José II, Sacro Imperador Romano-Germânico
| José II | |
|---|---|
| Sacro Imperador Romano-Germânico | |
| Governo | |
| Reinado | 18 de agosto de 1765 a 20 de fevereiro de 1790 |
| Consorte | Isabel de Bourbon-Parma Maria Josefa da Baviera |
| Antecessor | Francisco I |
| Herdeiro | Leopoldo II |
| Casa Real | Habsburgo-Lorena |
| Títulos | Rei da Hungria, Rei da Croácia, Rei da Boêmia, Arquiduque da Áustria |
| Vida | |
| Nascimento | 13 de Março de 1741 |
| Morte | 20 de Fevereiro de 1790 (48 anos) |
| Pai | Francisco I |
| Mãe | Maria Teresa I |
José II (Viena, 13 de março de 1741 - 20 de fevereiro de 1790) foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico entre 1765 e 1790. Deteve ainda os títulos de rei da Boémia e da Hungria e de Arquiduque da Áustria (1780-1790). Filho mais velho de Francisco I e de Maria Teresa. A sua acção governativa valeu-lhe o título de "déspota esclarecido". Foi amigo dos Enciclopedistas e dos Fisiocratas.
Em 1760, casou-se com Isabel de Parma que faleceu três anos depois. Sua mãe obrigou-o a casar-se com Maria Josefa da Baviera, que morreu em 1767, sem dar um filho a José.
Com a morte do pai, em 1765, recebeu o título de imperador, mas só exerceu plenamente o poder depois da morte de sua mãe em 1780, tendo praticado com ela a co-regência. Durante o período da co-regência dedicou-se a viajar pelos estados austríacos e pelo estrangeiro.
Entre as primeiras reformas que empreendeu encontra-se a centralização administrativa do império através da supressão dos órgãos colegiais e da criação de uma chancelaria com vastos poderes.
Na economia, José II praticou políticas próximas do colbertismo. Procedeu-se a uma cadastro das terras, construiu-se uma rede de estradas e fomentaram-se as indústrias, sobretudo na Boémia.
Através do Édito de Tolerância de 1781 concedeu a liberdade de culto a todos os cristãos, embora os protestantes não obtivessem todos os direitos. Os judeus deixaram de ser obrigados de trazer sinais distintivos nas roupas e puderam frequentar as universidades.
Apesar de muito apegado ao catolicismo, não hesitou em colocar a Igreja sob sua autoridade, exercendo uma política religiosa autónoma de Roma que ficou conhecida por "josefismo". Suprimiu as ordens contemplativas e vendeu os bens destas em proveito das obras assistenciais (1781), fez com que os clérigos seculares se tornassem funcionários civis e instituiu seminários estatais. Limitou o culto das relíquias, os feriados e as peregrinações.
Na área social, José II aboliu a servidão (Novembro de 1781) e a tortura (1785). Fundou novos hospitais, asilos e orfanatos. A educação passou a ser encarada como responsabilidade do Estado, tendo sido decretado em 1773 o ensino primário obrigatório.
No campo da diplomacia fez uma aliança com Catarina II da Rússia contra os Turcos, mas José fracassou nos intentos de os derrotar.
O alemão tornou-se língua obrigatória no império em 1784.[1]
As suas reformas viriam a provocar descontentamento entre os nobres da Hungria e entre o clero, pelo que José teve que recuar em alguns aspectos. A orientação centralizadora que imprimiu ao Estado provocou a revolta dos Países Baixos Austríacos. O seu sucessor, o seu irmão Leopoldo II, viria mesmo a abandonar muitas dessas reformas.
Referências
- ↑ Votruba, Martin. The Law on the German Language in Administration. Slovak Studies Program. University of Pittsburgh. Página visitada em 2010-07-19.
| Precedido por Francisco I |
Imperador do Sacro Império Romano-Germânico 1765 — 1790 |
Sucedido por Leopoldo II |