José Manuel Coelho
| José Manuel Coelho | |
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| José Manuel da Mata Vieira Coelho | |
| Vida | |
| Nascimento | 22 de Julho de 1952 (60 anos) Gaula, Santa Cruz, Madeira |
| Nacionalidade | |
| Progenitores | Mãe: Isabel da Mata Pai: José Vieira Coelho |
| Partido | PTP-Madeira |
| Profissão | Político, operário da Construção Civil |
| Website | coelhopresidente.wordpress.com |
José Manuel da Mata Vieira Coelho (Gaula, Santa Cruz, Madeira, 22 de Julho de 1952) é um político. Foi deputado pelo PND à Assembleia Regional da Madeira.
Foi o candidato surpresa à Presidência da república nas presidenciais de 2011.1 Nessa eleição, por assumir um voto de protesto e uma postura burlesca recebeu o nome de "Tiririca da Madeira".
Índice |
Resultados em eleições[editar]
| Resultados em eleições (o ano liga à página da eleição)|- |
Ano | Tipo | Partido | Votos | % | Posição | Mandatos | ||||||||
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| 2007 |
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2011 |
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Nas eleições presidenciais de 2011, José Manuel Coelho obteve 46.247 votos na Região Autónoma da Madeira, ou seja 39,01% dos votos validamente expressos, que lhe garantiram o segundo lugar atrás de Cavaco Silva (44,01%). Em três concelhos, José Manuel Coelho chegou mesmo em primeiro lugar: Santa Cruz (47,78%), Funchal (41,45%) e Machico (41,09%)2 .
Biografia[editar]
José Manuel Coelho apesar de ter sido militante do PCP até 1999, e de ainda se considerar comunista, decidiu integrar as listas do PND para as eleições da Região Autónoma da Madeira a 6 de Maio de 2007. Para surpresa geral, o PND consegue eleger um deputado, Baltasar Aguiar. Durante a visita à Madeira do Presidente da República, Cavaco Silva, o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim chamou aos deputados da oposição da Assembleia Legislativa da Madeira de "bando de loucos" e ao deputado do PND de "fascista". Perante estas palavra o deputado do PND decidiu suspender o seu mandato e assim a 5 de Maio de 2008, José Manuel Coelho tomou o seu lugar. Desde aí o deputado da Nova Democracia tem-se tornado o deputado com mais visibilidade a nível nacional. Desde o início do actual regime autonómico nunca houve um deputado que usasse a mesma arma que Jardim, precisamente o populismo.
José Manuel Coelho já foi uma vez julgado em tribunal pelo crime de difamação do ex-autarca de Santa Cruz e agora deputado do PSD-M, Savino Correia, por esse crime cumpriu trabalho comunitário. Com os seus discursos politicamente incorrectos tem obrigado o PSD-M a tomar medidas ilegais na Assembleia Legislativa Regional para o fazer calar.
Tem levado várias vezes um relógio de parede ao pescoço para protestar contra o alteração do Regimento3 , chegando a propor uma estátua para Alberto João Jardim. O ponto mais polémico do seu mandato sucedeu em 5 de Novembro de 2008, quando, como forma de protesto contra o facto do parlamento regional nunca ter comemorado o 25 de Abril, apresentou ao plenário uma bandeira nazi, que ofereceu ao líder parlamentar Jaime Ramos 4 . A bancada parlamentar do PSD, como forma de protesto, votou a suspensão do seu mandato. No dia seguinte, 6 de Novembro 2008, Coelho seria impedido pelos seguranças privados da Assembleia Legislativa de entrar na Assembleia.[carece de fontes] Estes acontecimentos insólitos fizeram com que tivesse uma enorme visibilidade no país inteiro, sendo abertura de todos os telejornais. Perante a situação vivida à entrada da ALRAM, os deputados da Assembleia da República interromperam a discussão do Orçamento de Estado 2009 para discutir a democracia na Madeira.[carece de fontes] Devido à inconstitucionalidade do acto, Coelho regressaria depois ao parlamento regional.
Em 30 de Dezembro de 2010, apresentou a sua candidatura à Presidência da República, com o apoio do PND. Durante a campanha utilizou os tempos de antena para chamar a atenção da opinião pública para a repressão política na Madeira5 , o caciquismo do poder local em geral 6 , o escândalo financeiro do BPN7 e até para as circunstâncias comprometedoras da aquisição pelo PR Cavaco Silva da sua casa de férias no Algarve8 . Os resultados eleitorais das presidenciais deram-lhe 189,901 votos que constituíram 4.49% do total, tendo sido o candidato mais votado no Funchal (41.15%), Machico (41.09%), e Santa Cruz (47.48%).
Em Março de 2011 passou a militar no PTP, Partido Trabalhista Português, do qual é actualmente vice-presidente. Nas eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, o PTP obteve apenas 0,3 % dos votos, não conseguindo eleger nenhum deputado para a Assembleia da República. Devido ao protagonismo de José Manuel Coelho, o PTP seria mais feliz nas eleições legislativas regionais da Madeira, em 9 de Outubro de 2011, obtendo 6,86 % dos votos e elegendo 3 deputados, posicionando-se como a quarta força política mais importante do arquipélago.
Em janeiro de 2013 foi condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa, por dois crimes de difamação agravada contra o presidente e o vice-presidente do Governo Regional. Foi ainda condenado a pagar 2.500 euros ao chefe do executivo insular, Alberto João Jardim, e 5.500 euros ao seu vice-presidente, João Cunha e Silva, por danos não patrimoniais9 .
Referências
- ↑ ACÓRDÃO Nº 504/2010. TC (29 de dezembro de 2010). Página visitada em 8 de janeiro de 2011.
- ↑ a b Presidenciais 2011. Resultados Nacionais. Por distritos. SIC Online (23 de janeiro de 2011). Página visitada em 23 de janeiro de 2011.
- ↑ Sessão par(a)lamentar à conta do relógio do PND. Jornal da Madeira (5 de junho de 2008). Página visitada em 8 de janeiro de 2011.
- ↑ Deputado do PND exibe bandeira nazi e chama "fascistas" aos sociais-democratas. Expresso (5 de novembro de 2008). Página visitada em 8 de janeiro de 2011.
- ↑ Lusa (8 de janeiro de 2011). Coelho salienta candidatura nacional que servirá para derrotar "tiranete" Jardim. Público. Página visitada em 1 de fevereiro de 2011.
- ↑ Lusa (18 de janeiro de 2011). José Manuel Coelho distribui batatas em sacos azuis. Expresso. Página visitada em 1 de fevereiro de 2011.
- ↑ Lusa (7 de janeiro de 2011). José Manuel Coelho apelida Dias Loureiro do novo "Alves dos Reis". Diário de Notícias. Página visitada em 1 de fevereiro de 2011.
- ↑ Lusa (15 de janeiro de 2011). José Manuel Coelho visitou casa de férias de Cavaco Silva. Expresso. Página visitada em 1 de fevereiro de 2011.
- ↑ José Manuel Coelho condenado a 18 meses de prisão com pena suspensa.