José Cid

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José Cid
Josecid 2007.jpg
José Cid
Informação geral
Nome completo José Albano Cid de Ferreira Tavares
Nascimento 4 de fevereiro de 1942 (72 anos)
Origem Chamusca
País Portugal Portugal
Gênero(s) Rock progressivo,Rock and roll, Música popular, Jazz, Fado e Música Étnica
Instrumento(s) voz, piano e acordeão, guitarra, baixo, bateria e Moog e Mellotron(sintetizadores) (mais raramente)
Período em atividade 1955[1] - Presente
Página oficial Sítio Oficial

José Cid, nome artístico de José Albano Cid de Ferreira Tavares (Chamusca, 4 de fevereiro de 1942) é um cantor, compositor, músico e produtor musical português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Terceiro filho de Francisco Albano Coutinho Ferreira Tavares (neto paterno do 1.º Barão do Cruzeiro e sobrinho-neto paterno do 1.º Visconde dos Lagos e representante de ambos os títulos) e de sua mulher Fernanda Salter Cid Freire Gameiro, mudou-se com os pais e com as duas irmãs mais velhas para Mogofores, perto de Anadia, aos onze anos.

Iniciou a sua carreira musical em 1956, com a fundação de Os Babies, agrupamento musical que se dedicava à interpretação de versões, que durou até 1958.

Aos 17 anos compôs a sua primeira canção, "Andorinha", um tema com influências jazzísticas.

Em 1960 integrou, em Coimbra, o Conjunto Orfeão, com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressurreição [2] .

Também nos 1960, esteve na banda rock and roll e surf rock , Os claves, que se dedicavam à interpretação de versões.

Em 1965 abandona Coimbra, onde frequentava a Faculdade de Direito, sem terminar o primeiro ano. Ingressa nesse ano no Instituto Nacional de Educação Física, onde tem como colega um irmão de Michel, membro do Conjunto Mistério. Após uma audição é convidado a entrar para o grupo, que daria origem ao Quarteto 1111.

José Cid também não chega a concluir o curso de Educação Física, porque em 1968 é chamado a cumprir o Serviço Militar. Até 1972 permaneceu como oficial miliciano da Força Aérea Portuguesa, no Centro de Formação Militar e Técnica, situado na Ota. Dava aulas de ginástica de manhã, saia à tarde para ensaiar na garagem e atuava com os 1111 aos fins-de-semana.

O primeiro disco a solo de José Cid, "Lisboa Camarada", de 1969, é proibido pela censura.

Os Babies, com José Cid ao Piano.

Popularizou-se como teclista e vocalista no Quarteto 1111, tendo grande êxito com a A lenda de El-Rei D. Sebastião, de 1967 [3] , um tema inovador no panorama musical da época. O álbum homónimo dos 1111 seria editado em 1970, mas não chegou a sair, por interferência da censura.

Em Maio de 1971 é editado o seu primeiro álbum a solo, homónimo, que inclui temas como "Dom Fulano", "Lisboa Ano 3000" e "Não Convém". Lança também o EP "Lisboa Perto e Longe" (com os temas "Lisboa Perto e Longe", "Dida", "Dona Feia, Velha e Louca" e "Zé Ninguém"). A poetisa Natália Correia é um dos nomes que colabora com José Cid nesta fase. Em Agosto desse ano toca num célebre concerto em Vilar de Mouros com o Quarteto 1111. Em Novembro participa, com "Ficou Para Tia", no World Popular Song Festival de Tóquio. É editado um novo EP com os temas "História Verdadeira De Natal", "Todas As Aves do Mundo", "Ficou Para Tia" e "Levaram Tudo O Que Eu Tinha".

Em Maio de 1972 lança um EP com os temas "Camarada", "Retrospectiva", "Viagem" e "Corpo Abolido". Tonicha participa na edição de estreia do Festival da OTI, realizado em Madrid, com a canção "Glória, Glória Aleluia", da autoria de José Cid. Em Novembro de 1972 regressa ao Festival de Tóquio, desta vez como autor de "Desde Que Me Ames Um Pouco" interpretado por Vittorio Santos.

José Cid numa entrevista à revista Eva em 1977.

Os Green Windows formam-se em 1972 para o Festival dos Dois Mundos. Eram o Quarteto 1111 mas mais comercial e com algumas das namoradas e das mulheres. No ano seguinte é lançada a música "Vinte Anos", que vendeu mais de 100.000 discos.

