José Genoino

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José Genoino
Foto:Valter Campanato/ABr
Deputado federal de São Paulo São Paulo
Mandato a
Vida
Nascimento 3 de maio de 1946 (65 anos)
Quixeramobim, Brasil
Casamentos Rioco Kayano
Partido Partido dos Trabalhadores
Profissão político
linkWP:PPO#Brasil

José Genoino Guimarães Neto (Quixeramobim, 3 de maio de 1946) é um político brasileiro, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores.Ex-deputado federal pelo Estado de São Paulo, atualmente é assessor do Ministério da Defesa.

Índice

[editar] Vida pessoal e política

Nasceu na comunidade de Várzea Redonda, pertencente ao município de Quixeramobim. Passa a infância em Encantado, vilarejo de 100 habitantes, entre os estudos primários no grupo escolar e o trabalho na roça, para ajudar os pais.

Aos 13 anos muda-se para Senador Pompeu, cidade de 10 mil habitantes, onde vive na casa paroquial a convite do padre local, que o apóia nos estudos. Foi líder estudantil, integrando a União Nacional dos Estudantes (UNE).[1] Muda-se para Fortaleza em 1964 e dois anos mais tarde, chega a trabalhar dois anos como operador de computador na IBM. Em 1968, aos 22 anos, ingressa no Partido Comunista do Brasil (PC do B), Partido que fazia oposição ao governo militar do país.

Com a decretação do AI-5, em dezembro de 1968, muda-se para São Paulo e passa a viver na clandestinidade. Em 1968 se filiou ao PC do B, partido que defendia a luta armada contra o governo militar. Em 1970 vai para Goiás com o objetivo de lutar na Guerrilha do Araguaia, uma das principais ações desenvolvidas pelo partido na época, a fim de transformar o Brasil em uma sociedade socialista. Foi capturado pelos militares em 1972 e passou os próximos cinco anos na prisão, onde foi torturado. Foi solto em 1977 e passou a lecionar história. Foi anistiado em 1979 e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT),[2] partido pelo qual foi eleito deputado federal por São Paulo entre 1982 e 2002. Em 2002 se candidatou para ao governo de São Paulo, mas foi derrotado. No mesmo ano foi eleito presidente nacional do partido, substituindo José Dirceu. Genoino foi indicado para assumir o Ministério da Defesa no início do Governo Lula, mas seu nome foi rejeitado pelos militares. Em 2006, depois do escândalo do mensalão, foi novamente eleito deputado federal por São Paulo.

Atualmente, José Genoino é casado com Rioco Kayano, uma nipo-brasileira que conheceu nas reuniões do PC do B em 1969 e começou a namorar quando ambos estiveram presos juntos em 1973.[3] É pai de três filhos: Miruna, Ronan e Mariana.

Genoino também é irmão de José Nobre Guimarães, o deputado cearense mais votado em 2006, mas que ganhou notoriedade nacional quando um de seus assessores, José Adalberto Vieira da Silva, foi preso em 2005 ao tentar embarcar em um vôo de São Paulo para Fortaleza com 200 mil reais em uma mala e 100 mil dólares em espécie escondidos na cueca.[4] Genoino também é acusado de ter colaborado com o Exército após ter sido preso em 7 de abril de 1972, durante a Ditadura Militar.[5][6]

[editar] Envolvimento com denúncias

Renunciou à presidência do PT em julho de 2005, por envolvimento em denúncias de corrupção relacionadas ao escândalo do mensalão.[7] Em 30 de março de 2006, foi denunciado pelo Procurador Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos líderes do suposto grupo responsável pelo mensalão.[8] Em agosto de 2007, o STF aceitou a denúncia de Genoino e outros 11 réus pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.[9] O deputado, que passou a contar com foro privilegiado em razão da sua eleição como deputado em 2006, ainda aguarda o resultado do julgamento.

[editar] Entre o Sonho e o Poder

No ano de 2006 foi publicado um trabalho de entrevistas dadas por José Genoino à Denise Paraná, autora do livro Lula, o filho do Brasil. Entre o Sonho e o Poder é a resultante de várias conversas e depoimentos de José Genoino à jornalista Denise Paraná. Apesar disso, não se trata de uma obra de jornalismo investigativo, e sim um conjunto de entrevistas exclusivas ofertadas pelo deputado à jornalista.

[editar] Condecoração

Em 8 de maio de 2011, Genoíno, um ex-integrante da guerrilha armada que lutou no Araguaia contra o Exército Brasileiro, foi condecorado pelo Ministério da Defesa com a Medalha da Vitória, entregue a personalidades civis ou militares que tenham prestado serviços relevantes à Defesa nacional. Foi a primeira vez que um ex-guerrilheiro recebeu tal homenagem das Forças Armadas no Brasil.[10]

[editar] Obras sobre Genoino

  • COELHO, Maria Francisca Pinheiro. José Genoino – Escolhas Políticas. Centauro, 2007.
  • PARANÁ, Denise. Entre o sonho e o poder: A trajetória da esquerda brasileira através das memórias de José Genoino. São Paulo: Geração Editorial, 2006.

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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