José Manuel Soares

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A estátua de José Manuel Soares

José Manuel Soares (Lisboa, 30 de janeiro de 1908 - 24 de outubro de 1931) foi um futebolista português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jogou toda a sua carreira no clube de coração e da sua terra, o Clube de Futebol os Belenenses. Lá conquistou 2 campeonatos de Portugal e 2 Campeonatos de Lisboa, sendo que entre 1928 e 1931 sagra-se consecutivamente o melhor marcador da prova lisboeta atingindo, na época de 1930 a 1931, a surpreendente marca de 36 golos em apenas 14 jogos. Nessa época, contra o Bom Sucesso Pepe marca 10 golos, num desafio que o Belenenses ganha por 12-1.

Em 1928 Pepe faz parte da primeira geração portuguesa de craveira internacional que participa nos Jogos Olímpicos de Amesterdão. Portugal nessa competição chega, algo surpreendentemente, aos quartos de final numa equipa onde brilhavam, ao lado do "génio de Pepe" alguns dos primeiros talentos do futebol português: o "elástico" António Roquete; o grande "capitão" e senhor do futebol nacional e internacional Jorge Vieira (defesa central esquerdo); o "maestro" e jogador chave da equipa Augusto Silva (médio centro); o "tecnicista" extremo direito Valdemar Mota; e o "homem golo" Vítor Silva que marca 3 golos em 3 jogos na competição.

"Jogador nervoso", Pepe era um repentista, dotado de eximia técnica, velocidade estonteante e poderoso remate. Franzino, com cara de miúdo morre trágica e prematuramente com 23 anos em 1931 numa altura em era já um jogador idolatrado por todo o país e com uma idade que não o permitia ainda atingir a maturidade futebolística. Contudo, com apenas 23 anos, Pepe foi um génio do futebol, um jogador que se não tivesse falecido tão prematuramente teria, por certo, alcançado marcas dificilmente atingíveis para um futebolista como provam os 36 golos marcados em 14 jogos, feito ainda hoje inalcançado nos primeiros escalões do futebol nacional.

Pepe morre, ao que parece porque nunca se chegou a confirmar, por envenenamento involuntário. Isto porque a mãe, por engano, trocou bicarbonato de sódio, que se utilizava para apressar a cozedura, por potassa.

Ao ir para o emprego, Pepe leva uma sandes de chouriço que sobrara do jantar do dia anterior, para o lanche. Ao chegar a hora de o comer partilha-o com o gato "mascote" do sitio onde trabalhava. Este foi o primeiro a falecer para, pouco depois, Pepe dar entrada no Hospital com enormes dores de barriga. Horas depois Pepe acaba por falecer com hemorragias sendo vítima de uma destruição interior fulminante, muito provavelmente devido à potassa que tinha sido, por engano, trocada pelo bicarbonato de sódio. Nesse mesmo dia dão entrada no Hospital também a mãe, a irmã e o irmão de Pepe queixando-se, igualmente, de dores de barriga. Estes, todavia, sobrevivem porque, ao que parece, ingeriram menores quantidades de chouriço. O pai, que foi o único que não ingeriu o alimento supostamente envenenado, não sofreu de dores ou de outros problemas que afligiram o resto da família.

O funeral de Pepe foi quase o luto nacional. Nele compareceram cerca de 30 mil pessoas num acontecimento que perturbou intensamente o meio desportivo português.