Uma das suas composições mais conhecidas, Ontem, hoje e amanhã, seria premiada no Festival Yamaha de Tóquio em 1975 [4] .

É editado "Onde Quando Como Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra Ensaio de José Cid" o último trabalho do Quarteto 1111 antes de acabarem.

Os singles "Portugal É!..." e "A Festa do Zé" são editados em 1975. É editado nesse ano o último single dos Green Windows com José Cid, intitulado "Quadras Populares".

Fundou o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo, com o qual gravou o tema Mosca super-star e o EP Vida (Sons do Quotidiano), em 1977.

Em 1978, lançou o álbum 10.000 anos depois entre Vénus e Marte [5] , um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional, sendo incluído numa lista de 100 piores álbuns de rock progressivo do mundo, organizada pela revista americana Billboard.

Em 1979 grava o disco "José Cid canta Coisas Suas" que inclui temas muito populares até aos dias de hoje, como "Na Cabana Junto à Praia", "A Pouco a Pouco", "Olinda a Cigana" e "Verdes Trigais Em Flor". Participa nesse mesmo ano no Festival OTI da Canção com a canção "Na Cabana Junto à Praia", de 1979, classificando-se em 3.º lugar.

José Cid no Festival RTP em 1980.

Após várias participações, em 1980 vence o Festival RTP da Canção com a música Um grande, grande amor [6] , com 93 pontos. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso sétimo lugar, com 80 pontos, entre dezanove concorrentes [7] . Grava o disco em inglês "My Music" que é apresentado em Cannes, no MIDEM. Em Los Angeles grava, para a editora Family, o tema "Springtime Of My Life", com produção de Mike Gold que conheceu no Midem e que trabalhara com Frank Sinatra.

O single "Como o Macaco Gosta de Banana" é lançado em 1982. Obtém algum sucesso nos mercados Australiano e Sul-Africano. Na Austrália chega a tocar com os conhecidos Men At Work. Em 1983 lança a música Portuguesa Bonita.

Em 1984 grava para a RTP Música Portuguesa [8] , voltando a reunir o Quarteto 1111 [9] e faz-se acompanhar pelos músicos da banda tribo.

Em 1985 participa no disco solidário "Abraço a Moçambique" [10] . Nesse mesmo ano é editado um disco com os temas "Noites de Luar" e "Sonhador". É editado ainda o single "Saudades de Ti".

José Cid na década de 1990.

Em 1986 lança o LP "Xi-Coração" [11] , que incluí temas como "Velho Moinho", "Chovia em Paris" e "Uma Balalaica".

Surpreende tudo e todos em 1987 ao lançar um disco composto apenas de fados conhecidos, designado por "Fado de Sempre". O Quarteto 1111 reúne-se nesse ano e é editado o single "Memo/Os Rios Nasceram Nossos".

No Natal de 1989 volta a gravar para a RTP, um programa chamado Natal com José Cid, onde interpreta algumas das suas músicas, já gravadas na Polygram, após a Orfeu deixar de operar. Teve alguns convidados, entre os quais Tozé Brito e o fadista, na altura amador, Manuel João Ferreira [12] .

Em 1991 lança o duplo-álbum "De Par em Par", que inclui a regravação de alguns temas da sua carreira como "Na Cabana Junto à Praia" e "A Rosa Que Te Dei" e outros como "Em Casablanca", "Sempre Que o Amor Me Quiser", "Fã do Rui" e "D. Sebastião Morreu".

Em 1992 lança o disco "Camões, as descobertas...e nós" de José Cid e Amigos. Contou com a participação de nomes como Pedro Caldeira Cabral, António Pinto Basto, Rita Guerra, Jorge Palma, Carlos do Carmo e Paulo Bragança.

José Cid em concerto no Campo Pequeno, em Lisboa, em 2009.

Em 1994, lança o álbum "Vendedor de Sonhos" com produção de Rui Vaz. O disco inclui temas como "Mudança", "Bola de Cristal" e "Não Tenho Lágrimas". Com esse mesmo disco, fez estalar uma polémica, ao posar nu para uma revista social, apenas com esse disco de ouro a tapar as suas partes íntimas. A intenção foi protestar contra a forma como as rádios desprezavam (e continuam a desprezar) os intérpretes portugueses, incluindo ele próprio, em proveito de intérpretes estrangeiros.

