José Rainha Júnior
José Rainha Júnior (São Gabriel da Palha - ES, 4 de julho de 1960) é um ativista político brasileiro. Foi um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas foi descredenciado da sigla em 2007 após seu envolvimento em um projeto de produção de biodiesel[1] e em várias outras polêmicas como o fato de ter desrepeitado a política do movimento de não-alinhamento partidário [2] e sua condenação judicial por porte ilegal de arma[3]. Apesar disto, Rainha continua declarando que é filiado ao movimento e ainda utiliza os símbolos deste, mesmo sem permissão. O MST, entretanto, afirma que Rainha não representa mais os ideais de luta do movimento[4].
Em 2008, o jornal O Globo utilizou a imagem de Rainha, que fez campanha para um candidato a vereador da Rocinha acusado de ligações com o tráfico de drogas, de forma a associar o MST à prática nas favelas do Rio de Janeiro[5]. A direção nacional do MST lançou uma nota de esclarecimento reafirmando que Rainha "e os integrantes de seu grupo, como Niúria Antunes, não participam de nenhuma instância da coordenação nacional, estadual ou local do nosso movimento" e que ele "não faz (mais) parte do MST"[6].
Referências
- ↑ MACHADO, Cristiano. "Em carta, MST reforça punição a José Rainha". Folha Online. 24 de maio de 2007.
- ↑ Folha de S. Paulo. "Rainha contradiz MST e defende governo Lula". Folha Online. 12 de abril de 2007.
- ↑ Agência Folha. "Justiça determina a prisão de José Rainha, que está foragido". Folha Online. 25 de outubro de 2006.
- ↑ "MST diz que Rainha não representa o movimento". O Globo. 24 de julho de 2008.
- ↑ JAKOBSKIND, Mário Augusto. "O Globo manipula informação ao atacar MST". Brasil de Fato. 25 de julho de 2008
- ↑ Direção Nacional do MST. "Esclarecimento sobre reportagem do jornal O Globo". Site oficial do MST. 24 de julho de 2008.