José Vicente Faria Lima

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José Vicente Faria Lima
Mandato janeiro de 1965 — abril de 1969
Antecessor(a) Francisco Prestes Maia
Sucessor(a) Paulo Maluf
Vida
Nascimento 7 de outubro de 1909
Rio de Janeiro
Falecimento 4 de setembro de 1969 (59 anos)
Partido ARENA
Profissão Engenheiro Militar

José Vicente de Faria Lima (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1909 — Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1969) foi um militar e político brasileiro.

Com 21 anos de idade iniciou sua carreira na Força Aérea Brasileira (FAB), chegando em 1958 a Brigadeiro do ar. Antes, no Colégio Militar, já havia mostrado ser um aluno aplicado. Na década de 1930, juntamente com Eduardo Gomes e outros, voou muito pelo interior do país, fazendo as linhas do Correio Aéreo Nacional.

Na FAB fez cursos de aviador militar, de observador e de engenharia aeronáutica, especializando-se em engenharia na Escola Superior de Aeronáutica da França. Participou da criação do Ministério da Aeronáutica, como assistente técnico do então Ministro Salgado Filho. Foi chefe da comissão da Aeronáutica nos Estados Unidos e comandante do Campo de Marte.

Chamado por Jânio Quadros, assumiu a presidência da Vasp. Foi secretário de Viação e Obras Públicas, no governo Jânio Quadros, tendo permanecido no cargo durante a gestão Carvalho Pinto com administração exemplar.

Em março de 1965 foi eleito prefeito de São Paulo, promovendo o alargamento e duplicando, dentre outras, a rua da Consolação e as avenidas Rebouças, Sumaré, Pacaembu, Cruzeiro do Sul, Rio Branco.

No fim de 1968 ingressou na extinta ARENA. A administração de Faria Lima notabilizou-se pelas diversas obras, entre elas a Marginal Tietê, a Marginal Pinheiros, avenidas Sumaré, Radial Leste, Vinte e Três de Maio, Rubem Berta, além de obras nas áreas de saúde, educação, bem-estar social etc. Foi durante este período que o serviço de bondes foi extinto em São Paulo, em 1967. Faria Lima começou as obras do Metrô de São Paulo em dezembro de 1968[1].

Entre as obras para a melhoria do trânsito de São Paulo, Faria Lima começou a construção de uma avenida ligando os bairros de Pinheiros e Itaim Bibi. Após a sua morte a avenida, que se chamaria Radial Oeste, recebeu o nome de Avenida Brigadeiro Faria Lima em sua homenagem.

Outra homenagem post-mortem realizada em honra ao Brigadeiro Faria Lima foi a cerimônia indígena de despedida, o quarup. Os únicos brancos que receberam essa homenagem foram; Faria Lima, Leonardo Vilas-Boas, Noel Nutels, Cláudio Vilas-Boas, Álvaro Villas Boas e Orlando Vilas-Boas. Quando era piloto da FAB, o Brigadeiro prestou serviços de transporte à área ocupada desde 1961 pelo Parque do Xingu. O último quarup para um homem branco foi realizado em memória do sertanista Orlando Villas Boas. Por decisão do cacique Aritana: "Agora não vai ter mais quarup para branco", disse ele. "Acabou. O Orlando foi o último."[2] [3]

Era o irmão mais velho do ex-governador do Rio de Janeiro, Almirante Floriano Peixoto Faria Lima.[4]

Referências

  1. Companhia do Metropolitano de S. Paulo. Metro Memória. Página visitada em 31 de jnaeiro de 2012.
  2. "Investigação ameaça marca Faria Lima", Otávio Cabral, Folha de S. Paulo, 15/8/1999, acessado em 14/7/2009
  3. [1], RENATO SOARES, FOTÓGRAFO, "Raiz, Cultura do Brasil", acessado em 17/7/2009
  4. Memorial Faria Lima

[editar] Ligações externas

Precedido por
Lúcio Martins Meira
Presidente do BNDES
de fevereiro até setembro de 1961
Sucedido por
Leocádio de Almeida Antunes
Precedido por
Prestes Maia
Prefeito de São Paulo
19651968
Sucedido por
Paulo Maluf
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