Em 1996 é editado o álbum "Pelos Direitos do Homem", dedicado à causa da independência de Timor-Leste, tendo recebido fax e carta de Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz, a agradecer a solidariedade. Participam vários nomes da editora: Miguel Angelo, Sara Tavares, Inês Santos e Olavo Bilac. Neste disco aparecem versões de "Sete Mares" e "Noite Passada". Lança ainda o álbum "Nunca Mais É Sexta-Feira".

Em 1997 é editado o disco "Cais Sodré", álbum jazzístico gravado ao primeiro "take". Foi reeditado em 2008 e integrado num trabalho do cartonista Pedro Zamith.

José Cid numa prova equestre. Os cavalos são outra das suas paixões.

Vence o Festival da Canção de 1998 com os Alma Lusa e o tema "Se Te Pudesse Abraçar". Lança o disco "Oda A Frederico Garcia Lorca" que junta as guitarras de Coimbra à poesia de Lorca num ano de celebração do centenário do poeta espanhol. Lança ainda o tema "Entre Margens" em que se destaca o tema "S. Salvador do Mundo".

Em 2000 publicou o livro Tantos anos de poesia.

O disco “De Surpresa” é editado no final de 2001. O angolano Waldemar Bastos participa numa nova versão de "Lisboa Perto e Longe”. Três dos temas deste álbum são cantados em inglês e foram gravados em Boston, em 1999, com produção de Robert Nargassams. Os cantores Vitorino, Paulo de Carvalho, Carlos Moisés, Nuno Barroso e José Gonçalo são outros dos nomes que colaboraram neste disco.

Em 2003 é editado o duplo CD "Antologia - Nasci P'rá Música" que reúne alguns dos maiores êxitos de José Cid gravados, entre 1977 e 1985.

Quarteto 1111 na homenagem a Tozé Brito, Cascais, Agosto de 2011.

Em 2004 é convidado para participar em vários anúncios de uma conhecida marca de chás gelados. "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" Este anúncio e o sucesso que teve ligou-o às gerações mais novas que o redescobrem.

Em 2006 atua no renovado Maxime em duas noites completamente esgotadas. Em Julho lança o disco "Antologia - Baladas Da Minha Vida" que inclui dois inéditos O melhor tempo da minha vida e Café Contigo e a regravação de baladas em formato acústico. Participa no disco dos Mercado Negro.

O ano de 2007, é de consagração, e presença assídua em diversos programas televisivos, concertos em eventos académicos entre outros. Lançou o álbum duplo “Pop, Rock e Vice Versa”, revisitando a vertente mais pesada da sua carreira, com inclusão de novas versões dos temas “A pouco e pouco”, “Como o Macaco gosta de Banana” e “Topo de Gama” - versão dos Clã e outros. Atuou no Campo Pequeno para 4800 espetadores, convidando André Sardet, Luís Represas e os elementos do Quarteto 1111, lançando um CD (Dupla Platina) e DVD desse concerto.

José Cid, a sua filha Ana Sofia e seu neto Francisco, em Novembro de 2011.

Em 2009 recebeu o prémio de consagração de carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), prémio anteriormente atribuído na área da literatura, do teatro e do cinema, sendo o primeiro músico a ser distinguido. Lança o álbum "Coisas do Amor e do Mar", com a participação de André Sardet, Luís Represas e Susana Félix. Destaca-se a balada "Mais 1 dia" [13] , que foi escolhida para ser o tema genérico da nova telenovela Meu Amor da TVI, que foi distinguida com um Emmy Award [14] .

Em 2011 lançou o disco "Quem Tem Medo de Baladas", em que apresenta 14 temas originais e 14 versões. Destacam-se as baladas "Tocas Piano Como Quem Faz Amor" [15] , que é referida pelo mesmo como autobiográfica e o tema "Um Louco Amor" [16] .

