quais dedicados à história da arte e da arquitectura.[7]

Pioneiro no estudo da arte sacra do Alentejo, o Prof. Falcão tem chamado a atenção dos especialistas e do grande público para a existência, em terras meridionais, de uma verdadeira civilização artística, resultante do diálogo entre as vivências características do Atlântico e do Mediterrâneo. A isto acresceu, segundo o mesmo investigador, um confronto das raízes europeias (cristãs, mas também judaicas e islâmicas), com as tradições religiosas e culturais de outras áreas do antigo império português – África, Índia, China, Japão, Brasil e Rio da Prata –, que esteve na origem de sínteses de grande originalidade plástica. O estudo comparativo das manifestações estéticas dos centros difusores e das periferias no âmbito do património alentejano representa outra das suas contribuições para a história da arte. Como investigador, ensaísta e divulgador, está na génese de uma nova maneira de encarar o património cultural e religioso, na sua relação com as instituições culturais, por um lado, e com a salvaguarda dos recursos naturais e o desenvolvimento regional, por outro. Tem também reflectido, com grande acuidade, sobre o presente e o futuro dos museus de arte e, em particular, de arte sacra.[8]

A sua intervenção dentro e fora das fronteiras de Portugal foi alvo, há alguns anos, de um louvor do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) da UNESCO, nos seguintes moldes: "O Arqt.º José António Falcão tem dado provas de uma acção discreta e inteligente na defesa dos valores da herança cultural religiosa, campo em que propôs e aplicou novas metodologias, designadamente nos âmbitos realcionados com a formação técnica, a sensibilização das colectividades e a salvaguarda de bens culturais em risco. Homem de diálogo, já deu provas, em mais de uma ocasião, de coragem moral e física para evitar o desaparecimento ou a dispersão de valores importantes da memória colectiva."

Um dos serviços muito relevantes que se lhe deve é o da redescoberta dos percursos do Caminho de Santiago no Alentejo. Através de sucessivas campanhas de investigação no terreno e nos arquivos, José António Falcão propôs e fez vingar uma nova carta das rotas jacobeias no Sul de Portugal, hoje tida como referência para o sector.[9] O projecto Loci Iacobi: Lugares de Santiago, Lieux de Saint-Jacques, desenvolvido em parceria com a Secretaria Xeral para o Turismo da Xunta de Galicia (Governo Autonómico da Galiza) e a Villa de Le-Puy-en-Velay (cidade histórica que marca o início da Rota Jacobeia em solo francês), de que José António Falcão é um dos mentores, foi considerado um "caso de sucesso", ao nível do desenvolvimento local e rural, numa avaliação efectuada no âmbito da Rede Rural Nacional.[10] .

José António Falcão na visita do Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, a Beja, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal (2004).

José António Falcão é membro da Academia Nacional de Belas-Artes, da Academia Portuguesa da História e de agremiações similares da Europa e da América. O seu currículo conta com o desempenho, entre outras, das funções de secretário da Comissão Nacional de Arte Sacra e do Património Cultural, director-adjunto do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, presidente da Real Sociedade Arqueológica Lusitana e presidente da APAMOR - Associação Portuguesa dos Amigos dos Monumentos Religiosos. Actualmente preside à Associação Portuguesa dos Museus da Igreja Católica e é secretário-geral adjunto de Europæ Thesauri, de que foi um dos membros fundadores. Colaborador regular do jornal Notícias de Beja e da revista Mais Alentejo, onde assina rubricas sobre arte e cultura. Com Edna Nobre, tem igualmente um programa semanal na Antena Miróbriga, intitulado Tudo tem uma História, muito escutado no Alentejo, no Algarve e na Grande Lisboa.

José António Falcão guia a visita do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, e dos Príncipes das Astúrias ao Museu Episcopal de Beja (2008).

Em reconhecimento pelos serviços prestados ao país, o Presidente da República Portuguesa, Prof. Aníbal Cavaco Silva, atribuiu-lhe em 2009 as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito. O Município de Santiago do Cacém outorgou-lhe nesse mesmo ano a Medalha de Mérito pelos importantes contributos dados ao estudo do património cultural do concelho. O rei Juan Carlos I fez-lhe entrega, no ano de 2011, da cruz da Orden Civil de Alfonso X, el Sabio, em sinal de agradecimento por serviços prestados à investigação da arte espanhola.[11] . Mais recentemente foi agraciado pelo Presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy, com a Médaille de la Jeunesse et des Sports, pelo seu persistente labor como educador patrimonial "en plein air", muito vinculado às causas da juventude e do voluntariado, designadamente no âmbito do Caminho de Santiago. O Brasil atribuiu-lhe, em 2012, a Medalha Barão de Studart, pelos serviços prestados às ciências históricas (Instituto do Ceará, do estado homónimo). É sócio honorário da Sociedade Arqueológica de Atenas (Grécia), instituição de referência, a nível internacional, no âmbito da história da arquitectura.

