José Feliciano Pinto Coelho da Cunha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes. (desde Janeiro de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


José Feliciano Pinto Coelho da Cunha
Nascimento 1 de dezembro de 1792
Morte 9 de julho de 1869 (76 anos)
Ocupação Militar, nobre e político

José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, primeiro e único barão de Cocais, (1 de dezembro de 17929 de julho de 1869) foi um militar, nobre e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu na Fazenda da Cachoeira, a dois quilômetros da vila colonial de Cocais (hoje, distrito da sede Barão de Cocais) e foi batizado em 16 de dezembro de 1792 na Capela de S.Ana de Cocais - Igreja São João Batista do Morro Grande, Barão de Cocais-MG com o nome de José Feliciano Pinto Salvador Antônio Martins Lopes Coelho da Cunha. Filho do brigadeiro Antônio Caetano Pinto Martins Lopes Coelho da Cunha, ele foi enviado pelos pais para estudar no Rio de Janeiro, onde acabou ingressando no Exército Imperial, alcançando a patente de tenente-coronel.

Era primo de Felício Pinto Coelho de Mendonça, o primeiro marido da marquesa de Santos, D. Domitila de Castro.

Em 1822, participou do movimento da Independência e, em 1830, elegeu-se deputado geral do Império. Em 1833, tornou-se empresário, ao fundar a Companhia de Mineração Brasileira da Serra de Cocais, em associação com os ingleses da National Mining Company. O regente Diogo Feijó, em 1835, nomeia-o governador da província de Minas Gerais e, em 1840, vota pela maioridade de D. Pedro II do Brasil.

Em 1842, foi aclamado governador interino de Minas Gerais, em Barbacena, aceitando ser Comandante-Chefe da Revolução Liberal de Minas, ao lado de Teófilo Ottoni, do Cônego Marinho e outros. Como estrategista militar, vence todas as batalhas, mas resolve recuar no quartel-general de Santa Luzia, para atender ao pedido de pacificação do futuro duque de Caxias, que o visitou na Vila de Cocais. Cassados os seus direitos políticos, dois anos depois e anistiado, e reelege-se Deputado Geral de 1844 a 1848.

Em 1852 mudou-se para o interior de São Paulo, próximo à divisa com o Paraná onde a maior parte dos seus descendentes se fixaram.

Devido a sua lealdade, D. Pedro II o intitula barão em 1855. Viria a falecer catorze anos depois, vítima de tuberculose, sendo sepultado na Igreja de Santana, em Cocais.

A Herança[editar | editar código-fonte]

Enquanto acionista da companhia de mineração do Morro Velho, o barão de Cocais enviou para depósito num banco em Londres avultadas somas em moeda corrente e em ouro.[carece de fontes?] Morreu sem ter levantado as quantias aí depositadas, nem seus herdeiros à época reclamaram quaisquer direitos a esta herança. Em 1965, o banco inglês informou o governo brasileiro da existência desta conta que, após 100 anos sem que os valores fossem levantados, iria prescrever a favor da coroa britânica.[carece de fontes?] Seus descendentes, de 4.ª e 5.ª geração, acorreram a arquivos e a advogados para provar seu parentesco e fazer o processo de habilitação à herança. Os herdeiros não se entenderam nem mandaram um procurador comum à Inglaterra, passaram-se 5 anos, e perderam a fabulosa herança.[carece de fontes?] Segundo consta, o valor acumulado, que seria de 120 milhões de libras, com os juros de 100 anos, o banco não teria capacidade de liquidar tal soma aos eventuais herdeiros. As famílias Coelho e Martins eram umas das herdeiras, as pesquisas mostram que o governador Carvalho Pinto era o herdeiro mais próximo. Os seus herdeiros, continuam vivos até hoje. Até onde se sabe, eles moram no interior de São Paulo e Paraná. Grande parte deles sendo em Bauru, Botucatu (SP), Paranavaí e Londrina (PR).


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.