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

José Cid casou-se na Igreja de Santo António, no Estoril, Cascais, a 31 de Agosto de 1963 com Emília Infante da Câmara Pedroso, nascida em Lisboa, São Sebastião da Pedreira, a 17 de Novembro de 1943, com quem teve uma filha, Ana Sofia Infante Pedroso Cid - Urgehe pelo seu casamento -, nascida em Lisboa, Santa Maria de Belém, a 23 de Setembro de 1964, e de quem se divorciou. Ana Sofia viria a colaborar com o pai em algumas letras e nos coros de várias músicas. Casou ainda com Maria Armanda Monteiro Ricardo, de quem se divorciou doze anos depois, e mais tarde casou ainda com a Nani, de quem também se divorciou. É avô materno de Francisco Infante Pedroso Cid Urgehe.

Em 1 de setembro de 2013, casou-se nas Caraíbas com Gabriela Carrascalão, jornalista e pintora timorense de 63 anos[17] .

Assumido como monárquico e anarquista, continua a viver em Mogofores, passando longas temporadas na sua Chamusca natal. É pretendente aos títulos de Barão do Cruzeiro, um título concedido a Francisco Luís Ferreira Tavares, seu bisavô, pelo rei D. Luís I, e de Visconde dos Lagos, um título concecido a José Luís Ferreira Rodrigues, Jr., seu tio-bisavô, pelo rei D. Luís I.

Participações no Festival RTP da Canção[editar | editar código-fonte]

José Cid, festival RTP 1968.

A primeira participação ocorreu em 1968, com "Balada Para Dona Inês" [18] . Foi acompanhado pela orquestra e pelos restantes elementos do Quarteto 1111.

Concorreu ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com A rosa que te dei [19] , e com os Green Windows, que apresentaram as canções No dia em que o rei fez anos [20] e Imagens [21] .

Em 1978 voltou ao Festival RTP com quatro temas: "O meu Piano" [22] (2.º classificado), "O Largo do Coreto" [23] (7.º classificado), "Aqui Fica uma Canção" [24] (5.º classificado) e "Porquê, meu Amor Porquê?" [25] (6.º classificado).

Com a canção "Um grande, grande amor", venceu o Festival RTP da Canção de 1980 [26] .

Em participa novamente em 1981 com a canção "Morrer de Amor Por Ti", ficando em 2º lugar [27] .

José Cid na interpretação da música "A rosa que te dei" em 1974.

Em 1984, a Banda Tribo, constituída por elementos da sua família, editando um disco sob a sua produção, levou ao Festival "A Padeirinha de Aljubarrota" [28] .

Em 1988, José Gonçalo (que participou na Banda Tribo), seu sobrinho, levou a composição de José Cid, "Cai Neve Em Nova York", ficando em 2º lugar [29] .

Em 1989 é convidado a cantar um medley com as músicas mais bem sucedidas que havia apresentado nos Festivais RTP até então [30] .

Em 1993, concorreu com o fadista Paulo Bragança com "O Poeta, o Pintor e o Músico" [31] .

Em 1995, concorreu apenas como autor e compositor ao Festival RTP da Canção com "Plural", canção entre o jazz e o étnico interpretada por Teresa Brito, irmã de Tozé Brito. Ficou em 3.º lugar [32] .

José Cid no festival da Eurovisão em 1980.

Insistiu novamente em 1996, voltando a concorrer como compositor e autor, entregando a Cristina Castro Pereira o tema "Ganhamos o Céu", que viria a fica-se pelo quarto lugar [33] .

Voltou à carga no ano seguinte, 1997, como compositor e autor de "Canção Urgente", um tema pop-rock clássico, cantado pela banda "Meninos da Sacristia". Ficou em 6.º lugar [34] .

Em 1998 venceu o Festival RTP da Canção, como compositor e autor da canção "Se eu te pudesse abraçar", defendida pela banda Alma Lusa, na voz de Inês Santos e com o próprio José Cid no acordeão e nos coros [35] .

Em 2007, foi o produtor do tema "Na Ilha dos Sonhos" de Zé P. [36] .

Em 2010 foi novamente convidado para tocar um medley das baladas que levou aos festivais RTP [37] .