José António Falcão numa iniciativa de salvaguarda da biodiversidade promovida pelo Festival Terras sem Sombra na Lagoa de Santo André (2011).

Guardador de monumentos e paisagens[editar | editar código-fonte]

O trabalho realizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja tem sido apontado como um exemplo, a nível nacional e internacional, o que o tornou alvo de estudos universitários e suscitou já uma bibliografia relevante sobre o tema. António Rosa Mendes, professor da Universidade do Algarve, escolheu uma via diferente para caracterizar a obra de José António Falcão, que ele conheceu de perto, devido não só à colaboração que mantiveram durante anos, mas também à amizade que os uniu, cada um do seu lado da cordilheira montanhosa que une o Alentejo e o Algarve. Num texto publicado, em 2013, na Meridionalia, deixou um depoimento, em tom pessoal, muito belo e muito eloquente, chamando-lhe guardador de monumentos e paisagens[12] :

O Prof. José António Falcão desenvolve vasta actividade como divulgador dos tesouros do património português.

"José António Falcão é, pelo currículo, pela experiência, pela sensibilidade, pela fibra, até pelas origens, um desses bem-nascidos de berço e de espírito que poderia ter sido tudo o que almejasse, monge numa trapa francesa ou catedrático numa universidade norte-americana, ministro em Portugal ou poeta laureado em Espanha. Ele, porém, só teve uma ambição, lutar para que uma boa parte da alma meridional do país não desaparecesse, pura e simplesmente. Eu, historiador e professor de história, devo confessar-me um pouco descrente das virtudes da nobreza de sangue, mas reconheço, no perfil deste meu par, que é nobre alguém amar o seu território e aceitar terçar armas, discreta e eficientemente, num campo de batalha áspero, muito distante dos focos de uma mundanidade sedutora, mas passageira. O surpreendente trabalho levado a cabo, na Diocese de Beja, para revelar um património esquecido, constitui, em si mesmo, um monumento de paixão, feito de livros, exposições, restauros, museus e – como esquecê-lo? – um festival de música sacra, o inesquecível Terras sem Sombra. Que o Alentejo floresça mil vezes."

O Prof. Falcão preside actualmente ao Conselho de Administração do Opart - Organismo de Produção Artística, EPE, que integra o Teatro Nacional de São Carlos, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Companhia Nacional de Bailado (que funciona no Teatro Camões).

Bibliografia seleccionada[editar | editar código-fonte]

