José Figueroa Alcorta

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José Figueroa Alcorta
José Figueroa Alcorta
14° Presidente da  Argentina
Período 12 de Março de 1906 - 12 de Outubro 1910
Antecessor(a) Manuel Quintana
Sucessor(a) Roque Sáenz Peña
Vida
Nome completo José María Cornelio Figueroa Alcorta
Nascimento 20 de novembro de 1859
Córdoba, Província de Córdoba, Argentina
Morte 27 de dezembro de 1931 (72 anos)
Buenos Aires, Argentina
Dados pessoais
Partido Partido Autonomista Nacional
Profissão advogado e político

José María Cornelio Figueroa Alcorta (Córdoba, 20 de novembro de 1859 - Buenos Aires, 27 de dezembro de 1931) foi um advogado e político argentino que exerceu a presidência do país após o falecimento de Manuel Quintana, de quem era vice-presidente.[1]

Crise política e social[editar | editar código-fonte]

Como chefe de estado, desliga-se de toda influência partidária, perdendo o apoio do seu partido, o PAN. Sofre oposição da imprensa, dos governos das províncias e o Poder Legislativo não aprova o orçamento, impossibilitando o pagamento de dívidas e o desenvolvimento do país. No mesmo ano em que assume o governo, sofre um atentado na porta de sua casa. O agressor, Francisco Solano Rejis, lança contra ele uma bomba, que não chega a explodir.

Intensificam-se os protestos populares e as comemorações do Dia do Trabalho em 1º de maio de 1909 na praça Lorea terminam com uma repressão policial, provocando várias mortes. Os sindicatos responsabilizam o chefe de polícia, coronel Ramón Falcón, que é morto em novembro em um atentado a bomba. Em 26 de junho de 1910, no Teatro Colón, durante os festejos do centenário da Independência, explode outra bomba durante a apresentação da ópera Manón de Massenet, causando ferimentos em várias pessoas.[2]

Desenvolvimento econômico[editar | editar código-fonte]

Apesar dos conflitos sociais durante sua administração, há um relativo progresso econômico, com o aumento da produção agrícola, desenvolvimento industrial e do comércio exterior. É regulamentado o trabalho das mulheres e jovens. Durante sua gestão, entram no país cerca de 1 500 000 imigrantes.

As obras públicas têm também um crescimento considerável: canais, pontes, estradas, barragens, irrigação, alcançam as partes mais remotas do país. Em 1907 é descoberto o primeiro campo petrolífero em Comodoro Rivadavia. Buenos Aires passa a sediar importantes congressos internacionais: da Indústria, de Ciências Sociais, de Ferrovias e outros. Com os festejos do Centenário da Revolução de Maio em 1910, não se economizam gastos com festas populares e desfiles. Os serviços de transporte em Buenos Aires se desenvolvem, é inaugurado um hotel da rede Plaza e têm início as construções de grandes obras como dos Palácios de Águas Corrientes, da Justiça e dos Correios. É também inaugurado o Palácio do Congresso Nacional. São construídas ligações ferroviárias entre Buenos Aires e as províncias e ampliadas as redes de água e saneamento.[2]

Reforma política[editar | editar código-fonte]

Durante seu governo, Alcorta intervém em Tucumán, San Juan, San Luis, Corrientes e Rioja para reorganizar os poderes políticos, preparando assim o caminho para uma reforma política, com mudanças no sistema eleitoral. Estas reformas seriam implantadas durante a gestão de seu sucessor, Roque Sáenz Peña, que assumiu o governo em 12 de outubro de 1910 em meio a uma crise social, greves e rumores de uma conspiração radical.[2]

Anos mais tarde, exercendo o cargo de ministro da Corte Suprema, foi o único juiz que se propôs a renunciar quando ocorreu o golpe de estado de 1930.[1]

Precedido por
Manuel Quintana
Presidente da Argentina
1906 - 1910
Sucedido por
Roque Sáenz Peña
  1. a b José María Cornelio Figueroa Alcorta
  2. a b c José Figueroa Alcorta