Discografia completa[editar | editar código-fonte]

Com o Quarteto 1111[editar | editar código-fonte]

Álbum Data de
Lançamento
Formato & Faixas
A Lenda de El-Rei D.Sebastião 1967 EP (A Lenda De El-Rei D. Sebastião, Os Faunos, Fantasma «POP», Gente)
Balada para D. Inês 1967 EP (Balada para D. Inês, Partindo-se, Vale da Ilusão, Dragão)
Meu Irmão / Ababilah 1968 Single
Dona Vitória 1968 EP (Guarda Nocturno, Perspectiva, Tempo de Inocência, Dona Vitória)
Nas Terras do Fim do Mundo / Bissaide 1969 Single
Génese / Os Monstros Sagrados 1969 Single
Todo o Mundo e Ninguém / É Tempo de Pensar em Termos de Futuro 1970 Single
Back to the Country / Everybody Needs Love, Peace and Food 1970 Single
Domingo em Bidonville 1970 EP (João Nada, Estrada Para A Minha Aldeia, Domingo Em Bidonville, Epílogo)

Quarteto 1111 (álbum)
1970 LP (Prólogo, João Nada, Domingo em Bidonville, Estrada Para A Minha Aldeia, A Fuga dos Grilos, As Trovas do Vento Que Passa, Pigmentaçäo, Maria Negra, Lenda de Nambuangongo, Escravatura, Epílogo)
Ode to the Beatles / 1111 1971 Single
Sabor a Povo / Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo 1972 Single
Bruma Azul do Desejado (com Frei Hermano da Câmara) 1973 LP (Vem Senhor Jesus, Graças Ao Senhor, O Sonho, Hino da Esperança, Bruma Azul do Desejado, Estrela do Mar, Saudai o Senhor, Hino de Natal, Paz na terra, Um Presépio Em Belém)

Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas
1974 LP (Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas (partes 1 & 2)) - Rock Progressivo
Antologia da Música Popular Portuguesa 1981 Compilação (A Lenda de El-Rei D. Sebastião, Os Faunos, Balada para D. Inês, Partindo-se, Dona Vitória, Nas Terras do Fim do Mundo, Meu Irmão, Domingo Em Bidonville, João Nada, As Trovas do Vento Que Passa, Back to The Country, Ode to The Beatles, Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo)
Memo / Os Rios Nasceram Nossos 1987 Single
A Lenda Do Quarteto 1111 1993 Compilação (Os Faunos, A Lenda de El-Rei D. Sebastião, Balada para D. Inês, Partindo-se, Dona Vitória, Meu Irmão, Dragão, Os Monstros Sagrados, Génese, Bissaide, Nas Terras do Fim do Mundo, Domingo Em Bidonville, João Nada, As Trovas do Vento Que Passa, Maria Negra, Todo O Mundo E Ninguém, É Tempo de Pensar Em Termos de Futuro, Back to The Country, Ode to The Beatles, Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo)
A Lenda De El-Rei D. Sebastião - Colecção Caravela 1996 Compilação (A Lenda de El-Rei D. Sebastião, Meu Irmão, Ode to The Beatles, As Trovas do Vento Que Passa, Domingo Em Bidonville, Balada para D. Inês, Dona Vitória, João Nada, Dragão, Nas Terras do Fim do Mundo, Pigmentação, Fantasma Pop)
Singles e EPs 2005 Compilação (A Lenda De El-Rei D. Sebastião, Os Faunos, Gente, Balada Para D. Inês, Partindo-Se, Dona Vitória, Nas Terras Do Fim Do Mundo, Meu Irmão, Domingo Em Bidonville, João Nada, As Trovas Do Vento Que Passa, Epílogo, Back To The Country, Ode To The Beatles, Uma Nova Maneira De Encarar O Mundo)

Com os Green Windows[editar | editar código-fonte]

Álbum Data de
Lançamento
Formato & Faixas
Twenty Years/The Story Of A Man 1973 Single
Imagens/Doce e Fácil Reino do Blá, Blá, Blá 1974 Single
No dia em que o rei fez anos 1974 EP ( No Dia Em Que O Rei Fez Anos, Doce E Fácil Reino Do Blá, Blá, Blá, Count James, Bola De Cristal, A Rosa Que Te Dei, Imagens, Another Time To Live, Another Time To Die, Cantiga Portuguesa, Uma Nova Maneira de Encarar O Mundo, Vinte Anos)
Quadras Populares/Ana Karen 1975 Single
Os Grandes Êxitos dos Green Windows 1977 Compilação ( 20 Anos, Rita Rita Limão, Só Eu Sei, Meu Amor, Uma Nova Maneira De Encarar O Mundo, Quem Te Manda Sapateiro, Imagens, Lembranças, No Dia Em Que O Rei Fez Anos, Historia Alegre, Bola De Cristal, O Que Custar, Doce E Fácil, Reino Do Blá, Blá, Blá)