  • Inventário do Museu de Évora. Colecção de Ourivesaria, Lisboa, Insituto Português de Museus, 1993.
  • Da Ocidental Praia Lusitana. Vasco da Gama e o seu Tempo,Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998 (em col.).
  • As Vozes do Silêncio. Imaginária Barroca da Diocese de Beja, Beja–Lisboa, Departamento do Património Histórico e Artístico–Estar Editora, 1997.
  • Rosa Mystica – Mariendarstellungen aus dem Südlichen Portugal, Regensburg, Schnell und Steiner, 1999.
  • Entre o Céu e a Terra. Arte Sacra da Diocese de Beja, I-III, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 1998.
  • O Alto-Relevo de Santiago combatendo os Mouros da Igreja Matriz de Santiago do Cacém, Beja – Santiago do Cacém, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja – Câmara Municipal de Santiago do Cacém, 2001 (em col.).
  • As Formas do Espírito. Arte Sacra da Diocese de Beja, I-III, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2004.
  • Fragmentos de Eternidade. Imagens da Virgem na Arte dos Séculos XVI-XIX, Alpiarça, Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, 2004.
  • O Jardim das Hespérides. Pintura Espanhola do Século XIX na Colecção da Casa dos Patudos, Alpiarça, Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, 2005.
  • Visões do Invisível – Património Religioso da Margem Esquerda do Guadiana, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2005.
  • A a Z – Arte Sacra da Diocese de Beja, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2006.
  • Filhos do Sol, Filhos da Lua. Aspectos da Criação de Gado Bovino e da Tauromaquia na Casa dos Patudos, Alpiarça, Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, 2006.
  • Os Corpos e as Almas. Obras de José Malhoa na Colecção da Casa dos Patudos, Alpiarça, Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, 2006.
  • XIX Século XX. Momentos da Pintura Portuguesa na Casa dos Patudos, Alpiarça, Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, 2007.
  • Un Río de Agua Pura. Arte Sacro del Sur de Portugal, Borja–Beja, Centro de Estudios Borjanos, Institución “Fernando El Católico” – Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2008.
  • O Coração da Terra. Aspectos da Ruralidade na Arte Europeia (Séculos XVII-XX), Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2008.
  • Atmosferas, Pessoas, Narrativas. Um Relance sobre a Arte do Ocidente (Séculos XVII-XX), Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2009.
  • Imagens Eloquentes. Arte Europeia dos Séculos XVIII-XX, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2010.
  • Loci Iacobi – Lugares de Santiago, Lieux de Saint Jacques, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2011.
  • Peregrinação Interior. Momentos da Espiritualidade na Música Ocidental (Séculos XVII-XXI), Lisboa–Beja, Editorial Centauro – Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2011.
  • Ultreia – Peregrinações no Espaço Atlântico, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2011.
  • Com Voz Suave e Bem Modulada, Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2012.
  • No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela, Santiago do Cacém–Beja, Câmara Municipal de Santiago do Cacém – Departamento do Património Histórico e Artística da Diocese de Beja, 2012.
  • Retábulos na Diocese de Beja, 2.ª ed., Faro–Beja, Universidade do Algarve–Faculdade de Ciências Humanas e Sociais-Departamento do Património Histórico e Artística da Diocese de Beja, 2013 (em col.).
  • E Um Filho nos foi dado – Iconografia do Menino Deus no Alentejo Meridional, Lisboa–Beja, Museu da Presidência da República-Departamento do Património Histórico e Artística da Diocese de Beja, 2013.
  • Face a Face. Representações do Sagrado na Arte Europeia, Beja, Departamento do Património Histórico e Artística da Diocese de Beja, 2013.
  • Metáforas do Infinito, Beja, Departamento do Património Histórico e Artística da Diocese de Beja, 2014.


Notas

  1. Joaquim Filipe Leão Falcão de Lima, Gente de Entre Searas e Montados, Lisboa, Guarda-Mor, 2009.
  2. Maria Isabel Roque, O Sagrado no Museu, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2011, pp. 138-143.
  3. Nuno Teotónio Pereira, "Património Religioso e não só. O Caso Exemplar da Diocese de Beja", in Pedra & Cal, XXXVIII, Lisboa, 2008, p. 52.
  4. Francisco Torrado, "Museu de Arte Sacra de Grândola", em Invenire, III, Lisboa, 2011, pp. 72-73.
  5. Tatiana Sousa Coelho, Gestão de Colecções em Dioceses e Paróquias. A Diocese de Beja, Tomar, Instituto Politécnico de Tomar - Escola Superior de Tecnologia, 2011, especialmente 14-28.
  6. Ema Pimenta, "Memoria Ecclesiæ - Diálogo com José António Falcão", em Invenire, V, Lisboa, 2012, pp. 56-59.
  7. Margarida Ochôa, "Perfis de Longe. José António Falcão, Sábio Peregrino", em Diário do Sul, Évora, 4 de Janeiro de 2010, p. 9.
  8. V., entre outros textos de referência, José António Falcão, "Breviário dos Museus da Diocese de Beja", in Invenire, IV, Lisboa, 2012, pp. 58-65.
  9. Cfr. a síntese apresentada em Itinerante, III, Lisboa, 2010, pp. 38-45 e 55-58.
  10. Princípios, Práticas e Políticas na Construção do Desenvolvimento Local/Rural. Casos de Sucesso no Baixo Alentejo, Mértola, Associação de Defesa do Património de Mértola, 2012, pp. 56-59.
  11. "Espanha atribuiu Mérito ao Homem do Património!", em Correio Alentejo, Beja, 11 de Março de 2011, pp. 1 e 6.
  12. "António Rosa Mendes, "José António Falcão - Guardador de Monumentos e Paisagens", in Meridionalia, 21, Faro, 2013, pp. 3-4.

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