José Manuel Fernandes
| José Manuel Fernandes | |
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| Nascimento | 7 de Abril de 1957 (54 anos) Lisboa |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Jornalista |
José Manuel Fernandes (Lisboa, 7 de Abril de 1957) é um jornalista português.
Frequentou o Liceu Nacional Pedro Nunes, onde terminou o Curso Complementar dos Liceus (1976). Na mesma altura foi dirigente do MAEESL - Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa, e integrou o Secretariado fundador da UEC-ML - (União dos Estudantes Comunistas (Marxista-Leninista)) (1975-1976), uma organização estudantil de ideologia maoísta ligada à UDP. Em 1976 matriculou-se em Medicina, que logo trocaria pela Biologia, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Ao mesmo tempo dava os primeiros passos no jornalismo, passando por vários jornais ligados à UDP, até ingressar na redacção d' A Voz do Povo, à época dirigida por João Carlos Espada. Chegou a chefe de redacção do mesmo jornal, até ao seu encerramento e já depois do afastamento da tutela do partico. Seguiu para a redacção d' O Jornal (que desaparecido em 1993 se transformou na revista Visão), onde trabalhou seis meses antes de ingressar no Expresso, na década de 80, de que foi redactor até 1989. Fez parte do grupo de jornalistas que, com Vicente Jorge Silva e Jorge Wemans, deixam o Expresso para fundar o Público onde foi, sucessivamente, subdirector (1990-1996), director-adjunto (1996-1997) e director (1998-2009), com um lugar no respectivo Conselho de Administração (1998-2009). Deixou o cargo de director do Público, a seu pedido[1], no final de 2009, mantendo desde então uma coluna nesse jornal com o título Extremo Ocidental.
Dirige, desde 2011, a revista "XXI, Ter Opinião", anuário da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Colaborou e integrou o Conselho Editorial da revista Risco durante toda a sua existência, mantém-se como colaborador e membro do Conselho Editorial da revista Nova Cidadania, é fundador e membro da direcção do Observatório da Imprensa e membro do board do Fórum Mundial de Directores, no quadro da Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA), entre 2000 e 2009). Integra desde 2010 o colectivo do blogue Blasfémias[2].
É autor de vários livros — o primeiro dos quais, A Aposta no Homem (1985), foi escrito no quadro de uma equipa dirigida por Carlos Pimenta. Com o fotógrafo Maurício Abreu publicou O Homem e o Mar – O Litoral Português (1998), Rios de Portugal (1990), e Serras de Portugal (1994), abordando a defesa do património natural e cultural do país. Os textos que escreveu na sequência do 11 de Setembro de 2001, onde defende a intervenção militar no Iraque, foram reunidos no livro Ninguém é Neutro (2003)[3]. Em 2010 edita, em conjunto com D. Manuel Clemente, bispo do Porto, Diálogos em Tempo de Escombros[4] e, em 2011, é autor de um ensaio na colecção da Fundação Francisco Manuel dos Santos, "Liberdade e Informação".
Recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, nomeadamente o prémio Gazeta de Jornalismo Ambiental (1995) e o Grande Prémio do Clube Português de Imprensa (1998).
Foi professor convidado da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (1997-2006) e mantém colaborações, na mesma qualidade, no Instituto de Estudos Políticos[5] e na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa[6], bem como no Instituto Superior de Comunicação Empresarial.
- ↑ i (18 de Agosto de 2010). "Sofri ataques de Santana, mas não tão pensados como os de Sócrates". i. Página visitada em 2 de Agosto de 2011.
- ↑ "José Manuel Fernandes reforça Blasfémias". diario2.com. . (página da notícia visitada em 2 de Agosto de 2011)
- ↑ Livro Ninguém é Neutro, informação no site da FNAC Portugal
- ↑ Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Diálogo em tempo de escombros. Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Página visitada em 2 de Agosto de 2011.
- ↑ Estrutura do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguese, no site oficial da Universidade
- ↑ Corpo Docente da Faculdade de Ciências Humanas da Univ. Católica Portuguesa, no site oficial da Faculdade