A solo[editar | editar código-fonte]

Álbum Data de
Lançamento
Formato & Faixas
José Cid 1971 Primeiro álbum a solo. Poemas de Jorge Amado, Natália Correia e um tema de Gilberto Gil
Dom Fulano 1971 Primeiro single a solo
Lisboa Perto e Longe 1972 EP
História Verdadeira de Natal 1972 EP
Camarada 1972 EP
Olá Vampiro Bom 1973 Single
No Dia Em Que O Rei Fez Anos 1974 com os Green Windows
A Rosa Que Te Dei 1974 Single
Portugal, É!... 1975 Single
A Festa Do Zé 1975 Single
Ontem, Hoje e Amanhã 1976 Single
Vida (Sons do Quotidiano) 1977 Rock Progressivo EP
Tia Anita 1977 Single
A Anita Não É Bonita 1977 Single
Romântico Mas Não Trôpego 1977 Single
10.000 Anos depois entre Vénus e Marte 1978 Rock Progressivo Álbum
O Meu Piano/Aqui Fica Uma Canção/O Largo do Coreto/Porquê, Meu Amor, Porquê? 1978 EP
Minha Música 1978 Single
Porquê 1978 Single
Largo Do Coreto 1978 Single
Aqui Fica Uma Canção 1978 Single
O Meu Piano 1978 Single
José Cid Canta Coisas Suas 1979 LP
Verdes Trigais Em Flor 1979 Single
My Music 1980 LP
Um grande, grande amor 1980 EP
Um grande, grande amor 1980 Single
Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer, Muito, Pouco e Nada / O Fado Nossa Senhora De Nossa Senhora (Fado Cigano) 1980 Single
Os Grandes Êxitos De... 1980 LP
Um Rock Dos Bons Velhos Tempos 1981 Single
Antologia Portuguesa 6 1981 LP
Morrer De Amor Por Ti 1981 Single
Grandes Êxitos Nº 2 1981 LP
Como O Macaco Gosta De Banana 1982 Single
Magia 1982 LP
Amar Como Jesus Amou 1983 Single
Portuguesa Bonita 1983 Single
Moura Encantada 1984 Single
Noites de Luar 1985 Single
Saudades De Ti 1985 Single
Xi-Coração 1986 Chovia Em Paris, Velho Moinho, Uma Balalaika, Tudo Bem, Tudo Bem, Como Um Condor A Voar, Caminheiro Da Noite De Estrelas, Os Teus Secretos Segredos, Há
Uma Balalaika 1986 Single
Fado de Sempre 1987 LP
Uh! Au! Lobo Mau 1987 Single
Cai Neve Em Nova York 1988 Single
José Cid 1989 LP
O Melhor de 1990 LP
De Par Em Par 1991 LP
Camões, As Descobertas... E Nós 1992 LP
Vendedor de Sonhos 1994 LP
O Melhor Dos Melhores- Vol. 34 1994 LP
Pelos Direitos do Homem 1996 Dedicado à independência de Timor-Leste.
Nunca Mais É Sexta Feira !... 1996 LP
A Rosa Que Te Dei (Colecção: Caravela) 1996 LP
Ode a Frederico Garcia Lorca 1998 LP
Cais Sodré 1999 Álbum de Jazz gravado num único take em abril de 1999
Entre Margens 1999 LP
Clássicos Da Renascença - Vol. 52 2000 LP
José Cid / Adelaide Ferreira (Coleção: O Melhor De 2) 2001 LP
De Surpresa 2002 Duetos de canções com Paulo de Carvalho, Quinta do Bill, Vitorino e Waldemar Bastos
Antologia - Nasci p'ra música 2003 LP
Best 2003 LP
A Arte e a Música 2004 Dupla platina
Baladas da minha vida 2006 Dupla platina. Faixas: Na Cabana Junto à Praia, A Lenda de El-Rei D. Sebastião, 20 anos, O Melhor Tempo da Minha Vida (Original), Ontem, Hoje e Amanhã, A Rosa Que Te Dei, Verdes Trigais em Flor, O Poeta, o Pintor o Músico, Velho Moinho, Nossa Senhora do Tejo (tema inédito para a telenovela Filha do Mar), Junto à Lareira, Mulher, Café Contigo (Original), Cai Neve em Nova Iorque, Não Tenho Lágrimas, Sonhador, Balada Para D. Inês, S. Salvador do Mundo, Há
Antologia II 2006
Pop Rock & Vice Versa 2007 Duplo álbum, lançado dia 21 de Junho de 2007. Faixas:

