José Manuel Ribeiro da Silva

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José Manuel Ribeiro da Silva é um ciclista português e venceu a Volta a Portugal em 1955 e 1957. Nascido em São Salvador de Lordelo em 16 de Fevereiro de 1935, cedo demonstrou grande apetência para o ciclismo contra vontade de seu pai que preferia para seu filho uma vida mais estável na sua pequena fábrica de móveis. Depois de disputar e vencer várias provas populares e regionais decidiu tentar a sua sorte nos grandes clubes da cidade do Porto. Pela mão desse grande academista e "expert" Salvador Henriques, em 1953, deu as primeiras voltas na pista do Lima sendo imediatamente inscrito na categoria de amadores-juniores, disputando o respectivo campeonato. Logo aí vence duas provas, mas perdeu o título regional por ter caído à entrada do Estádio do Lima na derradeira prova. Nesse mesmo ano começa a mostrar toda a sua potencialidade ao classificar-se em 8º lugar na clássica Porto-Lisboa. Estava lançado nas grandes provas. Começa a ser um nome conhecido no pelotão. Em 1954 a sua paixão pelo ciclismo é a mesma. Já não em "chaços", nem vai levar cartas aos namorados... mas todos os dias faz "raids" nas redondezas da sua povoação de Lordelo. Está cada vez mais forte e decidido. Entretanto, chega ao Académico um convite para estar presente na Volta a Pontevedra. Estuda-se a proposta e o ciclismo do clube do Lima atravessa a fronteira. Zé Manel Ribeiro da Silva corre admiravelmente. Os jornais espanhóis falam dele com admiração, e chegam a apontá-lo como favorito. No final, alcança o 5º lugar e é proclamado "Rei da Montanha". É uma estreia no estrangeiro auspiciosa, especialmente por ter vencido os ciclistas espanhóis na montanha. Regressa a Portugal ainda a tempo de vencer o Circuito de Paços de Ferreira, uma "clássica" nortenha. Em 1955 continuam os êxitos. O nosso herói conquista o Campeonato Regional e entra na Volta a Portugal. É a prova da sua definitiva revelação, porque se bate com Alves Barbosa até ao último momento, não o largando um instante. Veste a camisola amarela, e só aperde num célebre contra-relógio em Sangalhos. Até ao Porto, onde terminava a Volta, bate-se galhardamente e espreita todas as oportunidades. Na etapa final, a multidão aglomera-se ao longo da estrada para aclamar os ciclistas. No Lima aguarda-se ansiosamente. Ribeiro da Silva entra isolado e ganha a Volta a Portugal. O Porto e Lordelo aclamam-no. Ribeiro da Silva é um ciclista com provas dadas e um dos melhores de sempre na história do ciclismo nacional. Em 1956 volta a disputar a Volta e fica em segundo atrás do seu rival Alves Barbosa, com quem manteve um empolgante duelo durante toda a prova, tendo contribuido decisivamente para a vitória por equipas do Académico Futebol Clube. Neste ano além de outras provas menores, vence o Circuito da Maia prestigiada prova do ciclismo nacional da época. A experiência adquirida nos primeiros dois anos de profissionalismo levou Ribeiro da Silva a ganhar de forma inequívoca a Volta a Portugal de 1957, deixando o segundo classificado a 6'45". O ano de 1957 foi fantástico para Ribeiro da Silva, que brilhou a nível internacional, assumindo-se como uma promessa da velocipedia mundial. Na Volta a Espanha obteve a quarta posição, assistindo de muito perto ao duelo pela vitória final. O ciclista academista participa na Volta a França pela equipa Rochet-Dunlop, obtendo um razoável 25º lugar, coroado com um triunfo na mítica montanha do Tourmalet (Pirinéus). No mesmo ano, pedalou para a vitória na conceituada prova francesa Paris-Evreux, provocando uma enorme admiração no meio ciclista internacional, enchendo de orgulho todos os desportistas portugueses. Todas as condições estavam reunidas para que José Manuel RIBEIRO da SILVA, dada a sua juventude, viesse a afirmar-se como um grande valor internacional. Um estúpido acidente de motorizada, no dia 9 de Abril de 1958, roubou ao ciclismo português e ao Académico Futebol Clube um dos seus maiores vultos. José Manuel RIBEIRO da SILVA, a maior lenda dos atletas do Académico, não sem razão, já que em apenas quatro anos conseguiu os maiores êxitos para o seu único clube. RIBEIRO da SILVA foi apelidado pelo histórico e exigente crítico do L'Équipe, Paul Ruinart, "o português voador".


Escola Daniel Faria - Baltar

Carreira desportiva[editar | editar código-fonte]

Palmarés[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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