CD 1 Como O Macaco Gosta De Bananas, Tôpo De Gama, A Pouco E Pouco (“Favas Com Chouriço”), Amanhã De Manhã, Deus Inventou O Rock, Portuguese Boys, A Minha Música, Um Grande, Grande Amor, Beatlemania, Strawberry Fields Forever, Ego, Jardim À Beira Mar, O Pintor Não Morreu (duet with Paulo de Carvalho), Magia, Veneno Bom, Bola De Cristal, Doce E Fácil Reino Do Blá, Blá, Blá, Yesterday Today And Tomorrow

CD 2 Topo De Gama, No Tempo Em Que O Toninho Lanchava Com Os Amigos Na Pastelaria S.Bento, Chovia Em Paris, Coração De Papelão, Amizade Colorida, Uau! Lobo Mau, Como Um Condor A Voar, De Surpresa, No Teu Refúgio, No Meu Piano, À Conquista De Cacela, Desde Que Me Ames Um Pouco, Tenho Este Amor Para Dar, Rendez Vous, A Não Ser Que, Um Rock Dos Bons Velhos Tempos, Na Rádio, Epitáfio

Coisas do Amor e do Mar 2009 Todas as Mulheres do Mundo, O Teu Corpo Sabe a Maré, Mais Um Dia (da telenovela da TVI Meu Amor), No Meu Veleiro (com Luís Represas, Ela, Ele e a Cidade, E Por Vezes (com Susana Félix), Madrugada na Praia Deserta, É no Silêncio das Coisas, Só Eu, Tu e o Vento, Super Gira, Asas Brancas (com André Sardet), Strawberry Fields Forever
Quem Tem Medo de Baladas 2011 CD 1

Tocas Piano (participação especial dos Corvos), O Amor é Cego, Um Louco Amor, Rumo ao Sul, O Verão Chegou Tão Tarde (com Gonçalo Tavares), Adeus, Até Um Dia, Cavalos de Fão, Para lá do Marão, Tempestades (com a sua filha Ana Sofia Cid), São tão Longos os Caminhos, Discussão, El Toro y la Luna, Rei da Ilusão, My Voice (com Gonçalo Tavares e suas filhas)

CD 2

Um dia, Bárbara dos Trovões, My Guardian Angel, Como Uma Flor no Deserto, Mellow Yellow, Sei Quem Eu Sou (com Nazzaryn Navarro), O Melhor Tempo da Minha Vida, Mais Um Dia, Medley – Canções de Sempre

Frases interessantes proferidas por José Cid.[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: José Cid
  • "Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003;
  • "Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003;
  • "A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro. Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003;
  • "Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003;
  • "Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (…) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003;
  • "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004;
  • "Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe." in Queima das Fitas do Porto, 2004;
  • "O último álbum da Madonna é um cagalhão", em entrevista à Rádio Comercial, 2006;
  • "Gostava que não reparassem só no mau (…). De qualquer forma, o meu pior é muito melhor do que o melhor do Tony Carreira.", em entrevista ao jornal Metro, 2006;
  • "Quando chego para jantar, estás agarrada ao pito.", claramente ironizando com a sua própria música "Pouco a pouco", onde canta "Quando chego para jantar, quase nem acredito". in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007;
  • "Uma vez perguntaram-me se eu era um cantor romântico… eu raramente sou um cantor romântico, os cantores românticos tem mau hálito e pila pequena.", in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007;
  • "Não me mandem cuecas para o palco, eu não sou o Tony Carreira" - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 7 de maio de 2007;
  • "Não uso cuecas" no Nuno & Nando da Antena 3, no dia 3 de Outubro de 2009;
  • "Eu até vos fazia um filho, mas garanto-vos que vai doer", no 28 de Outubro de 2009, na Latada de Coimbra, em resposta a um cartaz de 2 rapazes: "Cid, faz-me um filho". Curiosamente, esses 2 rapazes reapareceram com o mesmo cartaz na sua actuação no dia 6 de Novembro de 2009 na Recepção ao Caloiro em Leiria, tendo levado novamente a mesma resposta de José Cid.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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